O Ministério Público instaurou ações contra seguradoras, entidades bancárias, operadoras de serviços de telecomunicações e outras empresas fornecedoras de serviços, por incluírem cláusulas abusivas nos contratos
A associação para a defesa dos consumidores – Deco elogiou hoje o projeto do Ministério obrigando as empresas a retirarem cláusulas abusivas dos contratos, considerando que vai “tornar mais justas as relações contratuais e proteger os consumidores”.
Em declarações à Lusa, a adjunta do secretário-geral da Deco, Ana Cristina Tapadinhas, defendeu que o esforço desenvolvido pelo Ministério Público de retirar dos contratos cláusulas consideradas abusivas vai contribuir para “equilibrar as relações contratuais”.
O Ministério Público instaurou ações contra seguradoras, entidades bancárias, operadoras de serviços de telecomunicações e outras empresas fornecedoras de serviços, por incluírem cláusulas abusivas nos contratos, no âmbito do projeto Contratos de Adesão, que estão disponíveis na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.
“A lista anunciada é essencial para que os consumidores se tornem mais ativos e exigentes e vejam quais as cláusulas consideradas abusivas para que sejam imediatamente retiradas dos seus contratos”, advogou a responsável da Deco.
Para Ana Tapadinhas, esta investigação do Ministério Público, que averiguou quatro centenas de condições contratuais, “torna mais justas as relações contratuais e protege os consumidores, por ser dissuasor para os agentes económicos”.
"Sabendo que há cláusulas que foram julgadas abusivas vão ter o cuidado de, no futuro, não as apresentar ao consumidor”, acrescentou.
A Deco tem colaborado com o Ministério Público, através do reencaminhamento das reclamações relacionadas com contratos de adesão, que diariamente chegam à associação, bem como sobre as ações intentadas relativas a este aspeto para que “não haja duplicação do trabalho”.
O Diário de Notícias escreve na edição de hoje que a Justiça obriga 228 empresas a alterar contratos abusivos, dando como exemplo cláusulas de fidelização do cliente, de compra de produtos e serviços e penalizações por incumprimento contratual.
Por Agência Lusa (3 Jun 2013)
in Jornal i
"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão
terça-feira, 11 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Médicos do Mundo - Campanha de recolha de medicamentos
http://medicosdomundo.blogs.sapo.pt/141106.html
Face ao crescente número de pedidos de apoio medicamentoso que tem recebido, Associação Médicos do Mundo (MdM) acaba de lançar uma campanha de recolha de medicamentos.
Portanto, se tem em casa medicamentos em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade e já não precisa deles, entregue-os ou envie para a sede da Médicos do Mundo na seguinte morada:
Avenida de Ceuta, Sul, Lote 4, Loja 1
1300-125 Lisboa
O objectivo último desta campanha é a distribuição gratuita de medicamentos a quem não os pode comprar, sejam os beneficiários directos dos projectos da Médicos do Mundo ou de instituições que façam chegar os seus pedidos de medicação.
Contribua para que todos tenham acesso aos medicamentos de que necessitam.
Participe nesta campanha!
in Médicos do Mundo
Face ao crescente número de pedidos de apoio medicamentoso que tem recebido, Associação Médicos do Mundo (MdM) acaba de lançar uma campanha de recolha de medicamentos.
Portanto, se tem em casa medicamentos em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade e já não precisa deles, entregue-os ou envie para a sede da Médicos do Mundo na seguinte morada:
Avenida de Ceuta, Sul, Lote 4, Loja 1
1300-125 Lisboa
O objectivo último desta campanha é a distribuição gratuita de medicamentos a quem não os pode comprar, sejam os beneficiários directos dos projectos da Médicos do Mundo ou de instituições que façam chegar os seus pedidos de medicação.
Contribua para que todos tenham acesso aos medicamentos de que necessitam.
Participe nesta campanha!
in Médicos do Mundo
domingo, 9 de junho de 2013
A Avó
A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.
Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.
Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.
Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.
Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história bonita!"
Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .
E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .
Olavo Bilac
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.
Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.
Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.
Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.
Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história bonita!"
Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .
E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .
Olavo Bilac
sábado, 8 de junho de 2013
Fado (com Carminho) - Julião Sarmento
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Museu da Cerveja convida lisboetas a celebrar o seu 1º aniversário
9 Junho 2013, 17h
Telf.: 210 987 656
info@museudacerveja.pt
www.museudacerveja.pt
O Museu da Cerveja, espaço de Cultura, Gastronomia e Cerveja, onde se celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, comemora no próximo dia 9 de junho de 2013 o seu 1º aniversário e convida todos os lisboetas a participarem nesta festa.
Agendada para as 17h00, a Festa de Aniversário do Museu da Cerveja decorre na Esplanada, onde uma travessa gigante de Arroz Doce fará as delícias dos mais gulosos. Todos os presentes poderão degustar esta iguaria doce acompanhando-a com um flute de cerveja Bohemia. Esta ligação, aparentemente inesperada, oferece na verdade uma experiência única, com as notas estruturadas e intensas da cerveja Bohemia a contrastar com o doce e a canela.
Para Pedro Dias, Diretor Geral do Museu da Cerveja, “esta iniciativa vem revelar o agradecimento público a todos os que nos visitaram e que no último ano contribuíram para que o Museu da Cerveja se tornasse num local de referência no Terreiro do Paço. Recentemente celebramos também o marco dos 25.000 visitantes só no Núcleo Museológico o que vem dar maior relevância a esta festa!”.
O Museu da Cerveja abriu a 9 de junho de 2012, aquando da Ala Nascente do Terreiro do Paço, e é composto por um Núcleo Museológico e um espaço de Cervejaria.
O Núcleo Museológico, situado no primeiro piso do Museu da Cerveja, celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, através do seu acervo histórico que promete dar a conhecer as raízes da cultura cervejeira nas suas mais variadas vertentes. O conhecimento e história são complementados com o Espaço de Cervejaria, que reconstitui o ambiente das antigas cervejarias e alia o melhor da cerveja à gastronomia lusófona.
Sobre o Museu da Cerveja:
O Museu da Cerveja, localizado no Nº 62 da Ala Nascente do Terreiro do Paço, no coração da Baixa Pombalina, é um espaço, de iniciativa privada, onde se celebra a Cultura, Gastronomia e Cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa.
Aberto ao público a 9 de junho de 2012, o Museu da Cerveja é um espaço composto por um Núcleo Museológico e um espaço de Cervejaria.
O Núcleo Museológico, situado no primeiro piso do Museu da Cerveja, celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, através do seu acervo histórico que promete dar a conhecer as raízes da cultura cervejeira nas suas mais variadas vertentes. O conhecimento e história são complementados com o Espaço de Cervejaria, que reconstitui o ambiente das antigas cervejarias e alia o melhor da cerveja à gastronomia lusófona.
O Museu da Cerveja ao longo da sua ainda curta existência tem surpreendido a cidade de Lisboa com projetos únicos, onde se destaca a integração da obra de Arte Pública, painel em azulejo Contos Murais da autoria do conceituado pintor Júlio Pomar. A obra de Júlio Pomar, com mais de dez metros de comprimento, mostra a vitalidade de uma tradição secular, e exibe o legado português no mundo e o cruzamento das culturas lusófonas. A obra de arte pública está acessível à livre contemplação de todos os que visitam o Terreiro do Paço.
A destacar ainda o facto de que o Museu da Cerveja foi pioneiro ao colocar Portugal no mapa de países que celebram oficialmente o Dia Internacional da Cerveja, que se realiza no inicio de agosto.
O Museu da Cerveja tem a dimensão total de cerca de 1.279 m2, apresenta uma capacidade interior de 240 lugares sentados e possui uma ampla esplanada com 380 lugares, com vista privilegiada para o Tejo.
O Museu da Cerveja é também um projeto transnacional e para além de Lisboa, sua cidade berço, será implementado num futuro breve em Luanda, São Paulo e Maputo.
in Vai Passear
Telf.: 210 987 656
info@museudacerveja.pt
www.museudacerveja.pt
O Museu da Cerveja, espaço de Cultura, Gastronomia e Cerveja, onde se celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, comemora no próximo dia 9 de junho de 2013 o seu 1º aniversário e convida todos os lisboetas a participarem nesta festa.
Agendada para as 17h00, a Festa de Aniversário do Museu da Cerveja decorre na Esplanada, onde uma travessa gigante de Arroz Doce fará as delícias dos mais gulosos. Todos os presentes poderão degustar esta iguaria doce acompanhando-a com um flute de cerveja Bohemia. Esta ligação, aparentemente inesperada, oferece na verdade uma experiência única, com as notas estruturadas e intensas da cerveja Bohemia a contrastar com o doce e a canela.
Para Pedro Dias, Diretor Geral do Museu da Cerveja, “esta iniciativa vem revelar o agradecimento público a todos os que nos visitaram e que no último ano contribuíram para que o Museu da Cerveja se tornasse num local de referência no Terreiro do Paço. Recentemente celebramos também o marco dos 25.000 visitantes só no Núcleo Museológico o que vem dar maior relevância a esta festa!”.
O Museu da Cerveja abriu a 9 de junho de 2012, aquando da Ala Nascente do Terreiro do Paço, e é composto por um Núcleo Museológico e um espaço de Cervejaria.
O Núcleo Museológico, situado no primeiro piso do Museu da Cerveja, celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, através do seu acervo histórico que promete dar a conhecer as raízes da cultura cervejeira nas suas mais variadas vertentes. O conhecimento e história são complementados com o Espaço de Cervejaria, que reconstitui o ambiente das antigas cervejarias e alia o melhor da cerveja à gastronomia lusófona.
Sobre o Museu da Cerveja:
O Museu da Cerveja, localizado no Nº 62 da Ala Nascente do Terreiro do Paço, no coração da Baixa Pombalina, é um espaço, de iniciativa privada, onde se celebra a Cultura, Gastronomia e Cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa.
Aberto ao público a 9 de junho de 2012, o Museu da Cerveja é um espaço composto por um Núcleo Museológico e um espaço de Cervejaria.
O Núcleo Museológico, situado no primeiro piso do Museu da Cerveja, celebra o património da cerveja dos Países de Língua Oficial Portuguesa, através do seu acervo histórico que promete dar a conhecer as raízes da cultura cervejeira nas suas mais variadas vertentes. O conhecimento e história são complementados com o Espaço de Cervejaria, que reconstitui o ambiente das antigas cervejarias e alia o melhor da cerveja à gastronomia lusófona.
O Museu da Cerveja ao longo da sua ainda curta existência tem surpreendido a cidade de Lisboa com projetos únicos, onde se destaca a integração da obra de Arte Pública, painel em azulejo Contos Murais da autoria do conceituado pintor Júlio Pomar. A obra de Júlio Pomar, com mais de dez metros de comprimento, mostra a vitalidade de uma tradição secular, e exibe o legado português no mundo e o cruzamento das culturas lusófonas. A obra de arte pública está acessível à livre contemplação de todos os que visitam o Terreiro do Paço.
A destacar ainda o facto de que o Museu da Cerveja foi pioneiro ao colocar Portugal no mapa de países que celebram oficialmente o Dia Internacional da Cerveja, que se realiza no inicio de agosto.
O Museu da Cerveja tem a dimensão total de cerca de 1.279 m2, apresenta uma capacidade interior de 240 lugares sentados e possui uma ampla esplanada com 380 lugares, com vista privilegiada para o Tejo.
O Museu da Cerveja é também um projeto transnacional e para além de Lisboa, sua cidade berço, será implementado num futuro breve em Luanda, São Paulo e Maputo.
in Vai Passear
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Celebre com a Lanidor o Dia de Portugal: Desconto de 35%
De 7 a 10 Junho 2013
Desconto de 35% em todas as peças Black Label e Royal Label - Made in Portugal
Desconto de 35% em todas as peças Black Label e Royal Label - Made in Portugal
clique na imagem para ampliar
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Made in Portugal,
Oportunidades/Promoções
quarta-feira, 5 de junho de 2013
5 de Junho - Dia Mundial do Ambiente
Em 2013, o tema “Pensar.Comer.Conservar” convida à reflexão sobre a problemática do desperdício de comida e como esta pode passar a fazer parte das preocupações do nosso dia-a-dia
O Dia Mundial do Ambiente, celebrado todos os anos a 5 de junho, tem como objectivo alertar populações e governos para a necessidade de proteger o ambiente.
A efeméride teve início em 1972, tendo sido escolhido o dia 5 de Junho porque marca o início da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente.
Todos os anos é apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente um tema transversal, sob o qual são desenvolvidas ações concretas.
Em 2013, o tema “Pensar.Comer.Conservar” convida à reflexão sobre a problemática do desperdício de comida e como esta pode passar a fazer parte das preocupações do nosso dia-a-dia.
É necessário avaliar os 1.3 biliões de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente, que equivalem à mesma quantidade produzida em toda a África subsariana.
Semana do Ambiente - Iniciativas APA e parceiros
Dia do Ambiente - Iniciativas APA
in Agência Portuguesa do Ambiente
O Dia Mundial do Ambiente, celebrado todos os anos a 5 de junho, tem como objectivo alertar populações e governos para a necessidade de proteger o ambiente.
A efeméride teve início em 1972, tendo sido escolhido o dia 5 de Junho porque marca o início da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente.
Todos os anos é apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente um tema transversal, sob o qual são desenvolvidas ações concretas.
Em 2013, o tema “Pensar.Comer.Conservar” convida à reflexão sobre a problemática do desperdício de comida e como esta pode passar a fazer parte das preocupações do nosso dia-a-dia.
É necessário avaliar os 1.3 biliões de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente, que equivalem à mesma quantidade produzida em toda a África subsariana.
Semana do Ambiente - Iniciativas APA e parceiros
Dia do Ambiente - Iniciativas APA
in Agência Portuguesa do Ambiente
terça-feira, 4 de junho de 2013
Mês a mês: o que deve plantar na horta
O sucesso de uma boa horta também passa por plantar as frutas, ervas aromáticas, legumes e vegetais certos, nos momentos certos. Se tem dúvidas relativamente ao mês mais adequado para plantar o que quer que seja na sua horta, imprima esta check-list e mantenha-a sempre por perto. Depois, é só colher e saborear os frutos do seu trabalho!
Janeiro (Hemisfério Norte) | Julho (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: alface, alhos, ervilhas, favas, rabanetes, repolho.
Fevereiro (Hemisfério Norte) |Agosto (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: aipo branco, alcachofras, cebola, couves diversas, espargos, morangueiros, pimentos, tomate (na terra); melão, melancia, pepino (em vaso).
Março (Hemisfério Norte) | Setembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, alface, beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas, espinafres, favas, feijão de trepar, lentilhas, melão, melancia, nabiças, nabos, pepino, rabanetes, salsa, tomate.
Abril (Hemisfério Norte) | Outubro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, acelgas, agrião, alface, batatas, beterraba, brócolos, cenoura, chicória, coentros, cominhos, couves diversas, favas, feijão, melão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes, salsa, tomilho, (na terra); cebola, pepino, tomate (em viveiro).
Maio (Hemisfério Norte) | Novembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.
Junho (Hemisfério Norte) | Dezembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.
Julho (Hemisfério Norte) | Janeiro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, beldroegas, cenoura, couves-de-bruxelas, espinafres, feijão de trepar/anão, nabos, rabanetes, repolho, salsa.
Agosto (Hemisfério Norte) | Fevereiro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, chicória, espinafres, feijão, salsa, rabanetes, repolho (na terra); beterraba, couves diversas, ervilhas, espinafres, feijão (em estufa).
Setembro (Hemisfério Norte) | Março (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, aipo, alface, alho, cebola, cenoura, chicória, coentros, couves diversas, ervilhas, favas, feijão, morangos, nabos, rabanetes, repolho, salsa.
Outubro (Hemisfério Norte) | Abril (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alho, beterraba, cenoura, coentros, couves, ervilhas, espargos, espinafres, favas, lentilhas, morangos, nabos, rabanetes (na terra); alface, cebola, couves diversas (em vaso/estufa).
Novembro (Hemisfério Norte) | Maio (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: alho, alface, aveia, batata, cebola, centeio, cevada, couves diversas, favas, morangos, tremoços, trigo.
Dezembro (Hemisfério Norte) | Junho (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: macieiras, pereiras.
in O Meu Jardim
Janeiro (Hemisfério Norte) | Julho (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: alface, alhos, ervilhas, favas, rabanetes, repolho.
Fevereiro (Hemisfério Norte) |Agosto (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: aipo branco, alcachofras, cebola, couves diversas, espargos, morangueiros, pimentos, tomate (na terra); melão, melancia, pepino (em vaso).
Março (Hemisfério Norte) | Setembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, alface, beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas, espinafres, favas, feijão de trepar, lentilhas, melão, melancia, nabiças, nabos, pepino, rabanetes, salsa, tomate.
Abril (Hemisfério Norte) | Outubro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, acelgas, agrião, alface, batatas, beterraba, brócolos, cenoura, chicória, coentros, cominhos, couves diversas, favas, feijão, melão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes, salsa, tomilho, (na terra); cebola, pepino, tomate (em viveiro).
Maio (Hemisfério Norte) | Novembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.
Junho (Hemisfério Norte) | Dezembro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.
Julho (Hemisfério Norte) | Janeiro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, beldroegas, cenoura, couves-de-bruxelas, espinafres, feijão de trepar/anão, nabos, rabanetes, repolho, salsa.
Agosto (Hemisfério Norte) | Fevereiro (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, chicória, espinafres, feijão, salsa, rabanetes, repolho (na terra); beterraba, couves diversas, ervilhas, espinafres, feijão (em estufa).
Setembro (Hemisfério Norte) | Março (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, aipo, alface, alho, cebola, cenoura, chicória, coentros, couves diversas, ervilhas, favas, feijão, morangos, nabos, rabanetes, repolho, salsa.
Outubro (Hemisfério Norte) | Abril (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: agrião, alho, beterraba, cenoura, coentros, couves, ervilhas, espargos, espinafres, favas, lentilhas, morangos, nabos, rabanetes (na terra); alface, cebola, couves diversas (em vaso/estufa).
Novembro (Hemisfério Norte) | Maio (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: alho, alface, aveia, batata, cebola, centeio, cevada, couves diversas, favas, morangos, tremoços, trigo.
Dezembro (Hemisfério Norte) | Junho (Hemisfério Sul)
O que deve plantar/semear na horta: macieiras, pereiras.
in O Meu Jardim
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
CP - Viagens mais baratas em fim-de-semana prolongado
Info e Vendas: 808 208 208
http://www.cp.pt
Fim-de-semana prolongado. Viagens mais baratas. Há promoções na CP, um desconto de 20 por cento, ida e volta nos Intercidades e nos Alfas Pendulares.
A CP decidiu fazer promoções no próximo fim-de-semana. Entre sexta-feira e segunda há viagens mais baratas.
A empresa até admite reforçar o número de carruagens e de comboios se a oferta inicial não responder à procura.
Se está a pensar sair de casa no próximo fim de semana, com o 10 de Junho à porta, que tal viajar de comboio? A CP vai fazer descontos de 20% nas viagens de ida e volta nos comboios Intercidades e Alfapendulares.
Estão disponíveis 65 mil lugares e Ana Portela, porta-voz da CP, diz que os bilhetes já podem ser comprados.
Estes comboios, que abrangem 60 destinos, 3.500 itinerários possíveis, podem até ser reforçados caso se verifique necessidade.
in TSF
http://www.cp.pt
Fim-de-semana prolongado. Viagens mais baratas. Há promoções na CP, um desconto de 20 por cento, ida e volta nos Intercidades e nos Alfas Pendulares.
A CP decidiu fazer promoções no próximo fim-de-semana. Entre sexta-feira e segunda há viagens mais baratas.
A empresa até admite reforçar o número de carruagens e de comboios se a oferta inicial não responder à procura.
Se está a pensar sair de casa no próximo fim de semana, com o 10 de Junho à porta, que tal viajar de comboio? A CP vai fazer descontos de 20% nas viagens de ida e volta nos comboios Intercidades e Alfapendulares.
Estão disponíveis 65 mil lugares e Ana Portela, porta-voz da CP, diz que os bilhetes já podem ser comprados.
Estes comboios, que abrangem 60 destinos, 3.500 itinerários possíveis, podem até ser reforçados caso se verifique necessidade.
in TSF
domingo, 2 de junho de 2013
As fadas
As fadas... eu acredito nelas!
Umas são moças e belas,
Outras velhas de pasmar...
Umas vivem nos rochedos
Outras pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar...
Umas têm mando nos ares;
Outras, na terra, nos mares;
E todas trazem na mão
Aquela vara formosa,
A vara maravilhosa,
A varinha de condão.
Quantas vezes, já deitado,
Mas sem sono, inda acordado,
Me ponho a considerar.
Que condão eu pediria,
Se uma fada, um belo dia,
Me quisesse a mim fadar...
Antero de Quental
Umas são moças e belas,
Outras velhas de pasmar...
Umas vivem nos rochedos
Outras pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar...
Umas têm mando nos ares;
Outras, na terra, nos mares;
E todas trazem na mão
Aquela vara formosa,
A vara maravilhosa,
A varinha de condão.
Quantas vezes, já deitado,
Mas sem sono, inda acordado,
Me ponho a considerar.
Que condão eu pediria,
Se uma fada, um belo dia,
Me quisesse a mim fadar...
Antero de Quental
sábado, 1 de junho de 2013
Dicas de Poupança
Hoje vou partilhar convosco um truque que já uso há muitos anos para fazer render um creme quando já está no fim.
Tenho por hábito cortá-los ao meio e usar o creme que ainda lá está e não sai! Tem sempre muito creme lá dentro!!!
in Dicas de Poupança
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Mercado Alfacinha - Em Lisboa, dois dias a provar Portugal
1 e 2 de Junho 2013
Mercado da Ribeira
Rua do Arsenal, 23 - Cais do Sodré (Lisboa)
Das 10h00 às 20h00
Entrada livre
http://www.rotasdeportugal.net/rotasdeportugal
Esta vai ser uma festa da gastronomia e dos vinhos em português e com entrada livre. No Mercado Alfacinha, vão abancar a 1 e 2 de junho, inovadores produtos gourmet, mas também produtos arreigados às nossas tradições gastronómicas e vínicas. Entre as 10h00 e as 20h00 de sábado e domingo os visitantes poderão provar e comprar compotas, azeites, vinagres, patés, fumeiros, enchidos tradicionais, pastas, doces, sal, queijo, chocolates, ginginha.
Uma mostra onde não faltarão os vinhos, o enoturismo, a vinoterapia. Um encontro onde também marcarão presença os enólogos, participando em sessões de harmonização de vinhos com cozinha.
De acordo com a organização, este será um espaço para o “nosso Portugal de sempre, a nossas tradições, a nossa cultura, as referências de cada canto do país através das unidades de turismo em espaço rural e o saber de gerações através da arte popular”.
Este Mercado Alfacinha nasce integrado no projeto Rotas de Portugal. A ação de junho insere-se num conjunto de eventos programados para outros momentos especiais: Páscoa, Santo António, São Martinho e Natal.
Todos eles com o objetivo de recuperar a tradição dos mercados regulares em Lisboa, o contato direto entre produtores e clientes. Isto num espaço histórico e com uma forte tradição na cidade de Lisboa, o Mercado da Ribeira.
Uma festa que vai contar, ainda, com o workshop e showcooking, para crianças e adultos, “Mais Frescura na Ribeira by Electrolux”. Mais pormenores sobre o programa em www.rotasdeportugal.net
Um mercado onde não vai faltar “Uma mesa alfacinha”, com petiscos como o caldo verde, pataniscas, peixinhos da horta, arroz doce, sangria, capilé. Para aprender a cozinhar e ainda para provar.
Até ao momento estão, entre outras, confirmados neste Mercado Alfacinha as seguintes empresas: Caprino de Odemira, Atelier 3KG, Saber Intemporal, Ribeira de Alpreade, Casa da Prisca, Sabores da Idanha, Go Star, Licóbidos, 9º Sentido, O Melhor Bolo de Bolacha, Pia do Urso, Portugal Interior, Quinta do Carapinhal, Pão de Ló de Margaride, Sabores da Gardunha, Queijaria do Vale do Guadiana, TGTL, Valdelima, Da Franca, Quinta do Negrão, Herdade do Escrivão, Herdade da Maroteira, Herdade do Esporão, Oficina Portuguesa, Tomelo.
in Sabores SAPO
Mercado da Ribeira
Rua do Arsenal, 23 - Cais do Sodré (Lisboa)
Das 10h00 às 20h00
Entrada livre
http://www.rotasdeportugal.net/rotasdeportugal
Esta vai ser uma festa da gastronomia e dos vinhos em português e com entrada livre. No Mercado Alfacinha, vão abancar a 1 e 2 de junho, inovadores produtos gourmet, mas também produtos arreigados às nossas tradições gastronómicas e vínicas. Entre as 10h00 e as 20h00 de sábado e domingo os visitantes poderão provar e comprar compotas, azeites, vinagres, patés, fumeiros, enchidos tradicionais, pastas, doces, sal, queijo, chocolates, ginginha.
Uma mostra onde não faltarão os vinhos, o enoturismo, a vinoterapia. Um encontro onde também marcarão presença os enólogos, participando em sessões de harmonização de vinhos com cozinha.
De acordo com a organização, este será um espaço para o “nosso Portugal de sempre, a nossas tradições, a nossa cultura, as referências de cada canto do país através das unidades de turismo em espaço rural e o saber de gerações através da arte popular”.
Este Mercado Alfacinha nasce integrado no projeto Rotas de Portugal. A ação de junho insere-se num conjunto de eventos programados para outros momentos especiais: Páscoa, Santo António, São Martinho e Natal.
Todos eles com o objetivo de recuperar a tradição dos mercados regulares em Lisboa, o contato direto entre produtores e clientes. Isto num espaço histórico e com uma forte tradição na cidade de Lisboa, o Mercado da Ribeira.
Uma festa que vai contar, ainda, com o workshop e showcooking, para crianças e adultos, “Mais Frescura na Ribeira by Electrolux”. Mais pormenores sobre o programa em www.rotasdeportugal.net
Um mercado onde não vai faltar “Uma mesa alfacinha”, com petiscos como o caldo verde, pataniscas, peixinhos da horta, arroz doce, sangria, capilé. Para aprender a cozinhar e ainda para provar.
Até ao momento estão, entre outras, confirmados neste Mercado Alfacinha as seguintes empresas: Caprino de Odemira, Atelier 3KG, Saber Intemporal, Ribeira de Alpreade, Casa da Prisca, Sabores da Idanha, Go Star, Licóbidos, 9º Sentido, O Melhor Bolo de Bolacha, Pia do Urso, Portugal Interior, Quinta do Carapinhal, Pão de Ló de Margaride, Sabores da Gardunha, Queijaria do Vale do Guadiana, TGTL, Valdelima, Da Franca, Quinta do Negrão, Herdade do Escrivão, Herdade da Maroteira, Herdade do Esporão, Oficina Portuguesa, Tomelo.
in Sabores SAPO
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
A arte da lentidão
Talvez precisemos voltar a essa arte tão humana que é a lentidão. Os nossos estilos de vida parecem irremediavelmente contaminados por uma pressão que não dominamos; não há tempo a perder; queremos alcançar as metas o mais rapidamente que formos capazes; os processos desgastam-nos, as perguntas atrasam-nos, os sentimentos são um puro desperdício: dizem-nos que temos de valorizar resultados, apenas resultados.
À conta disso, os ritmos de atividade tornam-se impiedosamente inaturais. Cada projeto que nos propõem é sempre mais absorvente e tem a ambição de sobrepor-se a tudo. Os horários avançam impondo um recuo da esfera privada. E mesmo estando aí é necessário permanecer contactável e disponível a qualquer momento. Passamos a viver num open space sem paredes nem margens, sem dias diferentes dos outros, sem rituais reconfiguradores, num contínuo obsidiante, controlado ao minuto. Damos por nós ofegantes, fazendo por fazer, atropelados por agendas e jornadas sucessivas em que nos fazem sentir que já amanhecemos atrasados.
Deveríamos, contudo, refletir sobre o que perdemos, sobre o que vai ficando para trás, submerso ou em surdina, sobre o que deixamos de saber quando permitimos que a aceleração nos condicione deste modo. Com razão, num magnífico texto intitulado “A lentidão”, Milan Kundera escreve: «Quando as coisas acontecem depressa demais, ninguém pode ter certeza de nada, de coisa nenhuma, nem de si mesmo.» E explica, em seguida, que o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória, enquanto o grau de velocidade é diretamente proporcional à do esquecimento. Quer dizer: até a impressão de domínio das várias frentes, até esta empolgante sensação de omnipotência que a pressa nos dá é fictícia. A pressa condena-nos ao esquecimento.
Passamos pelas coisas sem as habitar, falamos com os outros sem os ouvir, juntamos informação que nunca chegamos a aprofundar. Tudo transita num galope ruidoso, veemente e efémero. Na verdade, a velocidade com que vivemos impede-nos de viver. Uma alternativa será resgatar a nossa relação com o tempo. Por tentativas, por pequenos passos. Ora isso não acontece sem um abrandamento interno. Precisamente porque a pressão de decidir é enorme, necessitamos de uma lentidão que nos proteja das precipitações mecânicas, dos gestos cegamente compulsivos, das palavras repetidas e banais. Precisamente porque nos temos de desdobrar e multiplicar, necessitamos de reaprender o aqui e o agora da presença, de reaprender o inteiro, o intacto, o concentrado, o atento e o uno.
Lembro-me de uma história engraçada que ouvi contar à pintora Lourdes de Castro. Quando em certos dias o telefone tocava repetidamente, e os prazos apertavam e tudo, de repente, pedia uma velocidade maior do que aquela que é sensato dar, ela e o Manuel Zimbro, seu marido, começavam a andar teatralmente em câmara lenta pelo espaço da casa. E divergindo dessa forma com a aceleração, riam-se, ganhavam tempo e distanciamento crítico, buscavam outros modos, voltavam a sentir-se próximos, refaziam-se.
Mesmo se a lentidão perdeu o estatuto nas nossas sociedades modernas e ocidentais, ela continua a ser um antídoto contra a rasura normalizadora. A lentidão ensaia uma fuga ao quadriculado; ousa transcender o meramente funcional e utilitário; escolhe mais vezes conviver com a vida silenciosa; anota os pequenos tráficos de sentido, as trocas de sabor e as suas fascinantes minúcias, o manuseamento diversificado e tão íntimo que pode ter luz.
José Tolentino Mendonça
in Expresso, 25.5.2013
À conta disso, os ritmos de atividade tornam-se impiedosamente inaturais. Cada projeto que nos propõem é sempre mais absorvente e tem a ambição de sobrepor-se a tudo. Os horários avançam impondo um recuo da esfera privada. E mesmo estando aí é necessário permanecer contactável e disponível a qualquer momento. Passamos a viver num open space sem paredes nem margens, sem dias diferentes dos outros, sem rituais reconfiguradores, num contínuo obsidiante, controlado ao minuto. Damos por nós ofegantes, fazendo por fazer, atropelados por agendas e jornadas sucessivas em que nos fazem sentir que já amanhecemos atrasados.
Deveríamos, contudo, refletir sobre o que perdemos, sobre o que vai ficando para trás, submerso ou em surdina, sobre o que deixamos de saber quando permitimos que a aceleração nos condicione deste modo. Com razão, num magnífico texto intitulado “A lentidão”, Milan Kundera escreve: «Quando as coisas acontecem depressa demais, ninguém pode ter certeza de nada, de coisa nenhuma, nem de si mesmo.» E explica, em seguida, que o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória, enquanto o grau de velocidade é diretamente proporcional à do esquecimento. Quer dizer: até a impressão de domínio das várias frentes, até esta empolgante sensação de omnipotência que a pressa nos dá é fictícia. A pressa condena-nos ao esquecimento.
Passamos pelas coisas sem as habitar, falamos com os outros sem os ouvir, juntamos informação que nunca chegamos a aprofundar. Tudo transita num galope ruidoso, veemente e efémero. Na verdade, a velocidade com que vivemos impede-nos de viver. Uma alternativa será resgatar a nossa relação com o tempo. Por tentativas, por pequenos passos. Ora isso não acontece sem um abrandamento interno. Precisamente porque a pressão de decidir é enorme, necessitamos de uma lentidão que nos proteja das precipitações mecânicas, dos gestos cegamente compulsivos, das palavras repetidas e banais. Precisamente porque nos temos de desdobrar e multiplicar, necessitamos de reaprender o aqui e o agora da presença, de reaprender o inteiro, o intacto, o concentrado, o atento e o uno.
Lembro-me de uma história engraçada que ouvi contar à pintora Lourdes de Castro. Quando em certos dias o telefone tocava repetidamente, e os prazos apertavam e tudo, de repente, pedia uma velocidade maior do que aquela que é sensato dar, ela e o Manuel Zimbro, seu marido, começavam a andar teatralmente em câmara lenta pelo espaço da casa. E divergindo dessa forma com a aceleração, riam-se, ganhavam tempo e distanciamento crítico, buscavam outros modos, voltavam a sentir-se próximos, refaziam-se.
Mesmo se a lentidão perdeu o estatuto nas nossas sociedades modernas e ocidentais, ela continua a ser um antídoto contra a rasura normalizadora. A lentidão ensaia uma fuga ao quadriculado; ousa transcender o meramente funcional e utilitário; escolhe mais vezes conviver com a vida silenciosa; anota os pequenos tráficos de sentido, as trocas de sabor e as suas fascinantes minúcias, o manuseamento diversificado e tão íntimo que pode ter luz.
José Tolentino Mendonça
in Expresso, 25.5.2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
AdWin: veja o anúncio, a marca paga
http://www.adwin.pt
É a primeira plataforma nacional de gamification, isto é, onde as marcas oferecem recompensas reais aos consumidores bastando para isso que visualizem vídeos e respondam a questionários. É assim a AdWin. L'Oreal Paris, Warner Bros, Garnier, Campofrio, Fitness Hut e Chilli Beans já aderiram.
Apresenta-se como uma plataforma que permite melhorar a comunicação entre as marcas e os consumidores através do vídeo, completando o ciclo de venda online. Uma relação win-win é o que propõe, através de incentivos para ver os conteúdos, de oportunidades de experimentação de produtos, de recolha de feedback com dados demográficos e de partilha nas redes sociais.
Diz a AdWin que, para as marcas, representa um canal de acesso privilegiado e interativo com os clientes. E que, para os membros, atua como um agregador de vantagens, que as marcas disponibilizam como recompensa aos seus seguidores.
E porquê uma plataforma de gamification? O fundador da AdWin, José Maria Abecasis Soares, considera que "o consumidor cria cada vez mais barreiras à intensidade publicitária", pelo que se impunha "reduzir essa barreira e abrir uma nova possibilidade de alto impacto na publicidade online e nas vendas das marcas, através da internet e da crescente utilização do vídeo".
E como funciona a recompensa para os consumidores? A maioria das ações dos membros dentro da plataforma é geradora de cupões. Ver um vídeo, responder a um questionário ou partilhar o vídeo no facebook geram cupões na conta pessoa do utilizador, habilitando-o a ganhar o prémio associado ao vídeo da marca que escolheu.
Fonte: AdWin
in Briefing
É a primeira plataforma nacional de gamification, isto é, onde as marcas oferecem recompensas reais aos consumidores bastando para isso que visualizem vídeos e respondam a questionários. É assim a AdWin. L'Oreal Paris, Warner Bros, Garnier, Campofrio, Fitness Hut e Chilli Beans já aderiram.
Apresenta-se como uma plataforma que permite melhorar a comunicação entre as marcas e os consumidores através do vídeo, completando o ciclo de venda online. Uma relação win-win é o que propõe, através de incentivos para ver os conteúdos, de oportunidades de experimentação de produtos, de recolha de feedback com dados demográficos e de partilha nas redes sociais.
Diz a AdWin que, para as marcas, representa um canal de acesso privilegiado e interativo com os clientes. E que, para os membros, atua como um agregador de vantagens, que as marcas disponibilizam como recompensa aos seus seguidores.
E porquê uma plataforma de gamification? O fundador da AdWin, José Maria Abecasis Soares, considera que "o consumidor cria cada vez mais barreiras à intensidade publicitária", pelo que se impunha "reduzir essa barreira e abrir uma nova possibilidade de alto impacto na publicidade online e nas vendas das marcas, através da internet e da crescente utilização do vídeo".
E como funciona a recompensa para os consumidores? A maioria das ações dos membros dentro da plataforma é geradora de cupões. Ver um vídeo, responder a um questionário ou partilhar o vídeo no facebook geram cupões na conta pessoa do utilizador, habilitando-o a ganhar o prémio associado ao vídeo da marca que escolheu.
Fonte: AdWin
in Briefing
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
Açorda de Alho e Coentros
Ingredientes (para 2 pessoas)
350gr de pão duro (de preferência alentejano, mas pode ser de mistura)
4 dentes de alho
1/2 molho de coentros
sal q.b.
azeite q.b.
água quente
1 ovo
Preparação
Comece por partir o pão em fatias finas. Reserve. (Comprei um pão de propósito para fazer açorda, que deixei ficar 2 dias. Depois escavei o pão, aproveitando o miolo para fazer a açorda e a "casca" para servir de recipiente para a servir.)
Num almofariz coloque os dentes de alhos previamente descascados, o sal e esmague bem.
Leve um tacho ao lume com azeite e coloque a mistura do alho, deixe fritar um pouco e junte as fatias de pão. Envolva com a mistura de azeite e alho, acrescente metade dos coentros e vá acrescentando a água quente de modo a amolecer o pão. Vá acrescentando água e mexendo com a colher de pau de modo a ir formando uma papa, que não deverá ficar nem muito sólida, nem muito líquida.
Assim que a açorda estiver no ponto rectifique os temperos, e acrescente o ovo batido sem parar de mexer a açorda.
Polvilhe com os restantes coentros e sirva de imediato.
in As Minhas Receitas
350gr de pão duro (de preferência alentejano, mas pode ser de mistura)
4 dentes de alho
1/2 molho de coentros
sal q.b.
azeite q.b.
água quente
1 ovo
Preparação
Comece por partir o pão em fatias finas. Reserve. (Comprei um pão de propósito para fazer açorda, que deixei ficar 2 dias. Depois escavei o pão, aproveitando o miolo para fazer a açorda e a "casca" para servir de recipiente para a servir.)
Num almofariz coloque os dentes de alhos previamente descascados, o sal e esmague bem.
Leve um tacho ao lume com azeite e coloque a mistura do alho, deixe fritar um pouco e junte as fatias de pão. Envolva com a mistura de azeite e alho, acrescente metade dos coentros e vá acrescentando a água quente de modo a amolecer o pão. Vá acrescentando água e mexendo com a colher de pau de modo a ir formando uma papa, que não deverá ficar nem muito sólida, nem muito líquida.
Assim que a açorda estiver no ponto rectifique os temperos, e acrescente o ovo batido sem parar de mexer a açorda.
Polvilhe com os restantes coentros e sirva de imediato.
in As Minhas Receitas
C de Coentros
De facto, é difícil encontrar um prato típico que tenha o privilégio de ser bafejado pelos coentros e que não seja uma maravilha nutricional. Basta pensar nas açordas, amêijoas à Bulhão Pato, massadas e sopas de peixe. Apesar de termos este sentimento paternalista pelos coentros, partilhamos a sua guarda culinária com outros países mediterrânicos e asiáticos que também não dispensam o seu contributo. A conjugação do seu aroma com o facto de, em muitas culturas, ser associado a pratos de marisco rapidamente fez com que os coentros fossem um componente essencial nas “mezinhas” tradicionais de carácter afrodisíaco.
Apesar de possuir uma boa quantidade de carotenos, esta erva aromática não possui o mesmo potencial antioxidante de outros “temperos”, uma lacuna que compensa ao ser uma boa fonte de vitamina C, K, cálcio e potássio, mesmo tendo em conta que é ingerida em pequenas quantidades. Já o seu óleo possui uma tremenda capacidade bactericida e fungicida. São justamente estas substâncias voláteis que lhe conferem uma pungência aromática tremenda que, para além de trazer à nossa gastronomia uma palatabilidade livre de sal, tem igualmente inúmeras aplicações farmacêuticas e industriais. No que diz respeito à “saúde digestiva”, tem sido reportado um efeito benéfico dos coentros na diminuição da flatulência, e consequente desconforto abdominal, bem como na regularização do trânsito intestinal.
Os coentros apresentam todos estes benefícios quando são de facto ingeridos! Não são raros os exemplos em que esta fantástica erva vê as suas funções limitadas ao embelezamento do prato, não sendo este pequeno ponto verde o suficiente para salvar nutricionalmente o panorama dourado dos fritos que muitas vezes tenta, em vão, amenizar.
Há que preservar os coentros no seu maravilhoso contexto gastronómico pois, do ponto de vista da saúde, se é tradicional e leva coentros, de certeza que deve ser bom!
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público
Apesar de possuir uma boa quantidade de carotenos, esta erva aromática não possui o mesmo potencial antioxidante de outros “temperos”, uma lacuna que compensa ao ser uma boa fonte de vitamina C, K, cálcio e potássio, mesmo tendo em conta que é ingerida em pequenas quantidades. Já o seu óleo possui uma tremenda capacidade bactericida e fungicida. São justamente estas substâncias voláteis que lhe conferem uma pungência aromática tremenda que, para além de trazer à nossa gastronomia uma palatabilidade livre de sal, tem igualmente inúmeras aplicações farmacêuticas e industriais. No que diz respeito à “saúde digestiva”, tem sido reportado um efeito benéfico dos coentros na diminuição da flatulência, e consequente desconforto abdominal, bem como na regularização do trânsito intestinal.
Os coentros apresentam todos estes benefícios quando são de facto ingeridos! Não são raros os exemplos em que esta fantástica erva vê as suas funções limitadas ao embelezamento do prato, não sendo este pequeno ponto verde o suficiente para salvar nutricionalmente o panorama dourado dos fritos que muitas vezes tenta, em vão, amenizar.
Há que preservar os coentros no seu maravilhoso contexto gastronómico pois, do ponto de vista da saúde, se é tradicional e leva coentros, de certeza que deve ser bom!
Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
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