Amor em Tempos de Cólera
"Pedro Pacheco Pereira não gosta de chamar-se terapeuta, mas reúne pessoas, algumas delas casais, ou "partes" de casal, à volta de "um trabalho de consciência de si mesmo", explica. "Há uma demanda pela perfeição e pelo glamour, e expectativas de realização de vida mais exigentes, em especial, na cidade", contextualiza, "mas o problema é o olhar, o olharmos para a alma", diz, num tom sereno. "Vivemos numa era em que os valores são idealizados, mas não são vividos. Tem de haver um propósito comum entre duas pessoas para que não haja um vazio na busca da evolução." Um patamar de entendimento, como me disse um psicólogo uma vez, que deve existir em paralelo com o namoro. Amar é querer gerar, multiplicar. "Ao usarmos a energia sexual como está a ser usada, desorientamo-nos. A maioria não tem conhecimento da sua importância, usa-a apenas como uma busca pessoal de satisfação imediata e não como um combustível de elevação de consciência. Trabalhamos para o lado animal, por isso, o sexo é como um chuto para a veia, cria adição. Espera-se apenas que o outro cumpra as expectativas; se trouxer conflito, não o quero, não o Atendo."
Bauman escreve que «qualquer que seja a capacidade geradora de fusão que o sexo possa ter, ela vem da sua "camaradagem" com o amor», mas a forma como vivemos ambos parece querer dizer que, na verdade, não só nos tornámos mais egoístas, como mais desconfiados e cobardes: preferimos viver a prazo, e pela rama, do que dar o salto e talvez voar. A grande questão, afirma José Manuel Palma, é que "analisamos as relações num binómio custos/prémio e, depois, fazemos a comparação com as potenciais alternativas: se alguém tiver para oferecer uma melhor relação custos/prémio, eu tendo a mudar. Sempre foi assim, mas agora é mais assumido, por isso, mais comum".
O primeiro passo é "compreender o que é o amor e se a relação implica amor ou não. É que, muitas vezes, as pessoas separam-se porque o amor nunca foi construído", explica. "Ou porque não houve verdade nesse amor, porque temos todos muito medo de nos expor. E a maioria de nós vive em insegurança, em todas as nossas relações, é uma defesa instintiva. É o medo que mata o amor. O medo da rejeição", diz Pedro Pacheco Nobre, que pausa antes de continuar. "Se existir amor, não existe medo. O oposto do amor não é ódio, mas medo (da mesma forma que o que se opõe à verdade não é mentira, mas o orgulho e o que opõe à mentira não é a verdade, mas a consciência). Nós receamos ficar sozinhos, mas receamos dar-nos, porque queremos passar uma imagem de perfeição." Mas isto leva-nos a pensar que, na mesma sociedade onde o indivíduo procura sobressair da multidão, o pavor da solidão é reinante. "Nós não existimos sem outro."
Assim, o amor, hoje, amplia-se e procura ninho nos mais variados colos, nomeadamente no da amizade, que se aprofunda. Nunca tivemos tão bons amigos e, no caso feminino, tão bons amigos homens. Há uma geração, as mulheres casadas não saíam para divertir-se com outras mulheres, muito menos com homens que não fossem seus pretendentes oficiais. "É uma consequência dessa falta de casais estruturados", explica José Manuel Palma.
Pedro Pacheco Nobre acredita no potencial inesgotável de cada um para se "descobrir e curar". Porque o amor também se aprende. E treina-se. "Há quem nunca tenha sido ensinado a amar, a olhar para o outro, a tentar compreender o outro, a aceitar o outro sem o querer mudar. Todos procuramos um preenchimento quando não nos sabemos preencher a nós". Por isso, "se eu não praticar amor, paz, justiça, essas sementes não crescem. Precisam de ser regados. E não basta amar a pessoa em si, implica que eu saiba amar também as outras pessoas e as outras coisas, que lhes dê a minha atenção. O materialismo em que estamos a viver, mais tarde ou mais cedo, fracassará. Continuaremos a viver numa era de individualismo, mas em conjunto: cada um será cientista de si mesmo, mas sempre em comunicação com o outro." Temos de deixar de ver a família apenas na sua dimensão genética, mas pensarmos numa família universal. Fraternidade, Dádiva."
Patrícia Barnabé
In revista Vogue - Outubro 2007
"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
As imagens da semana
Gosto de começar o ano a passear por Lisboa, para descobrir novos "tesouros", relembrar a beleza e encanto da Cidade e visitar os presépios (e eleger o que mais gosto: este ano, o prémio vai para o da Igreja do Loreto - infelizmente não consegui tirar fotografias dessa singela e pequena maravilha...).
Deixo-vos algumas imagens do passeio no Ano Novo.
O presépio da Sé de Lisboa não é este! O original, do grande mestre Machado de Castro, foi "escondido" e quem o quiser visitar tem de pagar entrada...
Uma descoberta: Salão de Chá luso japonês Castella do Paulo.
Outro mestre (anónimo e português) fez crescer esta flor à porta da Igreja de São Nicolau para que todos podessem sorrir ao apreciar a sua beleza. E com esses sorrisos colorir de alegria esta Cidade...
Gosto de começar o ano a passear por Lisboa, para descobrir novos "tesouros", relembrar a beleza e encanto da Cidade e visitar os presépios (e eleger o que mais gosto: este ano, o prémio vai para o da Igreja do Loreto - infelizmente não consegui tirar fotografias dessa singela e pequena maravilha...).
Deixo-vos algumas imagens do passeio no Ano Novo.
bonita e com invulgares características arquitectónicas.
Uma loja - Arte da Terra - a merecer visita obrigatória porque está situada num local muito especial.
E vende artesanato português (além de exibir exposições temporárias sobre o mesmo).
Outra especialidade: kurimu annpann (annpan com nozes)...
Um delicioso pormenor para controlar o tempo do chá.
sábado, 5 de janeiro de 2008
As surpresas da semana
1 - Para saber mais sobre Cuidados Paliativos.
2 - Os portugueses andam a comer carne a mais...
3 - Uma visita a fazer: Espaço Fortuna - Quinta do Anjo, em Palmela (Olaria, Faianças e Azulejaria de elevada qualidade a preços de produtor, vendido no local de produção).
4 - Produza os seus próprios vídeos.
5 - Exactamente, João.
6 - O que se pode fazer com calças de ganga usadas em vez de irem para o lixo.
7 - Se não pode adoptar um animal, pode ajudar apadrinhando. Veja como aqui.
8 - Via Ondas3, ficamos a saber mais sobre as turbinas éolicas de eixo vertical.
9 - A Carla tem "mãos de fada"!
10 - O Lynus e a Vera precisam de uma família que os proteja e estime para o resto das suas vidas.
11 - A Bijouxka continua a surpreender: brincos muito originais!
1 - Para saber mais sobre Cuidados Paliativos.
2 - Os portugueses andam a comer carne a mais...
3 - Uma visita a fazer: Espaço Fortuna - Quinta do Anjo, em Palmela (Olaria, Faianças e Azulejaria de elevada qualidade a preços de produtor, vendido no local de produção).
4 - Produza os seus próprios vídeos.
5 - Exactamente, João.
6 - O que se pode fazer com calças de ganga usadas em vez de irem para o lixo.
7 - Se não pode adoptar um animal, pode ajudar apadrinhando. Veja como aqui.
8 - Via Ondas3, ficamos a saber mais sobre as turbinas éolicas de eixo vertical.
9 - A Carla tem "mãos de fada"!
10 - O Lynus e a Vera precisam de uma família que os proteja e estime para o resto das suas vidas.
11 - A Bijouxka continua a surpreender: brincos muito originais!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Patriarcado de Lisboa promove Concerto de Ano Novo
Entrada Livre
"Pelo terceiro ano consecutivo, o Patriarcado de Lisboa, em parceria com a editora Altus, especializada em música antiga religiosa, promove o Concerto de Ano Novo, no dia 5 de Janeiro, às 21h30, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa marcará presença no recital.
O Grupo Capella Patriarchal, sob a direcção de João Vaz, interpretará Música Sacra Portuguesa de compositores do séc. XVI e XIX."
Programa
FREI DIOGO DA CONCEIÇÃO (Séc. XVII)
5 versos de 8º tom
Meio registo de 2º tom
Batalha de 5º tom
CANTOCHÃO
Hino «Ave maris stella»
FREI ANTÓNIO CARREIRA (1550/55-1599)
Missa
Kyrie
Sanctus
Agnus Dei
Deo gratias
FRANCISCO ANTÓNIO DE ALMEIDA (1702-1755)
Responsório «Si quaeris miracula» para a festa de Santo António
CARLOS SEIXAS (1704-1742)
Sonata para órgão em Sol maior
Responsório «Hodie nobis» para a festa do Natal
FREI JOSÉ MARQUES DA SILVA (c.1780-1837)
Hino «Crudelis Herodes» para a festa dos Reis Magos
«Benedictus Dominus Deus Israel»
In Notícias da Agência Ecclesia - 02.01.2008
Entrada Livre
"Pelo terceiro ano consecutivo, o Patriarcado de Lisboa, em parceria com a editora Altus, especializada em música antiga religiosa, promove o Concerto de Ano Novo, no dia 5 de Janeiro, às 21h30, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa marcará presença no recital.
O Grupo Capella Patriarchal, sob a direcção de João Vaz, interpretará Música Sacra Portuguesa de compositores do séc. XVI e XIX."
Programa
FREI DIOGO DA CONCEIÇÃO (Séc. XVII)
5 versos de 8º tom
Meio registo de 2º tom
Batalha de 5º tom
CANTOCHÃO
Hino «Ave maris stella»
FREI ANTÓNIO CARREIRA (1550/55-1599)
Missa
Kyrie
Sanctus
Agnus Dei
Deo gratias
FRANCISCO ANTÓNIO DE ALMEIDA (1702-1755)
Responsório «Si quaeris miracula» para a festa de Santo António
CARLOS SEIXAS (1704-1742)
Sonata para órgão em Sol maior
Responsório «Hodie nobis» para a festa do Natal
FREI JOSÉ MARQUES DA SILVA (c.1780-1837)
Hino «Crudelis Herodes» para a festa dos Reis Magos
«Benedictus Dominus Deus Israel»
In Notícias da Agência Ecclesia - 02.01.2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Em memória de Benazir Bhutto (1953 - 2007)
"Porque era mulher e era livre; porque era civilizada e cosmopolita; porque pertencia àquele grupo social que pela educação e horizontes alargados não se submete ao reducionismo de uma religiosidade desesperada que se nutre do analfabetismo e do obscurantismo; porque acreditava na inevitabilidade da adesão do Islão à contemporaneidade; porque advogava tudo o que os inimigos da liberdade abominam; porque fazia frente à sharia, à lapidação, à justiça de sangue e à guerra santa, foi morta. Morta pelos barbas-de-açafrão, danada nas mesquitas e nas madrassas, Benazir não serve de desculpa aos amigos dos nossos inimigos. Não era serva nem factotum de Bush, não era ditadora nem violara os sacrossantos pergaminhos da democracia, não se lhe conheciam amizades sionistas nem jamais abdicou do véu. Eles odeiam tudo o que não entendem, pelo que hoje, mais que uma derrota da Liberdade, a morte de Benazir Bhutto é um claro demarcador entre a civilização e a barbárie. A escolha nunca foi tão clara. Ou se está por "eles" ou se está pela comunidade de valores que, no Ocidente como no Islão laico, defende a retirada do confessionalismo para o mais estrito domínio das escolhas individuais. Como aqui por mais de uma vez se disse, o estrertor de um certo Islão nutre-se da violência do desespero. O tempo demonstrará que, no limite, os maiores inimigos do Islão foram esses loucos de Deus que não compreenderam que o tempo de uma certa ideia de religiosidade impositiva, purificadora e totalitária desapareceu."
Miguel Castelo-Branco
In blogue Combustões
"Porque era mulher e era livre; porque era civilizada e cosmopolita; porque pertencia àquele grupo social que pela educação e horizontes alargados não se submete ao reducionismo de uma religiosidade desesperada que se nutre do analfabetismo e do obscurantismo; porque acreditava na inevitabilidade da adesão do Islão à contemporaneidade; porque advogava tudo o que os inimigos da liberdade abominam; porque fazia frente à sharia, à lapidação, à justiça de sangue e à guerra santa, foi morta. Morta pelos barbas-de-açafrão, danada nas mesquitas e nas madrassas, Benazir não serve de desculpa aos amigos dos nossos inimigos. Não era serva nem factotum de Bush, não era ditadora nem violara os sacrossantos pergaminhos da democracia, não se lhe conheciam amizades sionistas nem jamais abdicou do véu. Eles odeiam tudo o que não entendem, pelo que hoje, mais que uma derrota da Liberdade, a morte de Benazir Bhutto é um claro demarcador entre a civilização e a barbárie. A escolha nunca foi tão clara. Ou se está por "eles" ou se está pela comunidade de valores que, no Ocidente como no Islão laico, defende a retirada do confessionalismo para o mais estrito domínio das escolhas individuais. Como aqui por mais de uma vez se disse, o estrertor de um certo Islão nutre-se da violência do desespero. O tempo demonstrará que, no limite, os maiores inimigos do Islão foram esses loucos de Deus que não compreenderam que o tempo de uma certa ideia de religiosidade impositiva, purificadora e totalitária desapareceu."
Miguel Castelo-Branco
In blogue Combustões
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Animais de Rua
Projecto de Esterilização e Protecção de Animais sem Lar
"A Equipa do Animais de Rua vem desejar a todos os apoiantes deste Projecto um Excelente 2008!
Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que nos têm ajudado a concretizar o objectivo de esterilizar o maior número possível de animais carenciados. Graças a todos vocês, que apadrinharam esterilizações, ofereceram donativos e peças para venda e compraram artigos da nossa Loja Virtual, até ao dia 1 de Janeiro de 2008 esterilizámos um total de 237 animais!
Para que em 2008 consigamos chegar a mais animais em risco, continuamos a precisar da vossa ajuda!
Começamos o ano com várias novas peças na Loja Virtual cujo produto nos ajudará a financiar as esterilização dos muitos animais que estão a Aguardar Esterilização
Um abraço a todos e Feliz Ano Novo!"
Newsletter Animais de Rua, 2 de Janeiro 2008
Projecto de Esterilização e Protecção de Animais sem Lar
"A Equipa do Animais de Rua vem desejar a todos os apoiantes deste Projecto um Excelente 2008!
Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que nos têm ajudado a concretizar o objectivo de esterilizar o maior número possível de animais carenciados. Graças a todos vocês, que apadrinharam esterilizações, ofereceram donativos e peças para venda e compraram artigos da nossa Loja Virtual, até ao dia 1 de Janeiro de 2008 esterilizámos um total de 237 animais!
Para que em 2008 consigamos chegar a mais animais em risco, continuamos a precisar da vossa ajuda!
Começamos o ano com várias novas peças na Loja Virtual cujo produto nos ajudará a financiar as esterilização dos muitos animais que estão a Aguardar Esterilização
Um abraço a todos e Feliz Ano Novo!"
Newsletter Animais de Rua, 2 de Janeiro 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Dia Mundial da Paz
2008 - Família Humana: Comunidade de Paz
(tema escolhido pelo Papa Bento XVI)
40º aniversário da celebração do primeiro Dia Mundial da Paz (1968-2008)
"Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho."
Mahatma Gandhi (2.10.1869 - 30.01.1948)
Give Peace a Change - 90's Various Artists
2008 - Família Humana: Comunidade de Paz
(tema escolhido pelo Papa Bento XVI)
40º aniversário da celebração do primeiro Dia Mundial da Paz (1968-2008)
"Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho."
Mahatma Gandhi (2.10.1869 - 30.01.1948)
Give Peace a Change - 90's Various Artists
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