Maria Pudim

"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão

A minha fotografia
Nome: Maria Lua
Localização: Loures, Portugal

Domingo, Setembro 30, 2007

As imagens da semana

Um passeio a Óbidos (em 2006!), fotografias tiradas, com muita emoção, numa das mais belas vilas de Portugal.

sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu

tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou

sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi

e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós

e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu


e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo

onde só chega quem não tem medo de naufragar

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Sábado, Setembro 29, 2007

As surpresas da semana

1 - São muitos os apelos urgentes no Cantinho dos Animais para ver aqui.

2 - Quando uma fotografia consegue transmitir muito sem palavras, como esta.

3 - Um amoroso casaco em malha para bebé neste blogue.

4 - Um bonico Saco de Papel com muitas surpresas na Shop, para visitar aqui.

5 - Via Democracia em Portugal?, sentimos, mais uma vez, que a liberdade de expressão está a desaparecer... Para ver aqui.

6 - Gostei muito destes tecidos, que estão para venda (entre outras criações), neste blogue.

7 - Há muito tempo que tento comprar uma Alfarrobeira, mas ainda não encontrei, mas quando conseguir, quero plantá-la para crescer e ficar como esta.

8 - Um convite de Baptizado simplesmente soberbo para ver aqui.

9 - Também eu via esta série! E raramente perdia um episódio. Quem se lembra da Ana dos Cabelos Ruivos?

10 - Via Elpetirrojo, conheci o magnífico trabalho de dois ilustradores argentinos: José Sanabria e Valeria Docampo

11 - As lindíssimas "galetas" da Laura Frias, para ver na Fermento.

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Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Jornadas Europeias do Património 2007 - 28, 29 e 30 de Setembro
Vários locais por todo o País (ver programa)

"As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, com o objectivo da sensibilização dos povos europeus para a importância da salvaguarda do Património. Neste sentido, cada País elabora anualmente um programa de actividades a nível nacional, a realizar em Setembro, acessível ao público gratuitamente.
O tema escolhido pelo IGESPAR para as Jornadas Europeias do Património de 2007 - "PATRIMÓNIO em DIÁLOGO", parte da ideia-base de que todas as comunidades possuem os seus monumentos de referência, mas que é importante ter em consideração que tais realizações não estão isoladas do tecido cultural que as envolve e que as justifica.
Com o objectivo de contribuir para o reconhecimento, protecção e valorização das paisagens culturais nas suas múltiplas dimensões - humana, cultural, simbólica e memorial - convidamos o público a "sair" do monumento e a tentar compreendê-lo nas múltiplas vertentes que caracterizam a sua envolvente. Através deste desafio lançado às comunidades e aos seus agentes dinamizadores, o IGESPAR pretende incentivar o "diálogo" e a "partilha" entre todas as entidades com responsabilidade na gestão do património e do território, bem como promover o processo de participação integrada que torna sustentável a política de valorização do Património.
Nas Jornadas Europeias do Património de 2007, o IGESPAR procura apresentar uma programação de cativação do público para o legado cultural, alertando para o facto de o património ser um território partilhado. Com a finalidade de oferecer um leque vasto de actividades atractivas para o público, numa estratégia de investimento na participação activa e no envolvimento das comunidades com o património, convidou-se à participação todos os Municípios, as entidades culturais, públicas e privadas, e, sobretudo, todas as instituições que partilham a responsabilidade de protecção e valorização do território.
O Programa Nacional de Actividades encontra-se disponível em PDF aqui "

In site: http://www.ippar.pt/pls/dippar/agenda_detalhe?xcode=11762908

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Em que País estamos?
(e-mail enviado, dia 27/09/2007, para o Grupo Sasel: sasel@gruposumol.pt)

Ex.mos Sr.s,

A minha desilusão perante mais uma "façanha" do povo Português deixou-me profundamente sentida. Depois de ler esta notícia
e esta sobre a vossa Campanha, fiquei sem palavras.
Desde o início que acarinho a vossa iniciativa, quer divulgando, quer participando (enviando rótulos e, ultimamente, através do registo no vosso site, os números de identificação que constam nas tampas das garrafas/garrafões) na expectativa de que algumas árvores pudessem ter sido plantadas...
Ainda hoje de manhã, enviei mais um registo no site (totalizando 35 árvores "fantasma")... Parece estranho que continuamos a cometer os mesmo erros, e que seja o lucro e a publicidade obtida o principal objectivo para aumentar a comercialização de uma empresa.
Este mail é um desabafo, um desabafo de impotência perante um País em queda de valores morais, perante pessoas que não respeitam nada nem ninguém, perante a preocupação sobre o que deixaremos às gerações futuras... É quase um deixar de acreditar na possibilidade de, algum dia, mudar ou melhorar...
Espero que, ao contrário do que acontece, haja averiguação e apuramento de responsabilidades, e haja uma punição efectiva (e não o esconder ou absolver porque são amigos, compadrios e sei lá que mais).
Sei que sou só uma consumidora e não faço a diferença na vossa contabilidade, mas enquanto esta situação não for resolvida, nomeadamente repondo o verdadeiro objectivo da vossa Campanha de plantar as tais 6 mil e tal árvores, deixarei de consumir os vossos produtos. Mas é a tristeza que pesa no meu coração, a tristeza por este Portugal que se auto-destrói à conta de uma mentalidade pequenina, hipócrita, invejosa e sem sentimentos.

Obrigado pela atenção.
Maria

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Quinta-feira, Setembro 27, 2007

Petição da Comissão Nacional Justiça e Paz

Leia, divulgue e assine a petição que afirma que «a pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e das condições necessárias ao exercício da cidadania».
Para assinar em: http://www.petitiononline.com/pobreza/petition.html
Até dia 30 de Setembro 2007

Mais informações em: http://cnjp.ecclesia.pt

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«Relíquias» de João Paulo II distribuídas gratuitamente aos fiéis de todo o mundo

"A postulação da Causa de Canonização de João Paulo II está a distribuir, aos fiéis de todo o mundo, uma pagela que contém um pequeno pedaço do tecido da batina do falecido Papa.
Em declarações à Rádio Vaticano, o sacerdote polaco Slawomir Oder, postulador da causa, explicou que a distribuição gratuita de imagens "ex-indumentis" (com pedaços de tecido) "não se trata de uma acção publicitária" nem tem fins lucrativos. Esta distribuição de imagens "é simplesmente uma iniciativa que está dentro das outras que acompanham o processo de beatificação".
"Além das imagens simples, como sempre, estão a ser distribuídas também pagelas que contêm um pedacinho do tecido pertencente às vestes do Servo de Deus. É uma coisa absolutamente normal dentro da praxis da Igreja", prosseguiu o postulador da causa de João Paulo II.
A distribuição é feita de forma gratuita, mas os que assim o desejarem podem oferecer um contributo para ajudar com os gastos de impressão e distribuição das imagens.
O Pe. Oder sublinha que "estes pedacinhos de tecido que, são elementos materiais, não são propriamente relíquias, porque não constituem um elemento pertencente a uma pessoa reconhecida pela Igreja como Santa".
"O principal objectivo é, simplesmente, dar uma resposta a um pedido do povo de Deus, que deseja ter esta memória, porque é uma memória física do Santo Padre, que entrou profundamente na história e nossos corações", indicou.
A página oficial da causa de João Paulo II é www.vicariatusurbis.org/beatificazione"

O pedido poderá ser feito por mail ou correio conforme as informações aqui

In Notícias da Agência Ecclesia 26.09.2007

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Quarta-feira, Setembro 26, 2007

X Festival Internacional de Órgão de Lisboa
21 Setembro a 9 Outubro
Entrada livre
Info: 213 573 131 (Juventude Musical Portuguesa)


"A décima edição do Festival Internacional de Órgão, decorre em várias igrejas da capital, a direcção artística do evento está a cargo de João Vaz e de António Duarte."

Sé da Patriacal de Lisboa
27 Set: 21h30
Edward Elgare Martin Stacey
30 Set: 16h30
J. S. BachJoris Verdin, órgão.
3 Out: 21h30
Canto e ÓrgãoAnne-Laure Toyya, Michel Bouvard, órgão.

Igreja do Loreto
28 Set: 21h30
Joris Verdin, Harmónio
1 Out: 10h-13h/15h-18h
Masterclass de HarmónioCom Joris Verdin.

Igreja Evangélica Alemã
5 Out: 14h-19h
Echo – Festa Europeia do Órgão

Igreja de São Luís dos Franceses
8 Out: 21h30
Thomas Gabriel EnsembleJazz

Basílica da Estrela
9 Out: 21h30
Dietrich Buxtehude - Concerto de Encerramento
Rui Paiva, órgão. Capela Real, Grupo Vocal Officium, Pedro Teixeira, direcção.

In site: http://www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/index.html

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Terça-feira, Setembro 25, 2007

O que é Nacional é bom!

"Ontem fui com uma jovem portuense dar-lhe a provar o seu primeiro Pastel de Belém. Curiosa, pergunta-me se sei quantos pastéis vendem por dia, interrogação essa que reencaminhei para o empregado que nos atendia.
“O mês passado vendemos 25 mil pastéis por dia. Faziam filas lá fora. Eram emigrantes, espanhóis, não lhe passa pela cabeça.”
Pois é… não me passava pela cabeça… em meses normais, exceptuando Agosto, parece que o número diminui para metade. Mas não deixa de impressionar… 12 500 pastéis por dia!"

In blogue: http://www.corta-fitas.blogspot.com/

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Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Marmelos Estufados à moda da minha Mãe

Ingredientes
7 a 8 marmelos
3 a 4 colheres de sopa de açúcar amarelo
canela em pó qb
Confecção
Lave, corte os marmelos em bocados (sem tirar a casca) e retire as sementes.
Coloque os marmelos num tacho ou frigideira largo (de preferência em inox) com um pouco de água (2 dedos de altura).
Adicione o açúcar, polvilhe com a canela e leve ao lume alto até ferver.
Depois de ferver, baixe para lume brando, e deixe cozinhar (com o recipiente tapado - utilizando a tampa do tacho) até os marmelos estarem bem macios/cozidos.
Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e sirva, ainda morno, como sobremesa.

Esta receita é da minha mãe e fica uma deliciosa sobremesa. E é outra forma de utilizar os marmelos sem ser para fazer marmelada.
Espero que gostem!

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Domingo, Setembro 23, 2007

As imagens da semana

O Outono, a minha estação preferida, chegou e na horta é visível a sua presença nos tons amarelados/laranjados/vermelhados que nos rodeiam, nos frutos/legumes característicos da época, na diminuição dos pássaros avistados (as andorinhas quase desapareceram...), nas folhas secas que cobrem o caminho e em outros pequenos detalhes que despertam os sentidos.
É tempo de apanhar, guardar, cortar, conservar, proteger, limpar e abrir o coração para sentir o que o Outono nos oferece.
E, de preferência, sorrir perante tamanha beleza...

As nozes estão prontas para serem recolhidas...
Este ano, em menos quantidade mas com a mesma boa qualidade...

Toda a ajuda é preciosa na altura da apanha...

O meu Pai...

Em volta dos Marmeleiros...

Que dão marmelos para fazer Marmelada, geleia de Marmelo e comer assados.

E como temos bastantes, partilhamos com a família e amigos, inteiros ou em taças de marmelada.

Não são fáceis de apanhar, talvez, por isso, as pessoas tenham desistido deles...

E para descascar e cortar é preciso muita força (são muito rijos)...

Utilizamos um "canho" (feito de madeira) para poder conseguir puxar os ramos mais altos. Não sei se o nome está correcto...

As nossas romãs estão pequeninas mas já estão quase todas abertas...

Reza a tradição que se deve guardar algumas para comer no dia de Reis - para dar fortuna e sorte (cá em casa, a tradição cumpre-se!)...

As laranjas estão a crescer bem e bonitas...

mas são pouco doces...

Os figos estão no seu apogeu...

e servem para comer ao natural, em doce, em compota, em saladas, em bolos...

e para partilhar com quem mais gostamos...

Devem ser apanhados com algum cuidado para não rebentarem e verterem o líquido branco...

A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.
A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.
As temperaturas desceram.
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.

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Sábado, Setembro 22, 2007

As surpresas da semana

1 - Um projecto espantoso com jóias em cortiça para ver em: http://www.esad.pt/2ndskin/index.php?area=2NDSKIN

2 - As dicas da Luísa para fazer bolas de pentágonos em tecido: http://luisalourenco.blogspot.com/2007/09/dicas-para-fazer-bolas-de-pentgonos_05.html

3 - A Declaration of Independence dos EUA em: http://youtube.com/watch?v=ZxTvS-kyHzs

4 - Mundo estranho esse em que vivemos, quando ajudamos vamos presos. Para ler em: http://www.miguelportas.net/blog/?p=141

5 - A Violeta precisa de uma boa família que a estime até ao fim da sua vida! Para ver em: http://bichanosdoporto.blogspot.com/2007/09/violeta.html

6 - Uma receita com um aspecto delicioso a experimentar em breve em: http://paracozinhar.blogspot.com/2007/09/po-de-banana-e-chocolate.html

7 - As belas fotografias, tiradas pela Bettips, do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima em: http://bettips.blogspot.com/2007/08/festival-internacional-de-jardins-em.html e em: http://bettips.blogspot.com/2007/08/jardins-em-festival.html

8 - Uma ficção real em que o escritor/assassínio foi condenado a 25 anos de prisão. Para ler em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0609200711.htm

9 - Também eu sinto e constato esta realidade: http://prazer_inculto.blogspot.com/2007/09/down-down-and-away-hoje-soube-de-duas.html

10 - Via Coisas, um belíssimo chuveiro para a nossa casa em: http://freshome.com/2007/09/10/a-shower-for-a-modern-home/

11 - Um Workshop de Feltro Artesanal da Helena a não perder! Mais informações em: http://www.flickr.com/groups/cursoseworkshops/discuss/72157602036783380/

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Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Peace One Day - 21 de Setembro 2007

Paz

Peace, Frieden, Paix, Vrede, Shalom, 和平, Pace, 평화, мир

O Dobro

Quando um país vencia o outro país,
tornava-se duas vezes maior e ficava duas vezes mais
cansado.
E duas vezes mais destruído.
Quando um país vencia o outro país,
tinha duas vezes mais mortos e feridos.
E duas vezes mais estômagos vazios.
Quando um país vencia o outro país,
tornava-se duas vezes maior e ficava duas vezes mais
cansado.

Theo Olthuis
(Tradução de Lina Cortesão)

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Quinta-feira, Setembro 20, 2007


And now these three remain: faith, hope and love. But the greatest of these is love.
1 Cor, 13:13

Via: http://www.mwlzarah.blogspot.com/

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Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Peace One Day - 21 de Setembro 2007
www.peaceoneday.org

Eu, tu, ele, nós, eles, todos juntos, poderemos fazer a diferença.
What will you do to make peace?

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Terça-feira, Setembro 18, 2007

Peace One Day - 21 de Setembro 2007
Post pela Paz
Um desafio virtual com efeitos reais

Começou por ser uma ideia lançada pelo Mudar o Mundo e que entusiasticamente acarinhei.
O Luís não esqueceu o meu comentário e mandou um mail com a proposta e a iniciativa em: http://ppp.mudaromundo.com/.
O blogue Mudar o Mundo decidiu avançar e já começaram a fazer a diferença, eu sigo com a ideia, mas precisamos da colaboração de todos vós (os pouco que visitam este cantinho e têm outros blogues) na divulgação e colaboração dessa iniciativa.
Não esquecer:
- É importante inscrever o blogue que vai participar com um post pela Paz no dia 21, porque, dessa forma, estará a contribuir com um Pão Moinhos Vivos a ser entregue a instituições que necessitem.
- Divulgar por palavras, por ideias, em conversa ou colocando um dos banners sobre a iniciativa.
Posso, perdão, podemos contar com a ajuda de algum de vós? Ou de muitos de vós?
Podemos fazer do dia 21 de Setembro, para quem navega na internet, um dia de reflexão sobre a importância da Paz?
Acredito que sim!
Obrigado.

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Início do Leilão de Setembro do Projecto Mão a Mão

O leilão do mês de Setembro já está a funcionar no site: www.mao-a-mao-leilao.blogspot.com
Até ao próximo dia 30 de Setembro poderão licitar qualquer um dos 33 artigos expostos, colocando um comentário no artigo desejado e deixando sempre um contacto.
A instituição que beneficiará deste leilão é a CASA - Centro de Acolhimento para os Sem Abrigo da Tégua - Portalegre poderá encontrar a caracterização desta associação em http://mao-a-mao-leilao.blogspot.com/2007/09/c.html.
Boas Licitações!

www.mao-a-mao.blogspot.com
www.mao-a-mao-leilao.blogspot.com

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Aves em Portugal - Pardal-comum

"Volto novamente ao post Aves em Portugal, desta vez com uma das aves mais conhecidas em Portugal, o pardal-comum (Passer domesticus).
Pertencente à família Passeridae, mede entre 14 e 15 cm, e é uma ave que se adaptou muito bem aos ambientes citadinos e à presença humana, sendo actualmente a ave com maior distribuição geográfica. Encontra-se em todos os locais habitados por pessoas, no campo ou na cidade. A sua dieta é à base de insectos, sementes e restos de comida.
O macho distingue-se da fêmea por este apresentar uma coroa escura e um bibe preto que se alarga no peito, enquanto que a fêmea costuma ser mais clara. O seu ninho, construído nas fendas de edifícios e nas árvores, costuma ser esférico com uma entrada lateral, construída à base de capins, algodão e outras fibras. Também é costume vê-los a usar ninhos de outras aves (que preguiçosos hein?).
Os ovos do pardal são manchados, e a fêmea costuma pôr e incubar entre 3 a 5 ovos por postura, levando cerca de 14 dias de incubação. Os filhotes são alimentados com pequenos artrópodes e abandonam o ninho com cerca de 10 dias de idade, costumando voltar ao ninho para nele dormirem, durante algum tempo.
Em algumas zonas da Europa, a sua população está a diminuir drasticamente, chegando a estarem em perigo na Holanda. Entre as causas desta diminuição da população de pardais encontramos a diminuição na construção de casas com telhado, ou então com nenhum espaço para os pardais construírem os seus ninhos; alterações na jardinagem acabando com os sítios de construção de ninhos e a utilização excessiva de pesticidas diminuem as populações de insectos, impedindo assim os pardais de se alimentarem."

In blogue: http://blogdosbichos.blogs.sapo.pt/517080.html

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Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Doce de Tomate da minha mãe

Ingredientes
3 kg de tomate bem maduro, pelado e sem pevides
o mesmo peso do tomate escorrido e pelado, de açúcar amarelo
casca de 1 limão
2 paus de canela
Confecção
Deite o tomate pelado e sem pevides num tacho, e leve ao lume até ferver.
Depois de cozido, escorra a água (com a ajuda de um passador).
Após bem escorrido, pese o tomate numa balança e coloque o mesmo peso de açúcar que este tiver.
Leve novamente ao lume e junte o açúcar, a casca de limão e os paus de canela. Misture bem.
Cozinhe em lume brando até ao ponto pérola (não se esqueça de ir mexendo, de vez em quando, com uma colher de pau).
Retire do lume, tire os paus de canela e a casca de limão, e deite em frascos limpos (enchem-se até dois centímetros da boca do frasco), sem cheiros e bem secos. Limpe o bordo interior de cada um dos frascos e deixe arrefecer.
Poderá colocar um pequeno disco em papel vegetal, molhado em aguardente, no cimo do frasco após encher com o doce e, seguidamente, fechá-los muito bem.

Para pelar: colocar todo o tomate num recipiente e regar com água a ferver. Assim, a pele sairá mais facilmente quando formos tirá-la.

Esta receita é da minha mãe, é o meu doce preferido e é feito todos os anos desde que sou criança (espero que a tradição se mantenha por muitos mais anos!).
É bom para comer no pão, com bolachas ou biscoitos quando o frio/Inverno chegar ou poderá ser utilizado em pratos de sobremesa.
Espero que gostem tanto como eu!

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Domingo, Setembro 16, 2007

As imagens da semana

Existem locais que depois de serem descobertos passam a ser um segredo bem guardado...
Esta semana descobri o Bar Entretanto (Hotel Lisboa Regency Chiado ) primeiro com amigos, depois com alguém especial, e a sensação foi de deslumbramento!
Apesar de algumas falhas graves como o serviço, demasiado lento, com troca e esquecimento dos pedidos (que após algum desconforto visível e reclamação, foi-nos atenciosamente explicado que o problema procedia da falta de pessoal, uma vez que os funcionários eram poucos e tinham de assistir a todo o hotel) e outras como se pode ler aqui.
Existindo a necessidade de imediata resolução destes erros, tendo em conta estarmos perante um hotel denominado de qualidade, este segredo merece uma visita prolongada para assistir ao entardecer da cidade, ao desvanecer da luz do dia substituída por paletas de cor amarela nostálgica. Para sentir os cheiros que a brisa transporta ao correr para o Rio e ouvir os sons que se misturam entre vidas humanas e as gaivotas que habitam estes céus.
Merece sem dúvida ser partilhado com quem mais gostamos, de alma aberta para receber esta Lisboa que nos encanta e enlouquece.
Na Rua Nova do Almada, 114 (a entrada faz-se pela porta do hotel), subindo o elevador até ao 7º piso.
Para beber algo e absorver a poesia de uma das cidades mais belas do mundo!

Bar Entretanto - Entre uma cidade e tanto sentimento...

A partilha da beleza que nos rodeia com quem nos quer bem...

Bom vinho e excelente champanhe (com notas de framboesas e morangos!) a copo...

Os quartos com direito a varanda privativa e vista espantosa...

rodeados de relva e plantas...

e soberbas bunganvílias brancas!

A vista sobre o meu lado esquerdo conforta os pobres de espírito...

e ampara os pequenos desalentos da vida...

Quem poderá ficar indiferente a tamanha beleza...

que emana do ventre desta amada terra rodeada de cimento e luz?

O impunente Castelo de S. Jorge vigia a entrada de mouros e malfeitores.

A vista que sobressaí do meu lado direito...

e suavemente espalha-se até ao Rio Tejo.

A velha e sábia Sé de Lisboa protege quem por aqui norteia o seu destino...

e tenta alcançar o maior bem: a felicidade.

Ao fundo, ergue-se corajosamente o Arco do Triunfo...

coroando os que continuam a amar esta mágica Cidade.

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Sábado, Setembro 15, 2007

As surpresas da semana

1 - As bonitas fadas e bruxas da Helena para ver em: http://feel4felt.blogspot.com/2007/07/as-mais-recentes-fadas-e-bruxas.html

2 - Mas o que se passa neste país? Estamos a oferecer a liberdade para violadores condenados a 10, 12 e 14 anos de prisão! Para ler em: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=257988&idselect=10&idCanal=10&p=200

3 - Um leilão solidário para apoiar o magnífico trabalho do Refúgio das Patinhas em: http://www.clubedeaniversario-leilaosolidario.blogspot.com/

4 - Para conhecer um pouco melhor essa figura extraordinária, que é o Dalai Lama, ler: http://www.dalailamalisboa2007.com/thedalailama/pt

5 - Um grupo de pessoas juntaram-se para fotografar os jardins de Lisboa e partilhar connosco em: http://jardinsdelisboa.blogspot.com/

6 - Envergonhada pela reacção (já esperada...) das nossas entidades patronais à visita do Dalai Lama, não poderia estar mais de acordo com o João, quando refere: Somos mesmo bons, não somos? em: http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2007/09/vida-dos-mortais-3.html

7 - O espantoso texto do Henrique Silveira para ler em: http://criticomusical.blogspot.com/2007/07/salazar-e-scrates.html

8 - As belas e aromáticas flores da Plumeria para ver em: http://valkirio.blogspot.com/2007/09/as-flores-da-plumeria.html

9 - Também eu recomendo vivamente o livro de Amos Oz, em: http://barcosflores.blogspot.com/2007/09/recomento-vivamente.html

10 - Para quem tem crianças, uma receita fácil e que irá fazer muito sucesso em: http://diariodacozinha.blogspot.com/2007/09/bolo-lagarta.html

11 - Via Está de Velho, tive conhecimento da Petição Pelo Regresso do Eléctrico a Braga, para assinar em: http://www.petitiononline.com/braga/

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Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Aldeia Saloia de José Franco
Sobreiro (entre Mafra e a Ericeira)

Tlf.: 261815420
Horário: todos os dias das 09h30 às 19h00


"Entre Mafra e a Ericeira situa-se a Aldeia Saloia de José Franco, um oleiro que um dia sonhou construir ao pé da sua casa e oficina, um museu vivo que reproduzisse os usos e costumes do tempo da sua infância e alguns aspectos fundamentais e actividades da vida campesina.
Assim nasceu este espaço, onde se pode observar de perto como trabalhavam o ferreiro, o relojoeiro, o funileiro, o barbeiro-dentista ou o sapateiro. Pode-se mesmo entrar nas várias oficinas, lojas e casas dos campesinos e testemunhar a forma como se vivia e trabalhava na altura, isto porque, José Franco reproduziu todos esses espaços em tamanho real. Visitar uma aldeia em miniatura, com casas, azenhas e moinhos em movimento, brincar no parque infantil ou observar a arte de manusear o barro na oficina do mestre José Franco são outras possibilidades. Aqui também não faltam o pão com chouriço, sempre acabado de sair do forno, e algumas doçarias típicas."

In site: http://www.myguide.pt/home.aspx?accao=detalhe&destinoid=13&objturid=2913&objturtipoid=18

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Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Marafonas de Monsanto em vias de extinção

"Nasceram em festas pagãs e ainda hoje há quem não dispense a sua protecção, mas as marafonas de Monsanto estão em risco de extinção. O Diário XXI conheceu as últimas artesãs, numa aldeia com valor turístico, mas ainda em busca das fórmulas de rejuvenescimento e prosperidade. O presidente da Junta pede aos proprietários de casas em ruínas para as venderem mais baratas, para atraírem novos residentes.
Sempre pronta para contar a história das marafonas a quem chegar e a quiser ouvir, Maria da Ressurreição Rolão é conhecida em Monsanto por ser a senhora de cabelo muito branco, sorriso rasgado e, claro, por fazer marafonas. As mais genuínas, dizem. Quem subir a rua dos Penedos Juntos, lá no cimo da íngreme rampa, vai encontrar um quintal com uma cerejeira, de frente para a casa que um dia será a Casa Museu de Zeca Afonso. Subimos e lá está Maria da Ressurreição Rolão, vestida de preto apoiada na grade. “Está de atalaia [vigia], ti Maria?”, pergunta um homem de meia idade com o carinho de quem se conhece há muito tempo.

Já na última escada antes da casa, Maria da Ressurreição Rolão pergunta ao que vamos e despede-se do vizinho com um aceno, dizendo até logo. Na calma dos seus 81 anos, pede que nos abriguemos do sol e senta-nos num banco de pedra. À vista, no chão, está um tabuleiro com três pequenas marafonas concluídas no dia anterior.
“Acabei-as ontem”, diz. Debaixo das bonecas estão folhas A4 impressas a cores com a lenda das bonecas de trapos. Feitas a partir de dois paus dispostos em cruz, as marafonas são bonecas sem rosto. “No meu tempo de solteira ninguém ia ao Castelo [de Monsanto] sem levar marafona, mas ninguém tinha marafonas vestidas em casa”, lembra a artesã. “Isto era tão pobrezinho que não tínhamos dinheiro para comprar tecido e vestíamos as marafonas com os fatos dos bebés”, conta a antiga camponesa que, depois da reforma, há coisa de 20 anos, usa as mãos, não para amanhar a terra, mas para fazer bonecas de trapos sem olhos, boca, nariz, nem ouvidos. “Não têm rosto, nem se lhe pode pôr, porque é uma moda tão antiga que se a gente lha puser dá cabo da tradição”, explica Maria da Ressurreição Rolão.
A Lenda
A palavra marafona tem origem árabe e quer dizer mulher enganadora. Outros significados para a palavra são boneca de trapos, prostituta ou mulher desleixada. No caso das bonecas de Monsanto, são usadas numa tradição pagã, a festa do Castelo (ou das cruzes) celebrada a 3 de Maio (se o dia calha durante a semana, a festa transita para o domingo seguinte). “Durante a festa, as raparigas casadoiras bailam com as marafonas. Quando regressam a casa colocam-nas em cima da cama para afugentar as trovoadas. No dia do casamento colocam-nas debaixo da cama para terem felicidade conjugal e fertilidade”, conta Maria da Ressurreição Rolão.
Viúva há quatro anos, anda amparada com uma bengala. Já não vai ao campo apanhar os paus de oliveira e amieiro com que faz as cruzes que mais tarde veste. “O meu marido deixou-me muitos paus já arranjados e são aqueles que utilizo para fazer as marafonas”, refere. Ao certo não sabe quantas marafonas já lhe passaram pelas mãos. Recorda com carinho as arraianas [originais] com fato do rancho que se usava nas festas, mas que deixou de fazer há cinco anos. “Essas tinham um saiote pregado, um avental preto, um xaile e um lenço atado à cabeça e podem levar uma semana a fazer”, explica. “Recentemente fiz uma para oferecer, mas há uns cinco anos que não vendo nenhuma. Ninguém paga esse trabalho”, lamenta a artesã que cobrava, em média, cinco contos por uma arraiana. ”Hoje ninguém paga 25 euros por uma boneca”. Uma boneca de trapos com as características originais, mas com fatos mais garridos e fáceis de costurar, varia entre os cinco e os 10 euros. Maria da Ressurreição Rolão já não se importa com o dinheiro. “Lucro, lucro não dá muito. Dá pouco. Se formos deitar contas ao tempo, não daria, mas como temos tempo livre, vamo-nos arranjando”, concluiu a artesã que, amparada na bengala, se preparava para descer a ladeira até ao centro da aldeia para comprar peixe para toda a semana.
Maria Alice Gabriel, 75 anos, vendedora: “Com tantos turistas que por aqui passam, vende-se pouco”Proprietária da casa de artesanato mais antiga de Monsanto, Maria Alice Gabriel, 75 anos, diz que o negócio vai de mal a pior. “Com tantos turistas que por aqui passam, vende-se pouco. Muito pouco”, desabafa a proprietária do estabelecimento onde convivem, lado a lado, gelados, garrafas de água no chão, marafonas, adufes, enchidos, queijos e loiça pintada à mão com motivos alusivo à Aldeia Mais Portuguesa - condecoração atribuída pelo Secretariado Nacional da Propaganda, dirigido por António Ferro, em 1938. “Quem passa leva sempre alguma coisa, mas o negócio está fraco. Preferem miudezas”, diz a vendedora que é também artesã. “Aprendi a fazer bonecas com a minha avó que era moleira. Quando vinha vender a farinha a Monsanto, moída de ano a ano quando os ribeiros iam cheios, trazia a farinha e as marafonas para vender”. “Eu fiquei com o bichinho para as fazer também”, recorda Maria Alice Gabriel, que usa pau de freixo para fazer as bonecas que são o seu entretém em cada noite. “Fecho as portas [da loja], os meus quatro filhos não estão cá - têm todos curso superior - e à noite entretenho-me a fazer marafonas” para vender na loja e também para satisfazer encomendas. “Enquanto Deus me der vida e saúde, vou fazendo, mas quando eu e outras senhoras daqui de Monsanto deixarem de fazer, a tradição corre o risco de se perder. Não há gente nova a querer pegar-lhe”, lamenta.
Junta pede aos proprietários para baixarem valores, por forma a atrair residentes e renovar imóveis: “Temos gente a procurar casa, mas com estes preços fogem”.
O edifício multiusos de Monsanto, em construção à entrada da aldeia, vai albergar um posto médico, uma garagem (para retirar as viaturas das estreitas ruas da aldeia) e um restaurante panorâmico. A data para a conclusão das obras ainda não é conhecida, refere o presidente da Junta de Freguesia, Adelino Andrade Régio. O autarca reconhece que o número de visitantes da aldeia tem aumentado nos últimos anos, mas a sua grande preocupação são as casas antigas e em ruínas. “Estão a ser vendidas a preços exorbitantes”, refere.
-Na aldeia existem muitas casas à venda, algumas há mais de cinco anos. Porque é que tem sido difícil vender estas casas?
- As pessoas aqui não vendem por qualquer preço. As casas na zona histórica talvez estejam um pouco inflaccionadas. Pedem-se valores que, provavelmente, não correspondem ao valor real. As pessoas em vez de gastarem 30 ou 40 mil contos numa casa aqui em cima e outro tanto para a recuperarem, preferem comprar fora da aldeia
- Os preços estão muito inflacionados?
- Claro que estão. As pessoas têm de se mentalizar que a fase em que as pessoas compravam a qualquer preço terminou. Hoje as casas que estão à venda, a grande maioria delas, são de pessoas que não precisam do dinheiro para comer o pão todos os dias e não estão interessadas em vender.
- A que preços?
- Há aí quem peça 50 e 60 mil contos por uma casa a cair. Um dia as pessoas vão perceber que não vale a pena pedir muito dinheiro, porque não há quem pague. Nós temos muita gente a procurar casa, mas com estes preços as pessoas fogem, como é óbvio.
- O que é que a Junta de Freguesia pode fazer nestes casos?
- Nada. As casas têm dono e nós só podemos pedir moderação no dinheiro que pedem, mas não podemos intervir neste mercado. O único apelo que posso fazer é que as pessoas vendam as casas por preços razoáveis
- O que é considera ser um preço razoável?
- Os preços que estão a ser pedidos são exorbitantes. A Junta de Freguesia preferia ter as casas recuperadas e devidamente arranjadas do que ter muitas em ruínas como se vê por aí. E depois ninguém está interessado em fazer comunicações para a protecção civil ou para a câmara a dizer que determinada casa está em ruínas, quando pode haver privados interessados em comprar. Se uma casa cair, entupirá uma via que nos faz muita falta.
- Têm acontecido muitas situações dessas?
- Não digo muitas, mas algumas já aconteceram.
- As casas são de pessoas que vivem aqui permanentemente ou que se deslocam esporadicamente a Monsanto?
- Umas são de filhos da terra, pessoas que trabalham fora, mas que passam aqui as férias em casas que herdaram das famílias, outras são pessoas que aqui compraram porque gostaram da terra e resolveram aqui investir neste refúgio. Há de tudo.
“Somos uma aldeia envelhecida e temos dificuldade em inverter esta tendência”.
- O fluxo turístico tem aumentando em Monsanto, nos últimos anos?
- Tem havido muito mais gente a visitar-nos. Uns por influência daqueles que já cá estiveram, outros, especialmente estrangeiros, por acção da Naturtejo e do Geoparque, porque a nossa imagem é difundida nos estrangeiro.
- A aldeia tem ganho população?
- Não, infelizmente não. Somos uma aldeia envelhecida, mas esse é um problema generalizado e temos dificuldade em inverter esta tendência.
- Qual é a principal entidade empregadora da aldeia?
- É o lar da terceira idade que emprega uma grande quantidade de gente jovem, em idade fértil e que são o grande manancial de crianças que frequentam a escola primária. Este tipo de estruturas que criam emprego novo é que nos interessam.
- A escola primária aqui ainda funciona?
- Temos a escola e infantário em funcionamento. Na escola estão 13 alunos e no infantário dez.
- Existe um edifício em construção à entrada da aldeia. A que é que se destina?
- É um edifício multiusos para instalar o novo posto médico, porque o actual não tem condições mínimas. Além do posto médico esse edifício vai dispor de garagens subterrâneas para meter os carros que visitam a aldeia, sobretudo ao fim-de-semana, para não termos as ruas atulhadas de carros. No topo vai ter um restaurante panorâmico."

Francisco Cardona
In site:
http://www.diarioxxi.com

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Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Ikea promove campanha de reciclagem de catálogos

"A Ikea empresa sueca que actua no mercado de distribuição de mobiliário e artigos de decoração para o lar, vai promover uma campanha de reciclagem dos antigos catálogos, que se prolonga até 31 de Dezembro.
Por cada catálogo recebido nas lojas de Alfragide e Matosinhos serão oferecidas três lâmpadas de baixo consumo. «Estas lâmpadas consomem menos 80 por cento de energia e têm um tempo útil dez vezes superior ao das lâmpadas convencionais, ao mesmo tempo que emitem menos calor e que contêm menor quantidade de mercúrio», refere a empresa.
Assim, por cada catálogo reciclado, e com a utilização das três lâmpadas de baixo consumo oferecidas (potência de 11W), é poupada a energia correspondente a 24 dias de iluminação.
Esta campanha insere-se na política de responsabilidade ambiental da empresa e tem por objectivo sensibilizar os clientes para a necessidade de reciclar e reutilizar materiais, com vista à protecção e conservação do meio ambiente. Ao nível de todas as lojas Ikea da Península Ibérica, na campanha relativa ao Catálogo 2006, foram recolhidos e enviados para reciclagem cerca de 59 mil brochuras."

In site: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=5532

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Terça-feira, Setembro 11, 2007

Sons

Toranja - Laços

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Letras

"A maioria das pessoas são como uma folha que paira e revoluteia no ar, estremece e cai no chão. Mas algumas são como estrelas, que seguem um caminho definido nenhum vento as desvia, têm dentro de si o seu guia e o seu caminho."

Herman Hesse (1877 - 1962) , in Siddhartha

In blogue: http://barcosflores.blogspot.com/2007_07_01_archive.html

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Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Bolo de Vinagre

Ingredientes
5 ovos (à temperatura ambiente)
2 chávenas (mal-cheias) de açúcar amarelo
2 chávenas de farinha de trigo para bolos (já com fermento)
2 colheres de sopa vinagre
1/2 chávena de óleo de milho ou girassol (mais suave)
Preparação
Pré-aquecer o forno (ligar o forno 15-20 minutos antes de colocar a forma com a massa).
Juntar todos os ingredientes líquidos e bater durante 5 minutos.
Adicione o açúcar e bata durante 10 minutos.
Junte, a pouco e pouco, a farinha com um passador (peneirando-a) sem parar de bater. Misture bem, batendo mais 5 minutos.
Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de chaminé. Deite a mistura na forma e leve ao forno quente por uns 10 minutos até o bolo crescer.
Depois baixe a temperatura para 180º-190ºC, por 35 a 40 minutos, mas faça o teste do palito para ver se está cozido.
Este bolo foi "criado" por mim, após algumas tentativas falhadas, porque tinha curiosidade de fazer um doce utilizando vinagre.
O bolo não sabe a vinagre (é meramente para enganar...).
Fica um bolo seco que poderá ser decorado a gosto ou comido em fatias barrado com deliciosas compotas caseiras.
Espero que gostem!

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Domingo, Setembro 09, 2007

As imagens da semana

O casamento da minha amiga Carla: uma noiva lindíssima e muito feliz!
Que sejas eternamente abençoada pelo amor do Gonçalo.
Obrigado pela tua amizade e pela partilha desse dia tão importante.

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
Mário Quintana

Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva
Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram
Jorge de Sousa Braga
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Alberto Caeiro

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Ainda tivemos tempo de conhecer a magnífica Praia do Areal Sul (Lourinhã)

Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele.
Quanto vivas Sem que o gozes, não vives.

Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.

Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura!
Ricardo Reis
Vestidos a rigor na areia...

Um extenso areal com poucas pessoas mas muito lixo...

Sou especialista em nuvens, especialista em entardeceres e amanheceres.
Especializei-me naquilo que é refugo, naquilo que é insignificante para a ordem do mundo, para a dita riqueza do mundo.
Paulinho Assunção (Minas Gerais - Brasil)

Uma esplanada à beira-mar serve para refrescar as gargantas e reconfortar o estômago...

e ver o mar!

The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes.
Marcel Proust

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Sábado, Setembro 08, 2007

As surpresas da semana

1 - As Capuchinhas (Cooperativa de Artesanato Local, Campo Benfeito) continuam a surpreender! Para ver as belíssimas criações em: http://capuchinhas.blogspot.com/

2 - A Ana ensina como fazer um doce rápido de Ruibarbo em: http://paixaodossentidos.blogspot.com/2007/08/agosto-e-o-ruibarbo.html

3 - As bonitas Assembleias, na zona interdunar, da Praia do Bom Sucesso, para ver em: http://asminhasplantas.blogspot.com/2007/06/blog-post_7031.html

4 - O Rui tem uma casa virtual repleta de espantosos visitantes que vale a pena ver em: http://www.flickr.com/photos/8774567@N04/

5 - Já há muito tempo que queria ver o mágico espectáculo do Cirque du Solei, pode ser que seja este ano: http://mochofalante.blogspot.com/2007/08/at-que-enfim.html

6 - É exactamente assim que penso e sinto: http://jardinsdelisboa.blogspot.com/2007/06/poema-in-placvel.html

7 - Via Blogue Criança e Rim, uma cruel reportagem sobre a máfia de transplante no Paquistão para ver em: http://www.youtube.com/watch?v=vi7A_jK64qc

8 - Um ternurento Jack à procura de uma excelente família que o estime e proteja para o resto da vida em: http://bichanosdoporto.blogspot.com/2007/09/jack-precisa-de-fat-eou-donos.html#links

9 - Também eu quero uma casa destas! Para ver em: http://hortela-verde.blogspot.com/2007/08/urban-homestead.html

10 - Via El Petirrojo, dois blogues com lindíssimas ilustrações: do Iban: http://ibarrenetxea.blogspot.com/ e do Gustavo: http://gustavoaimar.blogspot.com/

11 - Para ler "20 dicas para melhorar as suas imagens sem pagar um cêntimo" em: http://www.pcguia.xl.pt/0807/software/100.shtml

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Sexta-feira, Setembro 07, 2007

Sons

Carreras, Domingo e Pavarotti - Nessun Dorma

(em memória do magnífico tenor Luciano Pavarotti - 1935-2007)

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Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz
Armazéns de Lavos
Salina Municipal do Corredor da Cobra
Telf.: 233402840 / 966344488


Horário de Verão (1 Junho a 30 Setembro):
Quarta-feira a Domingo / Feriados : 10h30 às 12h30/14h30 às 18h45m
Encerrado à segunda e terça-feira
Horário de Inverno (1 Outubro a 31 de Maio):
Quarta-feira, sábado, domingo/feriados: 10h00 às 12h30/14h00 às 16h00
Encerrado à segunda, terça, quinta e sexta-feira

Preços:
Acesso gratuito até 1 de Outubro
Após 1 de Outubro: 2 Euros / pax
25 Euros / grupo organizado mais de 15 pax
Gratuito: Crianças até 12 anos ; Cartão Sénior Figueira; Cartão Jovem e Estudante, outros.
Desconto 50%: Jovens entre 13 e 25 anos; Adultos maiores de 65 anos; Professores.
Visitas guiadas com marcação prévia:

Museu Municipal Santos Rocha: 233402840; museu@cm-figfoz.pt
Núcleo Museológico do Sal: 966344488.
Para além do horário de abertura do Núcleo, a salina municipal na qual ele se integra, permanece desfrutável e de acesso livre.
A salina municipal é igualmente ponto de partida/chegada da Rota das Salinas.
A visita ao Armazém do Sal integra igualmente este complexo cultural e ambiental.


"O novo Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz foi inaugurado em meados de Agosto e terá entrada gratuita até dia 1 de Outubro. Fica na zona dos armazéns de Lavos, na Marinha do Corredor da Cobra, e traduz uma forte aposta do município em preservar uma das mais antigas e significativas actividades tradicionais, bem como recuperar um produto artesanal.
Tudo começou com a aquisição, no ano 2000, da Marinha do Corredor da Cobra, em Lavos, a que se seguiu a abertura, em 2003, do Armazém de Sal. Aqui armazena-se o sal e expõem-se alfaias e painéis com informações acerca da actividade, do funcionamento do armazém e da estrutura da salina em geral. É que esta salina, para além da função didáctica e de lazer proporcionada aos seus visitantes, está agora a funcionar em pleno e serve, também, de base para a formação de novos marnotos, bem como de centro interpretativo e laboratorial para diversos estudos sobre a biodiversidade do seu ecossistema.
Em 2006 foram construídos uma réplica de um batel do sal e um cais de acostagem junto à salina. O batel do sal é uma embarcação tradicional do rio Mondego, nomeadamente da ria de Lavos, e era utilizado para transporte de areia e sal. O novo batel, construído pelo mestre José Bento, sob supervisão do mestre Elísio Banca, destina-se unicamente a passeios fluviais, que deverão arrancar dentro de pouco tempo. Função essa, aliás, que já os originais batéis do sal desempenhavam nos tempos livres…
O Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz é o ponto de partida e de chegada da “Rota do Sal”, uma das seis propostas da Rede de Percursos Pedestres do concelho, com três quilómetros de extensão e adequada a todas as idades. Brevemente, a Figueira da Foz integrará uma rota internacional de sal do Atlântico, juntamente com Espanha e França."

In site: http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvArtigo.asp?art=5253&rev=2&zona=24

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Quinta-feira, Setembro 06, 2007

Esplendoroso Bussaco (Luso - Portugal)

Palace Hotel do Bussaco
Mata do Bussaco
3050-261 Luso
Telef. (351) 231 937 970

Fax. (351) 231 930 509
E-mail geral: bussaco@almeidahotels.com
www.almeidahotels.com

"Passado o portão em ferro, uma estrada sinuosa conduz-me ao destino. Árvores com altura e dignidade centenárias preenchem o cenário e filtram os raios de sol da manhã, que se estendem numa luminosa linha recta do chão até ao céu, dando ainda mais magia ao quadro. A primeira impressão, ao chegarmos à Mata do Buçaco, é que tudo ali está no sítio certo, em perfeito equilíbrio: a floresta, as pedras e os pássaros, que, quando menos de espera, arriscam solos improváveis. Este pequeno caminho que separa o lugar do Luso da Mata do Buçaco como se separasse a realidade do sonho, é só o princípio... O preâmbulo de um envolvente romance que conduz o visitante numa viagem no tempo.
À chegada, as sensações confirmam-se. O encanto da arquitectura neomanuelina faz-se sentir através de uma imponência que chega a ser delicada, tantos são os detalhes das colunas, os rendilhados da pedra, o pormenor dos azulejos... Erguido no meio da mata, o edifício, construído em pedra de Ançã, é de um branco luminoso que contrasta com o verde profundo que se vê até onde a vista alcança. A perfeição da Natureza em nada rouba protagonismo ao edifício. Pelo contrário: é o encaixe perfeito de uma na outra que tanta beleza dá a este local singular.
Falar do Palace Hotel do Bussaco implica recuar até ao tempo em que nada havia no Buçaco para além da mata...
A mesma que nos observa hoje, do alto da sua história, fazendo com que se instale uma sensação dificilmente explicável ou inteligível. Por momentos, é como se todas as árvores se virassem para a clareira onde hoje está o hotel e o protegessem, criando uma espécie de tranquilidade protectora. Na altura, pensei que se tratava apenas de uma consequência óbvia do meu infantil deslumbramento, mas, mais tarde, encontrei pequenas provas que atestam a minha sanidade.
Foi ali, naquela floresta, que, no século XVII, se instalaram os primeiros Frades Carmelitas Descalços. Vinham à procura de recolhimento e ali encontraram o cenário perfeito para uma vida de contemplação. O pequeno convento, construído em 1628 (hoje, contíguo ao hotel), é a primeira evidência dessa presença, mas um passeio pelas imediações dá conta de outros espaços construídos pelos frades, que usavam as pedras da região para ornamentar e colorir as fachadas.
No século seguinte, a paz do Buçaco deixou de ser um exclusivo da igreja. Nobres, estadistas arruinados e até os chamados "Meninos de Palhavã" (os filhos ilegítimos de D. João V) encontravam aqui um abrigo das maldades do mundo. Era como se esta mata fosse um enclave pacífico onde nem a guerra conseguia entrar. Afinal, foi também aqui que, em 1810, as tropas anglo-portuguesas comandadas por Lord Wellington (figura que ficou muito ligada à história do local), barraram a entrada às tropas francesas. Hoje, cada um desses séculos faz parte da história do hotel, que só viria a ser construído mais tarde, como testemunham os documentos espalhados um pouco por toda a parte... A começar logo pela entrada, onde, em jeito de boas-vindas, se lêem as palavras desse general inglês: «Na Europa, nada há que se assemelhe. Ao visitar a Floresta do Bussaco, senti-me transportado aos maravilhosos e antiquíssimos bosques do Oriente.» A partir de 1834, a mata passou a incluir espécies exóticas, como sequóias, eucaliptos ou freixos-vermelhos, e espécies indígenas, como o azevinho e o pinheiro, alargando assim o seu espectro e fazendo da miscelânea cultural uma das evidências do local. A começar na Natureza e a terminar na arquitectura.
Construído entre 1887 e 1912, o edifício tem origens que se confundem com a do reinado de D. Fernando II, a quem muitos apontam a autoria da ideia da construção deste palacete, ideal para retiros da família real. Grande impulsionador do estilo manuelino em Portugal, foi ele o monarca responsável pela construção do Palácio da Pena, em Sintra, local onde muitos especialistas encontram um evidente paralelismo com o Buçaco. A mistura de estilos arquitectónicos, as inspirações orientais, as referências aos Descobrimentos, a simbiose com a Natureza e até o pequeno convento nas imediações são algumas das características que ambos partilham. Certo é que D. Fernando II morreu antes do início da obra e a autoria da ideia nunca lhe foi atribuída.
Só mais tarde se avançou para a obra, com quatro importantes arquitectos envolvidos: Luigi Manini, cenógrafo do então Real Teatro de São Carlos e arquitecto do Palácio da Regaleira; Nicola Bigaglia, decorador e autor de muitos projectos de restauro; Manuel Norte Júnior, expoente próximo da Arte Nova em Portugal, autor de espaços de referência como os cafés Brasileiro ou Nicola, em Lisboa (e, mais tarde, responsável pelo projecto do Palace Hotel da Curia); e o arquitecto José Alexandre Soares. Logo na sua génese, o edifício reunia nomes importantes e, como todas as grandes obras de todos os tempos, despoletava polémicas que tinham no luxo e no elevado orçamento argumentos centrais. Durante anos, o palácio conheceu diferentes protagonistas e designações, serviu de retiro para gente ilustre e endinheirada, e consolidou a sua identidade hoteleira, adivinhando o que o futuro veio a confirmar. Em 1917, o jovem Alexandre Almeida, um filho da região, assumiu a direcção do Palace, agarrando o que viria a ser o negócio da família e preservando aquela que é uma das jóias da coroa do nosso país.
Encerrados os capítulos do passado, saltamos para o presente. Mas continuamos presos ao passado. Em pleno século XXI, o Hotel do Bussaco confirma o estatuto de património nacional e conserva a aura de outros tempos. Não fossem os sinais pouco evidentes da tecnologia, quase diríamos que tínhamos embarcado numa viagem no tempo...
No lobby da entrada, só mesmo a mobília é mais antiga do que o Sr. Gomes, homem ainda novo, mas que já dispensou 38 anos da sua vida ao serviço do hotel. Começou aos 14, como bagageiro, tendo daí transitado para a portaria, onde, hoje, recorda com indisfarçável saudade, os tempos em que os hóspedes desciam a escadaria vestidos a rigor. Não se poderá pedir o mesmo aos espanhóis, japoneses ou norte-americanos que actualmente ocupam o top dos estrangeiros que visitam o hotel e se concentram nesse mesmo lobby, de boca aberta e dedo espetado no ar, em jeito de admiração. É caso para isso.
Cuidadosamente mantido, o hotel não só preserva a identidade arquitectónica, como conserva o mobiliário original. Os mais atentos não terão problemas em identificar peças Art Déco ou Arte Nova (os dois géneros mais presentes na decoração original, assinada por António Nascimento). Não há cópias baratas, réplicas ou qualquer outro tipo de ameaças à autenticidade do ambiente.
(...)
Concessionado pelo grupo Almeida Hotels (detentor do Hotel Metrópole, em Lisboa; o Astória, em Coimbra; ou o Palace Hotel da Curia, cuja a reabertura está prevista para este ano), o palácio é propriedade do Estado, com toda a manutenção do exterior a ficar a cargo do Instituto das Florestas. Já lá dentro, é o pessoal do hotel que garante o perpetuar do passado, reflectido nas fotografias penduradas no corredor. Cenário de filmes (A Fonte dos Amores ou O Conde de Altamira) e de visitas de Estado (assinaladas com inscrições no mastro que antecede a escadaria), o hotel foi também palco de bailes e banquetes. Um desses jantares de honra foi servido à família real japonesa, em Maio de 2004. Entre as muitas iguarias da região, estavam os conceituados vinhos do Bussaco. Produzidos para consumo exclusivo do hotel, estão armazenados nas caves que se descobrem no piso inferior. E não é uma pena, não dar a provar o Bussaco a quem não tem o privilégio de por lá passar? Paulo Mesquita, director da unidade desde 2000, esclarece: "Não faria sentido comercializá-lo." Porque só ali, no seu habitat natural, é que ele pode ser apreciado no seu total esplendor.
Imagino o sabor de uma dessas taças de vinho, se provada na suite do rei, uma sensação à distância de € 1.100/noite. É esse o preço de dormir rodeado por pequenas relíquias como as porcelanas da Colecção do Palácio Nacional da Ajuda, da Spal. Mesmo em frente, na suite da rainha, um boudoir Art Déco disputa atenções com aquela que é a única cama king size do hotel. Dizem-me que foi aí que, ainda há pouco tempo, dormiu o actor Mel Gibson... Mas muitos outros famosos já passaram pelos 60 quartos e quatro suites do hotel: Marie-José da Bélgica, Camilo Castelo Branco ou Agatha Christie, que escolhia sempre a sobriedade inspiradora da suite 7.
Hoje, o hotel orgulha-se de receber terceiras e quartas gerações de clientes para quem as estadias no Bussaco já são um ritual familiar. Retomam hábitos antigos, como os serões à conversa em redor da lareira ou as manhã de contemplação, perfeitas para desbravar um dos quatro percursos possíveis pelas redondezas. Aceito a sugestão e sigo pela Avenida dos Cedros em direcção àquele que me garantem ser um pôr do Sol perfeito. Assalta-me novamente a ideia de que tudo está no sítio certo e finalmente percebo o que me queriam dizer quando falavam daquela paz..."


Rita Lúcio Martins
In Revista Vogue - Julho 2007

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Quarta-feira, Setembro 05, 2007

E porque esta medida não se aplica também aos inúmeros Campos de Golfe existentes nessa região (verdadeiros sorvedouros de água e de contaminação dos solos e recursos aquíferos)?????

EcoCasa Água
Quercus apela à população do Algarve para participar em projecto de poupança de água

A Quercus e a Empresa Águas do Algarve, SA estão a iniciar um projecto na área do uso eficiente da água no sector doméstico: Projecto EcoCasa-Água

"O projecto EcoCasa-Água compreende o desenvolvimento de várias actividades que visam a sensibilização dos consumidores para a necessidade de reduzir os consumos de água, nomeadamente o Programa EcoFamílias.
O Programa Piloto EcoFamílias - Água consiste em acompanhar durante 1 ano os consumos reais de água nas famílias residentes no Algarve por forma a se obter informação relativa aos diferentes usos domésticos desta. A metodologia que será utilizada permitirá avaliar comportamentos, hábitos de consumo e identificar oportunidades de poupança de água.
Os consumos de água ao nível doméstico não são constantes, daí que se pretenda caracterizar os hábitos de consumo ao longo de um ano, nomeadamente entre 1 de Outubro de 2007 e 30 de Setembro de 2008, para assim, avaliar também, o efeito associado à mudança entre estações do ano, na procura de água para uso doméstico.
Também os consumos de água ao nível doméstico variam em função da tipologia das habitações, dos dispositivos existentes e número do agregado familiar. Após a fase de caracterização dos consumos na habitação, serão delineados planos de racionalização de água para as famílias e promovida a sua implementação, através de um aconselhamento directo e personalizado.
Pretende-se desta forma, através da sensibilização directa ao consumidor para as questões ligadas ao consumo de água no sector doméstico, actuar nas habitações através das famílias, pela racionalização dos seus consumos sobretudo através da mudança de comportamentos."

Para participar neste projecto, de âmbito regional, a família interessada deverá efectuar a sua inscrição, indicando os seguintes dados:
- Nome e contacto;
- Concelho de residência;
- Número de elementos do agregado familiar.

Os dados para envio da inscrição são:
Águas do Algarve, S.A.
Email: s.pereira@aguasdoalgarve.pt
Telf.: 289 899 070
Quercus
Email: ecofamilias@quercusancn.org
Telf.: 21 778 2090 / 96 002 0900

In site: http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?articleID=2128&categoryID=567

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Terça-feira, Setembro 04, 2007

A Raríssimas necessita de material para a Casa dos Marcos

"A Raríssimas está prestes a iniciar mais uma etapa da Construção da Casa dos Marcos: a edificação.
Para tal, apelamos à ajuda de todos no sentido de ajudarem nesta obra, única no mundo. Junte-se a nós num projecto Raríssimo para pessoas RARISSIMAS. Seja também um Trevo de 4 folhas, em que a folha diferente, a mais, é RARA.
Assim, necessitamos de conseguir arranjar:
- Material de construção (tijolos, cimento, cofragens, etc. - em suma, tudo o que é necessário a uma edificação)
- Mão de obra
- Voluntariado para gestão do transporte, armazenamento e inventariação dos donativos.
Se possui forma de ajudar ou conhece alguém que possua, apresente a Raríssimas, a Casa dos Marcos e a vantagem de os donativos poderem ser deduzidos em sede de IRS/IRC ao abrigo do Estatuto dos Benificios Fiscais."

A todos o nosso ObrigadÍSSIMAA
Direcção da Raríssimas

Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras
Rua Cidade de Rabat, 34, 3º Dtº
Alto dos Moinhos
1500-163 Lisboa
Tel: 217956205/969657445
e-mail: info@rarissimas.pt
web: www.rarissimas.pt

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Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Sons

Bon Jovi - (You Want To) Make a Memory

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Entrada rápida - Tostas com tomate e queijo

"Dispor num tabuleiro de ir ao forno 8 tostas redondas.
Cortar dois tomates maduros, mas rijos, em 4 fatias cada e colocar em cima das tostas.
De seguida, cortar 2 queijos mozzarella frescos em 8 fatias e dispô-las em cima do tomate. Temperar com um fio de azeite e oregãos.
Levar ao forno apenas para tostar uns minutinhos e está pronto a servir.
Delicioso!"

In blogue: Cinco Quartos de Laranja

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Domingo, Setembro 02, 2007

As imagens da semana

Queria muito ir ver a Exposição Máscara Ibérica, a decorrer na belíssima Estação do Rossio, e como estava em exibição até dia 2 Setembro, esta semana seria obrigatório.
O preço de entrada foi 2,50 euros (revertendo 0,50 cêntimos a favor da Associação Abraço e da Associação de Apoio aos Deficientes) e cada bilhete dava direito a escolher entre um café ou um cálice de vinho de Porto.
Apesar do magnífico espaço e de algumas peças interessantes, o conteúdo era demasiado pobre e com graves faltas de informação. Em contrapartida, um enorme stand/loja de produtos regionais para venda... Lamento, mas paguei entrada para ver uma exposição não para fazer compras!
Mau, muito mau. A organização tinha obrigação de fazer muito melhor, tendo em conta tratar-se de um tema extremamente interessante e com uma tradição riquissíma. E dispor de um local espantoso e muito central.
Valeu o vinho do Porto (muito bom!) e as poucas magníficas máscaras que conseguimos observar e que as fotografias tentam ilustrar.

O bom vinho do Porto e o mau café...

As boas vindas...

A pouca ou inexistente informação não deixa contar histórias

Sobre cada máscara, cada fato, cada região, as tradições...
Ficou o sentimento, as cores, a arte, a magia...

A vã tentativa de imaginar o que se esconde com a máscara...

E sobre quem se escondia delas...

O antigo e bonito Entrudo em Lazarim.
"Ao mesmo tempo que estes espantalhos sem deus nem lei dão asas aos impulsos mais burlescos e, muitas vezes, a traiçoeiros desejos de vingança, açoitando as vítimas em lugares recatados ou irrompendo pelas casas das pessoas e aí fazendo os ajustes de contas, em registo mais prazenteiro decorrem peditórios dos rapazes para o pagamento da comadre e das raparigas para o pagamento do compadre"

"Os bonecos antropomórficos feitos de palha e vestidos com roupas velhas, que representam o inimigo, serão queimados no dia de Entrudo, depois da leitura dos respectivos testamentos, cuja redacção está já a ser preparada em reuniões secretas no palheiros e noutros esconderijos."

O Entrudo em Varge e Baçal - Bragança

As máscaras de Espanha sem nenhuma informação...

Para mim, esta era a máscara mais impressionante de todas...

O vermelho diabólico, de olhos vazios, a vigiar os nossos passos...

Cuidado, eles respiram e seguem a nossa visita...

A arte popular repleta de colorido...

E terminamos com o Entrudo do Nordeste Transmontano.

Seguimos para a segunda exposição: Museu Colecção Berardo - Arte Moderna e Contemporânea, com entrada gratuita até final do mês de Setembro.

O edifício do Centro Cultural de Belém é uma verdadeira peça de arte que admiro imenso...

Supreende-nos sempre com novas formas, cores, ângulos, objectos...

E o seu despojamento para receber unicamente a Colecção Berardo, tornou-o mais visível, claro, amplo, belo e extremamente poético.
Gostei muito da opção, da nova equipa responsável por esse espaço, de abrir as janelas, aproveitando a luz natural que este deslumbrante edifício recebe e transmite, para iluminar todas as peças de arte expostas e as peças de arte que se movimentam - os seres humanos!

Despertou-me a atenção a sinalização das casas de banho: todos diferentes, todos iguais: mulheres gordas, baixas, novas, de cabelo curto, cabelo comprido, de saia, de vestido, ombros largos, cintura fina, cintura grossa, enfim, Mulheres!
Homens e mulheres com diferentes cadeiras e corpos, mas Homens e Mulheres!

Homens grandes, pequenos, gordos, magros, novos, atléticos, simplesmente Homens!

Finalizamos o dia na fila para comprar e comer o famoso Pastel de Belém.
É humanamente impossível resistir a esta tentação quando vamos a Belém!

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Sábado, Setembro 01, 2007

As surpresas da semana

1 - Estou de acordo com o João! O José Miguel Júdice disse, numa entrevista, que "Portugal é um país merdoso", mas esqueceu de referir que isso é consequência directa da existência de muitos portugueses hipócritas, ganaciosos, invejosos e mesquinhos como ele! Para ler em: http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2007/08/retrato-de-um-merdoso.html

2 - Via Whip-up, uma ideia brilhante para reutilizar calças de gangas velhas: http://mybyrdhouse.blogspot.com/2007/07/july-apron-tutorial-jeans-apron.html

3 - A Serrote tem um novo Caderno Caligrafia (limitado a uma tiragem de 1500), a não perder em: http://www.serrote.com/caderno_caligrafia.htm

4 - Há dias felizes! Como este para o Jedi em: http://bichanosdoporto.blogspot.com/2007/08/h-dias-felizes.html#links

5 - Uns brincos lindamente picantes em: http://www.flickr.com/photos/bijouxka/836339578/ e outros muito originais: http://bijouxka.blogspot.com/2007/04/brincos-b323.html

6 - As bonitas e perfumadas tuxetes (criadas pela Tuxa) em: http://amagiadofeltro.blogspot.com/2007/06/voltei.html

7 - Via Dias com Árvores, temos conhecimento da deslumbrante Quinta da Avelada, um lugar magicamente colorido, que merece a nossa visita: http://dias-com-arvores.blogspot.com/2007/08/cores-da-aveleda.html

8 - Via Molly Chicken, uma história verídica sobre o leão Christian, para ler em: http://www.dailymail.co.uk/pages/live/femail/article.html?in_article_id=452820&in_page_id=1 e ver o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=Xr1pWzoLvT8&mode=related&search=

9 - O que se passa com os portugueses para abandonarem os animais em estradas/auto-estradas/vias rápidas? Para morrerem rapidamente? Para que eles não descubram o caminho de volta para casa? O Rodolfo é mais um... mas que teve a sorte de ser salvo pelos Bichanos do Porto! Para ler a história em: http://bichanosdoporto.blogspot.com/2007/08/rodolfo-valentino-e-os-abandonos.html#links

10 - Um belo fio, criado pela Sandra, para ver em: http://pedranitas.blogspot.com/2007/08/fio-176.html

11 - Via Margapinta, descobri as fenomenais e irresistíveis fotografias do Fabrico Próprio ("um livro bilingue de mais de 250 páginas, com contribuições de mais de 20 indivíduos portugueses estrangeiros, entre designers, escritores, ilustradores, críticos de gastronomia e arquitectura, curadores, chefs, jornalistas e fotógrafos, tanto portugueses como estrangeiros"), em: http://www.flickr.com/photos/fabricoproprio/page1/

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