1 - A piscina do hotel The Yeatman, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, foi considerada uma das 12 mais bonitas a nível mundial, capaz de "dar a volta à cabeça" a quem por lá passa. A escolha é da revista Condé Nast Traveler, a mais importante publicação de turismo e lazer do mundo.
2 - O novo "Moura Encantada" vai andar a passear de Castelo Branco até Cedillo. O barco chega ao cais no início de Setembro e junta-se ao "Balcón del Tajo", uma embarcação que já oferecia o mesmo percurso.
3 - Amostra: Cabelos estragados, desvitalizados, baços, ásperos e pontas espigadas, diz-lhe alguma coisa? A pensar nas nossas fãs, temos 10.000 kits de amostras TR5 para oferecer. Peça já a sua.
4 - A colecção de arte que Oliveira e Costa, antigo presidente do grupo BPN/SLN, acumulou secretamente durante vários anos, e que vale mais de 85 milhões de euros, vai ser exibida ao público no início de 2013, antes da realização de um grande leilão mundial destinado a vender todas as obras. Os famosos quadros do pintor espanhol Joan Miró, que ficaram na posse do Estado desde a nacionalização do banco, vão ser expostos no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
5 - Maçons desconfiam de infiltração no sistema informático. 1500 nomes tornados públicos. “Alguém se infiltrou”, admite António Arnaut
6 - Promoção Conforama: até – 30% de desconto em Têxtil Cama.
7 - Jogos Paraolímpicos 2012. Nadadora Simone Fragoso consegue o seu melhor resultado de sempre
8 - Uma artista paraplégica conseguiu fazer mergulho graças ao protótipo de uma cadeira de rodas subaquática. A performance acrobática de Sue Austin será uma das atrações da Olimpíada Cultural, evento paralelo aos Jogos Paralímpicos deste ano. 'Creating the Spectacle!' Online - Part 1 - Finding Freedom
9 - Promoção Foreva - Coleção Senhora /Outono/Inverno'12: Na compra de um artigo da nova coleção de valor igual ou superior a 80€ oferecem umas sandálias à escolha entre os três modelos.
10 - Belas Flores de Cortiça
11 - This video will show you many wine cork craft ideas, you can make, cork board, serving tray, bird house, trivet, key chain, floating key chain, napkin holder, cork box, candle holder and many other ideas, this is a great way to recycle wine corks and make something useful for your house.
12 - Passatempo: a Smiling Toys vai oferecer um caderno e uma caneta das Paper Doll Mate (participa até 15 Setembro 2012).
13 - Os animais são também o apoio emocional de muita gente que de outra forma estaria muito mais só e desamparada. Facilitar o acesso à saúde dos animais é mais uma forma de gerar bem-estar na nossa sociedade. Um bom exemplo vindo do Brasil que deveríamos implementar rapidamente. Hospital de cães e gatos está a todo vapor.
14 - Suécia ensina respeito pelos animais às crianças
15 - Descubra a nova aplicação “Calendário de ciclos Clearblue”. Transfira-a para o seu computador e comece a usá-la imediatamente - quer pretenda engravidar, quer queira simplesmente entender os seus ciclos.
16 - Bebés de parto normal têm níveis de QI mais altos do que os de cesariana
17 - Um estudo na Islândia mostra que, a cada ano que passa, os espermatozóides do pai têm, em média, mais duas mutações novas no seu genoma que transmitem aos filhos
18 - Vales de desconto da KFC Portugal
19 - Dormir em mosteiros (III): Carmelo de Bande
20 - Os resultados de uma pesquisa que antecedeu a assembleia de padres da Diocese da Guarda realizada em maio criticam as manifestações de posse de bens materiais de alguns sacerdotes e pedem ao clero que reforce a sua espiritualidade.
"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Número solidário ALAAR
760 303 160 (0.60 eur + IVA)
Ajude esta causa!
ALAAR - Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
Tlm: 962 323 356
alaarpl@gmail.com
www.alaar.com
Com o Verão e as férias, muitos esquecem-se de dar a sua pequena contribuição aos animais da ALAAR, o que se tem reflectido no reduzido número de chamadas que temos recebido para o Nº Solidário...
No entanto, as despesas com os nossos patudos são tantas ou mais do que nos outros meses...!
Temos gastos com a alimentação, manutenção e higiene do abrigo, desparasitações (muito importantes nesta altura do ano), esterilizações e outras despesas de saúde.
Tendo em conta que a ALAAR sobrevive apenas de donativos, o valor angariado com as chamadas para o 760 303 160 tem sido fundamental para o equilíbrio das contas mensais desta associação.
Por isso, pedimos que não se esqueçam dos patudos da ALAAR que precisam de uma pequenina ajuda de cada um de vós.
Liguem 760 303 160 tantas vezes quanto possível e divulguem este número.
Temos 300 chamadas até ao momento. Ajudem-nos a chegar pelo menos às 600...!
Obrigado!
in Newsletter ALAAR (27.08.2012)
Ajude esta causa!
ALAAR - Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
Tlm: 962 323 356
alaarpl@gmail.com
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Com o Verão e as férias, muitos esquecem-se de dar a sua pequena contribuição aos animais da ALAAR, o que se tem reflectido no reduzido número de chamadas que temos recebido para o Nº Solidário...
No entanto, as despesas com os nossos patudos são tantas ou mais do que nos outros meses...!
Temos gastos com a alimentação, manutenção e higiene do abrigo, desparasitações (muito importantes nesta altura do ano), esterilizações e outras despesas de saúde.
Tendo em conta que a ALAAR sobrevive apenas de donativos, o valor angariado com as chamadas para o 760 303 160 tem sido fundamental para o equilíbrio das contas mensais desta associação.
Por isso, pedimos que não se esqueçam dos patudos da ALAAR que precisam de uma pequenina ajuda de cada um de vós.
Liguem 760 303 160 tantas vezes quanto possível e divulguem este número.
Temos 300 chamadas até ao momento. Ajudem-nos a chegar pelo menos às 600...!
Obrigado!
in Newsletter ALAAR (27.08.2012)
População mundial poderá ter de tornar-se quase vegetariana para lidar com a falta de alimentos
Aceda ao Relatório “Feeding a thirsty world: Challenges and opportunities for a water and food secure world” na íntegra
Em 2050 a água disponível para a produção de alimentos só será suficiente para garantir uma alimentação que inclua apenas 5% de calorias provenientes de alimentos de origem animal - cuja produção exige 10 vezes mais água do que a dos alimentos de origem vegetal - em vez dos 20% atuais.
O Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Stockholm International Water Institute - SIWI) produziu um relatório sobre as tendências futuras no que toca a disponibilidade de água para a produção de alimentos e as suas consequências para a Humanidade num contexto de uma população em crescimento.
O documento intitulado “Alimentando um mundo sequioso: Desafios e oportunidades para um mundo seguro quanto à água e alimentos”, foi dado a conhecer pouco antes do início da Semana Mundial da Água em Estocolmo, um evento organizado pelo SIWI anualmente e cujo “tiro de partida” teve lugar ontem.
Os especialistas que elaboraram o relatório alertam que, à medida que a quantidade de água disponível para a produção de alimentos se tornar cada vez menor e a população humana continuar a crescer, uma das soluções para garantir que haverá alimento para todos passará pela alteração dos comportamentos alimentares.
Segundo os autores da análise agora dada a conhecer “Não existirá água suficientes nas atuais terras cultivadas para produzir alimento para a população estimada em 9 mil milhões em 2050, se se mantiverem as atuais tendências e alterações nas dietas para se tornarem cada vez mais semelhantes ao que é comum nas nações ocidentais”.
Os especialistas são perentórios quando à realidade mundial daqui a pouco menos de quatro décadas “A água disponível será suficiente, “à justa”, se a proporção de alimentos de origem animal [na dieta] se limitar a 5% do total de calorias e as faltas de água a nível regional forem resolvidas por meio de um … sistema de comércio de alimentos de confiança”.
Atualmente, os produtos de origem animal fornecem cerca de 20% das calorias da dieta de um humano, mas é insustentável a longo prazo manter estes níveis de consumo deste tipo de alimentos, uma vez que uma dieta deste tipo implica o consumo de 10 vez mais água que uma dieta vegetariana.
Por outro lado, verifica-se que cerca de um terço da área de terrenos agrícolas a nível mundial é usada para o cultivo de alimentos para animais, algo que será insustentável no futuro. No relatório pode ler-se “Novecentos milhares de pessoas já passam fome e 2 mil milhões de pessoas estão mal-nutridas apesar do facto da produção de alimento per capita continuar a aumentar (…) Com 70% de toda a água disponível a ser utilizada na agricultura, o cultivo de mais alimento para alimentar mais 2 mil milhões de pessoas em 2050 colocará mais pressão sobre a água e a terra”.
No entanto, a questão da segurança alimentar vai-se tornar um problema importante já daqui a 5 anos, segundo a ONU e a Oxfam, que preveem a ocorrência de uma nova crise alimentar. A preocupação é sobretudo com os países da América Latina, Norte de África e Médio Oriente que importam uma considerável parte dos alimentos que consomem e que não poderão pagar os alimentos cujo preço de mercado tem subido de forma acentuada – desde o fim de junho o preço do milho e trigo aumentarem 50% nos mercados internacionais devido à seca nos EUA e Rússia, e às fracas monções na Ásia.
in Naturlink
Em 2050 a água disponível para a produção de alimentos só será suficiente para garantir uma alimentação que inclua apenas 5% de calorias provenientes de alimentos de origem animal - cuja produção exige 10 vezes mais água do que a dos alimentos de origem vegetal - em vez dos 20% atuais.
O Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Stockholm International Water Institute - SIWI) produziu um relatório sobre as tendências futuras no que toca a disponibilidade de água para a produção de alimentos e as suas consequências para a Humanidade num contexto de uma população em crescimento.
O documento intitulado “Alimentando um mundo sequioso: Desafios e oportunidades para um mundo seguro quanto à água e alimentos”, foi dado a conhecer pouco antes do início da Semana Mundial da Água em Estocolmo, um evento organizado pelo SIWI anualmente e cujo “tiro de partida” teve lugar ontem.
Os especialistas que elaboraram o relatório alertam que, à medida que a quantidade de água disponível para a produção de alimentos se tornar cada vez menor e a população humana continuar a crescer, uma das soluções para garantir que haverá alimento para todos passará pela alteração dos comportamentos alimentares.
Segundo os autores da análise agora dada a conhecer “Não existirá água suficientes nas atuais terras cultivadas para produzir alimento para a população estimada em 9 mil milhões em 2050, se se mantiverem as atuais tendências e alterações nas dietas para se tornarem cada vez mais semelhantes ao que é comum nas nações ocidentais”.
Os especialistas são perentórios quando à realidade mundial daqui a pouco menos de quatro décadas “A água disponível será suficiente, “à justa”, se a proporção de alimentos de origem animal [na dieta] se limitar a 5% do total de calorias e as faltas de água a nível regional forem resolvidas por meio de um … sistema de comércio de alimentos de confiança”.
Atualmente, os produtos de origem animal fornecem cerca de 20% das calorias da dieta de um humano, mas é insustentável a longo prazo manter estes níveis de consumo deste tipo de alimentos, uma vez que uma dieta deste tipo implica o consumo de 10 vez mais água que uma dieta vegetariana.
Por outro lado, verifica-se que cerca de um terço da área de terrenos agrícolas a nível mundial é usada para o cultivo de alimentos para animais, algo que será insustentável no futuro. No relatório pode ler-se “Novecentos milhares de pessoas já passam fome e 2 mil milhões de pessoas estão mal-nutridas apesar do facto da produção de alimento per capita continuar a aumentar (…) Com 70% de toda a água disponível a ser utilizada na agricultura, o cultivo de mais alimento para alimentar mais 2 mil milhões de pessoas em 2050 colocará mais pressão sobre a água e a terra”.
No entanto, a questão da segurança alimentar vai-se tornar um problema importante já daqui a 5 anos, segundo a ONU e a Oxfam, que preveem a ocorrência de uma nova crise alimentar. A preocupação é sobretudo com os países da América Latina, Norte de África e Médio Oriente que importam uma considerável parte dos alimentos que consomem e que não poderão pagar os alimentos cujo preço de mercado tem subido de forma acentuada – desde o fim de junho o preço do milho e trigo aumentarem 50% nos mercados internacionais devido à seca nos EUA e Rússia, e às fracas monções na Ásia.
in Naturlink
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
A arqueolojista
http://www.arqueolojista.com
Para alegria de todos os lisboetas, turistas e público em geral, a arqueolojista está de volta à cidade, após prolongada e sentida ausência. A menina que desencanta e dá a conhecer, com fotos e textos muito bem apanhados, as velhas lojas de Lisboa e as personagens que as habitam, está de regresso à estrada. Que é como quem diz aos becos e calçadas, às praças e largos, às ruelas e travessas, aos pátios e vilas, desta Lisboa que ela ama. E nós agradecemos.
in Lifecooler
Para alegria de todos os lisboetas, turistas e público em geral, a arqueolojista está de volta à cidade, após prolongada e sentida ausência. A menina que desencanta e dá a conhecer, com fotos e textos muito bem apanhados, as velhas lojas de Lisboa e as personagens que as habitam, está de regresso à estrada. Que é como quem diz aos becos e calçadas, às praças e largos, às ruelas e travessas, aos pátios e vilas, desta Lisboa que ela ama. E nós agradecemos.
in Lifecooler
Minas do Lousal - Grândola
Museu Mineiro do Lousal
Telf.: 269508160
Horário: das 10h às 17h (encerra à segunda-feira)
Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas por escolas e crianças até aos 10 anos não pagam.
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.
O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.
O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.
Antes dos dinossauros
O Lousal fica actualmente a 40 quilómetros da costa, em linha recta mas há 360 milhões de anos era um oceano de potentes vulcões, aos quais se associaram fenómenos de hidrotermalismo responsáveis pela génese dos depósitos de sulfuretos.
A exploração mineira moderna iniciou-se em 1900 e durou até 1988. Na década de 90, a proprietária Sapec e a Câmara Municipal de Grândola criaram a Fundação Frederic Velge para, com a colaboração de instituições do ensino superior e o envolvimento da população, travar o declínio da comunidade, gerar emprego, preservar a memória e estabelecer um centro de conhecimento. Com sucesso, diga-se.
O primeiro segredo: à mesa
Chega-se ao Lousal através de um corte no IC 1, a norte de Ermidas do Sado e a Sul de Canal Caveira e Azinheira dos Barros. A maioria dos 50 mil visitantes anuais acaba por descobrir facilmente um dos mais preciosos segredos da aldeia – o Restaurante Armazém Central, onde os mineiros ainda cantam, ocupa a antiga central a vapor, no fim da estrada de acesso desde o IC 1. Há migas, jantarinho do monte, ensopado de borrego e sopa de cação, entre outras especialidades. O atendimento é irrepreensível.
No percurso de carro, já se obteve um vislumbre do ambiente, que muitos consideram único: bairros de típicas moradias caiadas, pavilhões industriais em semi-ruína, outros recuperados, o jardim, as casas que foram da direcção, dos técnicos e dos engenheiros, o antigo hospital e a escola primária.
Junto ao restaurante, as lojas de artesanato propõem tapeçarias, bordados, móveis e louça com pintura alentejana, artigos em ferro forjado, mobílias restauradas, mas também compotas e outros elementos da gastronomia regional. O mercado de produtos locais está para reabrir, melhorado.
O museu beneficia de um extenso espólio de documentos, objectos e equipamentos, permitindo espreitar o quotidiano dos anos de prosperidade da mina. O núcleo da antiga central eléctrica apresenta os motores e compressores originais e acolhe uma exposição especialmente interessante para as crianças: 49 modelos de minas do século XIX, quase todos construídos na Real Academia de Freiberg, na Alemanha.
CAVE de realidade virtual
Mas, a mais recente e entusiasmante atracção do Lousal é o centro de ciência viva, um espaço com uma intensa componente lúdica e educativa, a pensar nos mais novos. O principal chamariz é a tecnologia de realidade virtual que permite recriar cenários com imagem, som e cheiro na infra-estrutura CAVE (Computer Assisted Virtual Environment). Há ainda uma área com jogos interactivos e actividades adequadas às crianças. Noutra sala, os visitantes encontram suspensos de uma parede três carochas (o famoso Volkwagen). Um está completo, os outros apresentam-se sem os componentes fabricados com recursos minerais, de modo a expor a dependência humana face ao parque geológico. Brevemente, entram em funcionamento os módulos interactivos para banhos de ciência no antigo balneário.
Há 20 anos que ninguém acede ao coração da mina. O projecto de dinamização turística do Lousal prevê a descida às galerias, através de um elevador panorâmico que levará os visitantes até aos 45 metros de profundidade, equipados com capacete, botas, lanterna e impermeável. Uma viagem a não perder, com certeza. Mas que, por enquanto, repousa no papel.
Cláudio Garcia
in Lifecooler
Telf.: 269508160
Horário: das 10h às 17h (encerra à segunda-feira)
Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas por escolas e crianças até aos 10 anos não pagam.
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.
O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.
O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.
Antes dos dinossauros
O Lousal fica actualmente a 40 quilómetros da costa, em linha recta mas há 360 milhões de anos era um oceano de potentes vulcões, aos quais se associaram fenómenos de hidrotermalismo responsáveis pela génese dos depósitos de sulfuretos.
A exploração mineira moderna iniciou-se em 1900 e durou até 1988. Na década de 90, a proprietária Sapec e a Câmara Municipal de Grândola criaram a Fundação Frederic Velge para, com a colaboração de instituições do ensino superior e o envolvimento da população, travar o declínio da comunidade, gerar emprego, preservar a memória e estabelecer um centro de conhecimento. Com sucesso, diga-se.
O primeiro segredo: à mesa
Chega-se ao Lousal através de um corte no IC 1, a norte de Ermidas do Sado e a Sul de Canal Caveira e Azinheira dos Barros. A maioria dos 50 mil visitantes anuais acaba por descobrir facilmente um dos mais preciosos segredos da aldeia – o Restaurante Armazém Central, onde os mineiros ainda cantam, ocupa a antiga central a vapor, no fim da estrada de acesso desde o IC 1. Há migas, jantarinho do monte, ensopado de borrego e sopa de cação, entre outras especialidades. O atendimento é irrepreensível.
No percurso de carro, já se obteve um vislumbre do ambiente, que muitos consideram único: bairros de típicas moradias caiadas, pavilhões industriais em semi-ruína, outros recuperados, o jardim, as casas que foram da direcção, dos técnicos e dos engenheiros, o antigo hospital e a escola primária.
Junto ao restaurante, as lojas de artesanato propõem tapeçarias, bordados, móveis e louça com pintura alentejana, artigos em ferro forjado, mobílias restauradas, mas também compotas e outros elementos da gastronomia regional. O mercado de produtos locais está para reabrir, melhorado.
O museu beneficia de um extenso espólio de documentos, objectos e equipamentos, permitindo espreitar o quotidiano dos anos de prosperidade da mina. O núcleo da antiga central eléctrica apresenta os motores e compressores originais e acolhe uma exposição especialmente interessante para as crianças: 49 modelos de minas do século XIX, quase todos construídos na Real Academia de Freiberg, na Alemanha.
CAVE de realidade virtual
Mas, a mais recente e entusiasmante atracção do Lousal é o centro de ciência viva, um espaço com uma intensa componente lúdica e educativa, a pensar nos mais novos. O principal chamariz é a tecnologia de realidade virtual que permite recriar cenários com imagem, som e cheiro na infra-estrutura CAVE (Computer Assisted Virtual Environment). Há ainda uma área com jogos interactivos e actividades adequadas às crianças. Noutra sala, os visitantes encontram suspensos de uma parede três carochas (o famoso Volkwagen). Um está completo, os outros apresentam-se sem os componentes fabricados com recursos minerais, de modo a expor a dependência humana face ao parque geológico. Brevemente, entram em funcionamento os módulos interactivos para banhos de ciência no antigo balneário.
Há 20 anos que ninguém acede ao coração da mina. O projecto de dinamização turística do Lousal prevê a descida às galerias, através de um elevador panorâmico que levará os visitantes até aos 45 metros de profundidade, equipados com capacete, botas, lanterna e impermeável. Uma viagem a não perder, com certeza. Mas que, por enquanto, repousa no papel.
Cláudio Garcia
in Lifecooler
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Pizza Hut - Caderneta de Descontos
http://www.pizzahut.pt
Vales disponíveis para imprimir em:
http://www.pizzahut.pt/PDF/DESCONTOS_CADERNETA.pdf
Vales disponíveis para imprimir em:
http://www.pizzahut.pt/PDF/DESCONTOS_CADERNETA.pdf
Teremos uma "lua azul" depois de amanhã (31 Agosto 2012)
A lua azul ocorre a cada dois ou três anos e 2012 tem uma. Agosto tem duas luas cheias – a primeira aconteceu a dia 2 do mês corrente e a próxima será depois de amanhã. Contudo, os astrónomos indicam que não existe nenhuma relação entre este fenómeno e a época do ano.
O termo lua azul refere-se comummente à segunda Lua cheia que ocorre no mesmo mês. A ocorrência deve-se ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que esta fase se apresente cheia duas vezes no mesmo mês. Fevereiro é o único mês que não pode ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos.
Aliás, em determinados anos bissextos é possível que Fevereiro nem sequer tenha uma lua cheia. A lua azul, geralmente, acontece no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja, duas no mesmo ano. Isto ocorre em média a cada 35 anos.
O ano de 1999 teve dois meses de lua azul no mesmo ano – em Janeiro e Março. Agora, o fenómeno só voltará a ocorrer dentro de três anos, na noite de 31 de Julho para primeiro de Agosto de 2015 de acordo com os cálculos dos astrónomos russos acompanham a lua.
Por último, os especialistas destacam que o nome dado a este fenómeno não tem nada a ver com a cor ou a sua aparência. O termo “lua azul” foi traduzido literalmente do inglês, onde azul também significa “traidor”.
in Ciência Hoje
O termo lua azul refere-se comummente à segunda Lua cheia que ocorre no mesmo mês. A ocorrência deve-se ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que esta fase se apresente cheia duas vezes no mesmo mês. Fevereiro é o único mês que não pode ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos.
Aliás, em determinados anos bissextos é possível que Fevereiro nem sequer tenha uma lua cheia. A lua azul, geralmente, acontece no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja, duas no mesmo ano. Isto ocorre em média a cada 35 anos.
O ano de 1999 teve dois meses de lua azul no mesmo ano – em Janeiro e Março. Agora, o fenómeno só voltará a ocorrer dentro de três anos, na noite de 31 de Julho para primeiro de Agosto de 2015 de acordo com os cálculos dos astrónomos russos acompanham a lua.
Por último, os especialistas destacam que o nome dado a este fenómeno não tem nada a ver com a cor ou a sua aparência. O termo “lua azul” foi traduzido literalmente do inglês, onde azul também significa “traidor”.
in Ciência Hoje
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Pimentos e Cogumelos
Ingredientes
2 pimentos vermelhos
250 grs. de cogumelos
2 colheres de sopa de salsa picada
2 dentes de alho picados
piripiri q.b.
3 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de vinho tinto
sal q.b.
pimenta moída na altura q.b.
sumo de limão
1 raminho de tomilho
12 sementes de coentros esmagadas
Confecção
Depois dos cogumelos lavados, corte-os em fatias.
Corte os pimentos em tiras finas.
Amoleça um pouco os pimentos no azeite, numa frigideira.
Junte os cogumelos e o alho, o vinho, umas gotas de sumo de limão, piripiri e 3 colheres de sopa de água.
Adicione os coentros, o tomilho e a salsa.
Tempere com sal e pimenta.
Deixe cozer em lume brando, até os cogumelos estarem tenros o que leva + ou - 10 a 15 minutos.
Acompanhe com pão e manteiga.
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
in Gastronomias
2 pimentos vermelhos
250 grs. de cogumelos
2 colheres de sopa de salsa picada
2 dentes de alho picados
piripiri q.b.
3 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de vinho tinto
sal q.b.
pimenta moída na altura q.b.
sumo de limão
1 raminho de tomilho
12 sementes de coentros esmagadas
Confecção
Depois dos cogumelos lavados, corte-os em fatias.
Corte os pimentos em tiras finas.
Amoleça um pouco os pimentos no azeite, numa frigideira.
Junte os cogumelos e o alho, o vinho, umas gotas de sumo de limão, piripiri e 3 colheres de sopa de água.
Adicione os coentros, o tomilho e a salsa.
Tempere com sal e pimenta.
Deixe cozer em lume brando, até os cogumelos estarem tenros o que leva + ou - 10 a 15 minutos.
Acompanhe com pão e manteiga.
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
in Gastronomias
P de Pimento
O pimento é sem sombra de dúvida um “legume” com personalidade. A sua intensidade sensorial suscita paixões e repulsas e faz-se sentir mesmo em pequenas quantidades.
Historicamente, o pimento parece estar intimamente ligado à calorosa personalidade dos povos que dele usufruíam, pois foi a “fogosa” irmandade ibérica que o foi resgatar à América do Sul há já alguns séculos. Mas este paralelismo não se fica por aqui. Tal como nós, os pimentos ao longo da sua maturação vão ganhando umas coisas e perdendo outras.
O mais interessante é que nesta passagem da fase verde da vida para todas as outras cores que pode assumir, os pimentos perdem alguma da sua explosividade com a diminuição do teor de capsaicina (cujas propriedades explicamos abaixo), contrabalançando com o aumento das suas defesas devido à crescente quantidade de carotenos que vão adquirindo. Tomara todos os alimentos possuírem este tipo de “problemas”, que ficam desde logo resolvidos a partir do momento em que nos tornamos artistas e desenhamos um semáforo de pimentos no nosso prato!
E o pimento é de facto um excelente regulador do trânsito intestinal. No entanto, no que toca à sua digestibilidade, o “semáforo verde” pode por vezes ser enganador e levantar algumas indisposições a pessoas menos tolerantes à sua vivacidade.
Se do ponto de vista sensorial o pimento nos ganha ocasionalmente algumas lutas e nos deixa fortemente ruborizados e a beber uns valentes copos de água, também na perspectiva metabólica nos “põe a mexer”. A já referida capsaicina é assim capaz de estimular a produção de hormonas como a adrenalina e, desse modo, aumentar o nosso metabolismo e por consequência as calorias que despendemos.
Para além destes efeitos, parece existir uma capacidade extra deste composto na diminuição da nossa ingestão energética, no aumento de oxidação de gordura e na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Esta catadupa de benefícios pode por vezes esbarrar no seu consumo excessivo, quer do ponto de vista da quantidade quer da intensidade, existindo uma ténue ligação entre o mais potente chili e o cancro do estômago.
Ainda assim, tendo em conta o nosso historial gastronómico, este não se constitui de todo como um problema, até porque, aproximando-se o Verão, os pimentos convivem paredes-meias com sardinha assada, saladas e outras preparações por norma saudáveis que não menosprezam o seu tremendo potencial antioxidante - uma vez que aos seus carotenos se junta uma quantidade de vitamina C só superada pela da salsa, couve-galega e couve-de-bruxelas (sim, o pimento também tem mais vitamina C do que a laranja).
O pimento tem assim a capacidade de dar corpo e alma a pratos com pouca chama sem ser necessário recorrer às “batotas” do sal e da gordura. O seu sabor nunca gerará consensos. Já os seus benefícios nunca deixarão dúvidas…
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
Historicamente, o pimento parece estar intimamente ligado à calorosa personalidade dos povos que dele usufruíam, pois foi a “fogosa” irmandade ibérica que o foi resgatar à América do Sul há já alguns séculos. Mas este paralelismo não se fica por aqui. Tal como nós, os pimentos ao longo da sua maturação vão ganhando umas coisas e perdendo outras.
O mais interessante é que nesta passagem da fase verde da vida para todas as outras cores que pode assumir, os pimentos perdem alguma da sua explosividade com a diminuição do teor de capsaicina (cujas propriedades explicamos abaixo), contrabalançando com o aumento das suas defesas devido à crescente quantidade de carotenos que vão adquirindo. Tomara todos os alimentos possuírem este tipo de “problemas”, que ficam desde logo resolvidos a partir do momento em que nos tornamos artistas e desenhamos um semáforo de pimentos no nosso prato!
E o pimento é de facto um excelente regulador do trânsito intestinal. No entanto, no que toca à sua digestibilidade, o “semáforo verde” pode por vezes ser enganador e levantar algumas indisposições a pessoas menos tolerantes à sua vivacidade.
Se do ponto de vista sensorial o pimento nos ganha ocasionalmente algumas lutas e nos deixa fortemente ruborizados e a beber uns valentes copos de água, também na perspectiva metabólica nos “põe a mexer”. A já referida capsaicina é assim capaz de estimular a produção de hormonas como a adrenalina e, desse modo, aumentar o nosso metabolismo e por consequência as calorias que despendemos.
Para além destes efeitos, parece existir uma capacidade extra deste composto na diminuição da nossa ingestão energética, no aumento de oxidação de gordura e na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Esta catadupa de benefícios pode por vezes esbarrar no seu consumo excessivo, quer do ponto de vista da quantidade quer da intensidade, existindo uma ténue ligação entre o mais potente chili e o cancro do estômago.
Ainda assim, tendo em conta o nosso historial gastronómico, este não se constitui de todo como um problema, até porque, aproximando-se o Verão, os pimentos convivem paredes-meias com sardinha assada, saladas e outras preparações por norma saudáveis que não menosprezam o seu tremendo potencial antioxidante - uma vez que aos seus carotenos se junta uma quantidade de vitamina C só superada pela da salsa, couve-galega e couve-de-bruxelas (sim, o pimento também tem mais vitamina C do que a laranja).
O pimento tem assim a capacidade de dar corpo e alma a pratos com pouca chama sem ser necessário recorrer às “batotas” do sal e da gordura. O seu sabor nunca gerará consensos. Já os seus benefícios nunca deixarão dúvidas…
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A ameaça de plástico saltou fronteiras e já está no Atlântico
A área de Portugal, Espanha e Andorra não chegam para preencher a mancha de plástico microscópico do oceano. E há outra no Pacífico
“A era do plástico vai levar ao suicídio da espécie humana.” Sem reservas, o investigador norte-americano Charles J. Moore lança o vaticínio, 15 anos após a descoberta da chamada “Ilha de Plástico do Oceano Pacífico” – uma área de mais de 690 mil quilómetros quadrados, entre a América do Norte e a Ásia, composta por pedaços de plástico de várias dimensões que flutuam à deriva e que matam anualmente mais de um milhão de aves e espécies marinhas. Um problema que já nos bateu a porta e chegou ao Atlântico.
“O paradigma económico obriga-nos a agir de um modo suicida. Agimos dessa forma enquanto espécie apenas para promover crescimento económico, o que é uma loucura. A menos que mudemos esse paradigma, não temos hipótese”, disse Moore ao i. O investigador também é adepto da navegação e, em 1997, participava numa corrida de barcos centenária no Havai quando se deparou com a acumulação de milhões de pequenas partículas de plástico no Pacífico. Passados dois anos, Moore usou métodos científicos para calcular o rácio entre plástico e plâncton na região e chegou a um resultado de seis partes para uma, vantagem para o plástico. “Dez anos mais tarde voltámos ao local e descobrimos que o lago tinha aumentado substancialmente e que o rácio tinha passado para 36 partes de plástico para uma de plâncton”, recorda o investigador.
Problema Global
Na última década e meia, o investigador tem-se multiplicado em palestras sobre o tema. Em Setembro parte para mais um roteiro com passagem pelo Japão, China, Austrália e Nova Zelândia, sinal de que a questão é universal. “O saco de plástico é muito útil e prático, mas usá-lo só uma vez e deitá-lo fora não faz sentido porque o petróleo é um recurso natural não renovável”, sublinha ao i Rui Berkemeier, um dos fundadores da Quercus. “As gerações vindouras vão rir-se com a forma como desbaratámos esse recurso”, antevê o investigador e um dos actuais coordenadores da associação.
Para já, estamos demasiado centrados nas preocupações do dia-a-dia, que nos impedem de ver mais adiante. “Vivemos na era do plástico, em todos os aspectos da nossa vida ele está presente e assumíamos constantemente que era um material inerte”, diz Moore. “Mas esta revelou ser uma falsa assunção, porque o plástico é muito bioactivo”, esclarece o investigador.
Não será preciso esperar para assistir às consequências da existência destas partículas de plástico – a maioria com menos de três milímetros. “Isto está a matar o oceano, haverá colapsos de espécies inteiras, centenas de milhares de mamíferos a morrer todos os anos”, garante Moore, que tem testemunhado de perto esta realidade. “Não podemos fazer isto ano após ano e esperar que essas espécies sobrevivam”, sublinha.
As consequências de se utilizarem os oceanos como um caixote de lixo global recaíram em primeiro lugar sobre os peixes de menor dimensão, que se alimentam do plástico julgando tratar-se de plâncton. A partir daí, a cadeia alimentar foi seguindo o seu percurso natural, até que o ciclo se encerrou quando a questão voltou a focar o ser humano. “Esta realidade afecta todo o ecossistema, e o homem, quer queira quer não, faz parte desse ecossistema. Estando afectado, isto vai causar-lhe problemas, pelo desaparecimento de espécies. Há uma cadeira que fica partida”, esclarece Rui Berkemeier.
Trinta quilos de plástico no estômago de um camelo na África do Sul, pedaços de plástico dentro de ovelhas e bodes no Irão, baleias e golfinhos cujo plano alimentar já integra este derivado do petróleo. Nada que cause estranheza a Charles J. Moore que se refere a esta questão como “um tema subdocumentado globalmente”. E ainda será “preciso percorrer um longo caminho antes que se verifiquem algumas melhorias. Vai ficar muito pior antes que fique melhor”, garante o fundador da Algalita Marine Research Foundation.
Novo vizinho no bairro
Durante mais de dez anos a atenção esteve centrada nos detritos de plásticos existentes no Pacífico. Mas há dois anos, uma equipa de cientistas documentava pela primeira vez a existência de uma área semelhante no Oceano Atlântico, colocando os Estados Unidos entre as duas manchas de plástico no mapa e mostrando ao continente europeu que o problema também lhe diz respeito.
“Temos estilos de vida, por todo o mundo, em que as pessoas lançam de forma rotineira plástico para o ambiente”, lamenta Moore. Não admira por isso que a quantidade de detritos analisada tenha vindo a aumentar continuamente, desde que a ilha de plástico foi descoberta. E apesar de todos os dados trazidos a público sobre as consequências deste problema, a questão “ainda não atingiu o nível” em que se consiga um acordo internacional para definir um plano de acção, aponta o investigador americano.
“No nosso país, esteve para sair legislação que obrigava a que, gradualmente, os supermercados deixassem de oferecer os sacos e, na altura [durante o último governo socialista], PS e PSD acabaram por recuar e não aprovaram essa legislação”, refere Rui Berkemeier.
Legislação
Mudar a lei e proibir a disseminação facilitada de plástico seria uma resposta – já utilizada na Irlanda – para que os mares se tornassem progressivamente mais limpos. Outra hipótese é a renovação de hábitos, mas “os comportamentos não são fáceis de mudar. Se todo o esquema à nossa volta nos induzir no comportamento errado – que é o que se passa hoje, ainda que não tanto como antes –, por mais consciência que as pessoas tenham torna-se complicado”, resume o ambientalista Rui Berkemeier.
Por Pedro Rainho, in Jornal I
“A era do plástico vai levar ao suicídio da espécie humana.” Sem reservas, o investigador norte-americano Charles J. Moore lança o vaticínio, 15 anos após a descoberta da chamada “Ilha de Plástico do Oceano Pacífico” – uma área de mais de 690 mil quilómetros quadrados, entre a América do Norte e a Ásia, composta por pedaços de plástico de várias dimensões que flutuam à deriva e que matam anualmente mais de um milhão de aves e espécies marinhas. Um problema que já nos bateu a porta e chegou ao Atlântico.
“O paradigma económico obriga-nos a agir de um modo suicida. Agimos dessa forma enquanto espécie apenas para promover crescimento económico, o que é uma loucura. A menos que mudemos esse paradigma, não temos hipótese”, disse Moore ao i. O investigador também é adepto da navegação e, em 1997, participava numa corrida de barcos centenária no Havai quando se deparou com a acumulação de milhões de pequenas partículas de plástico no Pacífico. Passados dois anos, Moore usou métodos científicos para calcular o rácio entre plástico e plâncton na região e chegou a um resultado de seis partes para uma, vantagem para o plástico. “Dez anos mais tarde voltámos ao local e descobrimos que o lago tinha aumentado substancialmente e que o rácio tinha passado para 36 partes de plástico para uma de plâncton”, recorda o investigador.
Problema Global
Na última década e meia, o investigador tem-se multiplicado em palestras sobre o tema. Em Setembro parte para mais um roteiro com passagem pelo Japão, China, Austrália e Nova Zelândia, sinal de que a questão é universal. “O saco de plástico é muito útil e prático, mas usá-lo só uma vez e deitá-lo fora não faz sentido porque o petróleo é um recurso natural não renovável”, sublinha ao i Rui Berkemeier, um dos fundadores da Quercus. “As gerações vindouras vão rir-se com a forma como desbaratámos esse recurso”, antevê o investigador e um dos actuais coordenadores da associação.
Para já, estamos demasiado centrados nas preocupações do dia-a-dia, que nos impedem de ver mais adiante. “Vivemos na era do plástico, em todos os aspectos da nossa vida ele está presente e assumíamos constantemente que era um material inerte”, diz Moore. “Mas esta revelou ser uma falsa assunção, porque o plástico é muito bioactivo”, esclarece o investigador.
Não será preciso esperar para assistir às consequências da existência destas partículas de plástico – a maioria com menos de três milímetros. “Isto está a matar o oceano, haverá colapsos de espécies inteiras, centenas de milhares de mamíferos a morrer todos os anos”, garante Moore, que tem testemunhado de perto esta realidade. “Não podemos fazer isto ano após ano e esperar que essas espécies sobrevivam”, sublinha.
As consequências de se utilizarem os oceanos como um caixote de lixo global recaíram em primeiro lugar sobre os peixes de menor dimensão, que se alimentam do plástico julgando tratar-se de plâncton. A partir daí, a cadeia alimentar foi seguindo o seu percurso natural, até que o ciclo se encerrou quando a questão voltou a focar o ser humano. “Esta realidade afecta todo o ecossistema, e o homem, quer queira quer não, faz parte desse ecossistema. Estando afectado, isto vai causar-lhe problemas, pelo desaparecimento de espécies. Há uma cadeira que fica partida”, esclarece Rui Berkemeier.
Trinta quilos de plástico no estômago de um camelo na África do Sul, pedaços de plástico dentro de ovelhas e bodes no Irão, baleias e golfinhos cujo plano alimentar já integra este derivado do petróleo. Nada que cause estranheza a Charles J. Moore que se refere a esta questão como “um tema subdocumentado globalmente”. E ainda será “preciso percorrer um longo caminho antes que se verifiquem algumas melhorias. Vai ficar muito pior antes que fique melhor”, garante o fundador da Algalita Marine Research Foundation.
Novo vizinho no bairro
Durante mais de dez anos a atenção esteve centrada nos detritos de plásticos existentes no Pacífico. Mas há dois anos, uma equipa de cientistas documentava pela primeira vez a existência de uma área semelhante no Oceano Atlântico, colocando os Estados Unidos entre as duas manchas de plástico no mapa e mostrando ao continente europeu que o problema também lhe diz respeito.
“Temos estilos de vida, por todo o mundo, em que as pessoas lançam de forma rotineira plástico para o ambiente”, lamenta Moore. Não admira por isso que a quantidade de detritos analisada tenha vindo a aumentar continuamente, desde que a ilha de plástico foi descoberta. E apesar de todos os dados trazidos a público sobre as consequências deste problema, a questão “ainda não atingiu o nível” em que se consiga um acordo internacional para definir um plano de acção, aponta o investigador americano.
“No nosso país, esteve para sair legislação que obrigava a que, gradualmente, os supermercados deixassem de oferecer os sacos e, na altura [durante o último governo socialista], PS e PSD acabaram por recuar e não aprovaram essa legislação”, refere Rui Berkemeier.
Legislação
Mudar a lei e proibir a disseminação facilitada de plástico seria uma resposta – já utilizada na Irlanda – para que os mares se tornassem progressivamente mais limpos. Outra hipótese é a renovação de hábitos, mas “os comportamentos não são fáceis de mudar. Se todo o esquema à nossa volta nos induzir no comportamento errado – que é o que se passa hoje, ainda que não tanto como antes –, por mais consciência que as pessoas tenham torna-se complicado”, resume o ambientalista Rui Berkemeier.
Por Pedro Rainho, in Jornal I
domingo, 26 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
As surpresas da semana
1 - Bandas portuguesas associam-se à campanha pelo Centro de Recuperação do Lobo Ibérico: David Fonseca, Deolinda, Moonspell, Uxu Kalhus e Xutos & Pontapés já apoiam. Para aceder à Página da Campanha clique aqui.
2 - O Século. Uma notícia, dois donativos e as férias estão de volta
3 - Passatempo: a revista Saúde Hoje e a Akileine oferece 10 bálsamos Akileine Glamour e Conforto (participa até 15 Setembro 2012).
4 - Projeto fomenta cultivo de terrenos abandonados
5 - Cartões. Ofensiva contra taxas e comissões generaliza-se
6 - Downloads de etiquetas com mensagens/imagens para todas as ocasiões.
7 - Três jovens de Viana do Castelo desenvolveram um novo conceito de casa pré-fabricada que está a fazer sucesso em todo o mundo. As habitações são de inspiração japonesa, constituídas por módulos, e ficam prontas a habitar em apenas mês e meio. O preço médio é de 39 mil euros e já começaram a ser vendidas.
8 - Estatuetas descobertas no Alentejo têm 4500 anos e cabem na palma da mão
9 - Excelente iniciativa da Sociedade Portuguesa de Transplantação, com vista a incentivar a transplante com dador vivo.
10 - Dormir em mosteiros (I): Tibães, uma hospedaria renovada e uma oração que atravessou séculos
11 - Dormir em mosteiros (II): Singeverga
12 - Passatempo: a revista Saúde Hoje oferece o livro "Os Meninos das Costas Perfeitas" (participa até 15 Setembro 2012).
13 - O banco público de sangue do cordão umbilical continua a receber doações apesar de um documento do Ministério da Saúde afirmar que as colheitas só podem ser retomadas após os resultados de uma avaliação de risco. Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), onde funciona o banco Lusocord, garante que não houve qualquer ordem nesse sentido, nem da tutela nem da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação. “Continuamos a distribuir kits e recebemos 40 colheitas por dia”, conta a responsável pelo banco desde a sua criação, em 2009.
14 - Aproximadamente sete por cento da população adulta sofre de algum tipo de intolerância ao vinho, principalmente ao tinto.
15 - Passatempo: a ASA oferece o livro O Diário da Minha Melhor Amiga, de Jill Abramson (participa até 27 Agosto 2012).
16 - Cada português utiliza a Internet 21,2 horas por mês
17 - Um total de 78% dos portugueses faz compras online. Entre os bens mais consumidos, destacam-se viagens, roupa e acessórios, férias e bilhetes para espectáculos. No espaço de 6 meses, os portugueses fazem em média 8 compras online por pessoa, gastando uma quantia média de 427 euros por pessoa.
18 - Uma delícia da Leonor: Barras Frias de Chocolate
19 - Made in Portugal: Caçarola inova e lança as Crackies
20 - Para experimentar: Cozinha Turca.
2 - O Século. Uma notícia, dois donativos e as férias estão de volta
3 - Passatempo: a revista Saúde Hoje e a Akileine oferece 10 bálsamos Akileine Glamour e Conforto (participa até 15 Setembro 2012).
4 - Projeto fomenta cultivo de terrenos abandonados
5 - Cartões. Ofensiva contra taxas e comissões generaliza-se
6 - Downloads de etiquetas com mensagens/imagens para todas as ocasiões.
7 - Três jovens de Viana do Castelo desenvolveram um novo conceito de casa pré-fabricada que está a fazer sucesso em todo o mundo. As habitações são de inspiração japonesa, constituídas por módulos, e ficam prontas a habitar em apenas mês e meio. O preço médio é de 39 mil euros e já começaram a ser vendidas.
8 - Estatuetas descobertas no Alentejo têm 4500 anos e cabem na palma da mão
9 - Excelente iniciativa da Sociedade Portuguesa de Transplantação, com vista a incentivar a transplante com dador vivo.
10 - Dormir em mosteiros (I): Tibães, uma hospedaria renovada e uma oração que atravessou séculos
11 - Dormir em mosteiros (II): Singeverga
12 - Passatempo: a revista Saúde Hoje oferece o livro "Os Meninos das Costas Perfeitas" (participa até 15 Setembro 2012).
13 - O banco público de sangue do cordão umbilical continua a receber doações apesar de um documento do Ministério da Saúde afirmar que as colheitas só podem ser retomadas após os resultados de uma avaliação de risco. Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), onde funciona o banco Lusocord, garante que não houve qualquer ordem nesse sentido, nem da tutela nem da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação. “Continuamos a distribuir kits e recebemos 40 colheitas por dia”, conta a responsável pelo banco desde a sua criação, em 2009.
14 - Aproximadamente sete por cento da população adulta sofre de algum tipo de intolerância ao vinho, principalmente ao tinto.
15 - Passatempo: a ASA oferece o livro O Diário da Minha Melhor Amiga, de Jill Abramson (participa até 27 Agosto 2012).
16 - Cada português utiliza a Internet 21,2 horas por mês
17 - Um total de 78% dos portugueses faz compras online. Entre os bens mais consumidos, destacam-se viagens, roupa e acessórios, férias e bilhetes para espectáculos. No espaço de 6 meses, os portugueses fazem em média 8 compras online por pessoa, gastando uma quantia média de 427 euros por pessoa.
18 - Uma delícia da Leonor: Barras Frias de Chocolate
19 - Made in Portugal: Caçarola inova e lança as Crackies
20 - Para experimentar: Cozinha Turca.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Regresso às aulas no Intermarché ajuda Fundação Make-A-Wish
Os clientes ao dirigirem-se a qualquer uma das lojas Intermarché e adquirir o Kit Escolar está a doar um euro para a Fundação Make-A-Wish
Até 18 Setembro 2012
http://www.intermarche.pt
O Intermarché, do grupo Os mosqueteiros, lança a sua campanha deste ano de regresso às aulas, associando-se, desta vez, à missão da Fundação Make-A-Wish. Deste modo, a insígnia dá aos cliente a oportunidade não só de pouparem mas também de ajudarem a realizar desejos às crianças que mais precisam de sonhar.
A partir de amanhã, 22 de agosto, e até 18 de setembro, os clientes ao dirigirem-se a qualquer uma das lojas Intermarché e adquirir o Kit Escolar está a doar um euro para a Fundação.
Deste kit fazem parte todos os materiais necessários para o regresso às aulas.
in Briefing
Até 18 Setembro 2012
http://www.intermarche.pt
O Intermarché, do grupo Os mosqueteiros, lança a sua campanha deste ano de regresso às aulas, associando-se, desta vez, à missão da Fundação Make-A-Wish. Deste modo, a insígnia dá aos cliente a oportunidade não só de pouparem mas também de ajudarem a realizar desejos às crianças que mais precisam de sonhar.
A partir de amanhã, 22 de agosto, e até 18 de setembro, os clientes ao dirigirem-se a qualquer uma das lojas Intermarché e adquirir o Kit Escolar está a doar um euro para a Fundação.
Deste kit fazem parte todos os materiais necessários para o regresso às aulas.
in Briefing
Somos o que bebemos?
Apesar da ingestão de água ser considerado um assunto trivial, o seu consumo adequado e importância para a saúde ainda não são suficientemente valorizados. Diversos estudos evidenciam que mesmo uma desidratação ligeira é capaz de comprometer o desempenho físico e mental e que as crianças e os adolescentes parecem ser particularmente sensíveis a esta situação. Quantitativamente precisamos mais de água diariamente do que de qualquer outro nutriente e podemos perde-la com muita facilidade.
Para que serve afinal água?
Se nos imaginarmos como uma massa de muitos milhões de células, constituídas e banhadas essencialmente por água, é fácil perceber que vivemos literalmente imersos neste líquido e que com ele temos uma relação vital. A água é fundamental para proteger, lubrificar, transportar resíduos, hormonas e nutrientes pelo nosso organismo, representando cerca de 60% do nosso peso total. Embora não consigamos sobrevivemos mais do que alguns dias sem ingerir água, podemos viver semanas ou até meses sem ingerir outros nutrientes, sem que por isso surjam efeitos tão adversos como os que resultam da desidratação.
Consequências da desidratação
A diminuição da capacidade física, da atenção, concentração e memória, bem como um comprometimento da tomada de decisões e da eficácia da resolução de problemas de aritmética, estão entre as consequências observadas em indivíduos sujeitos a uma desidratação ligeira. Por outro, lado a desidratação crónica está associada à obstipação, infeções do trato urinário, problemas de saúde oral, respiratórios, cálculos renais e perda de faculdades mentais. Nunca é demais enaltecer que uma grande perda de água é potencialmente fatal.
De quanta água é que precisamos?
Os alimentos que habitualmente consumimos fornecem-nos cerca 25% das nossas necessidades de água, os restantes 75% representam cerca de 1,5 a 1,9 litros de bebidas, conforme o sexo (feminino e masculino respetivamente). Estes valores não são metas, mas tão-somente uma referência de ingestão diária para adultos e adolescentes saudáveis. Importa enaltecer que esta ingestão de líquidos não engloba só a água, mas também as bebidas não alcoólicas consumidas, tais como o chá, refrigerantes, leite, café etc.
Quatro medidas simples para evitar a desidratação:
Nutricionista: Vitor Dauphinet
in Sapo Sabores
Para que serve afinal água?
Se nos imaginarmos como uma massa de muitos milhões de células, constituídas e banhadas essencialmente por água, é fácil perceber que vivemos literalmente imersos neste líquido e que com ele temos uma relação vital. A água é fundamental para proteger, lubrificar, transportar resíduos, hormonas e nutrientes pelo nosso organismo, representando cerca de 60% do nosso peso total. Embora não consigamos sobrevivemos mais do que alguns dias sem ingerir água, podemos viver semanas ou até meses sem ingerir outros nutrientes, sem que por isso surjam efeitos tão adversos como os que resultam da desidratação.
Consequências da desidratação
A diminuição da capacidade física, da atenção, concentração e memória, bem como um comprometimento da tomada de decisões e da eficácia da resolução de problemas de aritmética, estão entre as consequências observadas em indivíduos sujeitos a uma desidratação ligeira. Por outro, lado a desidratação crónica está associada à obstipação, infeções do trato urinário, problemas de saúde oral, respiratórios, cálculos renais e perda de faculdades mentais. Nunca é demais enaltecer que uma grande perda de água é potencialmente fatal.
De quanta água é que precisamos?
Os alimentos que habitualmente consumimos fornecem-nos cerca 25% das nossas necessidades de água, os restantes 75% representam cerca de 1,5 a 1,9 litros de bebidas, conforme o sexo (feminino e masculino respetivamente). Estes valores não são metas, mas tão-somente uma referência de ingestão diária para adultos e adolescentes saudáveis. Importa enaltecer que esta ingestão de líquidos não engloba só a água, mas também as bebidas não alcoólicas consumidas, tais como o chá, refrigerantes, leite, café etc.
Quatro medidas simples para evitar a desidratação:
- Traga sempre consigo bebidas não alcoólicas, privilegiando aquelas que apresentam um menor valor calórico e de teor de cafeína;
- Beba com frequência pequenas quantidades ao longo do dia, antecipando a sensação de sede.
- Varie o sabor, a temperatura e até a cor das bebidas disponíveis, pois isso pode constituir um estímulo importante para a ingestão adequada de água.
- Coma de alimentos ricos em água (tais como fruta, hortícolas e sopa) pois estes contribuem de forma sensível para a hidratação.
Nutricionista: Vitor Dauphinet
in Sapo Sabores
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Hidden Cost of Hamburgers
http://www.youtube.com/watch?v=ut3URdEzlKQ
The “Food for 9 Billion” project recently released a video highlighting the “Hidden Cost of Hamburgers” as a part of a new YouTube investigative reporting channel, The I Files.
The video uncovers the true price of a hamburger, revealing the environmental and social costs of factory-farmed meat.
in Nourishing The Planet
The “Food for 9 Billion” project recently released a video highlighting the “Hidden Cost of Hamburgers” as a part of a new YouTube investigative reporting channel, The I Files.
The video uncovers the true price of a hamburger, revealing the environmental and social costs of factory-farmed meat.
in Nourishing The Planet
Às termas de comboio
Respirar saúde na Curia, no Luso ou em Monchique
CP – Comboios de Portugal
Info e Vendas: 808 208 208
http://www.cp.pt
Aproveite a Linha do Norte para fazer uns dias nas termas, nomeadamente na Curia ou no Luso (neste último caso recorrendo também à Linha da Beira Alta). Se usar o comboio faz bem ao ambiente, ir às termas faz bem à saúde. As virtudes das águas minero-medicinais não são um mito e a ciência moderna não só o confirmou como trouxe novas possibilidades de utilização.
Ir passar uns dias ao Luso ou à Curia não é forçosamente um programa para pessoas idosas, doentes ou arraigadas a hábitos antigos. Pelo contrário!
Num país que, apesar das dificuldades, faz um esforço para se modernizar, a redescoberta do valor das termas é um sinal de progresso.
Venha apreciar os novos tratamentos hidrotermais, relaxe longe do ruído e do stress urbano, retempere forças no meio de parques tranquilos ou de bosques verdejantes e descubra que os seus bisavós afinal tinham razão em fazer umas temporadas nas termas.
E faça-o recorrendo ao mais ecológico, tranquilo e moderno dos transportes, o comboio, gozando a viagem e livrando-se das confusões do trânsito.
A ligação entre o comboio e as termas é histórica. Se em Portugal vagões e locomotivas começaram a circular em 1856, à medida que a rede ferroviária se expandia por todo o território, começava também a ganhar adeptos a moda das estâncias termais. Era de comboio que os aquistas iam a banhos e autores como Ramalho Ortigão («Farpas») ou Brito Camacho («Jornadas») deixaram saborosas descrições destas viagens. Alguns destes locais tiveram direito à sua própria estação de caminho-de-ferro, como foi o caso, entre muitos outros, de Curia (Linha do Norte), Luso (Linha da Beira Alta), São Pedro do Sul (Linha do Vale do Vouga) ou, ainda, de Vidago e Pedras Salgadas (Linha do Corgo).
Hoje as termas deixaram de ter a expressão de há cem anos, substituídas pela praia ou pela montanha como destinos de massas, mas sobreviveram e, não só têm um público fiel, como nos últimos anos se começaram a sofisticar, oferecendo novas gamas de serviços e tratamentos (hidroginástica, massagem, tratamentos de beleza, etc.). Para além disso, a arquitectura termal que chegou aos nossos dias representa um património importante, cada vez mais apreciado e reconhecido internacionalmente.
Tal como as termas, também o comboio se modernizou e adaptou aos novos tempos. Por exemplo na Linha do Norte, o serviço Alfa Pendular ou Intercidades em conjugação com o serviço Regional assegura boas ligações para as termas da Curia e do Luso (neste último caso com mudança na Pampilhosa e transbordo para a Linha da Beira Alta, salvo se usar o Intercidades de Lisboa para a Guarda).
O Parque Termal da Curia é dos mais bonitos de Portugal. São mais de meia dúzia de hectares de bosques, jardins e lagos onde facilmente nos esquecemos da agitação dos tempos modernos. Há diversos hotéis, todos modernizados e, além dos balneários termais propriamente ditos, existem vários spas com oferta diversificada de banhos e programas de relaxamento. Bem perto, a Mealhada com as suas dezenas de restaurantes especializados em Leitão assado e os vinhos maduros e espumantes da Bairrada.
Acessível a partir da Curia por estrada, ou por comboio a partir da Pampilhosa e do troço inicial da Linha da Beira Alta, o Complexo Termal do Luso é outro local das imediações a não perder. A arquitectura termal é notável, com um destaque muito especial para a fonte e balneário e para o Grande Hotel do Luso onde, apesar das alterações, ainda é patente o traço genial de Cassiano Branco. Bem perto e a pedir um revigorante passeio a pé, a Mata Nacional do Buçaco, tesouro natural preservado graças ao carinho dos frades carmelitas que aqui viveram em clausura durante vários séculos. São hectares e hectares de bosques luxuriantes, coroados por um dos mais bonitos miradouros da região Centro, a Cruz Alta do Buçaco. Um verdadeiro paraíso para quem gosta de passear a pé.
Caldas de Monchique
Não é apenas para Norte que os amantes das termas se podem dirigir tirando partido do comboio. As Caldas de Monchique na serra homónima, no Barlavento algarvio, são um local de sonho para uns dias bem passados. O serviço Alfa Pendular ou Intercidades assegura, num abrir e fechar de olhos, as ligações entre Lisboa e Tunes. Depois, basta fazer o transbordo para o comboio regional do Ramal de Lagos e procurar, na estação de Silves, um transporte complementar para as termas de Monchique.
Cuidadosamente restauradas, têm diversas alternativas no que respeita a hotelaria e restauração, bem como diversos programas de tratamentos termais. Tudo isto na encosta sul duma serra acolhedora, florida e que lembra um troço de Sintra deslocado para as imediações da costa algarvia.
in CP – Comboios de Portugal
CP – Comboios de Portugal
Info e Vendas: 808 208 208
http://www.cp.pt
Aproveite a Linha do Norte para fazer uns dias nas termas, nomeadamente na Curia ou no Luso (neste último caso recorrendo também à Linha da Beira Alta). Se usar o comboio faz bem ao ambiente, ir às termas faz bem à saúde. As virtudes das águas minero-medicinais não são um mito e a ciência moderna não só o confirmou como trouxe novas possibilidades de utilização.
Ir passar uns dias ao Luso ou à Curia não é forçosamente um programa para pessoas idosas, doentes ou arraigadas a hábitos antigos. Pelo contrário!
Num país que, apesar das dificuldades, faz um esforço para se modernizar, a redescoberta do valor das termas é um sinal de progresso.
Venha apreciar os novos tratamentos hidrotermais, relaxe longe do ruído e do stress urbano, retempere forças no meio de parques tranquilos ou de bosques verdejantes e descubra que os seus bisavós afinal tinham razão em fazer umas temporadas nas termas.
E faça-o recorrendo ao mais ecológico, tranquilo e moderno dos transportes, o comboio, gozando a viagem e livrando-se das confusões do trânsito.
A ligação entre o comboio e as termas é histórica. Se em Portugal vagões e locomotivas começaram a circular em 1856, à medida que a rede ferroviária se expandia por todo o território, começava também a ganhar adeptos a moda das estâncias termais. Era de comboio que os aquistas iam a banhos e autores como Ramalho Ortigão («Farpas») ou Brito Camacho («Jornadas») deixaram saborosas descrições destas viagens. Alguns destes locais tiveram direito à sua própria estação de caminho-de-ferro, como foi o caso, entre muitos outros, de Curia (Linha do Norte), Luso (Linha da Beira Alta), São Pedro do Sul (Linha do Vale do Vouga) ou, ainda, de Vidago e Pedras Salgadas (Linha do Corgo).
Hoje as termas deixaram de ter a expressão de há cem anos, substituídas pela praia ou pela montanha como destinos de massas, mas sobreviveram e, não só têm um público fiel, como nos últimos anos se começaram a sofisticar, oferecendo novas gamas de serviços e tratamentos (hidroginástica, massagem, tratamentos de beleza, etc.). Para além disso, a arquitectura termal que chegou aos nossos dias representa um património importante, cada vez mais apreciado e reconhecido internacionalmente.
Tal como as termas, também o comboio se modernizou e adaptou aos novos tempos. Por exemplo na Linha do Norte, o serviço Alfa Pendular ou Intercidades em conjugação com o serviço Regional assegura boas ligações para as termas da Curia e do Luso (neste último caso com mudança na Pampilhosa e transbordo para a Linha da Beira Alta, salvo se usar o Intercidades de Lisboa para a Guarda).
O Parque Termal da Curia é dos mais bonitos de Portugal. São mais de meia dúzia de hectares de bosques, jardins e lagos onde facilmente nos esquecemos da agitação dos tempos modernos. Há diversos hotéis, todos modernizados e, além dos balneários termais propriamente ditos, existem vários spas com oferta diversificada de banhos e programas de relaxamento. Bem perto, a Mealhada com as suas dezenas de restaurantes especializados em Leitão assado e os vinhos maduros e espumantes da Bairrada.
Acessível a partir da Curia por estrada, ou por comboio a partir da Pampilhosa e do troço inicial da Linha da Beira Alta, o Complexo Termal do Luso é outro local das imediações a não perder. A arquitectura termal é notável, com um destaque muito especial para a fonte e balneário e para o Grande Hotel do Luso onde, apesar das alterações, ainda é patente o traço genial de Cassiano Branco. Bem perto e a pedir um revigorante passeio a pé, a Mata Nacional do Buçaco, tesouro natural preservado graças ao carinho dos frades carmelitas que aqui viveram em clausura durante vários séculos. São hectares e hectares de bosques luxuriantes, coroados por um dos mais bonitos miradouros da região Centro, a Cruz Alta do Buçaco. Um verdadeiro paraíso para quem gosta de passear a pé.
Caldas de Monchique
Não é apenas para Norte que os amantes das termas se podem dirigir tirando partido do comboio. As Caldas de Monchique na serra homónima, no Barlavento algarvio, são um local de sonho para uns dias bem passados. O serviço Alfa Pendular ou Intercidades assegura, num abrir e fechar de olhos, as ligações entre Lisboa e Tunes. Depois, basta fazer o transbordo para o comboio regional do Ramal de Lagos e procurar, na estação de Silves, um transporte complementar para as termas de Monchique.
Cuidadosamente restauradas, têm diversas alternativas no que respeita a hotelaria e restauração, bem como diversos programas de tratamentos termais. Tudo isto na encosta sul duma serra acolhedora, florida e que lembra um troço de Sintra deslocado para as imediações da costa algarvia.
in CP – Comboios de Portugal
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Banho Mortal - Pecusanol
Têm-se multiplicado casos de intoxicação de Cães e de Gatos, sobre...tudo estes, por terem tomado banho com Pecusanol. Trata-se de um produto tóxico tanto para cães como para gatos, embora estes últimos seja muito mais sensíveis ao seu efeito, bastando apenas uma gota para que se desenvolvam sinais de intoxicação.
Este produto, para controlo de parasitas externos, é altamente tóxico para os animais de companhia, por conter um organofosforado que provoca alterações no sistema nervoso central. Os animais afectados apresentam dificuldade respiratória, descoordenação de movimentos, tremores musculares, hipersalivação, vómito, diarreia, pupilas dilatadas, frequência cardíaca diminuída, depressão, aumento de temperatura corporal e, por vezes, convulsões.
Como estes sintomas são comuns a qualquer tipo de intoxicação, é de vital importância saber-se que o produto foi usado no animal. O patudinho deve ser conduzido, de imediato a uma Clínica ou Hospital Veterinário, para urgente descontaminação e administração de antídoto.
ALERTA
Para prevenir ou eliminar parasitas externos (pulgas, carraças, piolhos e mosquitos), peça sempre conselho ao Médico Veterinário, que lhe recomendará o produto adequado a cada tipo de situação.
in Cãotinho do Apelo
Este produto, para controlo de parasitas externos, é altamente tóxico para os animais de companhia, por conter um organofosforado que provoca alterações no sistema nervoso central. Os animais afectados apresentam dificuldade respiratória, descoordenação de movimentos, tremores musculares, hipersalivação, vómito, diarreia, pupilas dilatadas, frequência cardíaca diminuída, depressão, aumento de temperatura corporal e, por vezes, convulsões.
Como estes sintomas são comuns a qualquer tipo de intoxicação, é de vital importância saber-se que o produto foi usado no animal. O patudinho deve ser conduzido, de imediato a uma Clínica ou Hospital Veterinário, para urgente descontaminação e administração de antídoto.
ALERTA
Para prevenir ou eliminar parasitas externos (pulgas, carraças, piolhos e mosquitos), peça sempre conselho ao Médico Veterinário, que lhe recomendará o produto adequado a cada tipo de situação.
in Cãotinho do Apelo
Ornitólogos alertam que caça pode causar extinção da rola-brava
Este domingo abre a época de caça para a rola-brava, espécie que, nos últimos anos, registou uma diminuição em 30% em Portugal. Ao longo de seis semanas, cada caçador pode abater seis aves por dia, mas a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) alerta que isso pode causar a extinção da espécie.
A rola-brava (Streptopelia turtur) é uma iguaria gastronómica popular em algumas regiões do país. No entanto, o seu estado de conservação tem vindo a agravar-se. Entre 2004 e 2010 as populações nacionais registaram uma diminuição média de mais de 30%, sendo a única espécie do Censo anual de Aves Comuns – elaborado pelos ornitólogos da SPEA - que se encontra em decréscimo acentuado. Na Europa, o decréscimo da população já alcança os 70%.
Este ano “houve uma diminuição de oito para seis no número de espécimes que se podem caçar por dia. Porém, não achamos que essa medida seja significativa o suficiente”, disse Domingos Leitão, coordenador do programa terrestre da SPEA. “Os próprios caçadores se queixam de que nos últimos 10 anos há menos rolas”, acrescentou.
Actualmente existem aproximadamente 150.000 caçadores registados em Portugal, mas “muitos, infelizmente, ainda não ligam à conservação”, afirmou o membro da associação ambientalista. Segundo a SPEA, na presente época, mesmo que apenas 10% dos caçadores nacionais decida caçar rolas-bravas apenas duas vezes e mate só metade do permitido por lei, isso significará um abate de 90.000 destas aves. Face à situação da rola-brava, uma taxa de abate desta envergadura, em Portugal e nos outros países onde se pode caçar, poderá levar a espécie à extinção.
Por causa disto a associação de protecção às aves, lançou uma campanha nacional que pretende obter uma moratória na caça à rola-brava, por um período de três anos, para que possam ser estudadas as causas precisas do seu desaparecimento.
Fábio Monteiro
in Ecosfera
A rola-brava (Streptopelia turtur) é uma iguaria gastronómica popular em algumas regiões do país. No entanto, o seu estado de conservação tem vindo a agravar-se. Entre 2004 e 2010 as populações nacionais registaram uma diminuição média de mais de 30%, sendo a única espécie do Censo anual de Aves Comuns – elaborado pelos ornitólogos da SPEA - que se encontra em decréscimo acentuado. Na Europa, o decréscimo da população já alcança os 70%.
Este ano “houve uma diminuição de oito para seis no número de espécimes que se podem caçar por dia. Porém, não achamos que essa medida seja significativa o suficiente”, disse Domingos Leitão, coordenador do programa terrestre da SPEA. “Os próprios caçadores se queixam de que nos últimos 10 anos há menos rolas”, acrescentou.
Actualmente existem aproximadamente 150.000 caçadores registados em Portugal, mas “muitos, infelizmente, ainda não ligam à conservação”, afirmou o membro da associação ambientalista. Segundo a SPEA, na presente época, mesmo que apenas 10% dos caçadores nacionais decida caçar rolas-bravas apenas duas vezes e mate só metade do permitido por lei, isso significará um abate de 90.000 destas aves. Face à situação da rola-brava, uma taxa de abate desta envergadura, em Portugal e nos outros países onde se pode caçar, poderá levar a espécie à extinção.
Por causa disto a associação de protecção às aves, lançou uma campanha nacional que pretende obter uma moratória na caça à rola-brava, por um período de três anos, para que possam ser estudadas as causas precisas do seu desaparecimento.
Fábio Monteiro
in Ecosfera
terça-feira, 21 de agosto de 2012
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