Maria Pudim

"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão

A minha fotografia
Nome: Maria Lua
Localização: Loures, Portugal

Quinta-feira, Julho 31, 2008

Atmosphere Hotels - Férias com crianças
http://www.atmospherehotels.pt

"10 atmosferas distintas e perfeitas para férias com os mais pequeninos, com muitas actividades e novas experiências para conhecer a vida rural, fazer piqueniques, passear em todo o terreno ou moto4, passear de barco no douro com direito a mergulho, passear de burro, observar os golfinhos, fazer um curso de surf…
Alojamento em quarto duplo ou casas com sala e cozinha equipada, e todo o conforto e espírito atmosphere:
Casas do Coro em Marialva
Passeios de barco e desportos naúticos no douro, passeios de comboio a vapor, btt, moto4, caminhadas, piscina, circuito histórico pela aldeia de marialva, visita a quintas históricas com provas de vinhos...
Um conjunto de casas independentes na aldeia histórica de marialva notavelmente recuperadas todas as casas com sala com lareira, pequena cozinha e um pequeno jardim com oliveiras e espreguiçadeiras.
Casas da Lapa na Serra da Estrela
Passeios pedestres com e sem guia pelo parque natural da serra da estrela, piscina, ioga, praias fluviais próximas, sauna, jacuzzi, banho turco e pequeno ginásio...
Situada na encosta noroeste em pleno parque natural da serra da estrela, a casa da lapa surpreende pelo contraste entre a paisagem agreste e grandiosa da serra e o conforto e sofisticação desta casa de aldeia.
Casa dos Matos na Serra d'Aire
Piscina, caminhadas com serviço de café no alto da serra, passeios de carroça puxada por burro, baptismos de parapente, passeios de bicicleta, yoga, passeio de balão, visita a gruta não turística, escalada, passeio a cavalo...
Em pleno coração do parque natural da serra de aire e da serra dos candeeiros, a casa dos matos é um excelente ponto de partida para a descoberta de uma outra vivência e da riqueza natural da serra.
Monte do Vale em Elvas
Passeios pela herdade, piquenique e pesca na barragem do monte, piscina, escola de cozinha, slide, rappel, escalada, aula de equitação...
A simplicidade e autenticidade de um genuíno monte alentejano situado num vale de azinheiras junto a uma barragem.
Casa do Terreiro do Poço em Borba
Passeios pela vila de borba,a pé ou de bicicelta, piscina, visita às adegas locais e provas de vinhos, visita aos antiquários, visita aos museus e paço ducal, roteiros gastronómicos...
Uma casa no centro de borba que se move em redor de dois grandes jardins, com laranjeiras, limoeiros, um jardim de ervas aromáticas e uma piscina
No interior o som é o dos pássaros que os proprietários insistem em acolher e da folhagem…
Convento de São Paulo no Redondo
Piscina, pesca desportiva, passeios pedestres, passeios em todo-o-terreno, paintball, karting, passeios de balão, torneios de tiro...
Um convento do século XII da ordem de s. Paulo Ermita, remodelado no século XVIII, ergue-se a 450 m de altitude, a meia encosta da serra d’ossa, numa paisagem de grande beleza e serenidade.
Refúgio da Vila em Portel
Escola de cozinha, peddy papper, circuito histórico, circuito alqueva, passeios de balão, provas de vinhos...
Uma casa de família no centro da bonita vila de portel, recuperada e adaptada a hotel rural
Apesar de estar no centro da vila, a casa está resguardada pelo jardim, pelos terraços, e pela pacatez envolvente da região.
Herdade da Malhadinha em Castro Verde
BTT, passeios pela herdade, passeios de balão, piscina, spa, provas de vinhos e visitas à adega, passeios a cavalo...
O que em tudo se assemelha uma tradicional herdade agrícola com vinha, montado, gado, cavalos, rapidamente se distingue pelo conceito e pelo estilo…
Memmo Baleeira em Sagres
Mergulho, aulas de surf, windsurf e kitesurf nas praias próximas, btt, observação de golfinhos em alto mar, passeios de parapente, visita às colmeias para ver como se produz o mel...
Duas piscinas, interior e exterior, solarium com apoio de bar e um spa, estão entre os serviços do memmo baleeira, assim como o kids club, a funcionar todo o dia, perfeito para famílias onde os mais pequenos podem desenvolver a sua criatividade…
Companhia das Culturas em Castro Marim/Tavira
Participação nas actividades da herdade, piscina, passeios pedestres, visita à aldeia, praias próximas...
Um algarve rural - muito próximo do mar - onde ainda subsiste a agricultura em produção biológica a arquitectura algarvia está presente numa interpretação contemporânea e muito criativa…
O estilo é minimalista, predominado o branco e os materiais naturais como a madeira, a permitir a valorização das peças recuperadas pela proprietária..."

In site Atmosphere Hotels

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Para adopção - Três gatos

Já foram todos adoptados, obrigado pela ajuda!!

"São duas fêmeas e um macho (castrado). São jovens devem ter à volta dos dois anos de idade.
O macho é todo preto, as outras duas são meninas.
A sua esterilização é obrigatória e gratuita no Canil.
Contactos para adopção:
Tânia Marques: 934187997 / 964387602
sos.abandonados@gmail.com
Elsa: 967820164
adopcoes.e@gmail.com
SOSANIMAL

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Quarta-feira, Julho 30, 2008

Principal aquífero do Algarve ameaçado por um campo de golfe e um empreendimento para 1700 camas

"O principal aquífero do Algarve (Querença-Silves) corre "sérios riscos" de contaminação, por via da construção do empreendimento turístico da Quinta da Ombria, um complexo constituído por um campo de golfe, hotel de cinco estrelas, vivendas e apartamentos com 1700 camas. A denúncia foi feita ontem pela associação ambientalista Almargem, depois de uma visita ao local, para assinalar o dia Nacional da Conservação da Natureza.
Os ecologistas continuam com dúvidas sobre as consequências da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), já assinada pelo Ministério do Ambiente, que viabiliza este projecto de uma empresa finlandesa para a zona do barrocal do concelho de Loulé. Luís Brás, dirigente da Almargem, considera que as dúvidas levantadas em 2004 em Bruxelas, a partir de uma queixa da Liga de Protecção da Natureza, não estão esclarecidas.
Em consequência desse processo, que ainda não foi encerrado, "o Estado português foi solicitado pela Comunidade a prestar esclarecimentos, mas nós consideramos que apenas houve uma tentativa de branqueamento da situação".
A DIA assinada no ano passado, garantem os ambientalistas, continua a não salvaguardar os valores da natureza. "O empreendimento vai ter um grande impacto, directo e indirecto, sobre o sítio classificado da fonte da Benémola, e o principal aquífero do Algarve, com a construção de um campo de golfe em cima, não está salvaguardado", afirmam.
Os protestos dos ecologistas levaram, em 2007, a uma alteração do projecto, que obrigou a afastar o campo de golfe e os núcleos turísticos das zonas mais sensíveis do ponto de vista ambiental.
A Almargem entende, contudo, que essas alterações são insuficientes para preservar o aquífero . O parecer técnico que levou o ministério do Ambiente a viabilizar o projecto, há oito anos, diz João Santos - outro dos dirigentes da Almargem - "assenta no principio de que o aquífero só existe na zona do barrocal e não dos terrenos de aluvião junto à ribeira, onde se pretende construir o golfe". "Temos para apresentar em Bruxelas uma informação técnica exactamente em sentido oposto", sublinhou."

In site Jornal Público

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Terça-feira, Julho 29, 2008


Filme - Espírito de Coragem
Título original: Wit
Realizador: Mike Nichols
Actores: Emma Thompson; Christopher Lloyd
Música: Henryk Gorecki
Duração: 99 min.
Ano: 2001

"Há verdades tão simples, que depressa são esquecidas... (...)É a história do filme, dura, crua e realista sobre o dia a dia de uma mulher que narra as suas últimas semanas de vida. Tem um cancro maligno. É internada e sujeita a fortes tratamentos. Os médicos dizem-lhe que o seu caso será objecto de estudo, devido à sua robusta condição física e psicológica. Ela era uma professora catedrática de sucesso. A sua área era a literatura inglesa e também a filologia. Tinha 49 anos e alcançara o topo da sua carreira. Era muito exigente, admirada por colegas e temida por alunos. Mas no leito da morte tudo tinha um novo significado e a sua vida é vista por um prisma diferente. Valeram a pena tantas atitudes frias e implacáveis com os estudantes? Transmitira só conhecimentos ou ferramentas para pensar? Um dos médicos que a examina, fora seu aluno. Fizera a sua disciplina por opção, para ampliar a cultura geral. Mas era pouco humano com os pacientes, com conduta distante... interessava-lhe era a investigação, tal como antes a sua professora se preocupava muito com os seus projectos de estudo e menos com as "pessoas" dos seus estudantes. Na cama de um hospital ela descobre o significado real da palavra, que até aí receava pronunciar: "bondade". Com tanto medo de a referir, sussurra, enfrentando directamente a câmara. Mas di-la frontalmente e no filme, veremos como uma enfermeira se torna num contraponto do jovem médico e no final, ela vencerá contra a opinião do recém-licenciado...
Enfrentar um desafio como a própria morte tem mais a ver com Ingmar Bergman do que com Hollywood. Mas, aqui, o argumento vale a pena reter: o conhecimento é uma arma e uma defesa em qualquer ocasião. Como a doente era professora de literatura inglesa, procura dominar os novos termos técnicos da Medicina que ouvia à sua volta e rapidamente aprende a ler nas entrelinhas... Mais do que revoltar-se, tenta tirar partido da situação para viver o melhor possível o que lhe restam. O domínio da linguagem, dá-lhe forças e meios para comunicar e se fazer entender.
Ao longo do filme, vamos vendo como a formação recebida ao longo da vida foi moldando a sua personalidade e o seu modo de ser. A importância do pai que lhe incutiu o gosto e o interesse pela literatura ou os conselhos da professora que lhe abria horizontes, incentivando-a a descobrir na vida e não só nas bibliotecas, o sentido da escrita. Peter Drucker, nas suas memórias, diz como foi importante para a si, o papel desempenhado por duas professoras primárias, mais que os professores de gestão na Universidade.
Obrigatória a referência final à extraordinária interpretação da actriz, que ajuda a manter, no filme, uma atmosfera "british", com pinceladas de bom humor, de correcção e com interpelações directas ao espectador, de uma frontalidade e sinceridade com que gostaríamos de ser tratados no nosso local de trabalho e nas relações humanas. É que, por detrás de tanta "aparência" e formalidade, esconde-se uma humanidade revelada nos momentos decisivos, como quando a velha professora vai visitar a paciente na hora da morte.
Nos negócios, não há só números, há pessoas.
Nunca nos esqueçamos disto..."

In site Aldeia

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Segunda-feira, Julho 28, 2008

Cinnamon Rolls ou Caracóis de Canela e Nozes

Ingredientes
Massa
20 cl de leite
50 g de manteiga
400 g de farinha (tipo 55)
60 g de açúcar amarelo
12 g de fermento de padeiro fresco ou 1 pacote de Fermipan
1 ovo (à temperatura ambiente)
Recheio
50 g de manteiga derretida
115 g de açúcar amarelo
2 colheres de (café) canela
150 g de nozes ou amêndoas partidas
Glace
115 g de açúcar em pó
1/2 colher de (café) aroma de baunilha
Leite q.b.
20 g de manteiga derretida
Preparação
Massa e Recheio
Aqueça o leite com a manteiga e misture com 145 g de farinha, açúcar, sal, levedura e o ovo. Amasse (com as mãos) bem a massa para misturar todos os ingredientes e junte a farinha até que a massa não cole às mãos. Coloque a massa numa tigela untada com manteiga e deixe levedar durante 1 hora (num local quente e tapada com panos - casaco malha ou manta/cobertor. Quanto mais calor a massa tiver, mais leveda).
Estenda a massa sobre uma superfície enfarinhada, em rectângulo, com a ajuda do rolo. Barre com a manteiga (ou com a ajuda de um pincel) e espalhe sobre esta uma mistura de açúcar, canela e nozes. Enrole a massa e vire o rolo para que a abertura fique para baixo. Corte o rolo em fatias grossas (uma média de 18-20 fatias) e coloque-as num tabuleiro (deixando espaço entre elas, porque vão crescer e colar-se umas às outras!) untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Deixe levedar cerca de 30 minutos. E leve-as ao forno (180º C) durante 20-25 minutos.
Glace
Misture todos os ingredientes até obter um preparado relativamente espesso e verta com uma colher sobre os rolinhos de canela após terem saído do forno (ainda mornos).

Uma verdadeira delícia!

In blogue Café com Sobremesa

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Para adopção - Flora

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Domingo, Julho 27, 2008

As imagens da semana

A casa onde a minha amiga Heather vive é magnífica.
Trata-se de um prédio pombalino, do Séc. XIX, no Príncipe Real e bem conservado. Com quatro inquilinos, um por piso, sem elevador e com a porta de entrada original (com o rendilhado em ferro marcando a data em que o edifício foi construído).
São os típicos prédios em gaiola (designação específica para esta construção, por estar "assente" numa espécie de gaiola feita com barrotes de madeira).
As janelas são grandes e com portadas em quase todas as paredes exteriores, os tectos altos, o chão em madeira e as portas em madeira robusta.
O apartamento onde ela habita foi restaurado pelo dono do próprio (e arquitecto também) com muito gosto e cuidado, preservando toda a estrutura e mantendo os materiais originais. E tem ainda um complemento precioso: um terraço enorme!
Mas nem tudo são rosas. Passado quase três anos, o dono do prédio está com vontade de o transformar em escritórios/ateliers ou seja lá que for (construíndo outro prédio no local do terraço...).
Será que as autoridades/legislação o vão permitir? Como vivo em Portugal e sei da facilidade com que se compra tudo e todos, tenho receio que, brevemente, este edíficio deixe de existir, mantendo-se apenas a fachada exterior.
Em sua memória apenas restarão fotografias...
Um local repleto de luz, tranquilidade e alegria que merecia permanecer entre nós.






Another house/home is waiting for you...
This one is finish, but will stay in yours hearts forever.
For you and C. the best FELICIDADES in the new portuguese house!
She will love!

And be very happy near you and C.

"We cannot cross the sea merely by staring at the water."

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Sábado, Julho 26, 2008

As surpresas da semana

1 - Passatempo Fugas: a minha fuga mais feliz.

2 - Se eu vivesse na casa da Daniela pesava 200 kg! Ela só faz receitas que são uma verdadeira tentação!

3 - Quantas lendas e mistérios encerram as muralhas do Castelo de Almourol? Para ler aqui.

4 - Acampar no quintal: Lindooooo!

5 - Uma Égua a precisar urgentemente de ajuda! Como os animais sofrem nas mãos dos seres humanos...

6 - Uma boa notícia: Nova micro-reserva biológica na região de Beja.

7 - Também gosto.

8 - Capte o melhor do património natural em fotografia e participe no Concurso Rede Natura 2000 em Foto, organizado pela SPEA.

9 - Este ano houve muitas dormideiras na minha zona, talvez pelo tempo ter sido mais frio e chuvoso do que o habitual...

10 - Maria Lua, mas não sou eu!

11 - O Paulo descobre verdadeiras casas de espantar! Muitas estão abandonadas e em ruínas... É tão triste ver desaparecer o património/a história de todos nós sem podermos fazer nada... Sempre gostei de "casas com alma" e todas estas têm uma, mas parece que ninguém quer cuidar delas: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez e onze. Somos mesmo um país pequenino e uma gentinha mesquinha que só se interessa por Centros Comerciais, Futebol e dinheiro!

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Para adopção: Pepper e Anne

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Sexta-feira, Julho 25, 2008

Letras

"Tudo o que não cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer. Este parece ser um princípio básico da vida. Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade. Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta; se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora... E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas."

(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'

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Quinta-feira, Julho 24, 2008

Sons

MERZ - Presume Too Much

Uma estrela absolutamente espantosa, sem a fama/reconhecimento que merecia...

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Para adopção: Julina
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Relíquias das Montanhas Ibéricas: a Borboleta Azul
26 de Julho 2008

Parque Natural do Alvão
Montes de Encanto
Apartado 17
5451-908 Pedras Salgadas
tel: +351-259433146 +351-916165984
www.montes-de-encanto.pt

"O Parque Natural do Alvão, nos concelhos de Vila Real e Mondim de Basto, possui a maior população em Portugal e na Europa da borboleta-azul (Maculinea alcon), uma espécie ameaçada da qual foram identificados 218 indivíduos nesta área. Numa pequena parcela deste parque natural é possível presenciar uma peculiar história de vida, em que uma pequena borboleta azul tem uma relação muito especial com uma flor e uma formiga. É apenas durante o mês de Julho que se pode observar a borboleta-azul em voo. Venha apreciar tudo isto num dia bem recheado com caminhadas, piquenique e banhos de rio. Não perca!

Programa
Caminhada na Serra do Alvão
Nível de dificuldade: médio/alto
Distância percorrida: 12 km
Duração aproximada: 5 horas
09:00 – Ponto de partida na Barragem do Alvão (a 13 km de Vila Real). Início da caminhada.
14:00 – Fim do percurso, piquenique e tomar banho no rio. Observaremos a borboleta-azul durante a tarde, perto do local do piquenique, para tomar conhecimento sobre os aspectos mais interessantes sobre a espécie.
18:00 – Regresso ao carro
18:30 – Fim da actividade

Preço: 17 € por pessoa.
As crianças com menos de 12 anos têm desconto de 50%.
A actividade realiza-se com um número mínimo de 5 e um máximo de 15 pessoas.

Mais informações no site: http://www.montes-de-encanto.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=63&Itemid=7

In site Montes de Encanto

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Quarta-feira, Julho 23, 2008

Escrevo-te de perto, como se a mão
te fosse objecto breve aflorado,
como se da rua te chegasse
a certeza pequena para a compra
dos minutos seguintes. De perto
como o sol, como a cigarra.
Como um silêncio cheio
que te viesse aos olhos de manhã
e amar-te fosse a roupa
escolhida ao começar o dia.


Pedro Tamen (1934)

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Museu Nacional do Azulejo
5ªs à noite nos museus. Verão 2008
A 24 de Julho e 21 de Agosto permanece aberto até às 23h00
Desconto de 50% nas entradas

"Integrado no projecto 5ªs à noite nos museus. Verão 2008, o Museu Nacional do Azulejo amplia o horário de abertura até às 23:00h da noite nos dias 24 de Julho e 21 de Agosto, oferecendo um programa diferente nas noites de Verão.
Pode assim desfrutar-se de uma visita à colecção ou à exposição temporária Presenças da Azulejaria e Cerâmica Contemporâneas no Museu Nacional do Azulejo (1980-2000), antes do jantar, e ouvir contar as aventuras de Ícaro, ao lado do painel de Rogério Ribeiro.
Com o restaurante aberto, o Jardim de Inverno anima-se, a partir das 21:00h, ao som do Jazz e da Bossa Nova pelos alunos do Hot Clube de Portugal.
Também a Loja do Museu estará aberta até às 23:00h da noite, dando oportunidade para compras fora de horas."

Programa
18:30h—História de Ícaro, leitura dramatizada, junto ao painel de Rogério Ribeiro, na exposição “Presenças da Azulejaria e Cerâmica Contemporâneas no Museu Nacional do Azulejo (1980-2000)
19:30h—Breves visitas comentadas à colecção do MNAZ
21:00h—Concerto de Jazz e Bossa Nova pelos alunos do Hot Clube de Portugal

Mais informações no site MNAZ ou no blogue MNAZ

In site Museu Nacional do Azulejo

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Terça-feira, Julho 22, 2008

Vá para fora cá dentro: o Litoral Alentejano precisa de si!

Época balnear no litoral do Alentejo está a ser um desastre
Restauração e empresas de aluguer de apartamentos e quartos estão confrontados com uma inusitada ausência de veraneantes

"É uma sensação estranha atravessar de automóvel, em plena época balnear, as localidades costeiras do litoral alentejano de Azenha do Mar, Zambujeira do Mar, Almograve, Porto Covo ou São Torpes. As viaturas circulam sem estarem sujeitas a qualquer congestionamento de tráfego e até se consegue estacionar, logo à primeira, e em qualquer lugar. Nas praias da Zambujeira do Mar e Porto Covo, uma dúzia de chapéus de praia dispersam-se pelo areal que parece imenso, comparando-o com anos anteriores, quando os banhistas disputavam uma nesga de espaço para estender a toalha. Nas esplanadas abundam as cadeiras e mesas vazias ponteadas por meia dúzia de pessoas à volta de um pequeno prato com salada de polvo que cavaqueiam sobre o seu aborrecimento e consternação por tão fraco afluxo de turistas. Os turistas espanhóis são a ausência mais notada. Em anos anteriores, a sua presença chegou a ser superior à dos ingleses ou alemães. Desta vez, só aos fins-de-semana é que é possível ouvir o castelhano, e mesmo assim muito mitigado, a revelar que a crise também bate à porta de quem vinha a revelar-se como uma das principais fontes de rendimento dos empresários da restauração durante a época balnear na costa alentejana.
"Isto está muito mau", sintetiza a proprietária da empresa Atlântico, que negoceia no aluguer de apartamentos e quartos, na Zambujeira do Mar. A maior parte das casas "está vazia", prossegue. "Nem o tabaco se vende", diz a comerciante, que tem um quiosque para ajudar no negócio, mas que ainda não abriu, dado o tão reduzido número de turistas. É assim na primeira quinzena de Julho. "[Na segunda] tenho tudo vazio, ninguém marca quartos ou apartamentos", observa.
Na pensão Boa Esperança, em Porto Corvo, o estado de espírito não é diferente. "Este ano há pouca gente por todo o lado", comenta uma das funcionárias. No parque de campismo da ilha do Pessegueiro, a procura é boa "nos apartamentos caros", mas tendas e roulottes, "que são procuradas pelas classes mais baixas", são em muito menor número.
A escassez de veraneantes estende-se inevitavelmente aos estabelecimentos de restauração. No snack-bar O Martinho com uma excelente panorâmica para a praia da Zambujeira do Mar, a clientela "é fraca" e "pouco endinheirada", diz António Lopes. Com efeito, as escolhas dão preferência ao frango no churrasco com batata frita. Pedidos de peixe, "apenas pratos de sardinha de vez em quando" ou então "um peixito para sete pessoas para ficar mais barato". Há três anos, a clientela era muita e "até aceitava esperar pelo peixe que vinha da lota". Este ano é tão pouca que "nem dá para aquecer", apesar do calor. O mesmo acontece numa loja de recordações. A empregada queixa-se que as vendas "estão péssimas". Apenas entram turistas estrangeiros, sobretudo alemães e alguns ingleses. Mas mesmo estes torcem o nariz com os preços dos chapéus, das camisolas ou da panóplia de souvenirs. Em anos anteriores a clientela invadia o espaço. Agora e em plena hora do almoço a afluência é de um cliente de quarto em quarto de hora. As coisas pioram durante a tarde para voltarem a animar um pouco ao jantar e até à meia-noite. No entanto, "as pessoas só vão ao encontro do mais barato", afirma a jovem vendedora de recordações num ano que vai ser recordado pelas piores razões. "

Carlos Dias, 20.07.2008
In site Público

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Segunda-feira, Julho 21, 2008

Sons

Kd Lang - Coming Home (London, 2008)

Amazing!

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Bolo Cigano

Ingredientes
2+½ chávenas de farinha para bolos (já com fermento)
2+½ chávenas de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de canela
Raspa de 1 limão grande
3 ovos (à temperatura ambiente)
Uma chávena mal cheia de café
½ chávena de azeite suave
Opcional: 2 colheres de sopa de casca de laranja cristalizada caseira (se utilizar a laranja cristalizada reduza a quantidade de açúcar mencionado nos ingredientes)
Preparação
Bater o açúcar com os ovos inteiros durante 10 minutos. Ir juntando, a pouco e pouco, a raspa de limão, o café e o azeite (sem parar de bater).
Misture a canela com a farinha e peneire (passar pelo passador), e adicione à mistura anterior e bata bem.
Por fim, adicione a casca de laranja cristalizada e misture bem.
Deite a massa numa forma redonda e sem buraco, untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Leve a cozer em forno quente (180º-200ºC) durante 40 minutos, mas faça o teste do palito para ver se está pronto.

Um bolo simples, muito aromático e saboroso.
Há três semanas que ouvimos falar de ciganos em Loures, razão pela qual, após uma pequena pesquisa na internet, foi impossível não fazer este bolo!

In blogue Café com Sobremesas

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Domingo, Julho 20, 2008

As imagens da semana

Uma carta para Novosibirsk (Sibéria):
Já chegaste? Segundo o plano de viagem, já deves estar !
Como é o outro lado do mundo? Muito frio ou calor? E alguém fala inglês?
Esperemos que sim, ou faz como a Daniela e o Pablo quando estiveram na Turquia, o pessoal do hotel colou um autocolante com a morada do mesmo no peito de cada um caso se perdessem ou quando tivessem de regressar ao hotel, porque não havia língua possível de se entenderem! E funcionou!
Estás muito longe... vou sentindo a tua falta, a cada minuto que passa o pensamento foge na tentativa de encontrar-te...
Por estes lados, vamos indo. Não temos novidades, o mesmo do costume: o Sócrates continua a desfazer o País!
Hoje amanheceu nublado, mas não choveu. O sol só brilhou da parte da tarde.
Segue alguns apontamentos visuais da semana:

Fiz a estreia do IPOD e estou a gostar...

Apesar de o termos lido juntos, sentados na secção da literatura infantil da Almedina, voltei a folhear "A Árvore Generosa". Gosto tanto, tanto deste livro!
Obrigado pela oferta.
Uma árvore que amava um menino...

e um menino que amava uma árvore...

mas quando cresceu tudo mudou...

Uma notícia triste: a minha orquídea está morrer...
Há três anos que ambas "batalhamos" para que fosse feliz e quando cresceu um filhote, pensamos que finalmente seria feliz! Mas morreu a mãe e agora padece o filho...
Fico triste quando as minhas plantas morrem...
Ontem, foram todos a banhos! Foi aberto oficialmente o dia de limpeza geral para miúdos e graúdos cá em casa (alguns deles verdadeiras antiguidades)! Não escapou ninguém!
A seguir, todos estendidos a secar na toalha (não de praia mas de campo)!

Nem o Cocas faltou à festa!
O mais difícil foi repor tudo à normalidade: vestir, pentear, calçar, etc...

Abrimos a minha mala do enxoval e atenção que não sou a única a ter uma sem uso!

E percorremos cada pedaço de pano, renda, bordado... como se fosse uma visita ao antiquário.

Casa tesouro tem a sua história a merecer ser recordada...

E algumas das mãos que os fizeram e já não estão presentes, também foram lembradas com saudade e emoção...

Um baú lindíssimo com muitos anos de história e à espera de um casamento!

Fomos à horta. Este ano são poucos os pêssegos e a maioria não prestam para comer...

Em contrapartida, os figos são imensos e crescem a bom ritmo!

As amoras também já apareceram, apesar de ainda estarem verdes.
Consegui descobrir seis madurinhas para comer!

Aqueço-me com isto. Ao seu calor
O nosso sangue é um e amadurece
Boa-noite meu amor.
Boa-noite, que amanhece.

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Sábado, Julho 19, 2008

As surpresas da semana

1 - Provei o Baklava da Daniela e é uma verdadeira delícia!

2 - Uma terra que há muitos, muitos anos desejo conhecer: o Gerês.

3 - Cantos de aves online - um sítio na Internet que poderá ajudar os interessados na identificação de cantos de aves.

4 - Um gelado sem natas a experimentar brevemente!

5 - Um verdadeiro exemplo a seguir: Zero waste in Japan.

6 - Lindo, lindo, lindo!!!

7 - Mais um atentado à nossa história... E ninguém faz nada...

8 - The Story of Stuff agora com legendas em português.

9 - Para espreitar, comprar e ajudar na lojinha dos Animais da Moita.

10 - Adorava participar nas actividades de visita a Faróis do programa Ciência Viva Verão!

11 - Com muita tristeza (porque queria que fossem muitas mais as classificadas e protegidas no meu Concelho), apresento a única árvore classificada do Concelho de Loures e que foi podada terrívelmente e sofreu aterro de raíz: uma Senhora Oliveira com mil anos!

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Sexta-feira, Julho 18, 2008

O Óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina.
Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49
1949-008 Lisboa
Tel. 218 362 100
E-mail: reciclagem@ami.org.pt
http://www.ami.org.pt

"Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.
Para participar neste projecto da AMI:
- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em www.ami.org.pt;
- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;
- Divulgue esta informação no seu site ou blog;
- Encaminhe este e-mail para a sua lista de contactos.
Press release:
Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.
Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.
A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida."

In site AMI

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Quinta-feira, Julho 17, 2008

Águas de Portugal: Tribunal de Contas arrasa gestão
Cinco milhões em carros e prémios

"A Águas de Portugal gastou perto de cinco milhões de euros em carros para os administradores e funcionários e prémios sem qualquer relação com o desempenho. O que só agravou a situação deficitária do grupo que, entre 2004 e 2005, registou 75,5 milhões de euros negativos, critica o Tribunal de Contas (TC).
Uma auditoria às contas de 2004 a 2006 revela que foram gastos 2,5 milhões de euros com viaturas para administradores e outros trabalhadores. Os utilizadores não pagaram nem seguros nem custos de manutenção e ainda tiveram plafonds para combustível, constataram os auditores.
Por outro lado, foram distribuídos prémios de incentivos a alguns trabalhadores no valor de 2,3 milhões de euros. Os auditores registaram que os prémios não foram atribuídos com base num sistema claro e transparente nem foram associados à concretização de objectivos. Estas práticas são criticadas pelo TC, que sublinha o facto de serem desenvolvidas num ciclo de resultados deficitários.
Com efeito, a Águas de Portugal, presidida por Pedro Serra, apresentou resultados operacionais negativos (75,5 milhões de euros) e tem um endividamento que ascende a 1,7 mil milhões de euros. As dívidas das autarquias atingiram os 174 milhões de euros: só Lisboa deve 27,8 milhões de euros."

Raquel Oliveira
04 Julho 2008

In jornal
Correio da Manhã

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Quarta-feira, Julho 16, 2008

Livro
Eu Espero...
Davide Cali e Serge Bloch
13,60 euros
Onde comprar: http://www.bruaa.pt/comprar.htm ou on-line: http://www.bruaa.pt/encomendas.htm
http://www.bruaa.pt

"Uma extraordinária metáfora da vida dada por um fio que corre, passando de página para página (desde a folha de rosto até à página final preenchida com o fio apanhado em meada), e que arrasta acontecimentos marcantes que constroem um ser na sua plena dimensão humana. Vida feita de alegrias e tristezas, mas com a espera sempre como elemento recorrente. O livro, e em particular a capa, tem o formato de um sobrescrito com janela, de onde sai a imagem de uma criança com olhar expectante; a partir daqui os vários momentos representados articulam-se de forma solidária e mostram ao leitor que há sempre um amanhã e que vale a pena acreditar no futuro. O modo sóbrio como se representam as personagens e a profundidade da expressão do traço do ilustrador, reforçados pela omnipresença do fio vermelho da vida, tornam este livro um objecto de arte de grandíssima qualidade.
Casa da Leitura Calouste Gulbenkian
“Eu espero” é um livro que fala das coisas pelas quais se espera na vida. Quando se é pequeno, esperam-se pequenas coisas: que o bolo esteja bom, que chegue o Natal, um beijo antes de adormecer; depois, ao crescer, esperamos coisas maiores: o amor ou o fim da guerra.
Fiz sempre banda desenhada e livros humorísticos, mas, recentemente, senti a necessidade de escrever um livro sobre o sentido da vida. Assim nasceu “Eu espero”. O livro conta as coisas que se passam na vida com frases curtas, mas principalmente com imagens simples e ternas, desenhadas por Serge Bloch.A vida é feita de acontecimentos alegres ou tristes; o mesmo se passa em “Eu espero”: o amor, o casamento, mas também a doença e a morte. Se bem que repleto de emoção, não se pode considerar um livro triste.
Talvez seja o meu melhor livro até hoje e agradeço à Sarbacane, que teve a coragem de editar um livro tão pouco convencional e também ao Serge Bloch que fez um trabalho excepcional: o fio encarnado que atravessa as ilustrações de uma página a outra representa bem o fio da vida que quis contar.
Davide Cali
A capa deste livro, um formato que evoca um envelope; o interior, muito branco, já que as personagens, finamente desenhadas num traço negro, reclamam pouco espaço. Único toque de cor, um fio de algodão presente em cada página, fio encarnado, claro, nesta belíssima evocação das perspectivas da vida, a partir do qual o ilustrador multiplicou as suas aplicações: enfeite de Natal, xaile fino, lenço do adeus. (...)
É um existência inteira que está aqui exposta em poucas palavras, nalgumas imagens delicadas, as idades de um homem, da sua infância à velhice, das alturas mais alegres às mais dolorosas. (...)
Um livro excepcional que demonstra que somente com um lápis, uma bobine de fio, mas acima de tudo com um talento incrível, se pode imaginar uma obra que tocará a grandes e pequenos."
Sylvie Neeman "Le Temps"

In site Editora Bruaá

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Terça-feira, Julho 15, 2008

Notícias da Tapada de Mafra
http://tapadademafra.pt

"A Falcoaria voltou à Tapada! Com o calor do Verão, sabe bem passear na Tapada à noite ou ao nascer do sol! Não perca as próximas visitas nocturnas e ao amanhecer. Conheça os horários de Verão para a visita em comboio e veja ainda as notícias dos mais recentos eventos em que a TNM esteve representada.
Falcoaria - Novo protocolo estabelecido entre a TNM e a FalconFly.
Visitas ao Amanhecer - Para descobrir a magia da Tapada às primeiras horas da manhã.
Visitas Nocturnas - Sob a capa das Estrelas descubra os segredos da Floresta!
Visita de Comboio Extra.
Festas de Aniversário - Faça a festa de aniversário do seu filho na Tapada!"

Para reservas ou informações, contacte:
Tapada Nacional de Mafra
Portão do Codeçal,
2640-602 Mafra
Telefone: +351 261 817 050 (dias úteis)
+351 261 814 240 (Fins-de-semana e feriados)
Fax: +351 261 814 984
e-mail: geral@tapadademafra.pt ou informacoes@tapadademafra.pt

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Segunda-feira, Julho 14, 2008

O Alho

"De sabor e cheiro intenso, o alho transforma qualquer refeição numa saudável e saborosa experiência de culinária.
Admirado pelas suas características nutricionais e terapêuticas, é um alimento muito utilizado na cozinha mediterrânica.
Allium sativum, uma planta perene cujo bolbo (a "cabeça de alho"), composto por folhas escamiformes (os "dentes de alho"), é comestível e usado tanto como tempero como para fins medicinais.
Apreciado pelas suas propriedades terapêuticas, era usado já pelos antigos egípcios para curar desde a lepra às hemorróidas, além de que, por exemplo, os construtores de pirâmides tomavam-no para ganhar força e resistência. As suas propriedades anti-microbianas e os seus efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea já eram valorizados na idade média.
A maioria das propriedades do alho devem-se aos seus vários compostos de enxofre. Quando se tritura ou mastiga o bolbo, a aliína, um destes compostos, transforma-se em alicina (responsável pelo odor e alguns dos efeitos terapêuticos), e parte desta decompõe-se em outros produtos sulfurosos também com propriedades medicinais. Cozinhar o alho inibe a formação de alicina e elimina algumas das outras substâncias terapêuticas.
Informação nutricional
O alho é uma boa fonte de vitaminas B6, assim como de potássio, fósforo e magnésio.
Tabela de composição nutricional (100g de porção edível):
Alho cru
Energia (kcal) - 67
Água (g)- 79,8
Proteína (g) - 3,8
Lípidos (g) - 0,6
Hidratos de carbono (g) - 11,3
Fibra (g) - 1,3
Vit B6 (mg) - 0,38
Potássio (mg) - 346
Fósforo (mg) - 86
Magnésio (mg) - 17
mg = miligramas.


Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios.Fonte: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006.
Vantagens e desvantagens
Sabe-se que o alho contribui para a redução de problemas cardíacos, pois reduz a coagulação do sangue ao impedir que as plaquetas se aglomerem e se agarrem às paredes das artérias e ajuda a baixar a tensão arterial, alargando os vasos sanguíneos e permitindo, assim, que o sangue circule mais livremente. Reforça a imunidade, tem propriedades antioxidantes e pode baixar os níveis de colesterol.
A vitamina B6, em conjunto com a vitamina B12, é essencial para a conversão da homocisteína, mantendo baixos os seus níveis. A homocisteína é uma molécula que pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos e cujos elevados níveis no sangue estão associados com um maior risco de doença cardiovascular.
O elevado teor de potássio e baixo em sódio favorece um equilíbrio adequado dos fluídos corporais e uma eliminação mais eficaz de fluídos excessivos e toxinas. Além disso, o potássio intervém na contracção muscular e do ritmo cardíaco e na regulação da tensão arterial. O magnésio, o fósforo e o cálcio melhoram a saúde dos ossos e dentes.O fósforo ajuda a formar e a manter os ossos e os dentes saudáveis, em conjunto com o cálcio. O fósforo é essencial para a libertação de energia nas células, para a absorção e transporte de muitos nutrientes, e regula também a actividade das proteínas. O magnésio, desempenha funções a nível da transmissão neuromuscular, participa na regulação dos fluxos através das membranas celulares, coadjuva a actividade de algumas enzimas em variados processos enzimáticos, e está envolvido na replicação de ADN.
Como comprar e conservar
De forma a obter o máximo sabor e benefícios nutricionais deve adquirir alho fresco, que se encontra disponível no mercado todo o ano. Adquira o alho que apresente forma abaulada e a pele intacta. Aperte gentilmente o alho entre os dedos de forma a verificar que o mesmo se encontra firme. Evite o alho que se apresente mole, enrugado ou bolorento. Estes podem ser sinais indicadores de deterioração que irá originar menor sabor.
Poderá armazenar o alho fresco num local descoberto ou num recipiente coberto afastado do calor e da luz solar. Isto ajudará o alho a manter a sua frescura. Não é necessário conservar o alho no frigorífico. Algumas pessoas descascam e congelam o alho, no entanto, este processo reduz seu perfil de sabor e transforma a sua textura. Dependendo da sua idade e variedade, os bolbos inteiros de alho mantêm-se frescos entre duas semanas a dois meses. Inspeccione o bolbo frequentemente e retire qualquer dente que apareça seco ou bolorento."

In site Nestlé

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Domingo, Julho 13, 2008

As imagens da semana

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes
é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.

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Sábado, Julho 12, 2008

As surpresas da semana

1 - Para quem não teve oportunidade de ver a reportagem sobre os Cuidados Paliativos e o testemunho da Rita poderá ver aqui.

2 - A MJoão partilha um magnifico texto de um dos meus escritores favoritos: José Luís Peixoto.

3 - Quanto tivermos azeitonas vou temperá-las assim também!

4 - Vendemos tudo! Até o nosso património! Triste país este...

5 - Um novo restaurante francês em Lisboa: La Vie en Rose.

6 - Lindos! Estão para venda na lojinha dos Bichanos do Porto.

7 - Tree of Life Web Project.

8 - São estas coisas feitas sem nexo e gastando fortunas que me revoltam! Incompetentes! Segundo as notícias, as 461 cerejeiras já estão mortas! Não existem jardineiros ou outro pessoal competente para saber que só se plantam árvores no Inverno (não aguentam o calor)? E para ir ver que as árvores estão mortas? M**** de país este!

9 - Actividades para o público a não perder na Tapada de Mafra!

10 - "Visite e participe no blogue De Olhos nas Estradas que tem como objectivo a denúncia de animais mortos nas estradas. Nas estradas regionais é normal devido à falta de vedação. Quanto às auto estradas uma vez que existem vedações os animais não deveriam conseguir passar. Se vir algum animal morto na estrada tome nota do local e denuncie."

11 - Qual crise na saúde???

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Sexta-feira, Julho 11, 2008

Vá de férias com a Ciência
15 de Julho a 15 de Setembro 2008
2600 acções de divulgação científica em todo o país

"Já tem planos para as suas férias de Verão? Quer se decida pela praia, pelo campo ou pela cidade, inclua a ciência no seu roteiro e participe, com a família e os amigos, nas actividades da Ciência Viva no Verão.
De 15 de Julho a 15 de Setembro, a Ciência Viva convida-o a passar momentos de lazer e de conhecimento com especialistas de universidades, centros de investigação e associações científicas.
Descubra em www.cienciaviva.pt o programa deste ano nas áreas da Astronomia, Geologia, Biologia, Engenharia e Faróis e inscreva-se, gratuitamente, nas actividades que lhe despertarem maior interesse.
Mas prepare-se, porque a escolha não vai ser fácil: descer a uma mina de sal-gema ou descobrir as rochas e os fósseis na fachada dos edifícios? Aprender a anilhar uma ave ou ver o comportamento das plantas durante a noite? Observar um eclipse parcial da Lua ou participar numa Astrofesta? Conhecer uma barragem por dentro ou avistar os cabos submarinos que atravessam o Atlântico? Sair para o alto mar à procura de cetáceos ou passar um fim de tarde num farol?
São mais de 2600 actividades em todo o país que aguardam a sua participação. Inscreva-se!

Programa completo e inscrições em: www.cienciaviva.pt/veraocv/
Para mais informações: 808 200 205 (Número Azul)
Muitas acções requerem inscrição prévia.
A participação está sujeita ao número de vagas disponíveis."

In Newsletter Ciência Viva, 8 Julho 2008

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Quinta-feira, Julho 10, 2008

Bar Minus 5 - Ice Lounge em Viseu
Desça até menos 5º
No Palácio do Gelo Shopping em Viseu
A entrada inclui aluguer de vestuário térmico, 30 minutos dentro do bar Minus 5º e uma bebida em copo de gelo.
Aberto 7 dias por semana das 11H às 24H.
http://www.palaciodogelo.pt/content.aspx?id=189

"A atmosfera mais cool chegou a Viseu: o Bar Minus 5 Ice Lounge. Uma experiência única a 5 graus negativos que nunca mais irá esquecer!
Originário da Nova Zelândia, este conceito pioneiro na Europa apresenta um surpreendente Bar onde tudo é feito com gelo, trazido directamente dos glaciares do Canadá, desde as paredes aos bancos, passando pelas fantásticas esculturas que decoram o espaço, até aos copos onde são servidas as bebidas. E tudo num ambiente com temperatura de 5 graus negativos.
Este é um espaço original para conviver com a família e amigos ou para fazer um evento para a sua empresa, para apreciar deliciosos cocktails, com ou sem álcool, para adultos e crianças e sempre com a adequada roupa térmica.
Venha descobrir o Bar Minus 5 - Ice Lounge."

In site Arteh-Hotels

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Quarta-feira, Julho 09, 2008

73 anos depois: Lisboa continua a ser A Cidade Careca

in DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 28 de Julho de 1935, 1ª página

A CIDADE CARECA - Vão ser cortadas em Lisboa mais de 110 árvores e entre elas ainda algumas da Avenida da Liberdade, do tempo do Passeio Público

«Que espécie de gente será esta que vive em Lisboa - e pior: que manda em Lisboa - tão apostada sempre contra as árvores?! Que mal podem fazer as árvores, maravilhas da Natureza, a certa gente que tanto e tanto as odeia?! Porque, no fundo, se não há uma razão máxima de perigo ou de utilidade para o Homem, só por ódio se compreende que um homem possa cortar ou mandar cortar uma árvore. A teoria peregrina de que se cortam e queimam árvores por estarem doentes e para não pegarem a doença ás da mesma espécie não convence ninguém de bom senso. Nesse caso, e pelo mesmo raciocínio, a Direcção-Geral de Saúde tinha de mandar matar e queimar todos os pestiferos, os tifosos, os tuberculosos, todos os que tivessem, numa palavra, molestia contagiosa. E os médicos passariam a ser magarefes ou carvoeiros. A Câmara Municipal de Lisboa parece não pensar desta maneira, e mandou que se derrubassem, a golpes de machado, mais 110 (!) árvores da cidade, que estão na Avenida Almirante Reis, Calçada de Carriche, Largo do General Pereira de Eça nessa Avenida da Liberdade, a que se poderia chamar, mais propriamente, Avenida Mártir. (...)
«As razões - queira-nos a CML desculpar a franqueza - são outras. São as mesmas que levam Lisboa a ser uma das cidades menos arborizadas da Europa; a não ter parques; a ter uns jardinzinhos raquiticos, assim uma espécie de pátios mouriscos... São as mesmas que mandaram, na Figueira da Foz, por exemplo, rapar á escovinha certas ruas lindamente arborizadas, sob o pretexto de que as pobres atiravam ás casas a terra! E as mesmas que imperaram no recente vandalismo de Coimbra, quando escanhoaram todo o cais, em frente ao Hotel Astória. E as que determinam a fúria contra os gigantes, saudáveis e salutares eucaliptos de estrada do Alentejo. São as mesmas razões que levam os berberes e os seus irmãos de Portugal á ulmeirofobia, á plantonofobia, a todas as fobias contra e qualquer árvore que vejam em diante. (...)
«Se a CML, de cada vez que manda decepar uma árvore, mandasse plantar um cento por essas ruas, avenidas e colinas, ainda se remia um pouco das suas culpas e das câmaras que a precederam. Mas não o faz. E dentro em pouco os estrangeiros e os portugueses que não são berberes chamarão a Lisboa tristíssimamente... a Cidade Careca.»

Com este artigo de primeira página de 1935, corajosamente crítico para a época, iniciamos a série "A CIDADE CARECA" onde iremos reflectir sobre a importância da arborização dos arruamentos da nossa cidade. Também alertaremos para os maus tratos e falta de protecção das árvores de alinhamento. Tudo porque ainda existem muitas ruas carecas em Lisboa..."

In blogue Amigos do Botânico

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Terça-feira, Julho 08, 2008

Castelo de Alter do Chão
Reabriu ao público no passado dia 4 de Julho 2008
http://www.cm-alter-chao.pt

"Pondo fim a um longo período de encerramento ao público, fruto da degradação que a passagem do tempo impôs, o Castelo de Alter do Chão vai reabrir as suas portas, no dia 4 de Julho de 2008.
A cerimónia de reabertura contará com a presença de Sua Excelência, o Senhor Presidente da República Portuguesa, Doutor Aníbal Cavaco Silva que, pela primeira vez no exercício das funções de Chefe de Estado, visita esta vila.
O Castelo de Alter do Chão, pertença da Fundação Casa de Bragança, encontra-se situado no coração desta vila, assumindo-se como um dos seus monumentos mais emblemáticos.
Mandado construir por D. Pedro I, em 1359, distingue-se dos comuns castelos de cariz militar pela circunstância de se encontrar num sítio plano. Era utilizado pelos monarcas da dinastia de Bragança, aquando das suas deslocações a esta região, facto que o torna, essencialmente num castelo com função residencial.
A candidatura do “Projecto de Adaptação do Castelo a Unidade Museológica”, apresentado ao Programa Operacional da Cultura teve um valor total de 843.809.14 €, no qual se inclui o montante referente à obra e ao equipamento, financiado em 367.564.75€.
À Câmara Municipal de Alter do Chão coube o pagamento de 476.244.39€.
Os trabalhos realizados desenvolveram-se, essencialmente, em duas vertentes: por um lado, limpeza geral da fortificação; por outro, consolidação, restauro e recuperação do interior e do exterior, designadamente a nível das paredes, pavimentos e escadas, bem como o arranjo paisagístico do pátio central do Castelo e tratamento de algumas espécies arbóreas.
Com esta intervenção, o Castelo de Alter do Chão - monumento nacional, propriedade da Fundação da Casa de Bragança, cedido a título gratuito e precário, durante 30 anos, ao Município de Alter do Chão – recupera a sua dignidade patrimonial, assumindo-se paralelamente, como espaço privilegiado de uma dinâmica turística e cultural, onde o visitante dispõe de toda a tradição de um edifício histórico, aliada ao melhor da inovação tecnológica ao serviço da cultura."

20-06-2008
In site
Câmara Municipal Alter do Chão

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Segunda-feira, Julho 07, 2008

Aniversário

Este blogue começou faz hoje dois anos!
O manifesto é o mesmo e a alegria em partilhar também.
Obrigado a todos os visitantes amigos/conhecidos/família/desconhecidos.

"Quando a luz abre o mundo, os sonhos parecem mais perto.
Os dedos apanham momentos, as cores parece que voam e o coração cresce.
De altitude, de magnitude, de alma inteira.
São sonhos, sim, o que vos damos aqui
."

Elisabete Simões

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Bolo de Limão com Sementes de Papoila

Ingredientes
4 ovos (à temperatura ambiente)
2 chávenas de chá de açúcar amarelo (mal cheias)
200g de manteiga à temperatura ambiente (manteiga vegetal por ser mais saudável)
3 chávenas de chá de farinha para bolos (já com fermento)
4 colheres de sopa de sementes de papoila
raspa de um limão
meia chávena de chá de leite
2 colheres de sopa de sumo de limão
Xarope
3 colheres de sopa de açúcar amarelo
sumo de 1 limão

Preparação
Bolo: Misture o sumo de limão com o leite e reserve (não se preocupe se o leite talhar). Numa outra tigela bata a manteiga cortada em pedaços com o açúcar até obter um creme (10 minutos). Junte os ovos, um a um, e bata bem após cada adição. Junte as sementes de papoila e a raspa de limão. Acrescente metade da mistura do leite com o limão e bata mais um pouco. Adicione metade da farinha peneirada (passada por um passador) e continue a bater. Repita este processo mais uma vez, batendo sempre em velocidade mínima.
Deite a massa numa forma de bolo inglês ou forma redonda baixa sem buraco, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. E leve a cozer em forno moderado (180-190ªC) durante mais ou menos 30 a 40 minutos (mas faça o teste do palito para ver se está pronto). Estando cozido, retire do forno, desenforme, ponha sobre o prato de servir e regue com o xarope (com o bolo ainda quente).
Xarope: Junte num tacho a açúcar com o sumo de limão e leve a lume brando até ferver e obter uma consistência de xarope.

In blogue Receitas da Filipa

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Domingo, Julho 06, 2008

As imagens da semana

Por causa da Laranja com Canela fiquei com imensa vontade de ir aos óregãos (Origanum vulgare).
E após termos limpo algum mato que faltava da limpeza feita à minha Serra (sim, tenho um pouco de uma Serra! Em breve mostro fotografias desse pedaço de Paraíso!), houve tempo para a apanha dos orégãos, que já estão a secar (lugar fresco e sem sol directo) e ainda ofereci um raminho à Daniela e à Heather, ambas adeptas da saborosa, natural e saudável culinária!

Este é o local da "seara" dos óregãos biológicos (e que fica na parte da Serra pertencente ao meu vizinho que não os colhe nem se importa com quem lá vai apanhar).

"Os orégãos são oriundos da bacia do Mediterrâneo e continua a ser cultivado em todas as regiões de climas amenos. Quanto mais Sol apanhar, melhor será o aroma.
O cheiro e o sabor, semelhantes aos da manjerona, são provocados pelos óleos essenciais, nomeadamente carvacrol e timol.
Os orégãos e a manjerona são aparentados mas não ligam bem
."

"Dizia-se que os orégãos eram um símbolo da alegria, dom que lhe teria sido dado por Afrodite, a deusa grega do amor. Nos casamentos, a noiva e o noivo eram coroados com orégãos, por se acreditar que tornavam mais forte o amor entre duas pessoas."



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Sábado, Julho 05, 2008

As surpresas da semana

1 - Soluções em Madeira.

2 - Fugas a não perder!

3 - Um blogue simplesmente genial!

4 - Uma excelente notícia a partir de dia 1 de Julho 2008: Chip Obrigatório em Portugal.

5 - O Amor é divino!

6 - Gosto tanto! Era perfeito para escrever todas as minhas mensagens...

7 - Uma conjugação maravilhosa: As Árvores e os Livros.

8 - Não é surpresa nenhuma, é apenas uma consequência das acções do Homem: Por falta de alimento, aumentam ataques de abutres a animais vivos.

9 - Uma perda irreparável para todos os que gostam de Natureza e Portugal...

10 - Já tive neste local mágico e posso dizer que é impressionante!

11 - Apanhados! A população de Lisboa (particularmente quem mora na freguesia de Prazeres) deverá manter-se alerta, pois estes secretismos geralmente não auguram nada de bom...

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Sexta-feira, Julho 04, 2008

Parque Bensaúde aberto ao público (São Domingos de Benfica)
Fica junto à Rua dos Soeiros, entre o Estádio e a Estrada da Luz
Aberto entre as 9h00 e as 20h00


"Depois de uma intervenção que abrangeu essencialmente a limpeza e a segurança do espaço, o Parque Bensaúde, em São Domingos de Benfica, foi hoje, dia 1 de Julho, reaberto ao público pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e pelo vereador do Ambiente, Plano Verde e Espaços Verdes, José Sá Fernandes.
Localizado numa zona carenciada de espaços verdes e de locais de lazer ao ar livre (entre o Estádio da Luz e a Estrada da Luz, junto à Rua dos Soeiros), o Parque Bensaúde encontrava-se fechado desde Outubro de 2006 por falta de condições de segurança. Agora, o espaço está limpo e foi reaberto em condições de pleno usufruto pela população. Os pavimentos foram requalificados, as árvores e plantas foram tratadas, o equipamento juvenil (“aranha”) foi recuperado e foi instalado um quiosque com esplanada.
“Fez-se a limpeza total do espaço, colocámos um quiosque provisório que funcionará até decorrer o concurso para colocação de uma cafetaria definitiva, assegurámos a vigilância permanente do parque e, aos poucos, tencionamos melhorar a entrada, as casas da quinta, os espaços para crianças”, explicou o vereador José Sá Fernandes aos moradores da zona presentes na reabertura do parque.
Para o presidente da CML, “este é mais um espaço verde que estava fechado e que estamos a devolver à população, tal como a jardim de S. Pedro de Alcântara e o jardim da Estrela”. Apesar de reconhecer que ainda há muitos espaços verdes na cidade que carecem de intervenção, António Costa disse acreditar que “obra a obra vamos pondo a cidade a funcionar”.
Na área dos jardins, o autarca defendeu que “agora o que é prioritário é assegurar a manutenção dos jardins e para isso é preciso que a Assembleia Municipal aprove um novo procedimento de concurso para contratação de serviços de manutenção de uma grande parte dos jardins de Lisboa, que tem sido assegurada, nos últimos tempos, apenas pelos 173 jardineiros da Câmara, que têm feito um esforço sobre-humano”.
Depois de confirmar que “para este ano, foram orçamentadas as verbas necessárias para repor a manutenção dos jardins”, António Costa deixou este apelo à Assembleia Municipal porque, disse, “os jardins são muito sensíveis, carecem de tratamento diário e não se compadecem com demoras na resolução deste tipo de problemas”.
O Parque Bensaúde estará aberto entre as 9 e as 20 horas, sendo a sua segurança garantida por um vigilante em permanência no recinto e por rondas sucessivas efectuadas por guardas florestais."
2008-07-01

In site CMLisboa

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Quinta-feira, Julho 03, 2008

Dentro de cada um de nós existem: histórias maravilhosas que podem melhorar as nossas vidas e as vidas dos que vivem em nosso redor; histórias que evocam recordações que nos alegram e fazem sorrir ou que nos entristecem; histórias fabulosas que podem desafiar o intelecto; histórias magníficas à espera de sair cá para fora, se deixarmos.
Agora, mais do que nunca, acredito que as histórias podem ajudar-nos a enfrentar as dificuldades da vida e contribuir para a nossa transformação numa sociedade melhor, numa humanidade melhor e num mundo melhor. Quando se conta uma história maravilhosa, a magia acontece.

Stuart Avery Gold
in Ping, uma rã à procura de um novo lago
Lisboa, Editorial Presença - 2006

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Quarta-feira, Julho 02, 2008

Inscrições para os Green Project Awards abertas até 12 Setembro
http://www.greenprojectawards.pt/

"A Quercus e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) criaram um concurso que pretende premiar trabalhos sobre Desenvolvimento Sustentável.
As candidaturas aos "Green Project Awards" (GPA) estão abertas até 12 de Setembro.
Os GPA estão dirigidos às classes empresarial e associativa, assim como ao poder local, estabelecimentos de ensino, gabinetes de projectos, grupos de comunicação e ao público em geral.O objectivo é reconhecer publicamente trabalhos já realizados em matéria de Desenvolvimento Sustentável, nas áreas da ecoeficiência, construção sustentável, arquitectura bioclimática, energia, água, ar, resíduos, biodiversidade e conservação da natureza, florestas e transportes.
"O que este projecto tem de interessante é que premeia resultados", explica a vice-presidente da Quercus, Susana Fonseca, em declarações à Agência Lusa.
Alertar e consciencializar a sociedade civil para a fragilidade ambiental, dar visibilidade às entidades/instituições que identificaram uma oportunidade na preservação do ambiente, assim como reforçar a atitude pela sustentabilidade, com impacto positivo no comportamento dos cidadãos e das empresas, são alguns dos objectivos que norteiam este projecto, cujos resultados serão anunciados em Novembro."

01.07.2008
In site
Agenda 21 Local

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Terça-feira, Julho 01, 2008

Impossível curar. Que fazer?
Cuidados Paliativos

"Quantas vezes não coloquei eu, a mim própria, a mesma pergunta -"E agora, que fazer?"-, quando, há oito anos atrás, tomei conhecimento da gravidade da doença do meu marido e do seu prognóstico de vida limitado. Mas, passada a fase da revolta, da raiva contra o mundo inteiro, da angústia e da questionação (porquê ele e não outro qualquer), decidi interiormente que a única coisa a fazer era seguir em frente da melhor forma possível, vivendo um dia de cada vez, aproveitando todos os minutos preciosos que ainda tínhamos e não deixando que a dor antecipasse um momento que sabíamos ser uma realidade.
"A Dignidade e o Sentido da Vida, uma reflexão sobre a nossa existência", é um livro que só li recentemente, mas que acredito ser de leitura quase obrigatória para todos aqueles que acompanham, profissionalmente ou não, doentes terminais. A referência a esta obra prende-se com o facto dela responder, do princípio ao fim, à questão levantada, mas também e principalmente porque na Unidade de Cuidados Paliativos do IPO do Porto eu vi colocados em prática todos os conceitos teóricos nela apresentados. Uma das autoras, a Drª Isabel Galriça Neto, afirma, logo nas páginas iniciais, que "cuidados paliativos, mais do que um edifício, são uma atitude", ou seja, são uma preocupação com o doente no seu todo, corpo e espírito, e para isso ser possível são necessárias as doses certas de rigorosos conhecimentos científicos, por um lado, mas também de uma grande formação humana, por outro lado.
O doente que acompanhei era o Pedro, o meu marido, um homem de hábitos saudáveis, sem fumo e sem álcool, desportista praticante, a quem repentinamente foi diagnosticado, aos 32 anos, um osteossarcoma bastante agressivo. Este tumor, localizado no fundo das costas, provocava-lhe dores terríveis e, até ao momento da extracção, dificultava-lhe também a mobilidade. Antes e depois da cirurgia, o Pedro foi submetido a sessões intermináveis de quimioterapia e de radioterapia, durante doze longos meses, até que, durante uma consulta de grupo, nos foi comunicado que, a partir daquele momento, ele iria ser assistido pela Unidade de Cuidados Paliativos. Das muitas decisões médicas que ouvimos, esta foi uma das mais difíceis, apesar de estarmos os dois conscientes do prognóstico de vida limitado associado à doença. Como a maioria das pessoas, nós nunca tínhamos entrado num serviço daquele género e a imagem pré-concebida que tínhamos era extremamente negativa. Para nós, aquela Unidade deveria ser um espaço impessoal, frio, escuro, quase uma ante-câmara da morte, para onde eram mandados todos aqueles "por quem já nada havia a fazer". Pelo menos era o que se sussurrava pelos corredores das consultas externas, onde todos pareciam ter medo de falar abertamente sobre o assunto, porque era (é) tabu, porque existia (existe) um estigma relativamente àquele bloco do IPO.
Naquele momento, mais do que em qualquer outra situação, quase nos deixámos vencer pelo cansaço, pelo desânimo e pela tristeza. E foi com este estado de espírito, e conscientes de que o fim estava cada vez mais próximo, que nos apresentámos na primeira consulta; mas o que aí encontrámos não se parecia em nada com o que estávamos à espera. O atendimento foi imediato, personalizado, o diálogo sobre o funcionamento daquela Unidade foi esclarecedor e as decisões deixadas, dentro do possível, na mão do doente.
Este respeito pela sua individualidade, pelo seu direito de escolha, foi determinante para a empatia e para a confiança que nasceram, desde logo, entre nós e a médica assistente. O sofrimento do Pedro, naquela altura, já era imenso e as elevadas doses de morfina só o aliviavam temporariamente, mas a nível intelectual ele continuava a ser a pessoa que sempre fora e, por isso, também ele percebeu que a sua dignidade e o sentido da vida que ainda tinha para viver seriam respeitados integralmente. E, por isso, escolheu deixar-se apoiar, porque ele sabia que qualquer apoio só é produtivo quando há vontade das duas partes, vontade de dar e vontade de receber.
Seguiram-se, então, dois meses de internamento, período durante o qual aprendemos que, realmente, não havia nada a fazer para curar, mas havia ainda muito a fazer para garantir um fim de vida com qualidade; aprendemos também que é possível partir com serenidade, em boas condições, e rodeado de sentimentos positivos, como a atenção, o respeito e o amor daqueles que nos rodeiam, por muito doloroso que isso seja, porque aos 32 anos, e com um projecto de vida a dar os primeiros passos, ninguém tem consciência da sua própria finitude.
Na Unidade de Cuidados paliativos do IPO do Porto nós encontrámos um enorme respeito pelos valores éticos fundamentais de qualquer ser humano, por parte de uma equipa constituída por médicos, enfermeiros, assistente social e voluntários, todos eles sabedores de que um doente é mais do que um corpo enfermo e, por isso, precisa de apoio a nível físico, mas também a nível psicológico, a nível espiritual e a nível social. E se da primeira vez custou bastante percorrer aqueles corredores, cada vez foi custando menos, porque nós aprendemos que, afinal, havia ainda muito a fazer.
A assistência dada ao Pedro alternou sempre períodos de internamento, para controlar os sintomas da doença, nomeadamente o agravamento das dores, os curativos e a extracção de líquido do pulmão, com idas sistemáticas a casa.
Nos períodos de internamento, a preocupação de todos os que lá trabalhavam sempre foi a de melhorar a qualidade de vida do meu marido, o que passava por um tratamento dos sintomas e por um alívio da dor, mas também, e essencialmente, por uma preocupação pelo seu bem-estar psicológico e emocional. Durante a passagem dos médicos ou enfermeiros nunca faltava uma palavra de conforto ou um gesto mais carinhoso. Porque naquela Unidade de Cuidados Paliativos, felizmente, em nunca vi pressas.
Durante os dois meses em que andei por aquele serviço, senti que os que ali trabalhavam me viam de duas formas; por um lado, eu era uma espécie de colaboradora que assegurava alguns cuidados informais como os banhos e as refeições, mas, por outro lado, eu era também alvo de cuidados. E sentir que, depois de tantos meses, alguém se preocupava comigo, fez-me bem, muito bem mesmo.
Li, um dia, numa entrevista do Dr. Lobo Antunes à Revista do JN, que os doentes "querem e precisam de ser embalados". Gostei particularmente desta imagem carinhosa do "colo", porque penso que é isso mesmo que o doente e os seus acompanhantes precisam quando se confrontam com a sua própria fragilidade, a fragilidade de quem sofre e a fragilidade de quem vê sofrer.
Eu nunca pedi nada, mas frequentemente me era oferecida uma palavra de conforto, um sorriso simpático, uma atenção especial ou até mesmo um "simples" café. Acredito sinceramente que apoiar a família é apoiar indirectamente o doente e, por isso, a relação de ajuda que estabeleceram comigo, o "colo" onde me embalaram, ajudou-me a ficar mais forte e assim a transmitir mais força ao meu marido. Preocuparam-se, inclusivamente, com a nossa economia doméstica e, depois da morte do Pedro, disponibilizaram-se mesmo para me continuarem a apoiar durante o meu período de luto. Esta relação de ajuda permitiu-me viver aquele período da forma menos traumática possível, e sentir aquela Unidade como um oásis num sistema de saúde completamente massificado e, por isso mesmo, muitas vezes desumanizado e, também ele, doente.
A doença é um tempo de perdas: perda da confiança, perda da autonomia, perda ou abandono de projectos de vida; mas o conhecimento antecipado da perda do contacto físico com as pessoas de quem se gosta é, de todas, a mais dolorosa. No entanto, e apesar da dor provocada por todas estas perdas, a postura do meu marido perante a morte é algo de que me orgulho bastante, porque permitiu longas conversas e a satisfação de nada ter ficado por dizer. O Pedro recusou-se sempre a ficar preso numa cama, a ver-se como um moribundo, e se as pernas já não funcionavam (porque entretanto ele paralisou) funcionavam felizmente os braços, o cérebro, o coração, e havia que aproveitar o prazer da nossa companhia e o prazer que o trabalho, agora como terapia ocupacional, sempre lhe proporcionou. Posso dizer-vos que ele era ourives e que, sempre que as forças o permitiam, não dispensava uma ida à oficina de amigos para fabricar modelos únicos que nos deixou com a sua marca pessoal. E foi o que o Pedro fez até mesmo ao seu último dia.
Para esta forma de estar na vida, muito contribuiu um outro tipo de apoio que recebeu e sobre o qual ainda não falei: o apoio espiritual que o ajudou a organizar os seus sentimentos e a conseguir atingir a "sua paz interior", apoio este que se tornou fundamental e que permitiu ao meu marido enfrentar a morte com a mesma dignidade com que enfrentou toda a sua vida. O Pedro encontrou na leitura, na reflexão e no diálogo com um sacerdote nosso amigo, o outro "colo" de que precisava e que lhe permitiu preparar-se interiormente e, até, ajudar os que estavam à sua volta a prepararem-se também. Esta orientação espiritual, independentemente de ser prestada a título particular, como foi o caso, ou dentro do próprio serviço de saúde, o que não aconteceu porque não o solicitámos, foi determinante para o meu marido arrumar ideias e sentimentos na sua cabeça, no seu coração, e encontrar as respostas que procurava e que lhe permitiram alcançar o seu bem-estar interior. Em resumo, foi um apoio fundamental para que ele se sentisse plenamente Pessoa.
Gostava de concluir com uma palavra de esperança, dizendo que testemunhei que é possível ajudarmo-nos uns aos outros a manter a dignidade, a qualidade e o sentido da vida até ao fim, desde que nunca nos esqueçamos que os doentes são pessoas e, por isso, devem ser acompanhados por pessoas (e se a minha pessoa foi a base de tudo, não posso deixar de referir o "colo" dado por outras pessoas, os familiares e os verdadeiros amigos) e, finalmente, não nos podemos esquecer de que os doentes devem ser tratados por pessoas profissionais, como aquelas que o Pedro encontrou na Unidade de Cuidados Paliativos do IPO e que lhe transmitiram a segurança e o bem-estar necessários para ele dizer, poucos minutos antes de nos deixar, "Leva-me para os Cuidados Paliativos. É lá que eu me sinto seguro. É lá que eu me sinto bem."

Zilda França
In blogue Ainda Tomaremos um Café Juntos

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