A recente vaga de fogos florestais, desta feita no centro do país, confirma que continuam a ser usadas de forma descontrolada queimadas e ações análogas, a par dos crimes de fogo posto. Estando estas ocorrências, não raras vezes, associadas à falta de ordenamento florestal e de gestão ativa nas áreas de pinhal-bravo e eucaliptal, este é um cenário favorável à proliferação de incêndios de forma exponencial, sobretudo em condições meteorológicas favoráveis, como presentemente verificado.
Foram detectadas folhas de eucalipto queimadas a mais de 10 Km dos incêndios que não chegaram a originar novos focos. Contudo, convém referir que é frequente as folhas ou cascas incandescentes situadas a escassas centenas de metros estarem na origem de novos fogos, dificultando o combate e colocando em causa a segurança de pessoas e bens nos espaços rurais.
Só no incêndio da Mata em Ourém arderam mais de 6000 hectares de eucalipto e pinheiro-bravo em menos de 24 horas, numa área que já tinha ardido há 7 anos, nos grandes incêndios de 2005. Estamos claramente perante um exemplo em que à manifesta falta de gestão na maioria da área acrescem as plantações intensivas de eucalipto sem qualquer planeamento que pudesse promover a defesa da floresta contra os incêndios.
Os programas de investimento florestal para as plantações e gestão de matos encontram-se bloqueados por serem demasiado burocráticos e terem níveis de apoio baixos para os proprietários florestais, os quais optam frequentemente pela inação.
A Quercus considera necessária uma estratégia de longo prazo com melhores políticas agro-florestais, que promova o investimento público na floresta autóctone, com recurso a diversas espécies mais resistentes ao fogo, como os carvalhos.
A Quercus, para além de advogar a manutenção da interdição de plantação de eucaliptos nas áreas ardidas por um período de 10 anos, situação que nem sempre é cumprida pelas autoridades, considera ainda que deve ser proibida a conversão do uso do solo de pinhal ou floresta de regeneração natural para eucaliptal pelo mesmo período, devido ao recente aumento da área de eucalipto, pois, caso contrário, coloca-se seriamente em risco a diversificação da floresta portuguesa.
Caso o Governo aprove o novo regime, já anunciado, de arborização e rearborização para viabilizar a expansão das monoculturas de eucalipto sem condicionantes, aumentarão, mais ainda, os problemas decorrentes da falta de ordenamento, com a propagação de grandes incêndios que colocam em causa não apenas a sustentabilidade da floresta, mas a segurança de pessoas e bens.
Lisboa, 4 de Setembro de 2012
A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Quercus defende a manutenção da interdição, sem exceções, de plantações de eucaliptos nas áreas ardidas por um período de 10 anos
in Quercus
"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Cruzeiros enoturísticos no rio Tejo
Casa Mãe da Rota de Vinhos
Largo de S. João - Palmela
Tel.: 212 334 398
info@rotavinhospsetubal.com
http://www.rotavinhospsetubal.com
Se aprecia um agradável passeio de barco por que não seguir a sugestão da Rota de Vinhos da Península de Setúbal? Organizam passeios de barco no rio Tejo com provas de vinhos comentadas por enólogos acompanhada pela degustação de produtos regionais.
Início: 17h, Cais das Colunas, Terreiro do Paço, Lisboa
Duração: 2h30
Valor: 35,00€. Crianças até 12 anos: 17,50€
in Cruzeiros enoturísticos no rio Tejo
Largo de S. João - Palmela
Tel.: 212 334 398
info@rotavinhospsetubal.com
http://www.rotavinhospsetubal.com
Se aprecia um agradável passeio de barco por que não seguir a sugestão da Rota de Vinhos da Península de Setúbal? Organizam passeios de barco no rio Tejo com provas de vinhos comentadas por enólogos acompanhada pela degustação de produtos regionais.
Início: 17h, Cais das Colunas, Terreiro do Paço, Lisboa
Duração: 2h30
Valor: 35,00€. Crianças até 12 anos: 17,50€
in Cruzeiros enoturísticos no rio Tejo
Festival das Estátuas Vivas - Estátuas na terra dos templários
9 a 11 Setembro 2012
http://estatuasvivas.ipt.pt/festival.asp
Ao Convento de Cristo, ao castelo templário e ao magnífico centro histórico tomarense junta-se um novo motivo de interesse: o Festival das Estátuas Vivas que traz artistas nacionais e estrangeiros a Tomar e anima a cidade durante vários dias. Não perca e venha ver de comboio.
Aproveite as boas ligações ferroviárias de Tomar e venha visitar uma das mais bonitas e bem conservadas cidades portuguesas. O centro histórico está bem conservado e parcialmente reservado aos peões. Numa das colinas que dominam a cidade agigantam-se o Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO, e o castelo fundado pelos monges guerreiros templários. A gastronomia e os vinhos recomendam-se e, a juntar ao grande cartaz turístico da cidade – a Festa dos Tabuleiros – há, uma nova atração estival: o Festival das Estátuas Vivas.
Património da Humanidade
Há monumentos que, sendo extraordinários, são representativos de uma só época ou estilo arquitectónico. Não é este o caso do Convento de Cristo, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Ao longo dos séculos foram-se justapondo diferentes estéticas e influências, desde a fascinante igreja circular de inspiração bizantina e oriental – a Charola, alvo de recente e bem conseguido restauro – até sucessivos claustros que percorrem o gótico, a renascença e o maneirismo. E, sobretudo, esse ponto alto do manuelino que é a famosa Janela da Sala do Capítulo onde, no tempo de D. Manuel I, se gravou toda força e simbolismo do manuelino, com proliferação de elaboradas representações de motivos marítimos, esferas armilares, etc. E das vizinhas muralhas do castelo templário, terá a melhor vista sobre Tomar.
Imagine que chega a Tomar de comboio, desce na estação e, à medida que atravessa o Jardim da Várzea Grande na direção da Praça da República e da Corredoura, vai encontrando pelo caminho as mais inesperadas e simbólicas personagens: o Infante D. Henrique, Fernando Pessoa, o capitão Salgueiro Maia ao lado do blindado com que cercou o Quartel do Carmo, etc. Não se assuste: não está a sonhar, nem a sofrer de alucinações, apenas se deu o caso de ter chegado à Cidade dos Templários em pleno Festival das Estátuas Vivas.
Durante um fim de semana alargado este festival que, todos os anos no final do verão, traz a Tomar artistas vindos de Lisboa, Porto ou Barcelona, tornou-se num dos cartazes turísticos de Tomar. A par, claro está, desse peso pesado do turismo luso que é a grandiosa, colorida e movimentada Festa dos Tabuleiros.
Mas, seja de verão ou de inverno, esta cidade merece sempre a sua visita. Passeie na medieval e pitoresca Rua Direita que liga os dois principais jardins da cidade: a Várzea Grande, junto à estação ferroviária e a Várzea Pequena junto ao Parque do Mouchão, à saída para Leiria e ao Hotel dos Templários. Tal como em todas as cidades medievais portuguesas, as duas ruas principais, neste caso a Rua Direita e a Corredoura/Rua Serpa Pinto (reservada aos peões) cruzam-se na praça nobre da cidade, a Praça da República, enobrecida pelos quinhentistas paços do concelho, pela igreja matriz dedicada a São João Baptista e pela estátua do mestre templário Gualdim Pais, fundador de Tomar.
E remate o passeio confortando o corpo e a alma: almoce ou jante à beira do rio Nabão provando os famosos queijos frescos locais, a perdiz ou o frango na púcara, apara além das silercas (cogumelos selvagens), tudo regado com os saborosos vinhos da região; e visite o Convento de Cristo, Património da Humanidade, repositório de artes e estilos, incluindo o manuelino da famosa Janela da Sala do Capítulo e a obra-prima maneirista que é o Claustro dos Filipes.
Escusado será dizer que a forma mais confortável, segura e amiga do ambiente de fazer esta viagem é de comboio, que, além do mais, lhe oferece diversas ligações diretas diárias para Lisboa, com as paisagens da beira-Tejo por companhia.
in CP – Comboios de Portugal
http://estatuasvivas.ipt.pt/festival.asp
Ao Convento de Cristo, ao castelo templário e ao magnífico centro histórico tomarense junta-se um novo motivo de interesse: o Festival das Estátuas Vivas que traz artistas nacionais e estrangeiros a Tomar e anima a cidade durante vários dias. Não perca e venha ver de comboio.
Aproveite as boas ligações ferroviárias de Tomar e venha visitar uma das mais bonitas e bem conservadas cidades portuguesas. O centro histórico está bem conservado e parcialmente reservado aos peões. Numa das colinas que dominam a cidade agigantam-se o Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO, e o castelo fundado pelos monges guerreiros templários. A gastronomia e os vinhos recomendam-se e, a juntar ao grande cartaz turístico da cidade – a Festa dos Tabuleiros – há, uma nova atração estival: o Festival das Estátuas Vivas.
Património da Humanidade
Há monumentos que, sendo extraordinários, são representativos de uma só época ou estilo arquitectónico. Não é este o caso do Convento de Cristo, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Ao longo dos séculos foram-se justapondo diferentes estéticas e influências, desde a fascinante igreja circular de inspiração bizantina e oriental – a Charola, alvo de recente e bem conseguido restauro – até sucessivos claustros que percorrem o gótico, a renascença e o maneirismo. E, sobretudo, esse ponto alto do manuelino que é a famosa Janela da Sala do Capítulo onde, no tempo de D. Manuel I, se gravou toda força e simbolismo do manuelino, com proliferação de elaboradas representações de motivos marítimos, esferas armilares, etc. E das vizinhas muralhas do castelo templário, terá a melhor vista sobre Tomar.
Imagine que chega a Tomar de comboio, desce na estação e, à medida que atravessa o Jardim da Várzea Grande na direção da Praça da República e da Corredoura, vai encontrando pelo caminho as mais inesperadas e simbólicas personagens: o Infante D. Henrique, Fernando Pessoa, o capitão Salgueiro Maia ao lado do blindado com que cercou o Quartel do Carmo, etc. Não se assuste: não está a sonhar, nem a sofrer de alucinações, apenas se deu o caso de ter chegado à Cidade dos Templários em pleno Festival das Estátuas Vivas.
Durante um fim de semana alargado este festival que, todos os anos no final do verão, traz a Tomar artistas vindos de Lisboa, Porto ou Barcelona, tornou-se num dos cartazes turísticos de Tomar. A par, claro está, desse peso pesado do turismo luso que é a grandiosa, colorida e movimentada Festa dos Tabuleiros.
Mas, seja de verão ou de inverno, esta cidade merece sempre a sua visita. Passeie na medieval e pitoresca Rua Direita que liga os dois principais jardins da cidade: a Várzea Grande, junto à estação ferroviária e a Várzea Pequena junto ao Parque do Mouchão, à saída para Leiria e ao Hotel dos Templários. Tal como em todas as cidades medievais portuguesas, as duas ruas principais, neste caso a Rua Direita e a Corredoura/Rua Serpa Pinto (reservada aos peões) cruzam-se na praça nobre da cidade, a Praça da República, enobrecida pelos quinhentistas paços do concelho, pela igreja matriz dedicada a São João Baptista e pela estátua do mestre templário Gualdim Pais, fundador de Tomar.
E remate o passeio confortando o corpo e a alma: almoce ou jante à beira do rio Nabão provando os famosos queijos frescos locais, a perdiz ou o frango na púcara, apara além das silercas (cogumelos selvagens), tudo regado com os saborosos vinhos da região; e visite o Convento de Cristo, Património da Humanidade, repositório de artes e estilos, incluindo o manuelino da famosa Janela da Sala do Capítulo e a obra-prima maneirista que é o Claustro dos Filipes.
Escusado será dizer que a forma mais confortável, segura e amiga do ambiente de fazer esta viagem é de comboio, que, além do mais, lhe oferece diversas ligações diretas diárias para Lisboa, com as paisagens da beira-Tejo por companhia.
in CP – Comboios de Portugal
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Infovini - O Portal do Vinho Português
Infovini-Vinhos de Portugal
Rua de Assis Vaz, 27
4200-096 Porto
Tel.: (+351) 220 931 001
E-mail: infovini@infovini.com
http://www.infovini.com
O Infovini – Vinhos de Portugal é um projecto que tem como objectivo ser o paradigma da utilização da Internet para a divulgação e promoção do vinho português e da cultura do sector, quer a nível nacional quer internacional.
A missão do portal Infovini é a formação de uma comunidade alargada constituída por utilizadores ligados ao sector e consumidores, motivados e capazes de partilhar conhecimentos e experiências relacionadas com o vinho e a sua cultura.
A promoção cuidada do vinho português no canal Internet é fundamental para transmitir uma imagem de inovação e qualidade aliada à tradição e singularidade dos vinhos nacionais. Deste modo, o portal Infovini é um instrumento de marketing indispensável para o sector, abordando de forma segmentada os diferentes tipos de utilizadores, sejam eles profundos conhecedores ou consumidores novatos.
A informação disponível no Infovini permite diferentes níveis de interacção, sempre orientados para a acção e para o conhecimento. Assim, o consumidor iniciado pode esclarecer dúvidas tão diversas como a forma de fazer um vinho do Porto, os aderentes de uma rota na região de Setúbal e o percurso viário para lá chegar, ou a pesquisa de informação sobre uma determinada marca. Uma área de acesso restrito permite a gestão de uma adega virtual, acrescentando comentários pessoais a cada vinho da lista pessoal, bem como a criação de uma lista de eventos ou páginas preferidas. Produtores e engarrafadores têm a possibilidade de interagir com a informação dos seus produtos, disponibilizando notas de prova, informação sobre prémios e fichas técnicas.
Actualmente, o portal Infovini – Vinhos de Portugal, é apoiado financeiramente ao abrigo de um protocolo de colaboração entre o Instituto da Vinha e do Vinho, I.P., o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, I.P. e o INEGI para desenvolvimento e gestão do Portal Infovini.
in Infovini
Rua de Assis Vaz, 27
4200-096 Porto
Tel.: (+351) 220 931 001
E-mail: infovini@infovini.com
http://www.infovini.com
O Infovini – Vinhos de Portugal é um projecto que tem como objectivo ser o paradigma da utilização da Internet para a divulgação e promoção do vinho português e da cultura do sector, quer a nível nacional quer internacional.
A missão do portal Infovini é a formação de uma comunidade alargada constituída por utilizadores ligados ao sector e consumidores, motivados e capazes de partilhar conhecimentos e experiências relacionadas com o vinho e a sua cultura.
A promoção cuidada do vinho português no canal Internet é fundamental para transmitir uma imagem de inovação e qualidade aliada à tradição e singularidade dos vinhos nacionais. Deste modo, o portal Infovini é um instrumento de marketing indispensável para o sector, abordando de forma segmentada os diferentes tipos de utilizadores, sejam eles profundos conhecedores ou consumidores novatos.
A informação disponível no Infovini permite diferentes níveis de interacção, sempre orientados para a acção e para o conhecimento. Assim, o consumidor iniciado pode esclarecer dúvidas tão diversas como a forma de fazer um vinho do Porto, os aderentes de uma rota na região de Setúbal e o percurso viário para lá chegar, ou a pesquisa de informação sobre uma determinada marca. Uma área de acesso restrito permite a gestão de uma adega virtual, acrescentando comentários pessoais a cada vinho da lista pessoal, bem como a criação de uma lista de eventos ou páginas preferidas. Produtores e engarrafadores têm a possibilidade de interagir com a informação dos seus produtos, disponibilizando notas de prova, informação sobre prémios e fichas técnicas.
Actualmente, o portal Infovini – Vinhos de Portugal, é apoiado financeiramente ao abrigo de um protocolo de colaboração entre o Instituto da Vinha e do Vinho, I.P., o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, I.P. e o INEGI para desenvolvimento e gestão do Portal Infovini.
in Infovini
Adegas do Tejo abrem portas e vindimas às visitas
8 e 9 de Setembro 2012
http://cvrtejo.pt
Programa: http://cvrtejo.pt/dlds/Programa_Portas_Abertas_Tejo_2012.pdf
Vários produtores do Tejo vão abrir as portas das suas adegas para receber visitantes. Durante dois dias, poder-se-á vindimar e participar nas várias actividades organizadas pelos produtores.
A Comissão Vitivinícola do Tejo volta a lançar este ano uma iniciativa que irá levar turistas e apreciadores das artes do vinho a visitarem as adegas do Tejo e a participarem em todo o processo da vindima nos dias 8 e 9 de Setembro. São esperados mais de dois mil participantes.
Vinte produtores da região Tejo aliaram-se ao projecto e apresentaram várias propostas de animação. Para os dois dias de iniciativa está já reservado um leque de actividades. Vão poder fazer-se provas de vinhos, de mostos e doces regionais, passeios de charrete e tractor, participar em almoços nas adegas e assistir a vários espectáculos.
Nesta edição do Portas Abertas do Tejo, os visitantes vão receber algumas ofertas especiais e terão também direito a vários descontos na compra de vinhos nas lojas dos produtores que fazem parte desta iniciativa.
“De ano para ano, verificámos que os produtores aderentes encaram esta acção com entusiasmo renovado e preparam programas de actividades cada vez mais completos e criativos, pensados para cativar e aproximar as diferentes gerações de visitantes das tradições e da cultura do vinho”, disse José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, em comunicado.
Adegas participantes
Agro Batoréu, Alveirão, Casa Cadaval, Casa Paciência, Casal do Conde, Companhia das Lezírias, Falua, Fiúza & Bright, Herdade dos Templários, João Barbosa, Pinhal da Torre, Quinta da Alorna, Quinta da Lapa, Quinta da Ribeirinha, Quinta do Falcão, Quinta Vale de Fornos, Quinta Vale do Armo, Quinta da Lagoalva, Quinta da Atela Pinhal da Torre (Alpiarça), Quinta da Ribeirinha (Santarém), Herdade dos Templários (Tomar), João M Barbosa Vinhos (Rio Maior) e Casal Cadaval (Muge) são alguns dos vinte nomes que fazem parte da lista dos produtores participantes desta edição.
in Fugas
http://cvrtejo.pt
Programa: http://cvrtejo.pt/dlds/Programa_Portas_Abertas_Tejo_2012.pdf
Vários produtores do Tejo vão abrir as portas das suas adegas para receber visitantes. Durante dois dias, poder-se-á vindimar e participar nas várias actividades organizadas pelos produtores.
A Comissão Vitivinícola do Tejo volta a lançar este ano uma iniciativa que irá levar turistas e apreciadores das artes do vinho a visitarem as adegas do Tejo e a participarem em todo o processo da vindima nos dias 8 e 9 de Setembro. São esperados mais de dois mil participantes.
Vinte produtores da região Tejo aliaram-se ao projecto e apresentaram várias propostas de animação. Para os dois dias de iniciativa está já reservado um leque de actividades. Vão poder fazer-se provas de vinhos, de mostos e doces regionais, passeios de charrete e tractor, participar em almoços nas adegas e assistir a vários espectáculos.
Nesta edição do Portas Abertas do Tejo, os visitantes vão receber algumas ofertas especiais e terão também direito a vários descontos na compra de vinhos nas lojas dos produtores que fazem parte desta iniciativa.
“De ano para ano, verificámos que os produtores aderentes encaram esta acção com entusiasmo renovado e preparam programas de actividades cada vez mais completos e criativos, pensados para cativar e aproximar as diferentes gerações de visitantes das tradições e da cultura do vinho”, disse José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, em comunicado.
Adegas participantes
Agro Batoréu, Alveirão, Casa Cadaval, Casa Paciência, Casal do Conde, Companhia das Lezírias, Falua, Fiúza & Bright, Herdade dos Templários, João Barbosa, Pinhal da Torre, Quinta da Alorna, Quinta da Lapa, Quinta da Ribeirinha, Quinta do Falcão, Quinta Vale de Fornos, Quinta Vale do Armo, Quinta da Lagoalva, Quinta da Atela Pinhal da Torre (Alpiarça), Quinta da Ribeirinha (Santarém), Herdade dos Templários (Tomar), João M Barbosa Vinhos (Rio Maior) e Casal Cadaval (Muge) são alguns dos vinte nomes que fazem parte da lista dos produtores participantes desta edição.
in Fugas
terça-feira, 4 de setembro de 2012
'Não Deixe os Lobos Sem Abrigo/Don't Let our Wolves Become Homeless
http://lobo.fc.ul.pt
http://twitter.com/GrupoLobo
Faltam somente 26 dias para terminar a campanha internacional de financiamento colectivo (crowdfunding) ''Não Deixe os Lobos Sem Abrigo/Don't Let our Wolves Become Homeless"' lançada pelo Grupo Lobo para aquisição dos terrenos onde o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) tem estado localizado nos últimos 25 anos.
Apesar do trabalho desta instituição em prol da conservação do Lobo Ibérico ser amplamente reconhecido (recebeu diversos prémios nacionais e internacionais, como o prémio BES Biodiversidade e o Ford Motor Company Award), se não conseguir adquirir os 17 hectares de terreno onde está localizado o CRLI este será forçado a fechar as instalações, colocando em risco a continuidade de um trabalho de referência e os próprios lobos do Centro, conferindo dramatismo ao apelo desta organização.
Ainda que o total das contribuições realizadas até ao momento já tenha ultrapassado os 32.000 dólares (batendo o recorde de projectos portugueses apresentados em portais de crowdfunding), restam pouco mais de 3 semanas para se atingir os 250.000 dólares estabelecidos pelo Grupo Lobo como objectivo da campanha e que lhe permitirá cobrir a totalidade dos custos associados à necessária compra dos terrenos do CRLI, pelo que é urgente contribuir e divulgar a página da campanha.
Obrigado e agradecemos a mais ampla divulgação da campanha.
Rui Borralho - Naturlink
“Don’t let our wolves become homeless” is a campaign to raise money to buy the 17-hectare site on which the Iberian Wolf Recovery Center (IWRC) has stood for the last 25 years. Today, the survival of the Center is at risk and depends entirely on the purchase of this land. If we don't reach the necessary target, we risk having to find another site to start all over again.
Your contribution is critical for the continuation of this project. By having your support we can provide rescued wolves with a safe and natural habitat and create a new future for this fascinating predator.
JOIN the IWRC PACK!
Grupo Lobo, the responsible for the IWRC, is an independent non-profit NGO founded in 1985. Grupo Lobo works to conserve the Iberian wolf (Canis lupus signatus) and its habitat in Portugal, where the wolf population has been declining for many decades. Grupo Lobo's mission is to provide accurate and updated information about the wolf, to contribute to the development of scientific studies about the species, to educate and to raise awareness among the general public of the importance of this predator and promote practical conservation measures that increase coexistence between man and wolf.
The work of Grupo Lobo has been recognized nationally and internationally by being awarded with several prizes such as:
The IWRC
In 1987, Grupo Lobo created the Iberian Wolf Recovery Center (IWRC), aiming to provide a suitable environment for wolves that cannot live in the wild – giving wolves that have been rescued from inappropriate captivity, or are injured or disabled, a safe and secure sanctuary. The IWRC is located in central Portugal, in Picão (Mafra), about 30km from the Portuguese capital of Lisbon.
Now 25 years old, the Iberian Wolf Recovery Center, has already received more than 100,000 visitors from around the world. The Center has a volunteer program for those, over the age of 18, interested in wildlife conservation. It also has an adoption program that enables people to adopt one or more wolves, helping to keep them in excellent conditions that mimic their environment in the wild.
What We Need & What You Get
Buying the site of the Iberian Wolf Recovery Center, to allow the wolves to have a permanent home, is of critical importance to Grupo Lobo. The IWRC is extremely important in terms of wolf conservation as it not only provides the rescued wolves with a safe home but also allows scientists and the general public to get to know this important predator in as near-to-natural conditions as possible.
We need your help to raise the funds - $250,000 – which are required to buy the land for the wolves. You can make the difference and be part of the pack that will save this endangered species!
Grupo Lobo urges you all to contribute towards the purchase of this important site. Any donation, however small, will helps us and can make a difference - together we can win this fight. We have a number of cool perks for you! Be part of our project and help us to save the wolves.
Our wolves count on your support!
The Impact
With your help we will continue our mission, making a decisive contribution to the conservation of the Iberian wolf, a unique subspecies and a noble and fascinating animal which is the focus of so many traditions, myths and fables throughout the world.
The wolves that find refuge here play an important role in raising awareness of the wolf’s plight and contribute to the conservation of the species, being true ambassadors of wolves in the wild. Every year, thousands of people have their first glimpse of a wolf in the Centre, and are made aware of the dangers that this species faces in the wild under the constant threat of extinction in Portugal.
Other Ways You Can Help
Even if you can't make a donation, you can still contribute to this cause and make the difference by spreading the word:
in Help the Iberian Wolf
http://twitter.com/GrupoLobo
Faltam somente 26 dias para terminar a campanha internacional de financiamento colectivo (crowdfunding) ''Não Deixe os Lobos Sem Abrigo/Don't Let our Wolves Become Homeless"' lançada pelo Grupo Lobo para aquisição dos terrenos onde o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) tem estado localizado nos últimos 25 anos.
Apesar do trabalho desta instituição em prol da conservação do Lobo Ibérico ser amplamente reconhecido (recebeu diversos prémios nacionais e internacionais, como o prémio BES Biodiversidade e o Ford Motor Company Award), se não conseguir adquirir os 17 hectares de terreno onde está localizado o CRLI este será forçado a fechar as instalações, colocando em risco a continuidade de um trabalho de referência e os próprios lobos do Centro, conferindo dramatismo ao apelo desta organização.
Ainda que o total das contribuições realizadas até ao momento já tenha ultrapassado os 32.000 dólares (batendo o recorde de projectos portugueses apresentados em portais de crowdfunding), restam pouco mais de 3 semanas para se atingir os 250.000 dólares estabelecidos pelo Grupo Lobo como objectivo da campanha e que lhe permitirá cobrir a totalidade dos custos associados à necessária compra dos terrenos do CRLI, pelo que é urgente contribuir e divulgar a página da campanha.
Obrigado e agradecemos a mais ampla divulgação da campanha.
Rui Borralho - Naturlink
“Don’t let our wolves become homeless” is a campaign to raise money to buy the 17-hectare site on which the Iberian Wolf Recovery Center (IWRC) has stood for the last 25 years. Today, the survival of the Center is at risk and depends entirely on the purchase of this land. If we don't reach the necessary target, we risk having to find another site to start all over again.
Your contribution is critical for the continuation of this project. By having your support we can provide rescued wolves with a safe and natural habitat and create a new future for this fascinating predator.
JOIN the IWRC PACK!
Grupo Lobo, the responsible for the IWRC, is an independent non-profit NGO founded in 1985. Grupo Lobo works to conserve the Iberian wolf (Canis lupus signatus) and its habitat in Portugal, where the wolf population has been declining for many decades. Grupo Lobo's mission is to provide accurate and updated information about the wolf, to contribute to the development of scientific studies about the species, to educate and to raise awareness among the general public of the importance of this predator and promote practical conservation measures that increase coexistence between man and wolf.
The work of Grupo Lobo has been recognized nationally and internationally by being awarded with several prizes such as:
- 1987 – An honorable mention in the international competition The Rolex Awards for Enterprise, with the Signatus Project
- 2001 – Joint 1st prize of the “Ford Motor Company Award” for Conservation and Environment
- 2010 – 1st prize BES Biodiversity Award, with the project “Keep the wolf in Portugal - from theory to practice”
The IWRC
In 1987, Grupo Lobo created the Iberian Wolf Recovery Center (IWRC), aiming to provide a suitable environment for wolves that cannot live in the wild – giving wolves that have been rescued from inappropriate captivity, or are injured or disabled, a safe and secure sanctuary. The IWRC is located in central Portugal, in Picão (Mafra), about 30km from the Portuguese capital of Lisbon.
Now 25 years old, the Iberian Wolf Recovery Center, has already received more than 100,000 visitors from around the world. The Center has a volunteer program for those, over the age of 18, interested in wildlife conservation. It also has an adoption program that enables people to adopt one or more wolves, helping to keep them in excellent conditions that mimic their environment in the wild.
What We Need & What You Get
Buying the site of the Iberian Wolf Recovery Center, to allow the wolves to have a permanent home, is of critical importance to Grupo Lobo. The IWRC is extremely important in terms of wolf conservation as it not only provides the rescued wolves with a safe home but also allows scientists and the general public to get to know this important predator in as near-to-natural conditions as possible.
We need your help to raise the funds - $250,000 – which are required to buy the land for the wolves. You can make the difference and be part of the pack that will save this endangered species!
Grupo Lobo urges you all to contribute towards the purchase of this important site. Any donation, however small, will helps us and can make a difference - together we can win this fight. We have a number of cool perks for you! Be part of our project and help us to save the wolves.
Our wolves count on your support!
The Impact
With your help we will continue our mission, making a decisive contribution to the conservation of the Iberian wolf, a unique subspecies and a noble and fascinating animal which is the focus of so many traditions, myths and fables throughout the world.
The wolves that find refuge here play an important role in raising awareness of the wolf’s plight and contribute to the conservation of the species, being true ambassadors of wolves in the wild. Every year, thousands of people have their first glimpse of a wolf in the Centre, and are made aware of the dangers that this species faces in the wild under the constant threat of extinction in Portugal.
Other Ways You Can Help
Even if you can't make a donation, you can still contribute to this cause and make the difference by spreading the word:
- Please talk about this campaign with your family, friends, colleagues... everyone!
- Tell them that every $5 will help the wolves have a home for life.
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- Visit our website http://lobo.fc.ul.pt
- Become a friend of Grupo Lobo at Facebook
- Follow us on Twitter
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in Help the Iberian Wolf
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Bolo de Água
Ingredientes
6 ovos
8 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de azeite
380g de açúcar
250g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
Preparação
Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Untar uma forma de chaminé com margarina e polvilhar com farinha. Reservar.
Começar por separar as gemas das claras. Bater as claras em castelo firme e reservar.
Noutra taça bater as gemas juntamente com a água. Adicionar o açúcar e o azeite e voltar a bater muito bem. Juntar a farinha juntamente com o fermento e envolver até estar bem misturado. Ir acrescentando colheradas das claras em castelo e mexer delicadamente de baixo para cima, sem bater. Quando a mistura estiver homogénea e fofa, colocar na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos. Verificar a cozedura com um palito, retirar e desenformar.
in As Receitas Lá de Casa
6 ovos
8 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de azeite
380g de açúcar
250g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
Preparação
Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Untar uma forma de chaminé com margarina e polvilhar com farinha. Reservar.
Começar por separar as gemas das claras. Bater as claras em castelo firme e reservar.
Noutra taça bater as gemas juntamente com a água. Adicionar o açúcar e o azeite e voltar a bater muito bem. Juntar a farinha juntamente com o fermento e envolver até estar bem misturado. Ir acrescentando colheradas das claras em castelo e mexer delicadamente de baixo para cima, sem bater. Quando a mistura estiver homogénea e fofa, colocar na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos. Verificar a cozedura com um palito, retirar e desenformar.
in As Receitas Lá de Casa
A de Água
Gerês, Vidago, Caramulo, Luso, Serra de São Mamede, Monchique, Marão, Serra da Estrela... Ficaríamos um dia inteiro a falar destes e de outros locais que bem poderiam tornar Portugal num autêntico roteiro da água. Ainda assim, a água é um componente tão básico da nossa alimentação que, na maioria dos dias, nos esquecemos dela.
As recomendações existentes para a ingestão diária de água (2l e 2,5l para mulheres e homens, respectivamente) parecem, à primeira vista, inatingíveis, desmotivando-nos para o seu consumo - “se não consigo beber isso tudo, nem vale a pena tentar”. Esqueçamos as recomendações e foquemos a nossa atenção na criação de estímulos que nos permitam beber mais água do que actualmente. Um bom exemplo é a recente moda de ingerir um ou vários copos de água em jejum. Quente, fria, morna, com um dente de alho, com gotas de laranja e limão, de tudo se apregoa com vista a “desintoxicar” o nosso organismo ou a fazer uma “activação geral” do mesmo.
Independentemente do que adicionar, o importante é que pura e simplesmente beba água porque durante o sono ocorrem perdas hídricas significativas pela respiração e, ao acordar, mais do que pedir que o “desintoxique”, o organismo pede que o hidrate. Deste modo, a ingestão de água logo pela manhã deve ser tornada uma rotina tal como é o duche e o pequeno-almoço. Uma outra rotina matinal fundamental para a monitorização do seu estado de hidratação é a vigilância da cor da urina, que deve ser o mais próxima possível da “cor” da própria água (ou seja, incolor ou transparente). Para que tal ocorra, a ingestão de alimentos ricos em água - como fruta e legumes, sopas, ensopados e arrozadas - ajuda, mas não é suficiente. Temos de encarar a água da mesma maneira que o telemóvel ou a carteira, sem os quais nos sentimos “despidos” quando nos esquecemos deles em casa. No carro, na secretária ou na carteira, a água tem de estar lá para criarmos mais um estímulo à sua ingestão.
Pode parecer um pormenor insignificante, mas muitos dos “mini-problemas” que nos dificultam o dia de trabalho não são mais do que sintomas de desidratação. Se pensarmos que, apesar de ocupar apenas 2% do nosso peso corporal, o cérebro recebe 20% do nosso fluxo sanguíneo, constatamos que uma diminuição desse fluxo (como acontece quando estamos desidratados) o deixa a funcionar a “meio-gás” e como tal as dores de cabeça, o cansaço e as dificuldades de concentração podem ser simplesmente resolvidos com um (ou vários) copo(s) de água à nossa frente.
Portugal tem um cardápio fantástico quando falamos em água, sendo a nossa riqueza hidromineral reconhecida historicamente. Muitas vezes só lhe damos o devido valor quando cruzamos a fronteira e desde logo sentimos que aquela não é a “nossa” água. Por isso, “faça as pazes” com a água e passe mais tempo com ela durante o dia.
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
As recomendações existentes para a ingestão diária de água (2l e 2,5l para mulheres e homens, respectivamente) parecem, à primeira vista, inatingíveis, desmotivando-nos para o seu consumo - “se não consigo beber isso tudo, nem vale a pena tentar”. Esqueçamos as recomendações e foquemos a nossa atenção na criação de estímulos que nos permitam beber mais água do que actualmente. Um bom exemplo é a recente moda de ingerir um ou vários copos de água em jejum. Quente, fria, morna, com um dente de alho, com gotas de laranja e limão, de tudo se apregoa com vista a “desintoxicar” o nosso organismo ou a fazer uma “activação geral” do mesmo.
Independentemente do que adicionar, o importante é que pura e simplesmente beba água porque durante o sono ocorrem perdas hídricas significativas pela respiração e, ao acordar, mais do que pedir que o “desintoxique”, o organismo pede que o hidrate. Deste modo, a ingestão de água logo pela manhã deve ser tornada uma rotina tal como é o duche e o pequeno-almoço. Uma outra rotina matinal fundamental para a monitorização do seu estado de hidratação é a vigilância da cor da urina, que deve ser o mais próxima possível da “cor” da própria água (ou seja, incolor ou transparente). Para que tal ocorra, a ingestão de alimentos ricos em água - como fruta e legumes, sopas, ensopados e arrozadas - ajuda, mas não é suficiente. Temos de encarar a água da mesma maneira que o telemóvel ou a carteira, sem os quais nos sentimos “despidos” quando nos esquecemos deles em casa. No carro, na secretária ou na carteira, a água tem de estar lá para criarmos mais um estímulo à sua ingestão.
Pode parecer um pormenor insignificante, mas muitos dos “mini-problemas” que nos dificultam o dia de trabalho não são mais do que sintomas de desidratação. Se pensarmos que, apesar de ocupar apenas 2% do nosso peso corporal, o cérebro recebe 20% do nosso fluxo sanguíneo, constatamos que uma diminuição desse fluxo (como acontece quando estamos desidratados) o deixa a funcionar a “meio-gás” e como tal as dores de cabeça, o cansaço e as dificuldades de concentração podem ser simplesmente resolvidos com um (ou vários) copo(s) de água à nossa frente.
Portugal tem um cardápio fantástico quando falamos em água, sendo a nossa riqueza hidromineral reconhecida historicamente. Muitas vezes só lhe damos o devido valor quando cruzamos a fronteira e desde logo sentimos que aquela não é a “nossa” água. Por isso, “faça as pazes” com a água e passe mais tempo com ela durante o dia.
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
domingo, 2 de setembro de 2012
As imagens da semana
Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Ricardo Reis, in Odes
Heterónimo de Fernando Pessoa
sábado, 1 de setembro de 2012
As surpresas da semana
1 - A piscina do hotel The Yeatman, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, foi considerada uma das 12 mais bonitas a nível mundial, capaz de "dar a volta à cabeça" a quem por lá passa. A escolha é da revista Condé Nast Traveler, a mais importante publicação de turismo e lazer do mundo.
2 - O novo "Moura Encantada" vai andar a passear de Castelo Branco até Cedillo. O barco chega ao cais no início de Setembro e junta-se ao "Balcón del Tajo", uma embarcação que já oferecia o mesmo percurso.
3 - Amostra: Cabelos estragados, desvitalizados, baços, ásperos e pontas espigadas, diz-lhe alguma coisa? A pensar nas nossas fãs, temos 10.000 kits de amostras TR5 para oferecer. Peça já a sua.
4 - A colecção de arte que Oliveira e Costa, antigo presidente do grupo BPN/SLN, acumulou secretamente durante vários anos, e que vale mais de 85 milhões de euros, vai ser exibida ao público no início de 2013, antes da realização de um grande leilão mundial destinado a vender todas as obras. Os famosos quadros do pintor espanhol Joan Miró, que ficaram na posse do Estado desde a nacionalização do banco, vão ser expostos no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
5 - Maçons desconfiam de infiltração no sistema informático. 1500 nomes tornados públicos. “Alguém se infiltrou”, admite António Arnaut
6 - Promoção Conforama: até – 30% de desconto em Têxtil Cama.
7 - Jogos Paraolímpicos 2012. Nadadora Simone Fragoso consegue o seu melhor resultado de sempre
8 - Uma artista paraplégica conseguiu fazer mergulho graças ao protótipo de uma cadeira de rodas subaquática. A performance acrobática de Sue Austin será uma das atrações da Olimpíada Cultural, evento paralelo aos Jogos Paralímpicos deste ano. 'Creating the Spectacle!' Online - Part 1 - Finding Freedom
9 - Promoção Foreva - Coleção Senhora /Outono/Inverno'12: Na compra de um artigo da nova coleção de valor igual ou superior a 80€ oferecem umas sandálias à escolha entre os três modelos.
10 - Belas Flores de Cortiça
11 - This video will show you many wine cork craft ideas, you can make, cork board, serving tray, bird house, trivet, key chain, floating key chain, napkin holder, cork box, candle holder and many other ideas, this is a great way to recycle wine corks and make something useful for your house.
12 - Passatempo: a Smiling Toys vai oferecer um caderno e uma caneta das Paper Doll Mate (participa até 15 Setembro 2012).
13 - Os animais são também o apoio emocional de muita gente que de outra forma estaria muito mais só e desamparada. Facilitar o acesso à saúde dos animais é mais uma forma de gerar bem-estar na nossa sociedade. Um bom exemplo vindo do Brasil que deveríamos implementar rapidamente. Hospital de cães e gatos está a todo vapor.
14 - Suécia ensina respeito pelos animais às crianças
15 - Descubra a nova aplicação “Calendário de ciclos Clearblue”. Transfira-a para o seu computador e comece a usá-la imediatamente - quer pretenda engravidar, quer queira simplesmente entender os seus ciclos.
16 - Bebés de parto normal têm níveis de QI mais altos do que os de cesariana
17 - Um estudo na Islândia mostra que, a cada ano que passa, os espermatozóides do pai têm, em média, mais duas mutações novas no seu genoma que transmitem aos filhos
18 - Vales de desconto da KFC Portugal
19 - Dormir em mosteiros (III): Carmelo de Bande
20 - Os resultados de uma pesquisa que antecedeu a assembleia de padres da Diocese da Guarda realizada em maio criticam as manifestações de posse de bens materiais de alguns sacerdotes e pedem ao clero que reforce a sua espiritualidade.
2 - O novo "Moura Encantada" vai andar a passear de Castelo Branco até Cedillo. O barco chega ao cais no início de Setembro e junta-se ao "Balcón del Tajo", uma embarcação que já oferecia o mesmo percurso.
3 - Amostra: Cabelos estragados, desvitalizados, baços, ásperos e pontas espigadas, diz-lhe alguma coisa? A pensar nas nossas fãs, temos 10.000 kits de amostras TR5 para oferecer. Peça já a sua.
4 - A colecção de arte que Oliveira e Costa, antigo presidente do grupo BPN/SLN, acumulou secretamente durante vários anos, e que vale mais de 85 milhões de euros, vai ser exibida ao público no início de 2013, antes da realização de um grande leilão mundial destinado a vender todas as obras. Os famosos quadros do pintor espanhol Joan Miró, que ficaram na posse do Estado desde a nacionalização do banco, vão ser expostos no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
5 - Maçons desconfiam de infiltração no sistema informático. 1500 nomes tornados públicos. “Alguém se infiltrou”, admite António Arnaut
6 - Promoção Conforama: até – 30% de desconto em Têxtil Cama.
7 - Jogos Paraolímpicos 2012. Nadadora Simone Fragoso consegue o seu melhor resultado de sempre
8 - Uma artista paraplégica conseguiu fazer mergulho graças ao protótipo de uma cadeira de rodas subaquática. A performance acrobática de Sue Austin será uma das atrações da Olimpíada Cultural, evento paralelo aos Jogos Paralímpicos deste ano. 'Creating the Spectacle!' Online - Part 1 - Finding Freedom
9 - Promoção Foreva - Coleção Senhora /Outono/Inverno'12: Na compra de um artigo da nova coleção de valor igual ou superior a 80€ oferecem umas sandálias à escolha entre os três modelos.
10 - Belas Flores de Cortiça
11 - This video will show you many wine cork craft ideas, you can make, cork board, serving tray, bird house, trivet, key chain, floating key chain, napkin holder, cork box, candle holder and many other ideas, this is a great way to recycle wine corks and make something useful for your house.
12 - Passatempo: a Smiling Toys vai oferecer um caderno e uma caneta das Paper Doll Mate (participa até 15 Setembro 2012).
13 - Os animais são também o apoio emocional de muita gente que de outra forma estaria muito mais só e desamparada. Facilitar o acesso à saúde dos animais é mais uma forma de gerar bem-estar na nossa sociedade. Um bom exemplo vindo do Brasil que deveríamos implementar rapidamente. Hospital de cães e gatos está a todo vapor.
14 - Suécia ensina respeito pelos animais às crianças
15 - Descubra a nova aplicação “Calendário de ciclos Clearblue”. Transfira-a para o seu computador e comece a usá-la imediatamente - quer pretenda engravidar, quer queira simplesmente entender os seus ciclos.
16 - Bebés de parto normal têm níveis de QI mais altos do que os de cesariana
17 - Um estudo na Islândia mostra que, a cada ano que passa, os espermatozóides do pai têm, em média, mais duas mutações novas no seu genoma que transmitem aos filhos
18 - Vales de desconto da KFC Portugal
19 - Dormir em mosteiros (III): Carmelo de Bande
20 - Os resultados de uma pesquisa que antecedeu a assembleia de padres da Diocese da Guarda realizada em maio criticam as manifestações de posse de bens materiais de alguns sacerdotes e pedem ao clero que reforce a sua espiritualidade.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Número solidário ALAAR
760 303 160 (0.60 eur + IVA)
Ajude esta causa!
ALAAR - Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
Tlm: 962 323 356
alaarpl@gmail.com
www.alaar.com
Com o Verão e as férias, muitos esquecem-se de dar a sua pequena contribuição aos animais da ALAAR, o que se tem reflectido no reduzido número de chamadas que temos recebido para o Nº Solidário...
No entanto, as despesas com os nossos patudos são tantas ou mais do que nos outros meses...!
Temos gastos com a alimentação, manutenção e higiene do abrigo, desparasitações (muito importantes nesta altura do ano), esterilizações e outras despesas de saúde.
Tendo em conta que a ALAAR sobrevive apenas de donativos, o valor angariado com as chamadas para o 760 303 160 tem sido fundamental para o equilíbrio das contas mensais desta associação.
Por isso, pedimos que não se esqueçam dos patudos da ALAAR que precisam de uma pequenina ajuda de cada um de vós.
Liguem 760 303 160 tantas vezes quanto possível e divulguem este número.
Temos 300 chamadas até ao momento. Ajudem-nos a chegar pelo menos às 600...!
Obrigado!
in Newsletter ALAAR (27.08.2012)
Ajude esta causa!
ALAAR - Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
Tlm: 962 323 356
alaarpl@gmail.com
www.alaar.com
Com o Verão e as férias, muitos esquecem-se de dar a sua pequena contribuição aos animais da ALAAR, o que se tem reflectido no reduzido número de chamadas que temos recebido para o Nº Solidário...
No entanto, as despesas com os nossos patudos são tantas ou mais do que nos outros meses...!
Temos gastos com a alimentação, manutenção e higiene do abrigo, desparasitações (muito importantes nesta altura do ano), esterilizações e outras despesas de saúde.
Tendo em conta que a ALAAR sobrevive apenas de donativos, o valor angariado com as chamadas para o 760 303 160 tem sido fundamental para o equilíbrio das contas mensais desta associação.
Por isso, pedimos que não se esqueçam dos patudos da ALAAR que precisam de uma pequenina ajuda de cada um de vós.
Liguem 760 303 160 tantas vezes quanto possível e divulguem este número.
Temos 300 chamadas até ao momento. Ajudem-nos a chegar pelo menos às 600...!
Obrigado!
in Newsletter ALAAR (27.08.2012)
População mundial poderá ter de tornar-se quase vegetariana para lidar com a falta de alimentos
Aceda ao Relatório “Feeding a thirsty world: Challenges and opportunities for a water and food secure world” na íntegra
Em 2050 a água disponível para a produção de alimentos só será suficiente para garantir uma alimentação que inclua apenas 5% de calorias provenientes de alimentos de origem animal - cuja produção exige 10 vezes mais água do que a dos alimentos de origem vegetal - em vez dos 20% atuais.
O Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Stockholm International Water Institute - SIWI) produziu um relatório sobre as tendências futuras no que toca a disponibilidade de água para a produção de alimentos e as suas consequências para a Humanidade num contexto de uma população em crescimento.
O documento intitulado “Alimentando um mundo sequioso: Desafios e oportunidades para um mundo seguro quanto à água e alimentos”, foi dado a conhecer pouco antes do início da Semana Mundial da Água em Estocolmo, um evento organizado pelo SIWI anualmente e cujo “tiro de partida” teve lugar ontem.
Os especialistas que elaboraram o relatório alertam que, à medida que a quantidade de água disponível para a produção de alimentos se tornar cada vez menor e a população humana continuar a crescer, uma das soluções para garantir que haverá alimento para todos passará pela alteração dos comportamentos alimentares.
Segundo os autores da análise agora dada a conhecer “Não existirá água suficientes nas atuais terras cultivadas para produzir alimento para a população estimada em 9 mil milhões em 2050, se se mantiverem as atuais tendências e alterações nas dietas para se tornarem cada vez mais semelhantes ao que é comum nas nações ocidentais”.
Os especialistas são perentórios quando à realidade mundial daqui a pouco menos de quatro décadas “A água disponível será suficiente, “à justa”, se a proporção de alimentos de origem animal [na dieta] se limitar a 5% do total de calorias e as faltas de água a nível regional forem resolvidas por meio de um … sistema de comércio de alimentos de confiança”.
Atualmente, os produtos de origem animal fornecem cerca de 20% das calorias da dieta de um humano, mas é insustentável a longo prazo manter estes níveis de consumo deste tipo de alimentos, uma vez que uma dieta deste tipo implica o consumo de 10 vez mais água que uma dieta vegetariana.
Por outro lado, verifica-se que cerca de um terço da área de terrenos agrícolas a nível mundial é usada para o cultivo de alimentos para animais, algo que será insustentável no futuro. No relatório pode ler-se “Novecentos milhares de pessoas já passam fome e 2 mil milhões de pessoas estão mal-nutridas apesar do facto da produção de alimento per capita continuar a aumentar (…) Com 70% de toda a água disponível a ser utilizada na agricultura, o cultivo de mais alimento para alimentar mais 2 mil milhões de pessoas em 2050 colocará mais pressão sobre a água e a terra”.
No entanto, a questão da segurança alimentar vai-se tornar um problema importante já daqui a 5 anos, segundo a ONU e a Oxfam, que preveem a ocorrência de uma nova crise alimentar. A preocupação é sobretudo com os países da América Latina, Norte de África e Médio Oriente que importam uma considerável parte dos alimentos que consomem e que não poderão pagar os alimentos cujo preço de mercado tem subido de forma acentuada – desde o fim de junho o preço do milho e trigo aumentarem 50% nos mercados internacionais devido à seca nos EUA e Rússia, e às fracas monções na Ásia.
in Naturlink
Em 2050 a água disponível para a produção de alimentos só será suficiente para garantir uma alimentação que inclua apenas 5% de calorias provenientes de alimentos de origem animal - cuja produção exige 10 vezes mais água do que a dos alimentos de origem vegetal - em vez dos 20% atuais.
O Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Stockholm International Water Institute - SIWI) produziu um relatório sobre as tendências futuras no que toca a disponibilidade de água para a produção de alimentos e as suas consequências para a Humanidade num contexto de uma população em crescimento.
O documento intitulado “Alimentando um mundo sequioso: Desafios e oportunidades para um mundo seguro quanto à água e alimentos”, foi dado a conhecer pouco antes do início da Semana Mundial da Água em Estocolmo, um evento organizado pelo SIWI anualmente e cujo “tiro de partida” teve lugar ontem.
Os especialistas que elaboraram o relatório alertam que, à medida que a quantidade de água disponível para a produção de alimentos se tornar cada vez menor e a população humana continuar a crescer, uma das soluções para garantir que haverá alimento para todos passará pela alteração dos comportamentos alimentares.
Segundo os autores da análise agora dada a conhecer “Não existirá água suficientes nas atuais terras cultivadas para produzir alimento para a população estimada em 9 mil milhões em 2050, se se mantiverem as atuais tendências e alterações nas dietas para se tornarem cada vez mais semelhantes ao que é comum nas nações ocidentais”.
Os especialistas são perentórios quando à realidade mundial daqui a pouco menos de quatro décadas “A água disponível será suficiente, “à justa”, se a proporção de alimentos de origem animal [na dieta] se limitar a 5% do total de calorias e as faltas de água a nível regional forem resolvidas por meio de um … sistema de comércio de alimentos de confiança”.
Atualmente, os produtos de origem animal fornecem cerca de 20% das calorias da dieta de um humano, mas é insustentável a longo prazo manter estes níveis de consumo deste tipo de alimentos, uma vez que uma dieta deste tipo implica o consumo de 10 vez mais água que uma dieta vegetariana.
Por outro lado, verifica-se que cerca de um terço da área de terrenos agrícolas a nível mundial é usada para o cultivo de alimentos para animais, algo que será insustentável no futuro. No relatório pode ler-se “Novecentos milhares de pessoas já passam fome e 2 mil milhões de pessoas estão mal-nutridas apesar do facto da produção de alimento per capita continuar a aumentar (…) Com 70% de toda a água disponível a ser utilizada na agricultura, o cultivo de mais alimento para alimentar mais 2 mil milhões de pessoas em 2050 colocará mais pressão sobre a água e a terra”.
No entanto, a questão da segurança alimentar vai-se tornar um problema importante já daqui a 5 anos, segundo a ONU e a Oxfam, que preveem a ocorrência de uma nova crise alimentar. A preocupação é sobretudo com os países da América Latina, Norte de África e Médio Oriente que importam uma considerável parte dos alimentos que consomem e que não poderão pagar os alimentos cujo preço de mercado tem subido de forma acentuada – desde o fim de junho o preço do milho e trigo aumentarem 50% nos mercados internacionais devido à seca nos EUA e Rússia, e às fracas monções na Ásia.
in Naturlink
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
A arqueolojista
http://www.arqueolojista.com
Para alegria de todos os lisboetas, turistas e público em geral, a arqueolojista está de volta à cidade, após prolongada e sentida ausência. A menina que desencanta e dá a conhecer, com fotos e textos muito bem apanhados, as velhas lojas de Lisboa e as personagens que as habitam, está de regresso à estrada. Que é como quem diz aos becos e calçadas, às praças e largos, às ruelas e travessas, aos pátios e vilas, desta Lisboa que ela ama. E nós agradecemos.
in Lifecooler
Para alegria de todos os lisboetas, turistas e público em geral, a arqueolojista está de volta à cidade, após prolongada e sentida ausência. A menina que desencanta e dá a conhecer, com fotos e textos muito bem apanhados, as velhas lojas de Lisboa e as personagens que as habitam, está de regresso à estrada. Que é como quem diz aos becos e calçadas, às praças e largos, às ruelas e travessas, aos pátios e vilas, desta Lisboa que ela ama. E nós agradecemos.
in Lifecooler
Minas do Lousal - Grândola
Museu Mineiro do Lousal
Telf.: 269508160
Horário: das 10h às 17h (encerra à segunda-feira)
Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas por escolas e crianças até aos 10 anos não pagam.
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.
O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.
O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.
Antes dos dinossauros
O Lousal fica actualmente a 40 quilómetros da costa, em linha recta mas há 360 milhões de anos era um oceano de potentes vulcões, aos quais se associaram fenómenos de hidrotermalismo responsáveis pela génese dos depósitos de sulfuretos.
A exploração mineira moderna iniciou-se em 1900 e durou até 1988. Na década de 90, a proprietária Sapec e a Câmara Municipal de Grândola criaram a Fundação Frederic Velge para, com a colaboração de instituições do ensino superior e o envolvimento da população, travar o declínio da comunidade, gerar emprego, preservar a memória e estabelecer um centro de conhecimento. Com sucesso, diga-se.
O primeiro segredo: à mesa
Chega-se ao Lousal através de um corte no IC 1, a norte de Ermidas do Sado e a Sul de Canal Caveira e Azinheira dos Barros. A maioria dos 50 mil visitantes anuais acaba por descobrir facilmente um dos mais preciosos segredos da aldeia – o Restaurante Armazém Central, onde os mineiros ainda cantam, ocupa a antiga central a vapor, no fim da estrada de acesso desde o IC 1. Há migas, jantarinho do monte, ensopado de borrego e sopa de cação, entre outras especialidades. O atendimento é irrepreensível.
No percurso de carro, já se obteve um vislumbre do ambiente, que muitos consideram único: bairros de típicas moradias caiadas, pavilhões industriais em semi-ruína, outros recuperados, o jardim, as casas que foram da direcção, dos técnicos e dos engenheiros, o antigo hospital e a escola primária.
Junto ao restaurante, as lojas de artesanato propõem tapeçarias, bordados, móveis e louça com pintura alentejana, artigos em ferro forjado, mobílias restauradas, mas também compotas e outros elementos da gastronomia regional. O mercado de produtos locais está para reabrir, melhorado.
O museu beneficia de um extenso espólio de documentos, objectos e equipamentos, permitindo espreitar o quotidiano dos anos de prosperidade da mina. O núcleo da antiga central eléctrica apresenta os motores e compressores originais e acolhe uma exposição especialmente interessante para as crianças: 49 modelos de minas do século XIX, quase todos construídos na Real Academia de Freiberg, na Alemanha.
CAVE de realidade virtual
Mas, a mais recente e entusiasmante atracção do Lousal é o centro de ciência viva, um espaço com uma intensa componente lúdica e educativa, a pensar nos mais novos. O principal chamariz é a tecnologia de realidade virtual que permite recriar cenários com imagem, som e cheiro na infra-estrutura CAVE (Computer Assisted Virtual Environment). Há ainda uma área com jogos interactivos e actividades adequadas às crianças. Noutra sala, os visitantes encontram suspensos de uma parede três carochas (o famoso Volkwagen). Um está completo, os outros apresentam-se sem os componentes fabricados com recursos minerais, de modo a expor a dependência humana face ao parque geológico. Brevemente, entram em funcionamento os módulos interactivos para banhos de ciência no antigo balneário.
Há 20 anos que ninguém acede ao coração da mina. O projecto de dinamização turística do Lousal prevê a descida às galerias, através de um elevador panorâmico que levará os visitantes até aos 45 metros de profundidade, equipados com capacete, botas, lanterna e impermeável. Uma viagem a não perder, com certeza. Mas que, por enquanto, repousa no papel.
Cláudio Garcia
in Lifecooler
Telf.: 269508160
Horário: das 10h às 17h (encerra à segunda-feira)
Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas por escolas e crianças até aos 10 anos não pagam.
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.
O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.
O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.
Antes dos dinossauros
O Lousal fica actualmente a 40 quilómetros da costa, em linha recta mas há 360 milhões de anos era um oceano de potentes vulcões, aos quais se associaram fenómenos de hidrotermalismo responsáveis pela génese dos depósitos de sulfuretos.
A exploração mineira moderna iniciou-se em 1900 e durou até 1988. Na década de 90, a proprietária Sapec e a Câmara Municipal de Grândola criaram a Fundação Frederic Velge para, com a colaboração de instituições do ensino superior e o envolvimento da população, travar o declínio da comunidade, gerar emprego, preservar a memória e estabelecer um centro de conhecimento. Com sucesso, diga-se.
O primeiro segredo: à mesa
Chega-se ao Lousal através de um corte no IC 1, a norte de Ermidas do Sado e a Sul de Canal Caveira e Azinheira dos Barros. A maioria dos 50 mil visitantes anuais acaba por descobrir facilmente um dos mais preciosos segredos da aldeia – o Restaurante Armazém Central, onde os mineiros ainda cantam, ocupa a antiga central a vapor, no fim da estrada de acesso desde o IC 1. Há migas, jantarinho do monte, ensopado de borrego e sopa de cação, entre outras especialidades. O atendimento é irrepreensível.
No percurso de carro, já se obteve um vislumbre do ambiente, que muitos consideram único: bairros de típicas moradias caiadas, pavilhões industriais em semi-ruína, outros recuperados, o jardim, as casas que foram da direcção, dos técnicos e dos engenheiros, o antigo hospital e a escola primária.
Junto ao restaurante, as lojas de artesanato propõem tapeçarias, bordados, móveis e louça com pintura alentejana, artigos em ferro forjado, mobílias restauradas, mas também compotas e outros elementos da gastronomia regional. O mercado de produtos locais está para reabrir, melhorado.
O museu beneficia de um extenso espólio de documentos, objectos e equipamentos, permitindo espreitar o quotidiano dos anos de prosperidade da mina. O núcleo da antiga central eléctrica apresenta os motores e compressores originais e acolhe uma exposição especialmente interessante para as crianças: 49 modelos de minas do século XIX, quase todos construídos na Real Academia de Freiberg, na Alemanha.
CAVE de realidade virtual
Mas, a mais recente e entusiasmante atracção do Lousal é o centro de ciência viva, um espaço com uma intensa componente lúdica e educativa, a pensar nos mais novos. O principal chamariz é a tecnologia de realidade virtual que permite recriar cenários com imagem, som e cheiro na infra-estrutura CAVE (Computer Assisted Virtual Environment). Há ainda uma área com jogos interactivos e actividades adequadas às crianças. Noutra sala, os visitantes encontram suspensos de uma parede três carochas (o famoso Volkwagen). Um está completo, os outros apresentam-se sem os componentes fabricados com recursos minerais, de modo a expor a dependência humana face ao parque geológico. Brevemente, entram em funcionamento os módulos interactivos para banhos de ciência no antigo balneário.
Há 20 anos que ninguém acede ao coração da mina. O projecto de dinamização turística do Lousal prevê a descida às galerias, através de um elevador panorâmico que levará os visitantes até aos 45 metros de profundidade, equipados com capacete, botas, lanterna e impermeável. Uma viagem a não perder, com certeza. Mas que, por enquanto, repousa no papel.
Cláudio Garcia
in Lifecooler
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Pizza Hut - Caderneta de Descontos
http://www.pizzahut.pt
Vales disponíveis para imprimir em:
http://www.pizzahut.pt/PDF/DESCONTOS_CADERNETA.pdf
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Teremos uma "lua azul" depois de amanhã (31 Agosto 2012)
A lua azul ocorre a cada dois ou três anos e 2012 tem uma. Agosto tem duas luas cheias – a primeira aconteceu a dia 2 do mês corrente e a próxima será depois de amanhã. Contudo, os astrónomos indicam que não existe nenhuma relação entre este fenómeno e a época do ano.
O termo lua azul refere-se comummente à segunda Lua cheia que ocorre no mesmo mês. A ocorrência deve-se ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que esta fase se apresente cheia duas vezes no mesmo mês. Fevereiro é o único mês que não pode ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos.
Aliás, em determinados anos bissextos é possível que Fevereiro nem sequer tenha uma lua cheia. A lua azul, geralmente, acontece no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja, duas no mesmo ano. Isto ocorre em média a cada 35 anos.
O ano de 1999 teve dois meses de lua azul no mesmo ano – em Janeiro e Março. Agora, o fenómeno só voltará a ocorrer dentro de três anos, na noite de 31 de Julho para primeiro de Agosto de 2015 de acordo com os cálculos dos astrónomos russos acompanham a lua.
Por último, os especialistas destacam que o nome dado a este fenómeno não tem nada a ver com a cor ou a sua aparência. O termo “lua azul” foi traduzido literalmente do inglês, onde azul também significa “traidor”.
in Ciência Hoje
O termo lua azul refere-se comummente à segunda Lua cheia que ocorre no mesmo mês. A ocorrência deve-se ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que esta fase se apresente cheia duas vezes no mesmo mês. Fevereiro é o único mês que não pode ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos.
Aliás, em determinados anos bissextos é possível que Fevereiro nem sequer tenha uma lua cheia. A lua azul, geralmente, acontece no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja, duas no mesmo ano. Isto ocorre em média a cada 35 anos.
O ano de 1999 teve dois meses de lua azul no mesmo ano – em Janeiro e Março. Agora, o fenómeno só voltará a ocorrer dentro de três anos, na noite de 31 de Julho para primeiro de Agosto de 2015 de acordo com os cálculos dos astrónomos russos acompanham a lua.
Por último, os especialistas destacam que o nome dado a este fenómeno não tem nada a ver com a cor ou a sua aparência. O termo “lua azul” foi traduzido literalmente do inglês, onde azul também significa “traidor”.
in Ciência Hoje
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Pimentos e Cogumelos
Ingredientes
2 pimentos vermelhos
250 grs. de cogumelos
2 colheres de sopa de salsa picada
2 dentes de alho picados
piripiri q.b.
3 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de vinho tinto
sal q.b.
pimenta moída na altura q.b.
sumo de limão
1 raminho de tomilho
12 sementes de coentros esmagadas
Confecção
Depois dos cogumelos lavados, corte-os em fatias.
Corte os pimentos em tiras finas.
Amoleça um pouco os pimentos no azeite, numa frigideira.
Junte os cogumelos e o alho, o vinho, umas gotas de sumo de limão, piripiri e 3 colheres de sopa de água.
Adicione os coentros, o tomilho e a salsa.
Tempere com sal e pimenta.
Deixe cozer em lume brando, até os cogumelos estarem tenros o que leva + ou - 10 a 15 minutos.
Acompanhe com pão e manteiga.
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
in Gastronomias
2 pimentos vermelhos
250 grs. de cogumelos
2 colheres de sopa de salsa picada
2 dentes de alho picados
piripiri q.b.
3 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de vinho tinto
sal q.b.
pimenta moída na altura q.b.
sumo de limão
1 raminho de tomilho
12 sementes de coentros esmagadas
Confecção
Depois dos cogumelos lavados, corte-os em fatias.
Corte os pimentos em tiras finas.
Amoleça um pouco os pimentos no azeite, numa frigideira.
Junte os cogumelos e o alho, o vinho, umas gotas de sumo de limão, piripiri e 3 colheres de sopa de água.
Adicione os coentros, o tomilho e a salsa.
Tempere com sal e pimenta.
Deixe cozer em lume brando, até os cogumelos estarem tenros o que leva + ou - 10 a 15 minutos.
Acompanhe com pão e manteiga.
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
in Gastronomias
P de Pimento
O pimento é sem sombra de dúvida um “legume” com personalidade. A sua intensidade sensorial suscita paixões e repulsas e faz-se sentir mesmo em pequenas quantidades.
Historicamente, o pimento parece estar intimamente ligado à calorosa personalidade dos povos que dele usufruíam, pois foi a “fogosa” irmandade ibérica que o foi resgatar à América do Sul há já alguns séculos. Mas este paralelismo não se fica por aqui. Tal como nós, os pimentos ao longo da sua maturação vão ganhando umas coisas e perdendo outras.
O mais interessante é que nesta passagem da fase verde da vida para todas as outras cores que pode assumir, os pimentos perdem alguma da sua explosividade com a diminuição do teor de capsaicina (cujas propriedades explicamos abaixo), contrabalançando com o aumento das suas defesas devido à crescente quantidade de carotenos que vão adquirindo. Tomara todos os alimentos possuírem este tipo de “problemas”, que ficam desde logo resolvidos a partir do momento em que nos tornamos artistas e desenhamos um semáforo de pimentos no nosso prato!
E o pimento é de facto um excelente regulador do trânsito intestinal. No entanto, no que toca à sua digestibilidade, o “semáforo verde” pode por vezes ser enganador e levantar algumas indisposições a pessoas menos tolerantes à sua vivacidade.
Se do ponto de vista sensorial o pimento nos ganha ocasionalmente algumas lutas e nos deixa fortemente ruborizados e a beber uns valentes copos de água, também na perspectiva metabólica nos “põe a mexer”. A já referida capsaicina é assim capaz de estimular a produção de hormonas como a adrenalina e, desse modo, aumentar o nosso metabolismo e por consequência as calorias que despendemos.
Para além destes efeitos, parece existir uma capacidade extra deste composto na diminuição da nossa ingestão energética, no aumento de oxidação de gordura e na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Esta catadupa de benefícios pode por vezes esbarrar no seu consumo excessivo, quer do ponto de vista da quantidade quer da intensidade, existindo uma ténue ligação entre o mais potente chili e o cancro do estômago.
Ainda assim, tendo em conta o nosso historial gastronómico, este não se constitui de todo como um problema, até porque, aproximando-se o Verão, os pimentos convivem paredes-meias com sardinha assada, saladas e outras preparações por norma saudáveis que não menosprezam o seu tremendo potencial antioxidante - uma vez que aos seus carotenos se junta uma quantidade de vitamina C só superada pela da salsa, couve-galega e couve-de-bruxelas (sim, o pimento também tem mais vitamina C do que a laranja).
O pimento tem assim a capacidade de dar corpo e alma a pratos com pouca chama sem ser necessário recorrer às “batotas” do sal e da gordura. O seu sabor nunca gerará consensos. Já os seus benefícios nunca deixarão dúvidas…
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
Historicamente, o pimento parece estar intimamente ligado à calorosa personalidade dos povos que dele usufruíam, pois foi a “fogosa” irmandade ibérica que o foi resgatar à América do Sul há já alguns séculos. Mas este paralelismo não se fica por aqui. Tal como nós, os pimentos ao longo da sua maturação vão ganhando umas coisas e perdendo outras.
O mais interessante é que nesta passagem da fase verde da vida para todas as outras cores que pode assumir, os pimentos perdem alguma da sua explosividade com a diminuição do teor de capsaicina (cujas propriedades explicamos abaixo), contrabalançando com o aumento das suas defesas devido à crescente quantidade de carotenos que vão adquirindo. Tomara todos os alimentos possuírem este tipo de “problemas”, que ficam desde logo resolvidos a partir do momento em que nos tornamos artistas e desenhamos um semáforo de pimentos no nosso prato!
E o pimento é de facto um excelente regulador do trânsito intestinal. No entanto, no que toca à sua digestibilidade, o “semáforo verde” pode por vezes ser enganador e levantar algumas indisposições a pessoas menos tolerantes à sua vivacidade.
Se do ponto de vista sensorial o pimento nos ganha ocasionalmente algumas lutas e nos deixa fortemente ruborizados e a beber uns valentes copos de água, também na perspectiva metabólica nos “põe a mexer”. A já referida capsaicina é assim capaz de estimular a produção de hormonas como a adrenalina e, desse modo, aumentar o nosso metabolismo e por consequência as calorias que despendemos.
Para além destes efeitos, parece existir uma capacidade extra deste composto na diminuição da nossa ingestão energética, no aumento de oxidação de gordura e na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Esta catadupa de benefícios pode por vezes esbarrar no seu consumo excessivo, quer do ponto de vista da quantidade quer da intensidade, existindo uma ténue ligação entre o mais potente chili e o cancro do estômago.
Ainda assim, tendo em conta o nosso historial gastronómico, este não se constitui de todo como um problema, até porque, aproximando-se o Verão, os pimentos convivem paredes-meias com sardinha assada, saladas e outras preparações por norma saudáveis que não menosprezam o seu tremendo potencial antioxidante - uma vez que aos seus carotenos se junta uma quantidade de vitamina C só superada pela da salsa, couve-galega e couve-de-bruxelas (sim, o pimento também tem mais vitamina C do que a laranja).
O pimento tem assim a capacidade de dar corpo e alma a pratos com pouca chama sem ser necessário recorrer às “batotas” do sal e da gordura. O seu sabor nunca gerará consensos. Já os seus benefícios nunca deixarão dúvidas…
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A ameaça de plástico saltou fronteiras e já está no Atlântico
A área de Portugal, Espanha e Andorra não chegam para preencher a mancha de plástico microscópico do oceano. E há outra no Pacífico
“A era do plástico vai levar ao suicídio da espécie humana.” Sem reservas, o investigador norte-americano Charles J. Moore lança o vaticínio, 15 anos após a descoberta da chamada “Ilha de Plástico do Oceano Pacífico” – uma área de mais de 690 mil quilómetros quadrados, entre a América do Norte e a Ásia, composta por pedaços de plástico de várias dimensões que flutuam à deriva e que matam anualmente mais de um milhão de aves e espécies marinhas. Um problema que já nos bateu a porta e chegou ao Atlântico.
“O paradigma económico obriga-nos a agir de um modo suicida. Agimos dessa forma enquanto espécie apenas para promover crescimento económico, o que é uma loucura. A menos que mudemos esse paradigma, não temos hipótese”, disse Moore ao i. O investigador também é adepto da navegação e, em 1997, participava numa corrida de barcos centenária no Havai quando se deparou com a acumulação de milhões de pequenas partículas de plástico no Pacífico. Passados dois anos, Moore usou métodos científicos para calcular o rácio entre plástico e plâncton na região e chegou a um resultado de seis partes para uma, vantagem para o plástico. “Dez anos mais tarde voltámos ao local e descobrimos que o lago tinha aumentado substancialmente e que o rácio tinha passado para 36 partes de plástico para uma de plâncton”, recorda o investigador.
Problema Global
Na última década e meia, o investigador tem-se multiplicado em palestras sobre o tema. Em Setembro parte para mais um roteiro com passagem pelo Japão, China, Austrália e Nova Zelândia, sinal de que a questão é universal. “O saco de plástico é muito útil e prático, mas usá-lo só uma vez e deitá-lo fora não faz sentido porque o petróleo é um recurso natural não renovável”, sublinha ao i Rui Berkemeier, um dos fundadores da Quercus. “As gerações vindouras vão rir-se com a forma como desbaratámos esse recurso”, antevê o investigador e um dos actuais coordenadores da associação.
Para já, estamos demasiado centrados nas preocupações do dia-a-dia, que nos impedem de ver mais adiante. “Vivemos na era do plástico, em todos os aspectos da nossa vida ele está presente e assumíamos constantemente que era um material inerte”, diz Moore. “Mas esta revelou ser uma falsa assunção, porque o plástico é muito bioactivo”, esclarece o investigador.
Não será preciso esperar para assistir às consequências da existência destas partículas de plástico – a maioria com menos de três milímetros. “Isto está a matar o oceano, haverá colapsos de espécies inteiras, centenas de milhares de mamíferos a morrer todos os anos”, garante Moore, que tem testemunhado de perto esta realidade. “Não podemos fazer isto ano após ano e esperar que essas espécies sobrevivam”, sublinha.
As consequências de se utilizarem os oceanos como um caixote de lixo global recaíram em primeiro lugar sobre os peixes de menor dimensão, que se alimentam do plástico julgando tratar-se de plâncton. A partir daí, a cadeia alimentar foi seguindo o seu percurso natural, até que o ciclo se encerrou quando a questão voltou a focar o ser humano. “Esta realidade afecta todo o ecossistema, e o homem, quer queira quer não, faz parte desse ecossistema. Estando afectado, isto vai causar-lhe problemas, pelo desaparecimento de espécies. Há uma cadeira que fica partida”, esclarece Rui Berkemeier.
Trinta quilos de plástico no estômago de um camelo na África do Sul, pedaços de plástico dentro de ovelhas e bodes no Irão, baleias e golfinhos cujo plano alimentar já integra este derivado do petróleo. Nada que cause estranheza a Charles J. Moore que se refere a esta questão como “um tema subdocumentado globalmente”. E ainda será “preciso percorrer um longo caminho antes que se verifiquem algumas melhorias. Vai ficar muito pior antes que fique melhor”, garante o fundador da Algalita Marine Research Foundation.
Novo vizinho no bairro
Durante mais de dez anos a atenção esteve centrada nos detritos de plásticos existentes no Pacífico. Mas há dois anos, uma equipa de cientistas documentava pela primeira vez a existência de uma área semelhante no Oceano Atlântico, colocando os Estados Unidos entre as duas manchas de plástico no mapa e mostrando ao continente europeu que o problema também lhe diz respeito.
“Temos estilos de vida, por todo o mundo, em que as pessoas lançam de forma rotineira plástico para o ambiente”, lamenta Moore. Não admira por isso que a quantidade de detritos analisada tenha vindo a aumentar continuamente, desde que a ilha de plástico foi descoberta. E apesar de todos os dados trazidos a público sobre as consequências deste problema, a questão “ainda não atingiu o nível” em que se consiga um acordo internacional para definir um plano de acção, aponta o investigador americano.
“No nosso país, esteve para sair legislação que obrigava a que, gradualmente, os supermercados deixassem de oferecer os sacos e, na altura [durante o último governo socialista], PS e PSD acabaram por recuar e não aprovaram essa legislação”, refere Rui Berkemeier.
Legislação
Mudar a lei e proibir a disseminação facilitada de plástico seria uma resposta – já utilizada na Irlanda – para que os mares se tornassem progressivamente mais limpos. Outra hipótese é a renovação de hábitos, mas “os comportamentos não são fáceis de mudar. Se todo o esquema à nossa volta nos induzir no comportamento errado – que é o que se passa hoje, ainda que não tanto como antes –, por mais consciência que as pessoas tenham torna-se complicado”, resume o ambientalista Rui Berkemeier.
Por Pedro Rainho, in Jornal I
“A era do plástico vai levar ao suicídio da espécie humana.” Sem reservas, o investigador norte-americano Charles J. Moore lança o vaticínio, 15 anos após a descoberta da chamada “Ilha de Plástico do Oceano Pacífico” – uma área de mais de 690 mil quilómetros quadrados, entre a América do Norte e a Ásia, composta por pedaços de plástico de várias dimensões que flutuam à deriva e que matam anualmente mais de um milhão de aves e espécies marinhas. Um problema que já nos bateu a porta e chegou ao Atlântico.
“O paradigma económico obriga-nos a agir de um modo suicida. Agimos dessa forma enquanto espécie apenas para promover crescimento económico, o que é uma loucura. A menos que mudemos esse paradigma, não temos hipótese”, disse Moore ao i. O investigador também é adepto da navegação e, em 1997, participava numa corrida de barcos centenária no Havai quando se deparou com a acumulação de milhões de pequenas partículas de plástico no Pacífico. Passados dois anos, Moore usou métodos científicos para calcular o rácio entre plástico e plâncton na região e chegou a um resultado de seis partes para uma, vantagem para o plástico. “Dez anos mais tarde voltámos ao local e descobrimos que o lago tinha aumentado substancialmente e que o rácio tinha passado para 36 partes de plástico para uma de plâncton”, recorda o investigador.
Problema Global
Na última década e meia, o investigador tem-se multiplicado em palestras sobre o tema. Em Setembro parte para mais um roteiro com passagem pelo Japão, China, Austrália e Nova Zelândia, sinal de que a questão é universal. “O saco de plástico é muito útil e prático, mas usá-lo só uma vez e deitá-lo fora não faz sentido porque o petróleo é um recurso natural não renovável”, sublinha ao i Rui Berkemeier, um dos fundadores da Quercus. “As gerações vindouras vão rir-se com a forma como desbaratámos esse recurso”, antevê o investigador e um dos actuais coordenadores da associação.
Para já, estamos demasiado centrados nas preocupações do dia-a-dia, que nos impedem de ver mais adiante. “Vivemos na era do plástico, em todos os aspectos da nossa vida ele está presente e assumíamos constantemente que era um material inerte”, diz Moore. “Mas esta revelou ser uma falsa assunção, porque o plástico é muito bioactivo”, esclarece o investigador.
Não será preciso esperar para assistir às consequências da existência destas partículas de plástico – a maioria com menos de três milímetros. “Isto está a matar o oceano, haverá colapsos de espécies inteiras, centenas de milhares de mamíferos a morrer todos os anos”, garante Moore, que tem testemunhado de perto esta realidade. “Não podemos fazer isto ano após ano e esperar que essas espécies sobrevivam”, sublinha.
As consequências de se utilizarem os oceanos como um caixote de lixo global recaíram em primeiro lugar sobre os peixes de menor dimensão, que se alimentam do plástico julgando tratar-se de plâncton. A partir daí, a cadeia alimentar foi seguindo o seu percurso natural, até que o ciclo se encerrou quando a questão voltou a focar o ser humano. “Esta realidade afecta todo o ecossistema, e o homem, quer queira quer não, faz parte desse ecossistema. Estando afectado, isto vai causar-lhe problemas, pelo desaparecimento de espécies. Há uma cadeira que fica partida”, esclarece Rui Berkemeier.
Trinta quilos de plástico no estômago de um camelo na África do Sul, pedaços de plástico dentro de ovelhas e bodes no Irão, baleias e golfinhos cujo plano alimentar já integra este derivado do petróleo. Nada que cause estranheza a Charles J. Moore que se refere a esta questão como “um tema subdocumentado globalmente”. E ainda será “preciso percorrer um longo caminho antes que se verifiquem algumas melhorias. Vai ficar muito pior antes que fique melhor”, garante o fundador da Algalita Marine Research Foundation.
Novo vizinho no bairro
Durante mais de dez anos a atenção esteve centrada nos detritos de plásticos existentes no Pacífico. Mas há dois anos, uma equipa de cientistas documentava pela primeira vez a existência de uma área semelhante no Oceano Atlântico, colocando os Estados Unidos entre as duas manchas de plástico no mapa e mostrando ao continente europeu que o problema também lhe diz respeito.
“Temos estilos de vida, por todo o mundo, em que as pessoas lançam de forma rotineira plástico para o ambiente”, lamenta Moore. Não admira por isso que a quantidade de detritos analisada tenha vindo a aumentar continuamente, desde que a ilha de plástico foi descoberta. E apesar de todos os dados trazidos a público sobre as consequências deste problema, a questão “ainda não atingiu o nível” em que se consiga um acordo internacional para definir um plano de acção, aponta o investigador americano.
“No nosso país, esteve para sair legislação que obrigava a que, gradualmente, os supermercados deixassem de oferecer os sacos e, na altura [durante o último governo socialista], PS e PSD acabaram por recuar e não aprovaram essa legislação”, refere Rui Berkemeier.
Legislação
Mudar a lei e proibir a disseminação facilitada de plástico seria uma resposta – já utilizada na Irlanda – para que os mares se tornassem progressivamente mais limpos. Outra hipótese é a renovação de hábitos, mas “os comportamentos não são fáceis de mudar. Se todo o esquema à nossa volta nos induzir no comportamento errado – que é o que se passa hoje, ainda que não tanto como antes –, por mais consciência que as pessoas tenham torna-se complicado”, resume o ambientalista Rui Berkemeier.
Por Pedro Rainho, in Jornal I
domingo, 26 de agosto de 2012
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