terça-feira, 11 de março de 2014

Alerta: Tem um dossel para criança em casa?

A segurança dos seus produtos é uma prioridade máxima para a IKEA, em especial no que se refere a produtos destinados a crianças. Por esta razão, a IKEA pede a todos as pessoas que tenham em casa um dossel IKEA para criança, que o devolvam na loja mais próxima onde serão reembolsados na totalidade.  
 

A segurança dos seus produtos é uma prioridade máxima para a IKEA, em especial no que se refere a produtos destinados a crianças. Por esta razão, a IKEA pede a todos as pessoas que tenham em casa um dossel IKEA para criança, que o devolvam na loja mais próxima onde serão reembolsados na totalidade.
Em causa estão os seguintes dosséis para camas de criança: LEGENDARISK, MINNEN, BARNSLIG BOLL, MINNEN Brodyr, HIMMEL, FABLER, TISSLA e KLÄMMIG.
Esta é uma medida de precaução, uma vez que a IKEA identificou o risco de ferimento por entrelaçamento associado ao uso deste produto. A IKEA recebeu alguns relatórios de entrelaçamento quando esta rede é puxada para dentro dos berços/camas e se enreda à volta das crianças. Nenhum ferimento permanente foi reportado.
A IKEA vendeu globalmente, desde 1996, cerca de 2,7 milhões destes dosséis.
A IKEA lamenta esta situação e agradece a compreensão dos seus clientes.

Para mais informações por favor contacte:
Contact Centre da IKEA Portugal | 707 20 50 50 (disponível de segunda a sábado: 9h-22h e domingo e feriados: 9h-20h - Custo rede fixa: 0,123€/min; Custo rede móvel: 0,308€/min)
INFORPRESS | 21 324 0227 | 96 346 12 96 João Duarte | jduarte@inforpress.com
IKEA | 96 166 56 56 Maria João Franco | mariajoao.patricio.franco@IKEA.com

in IKEA

sexta-feira, 7 de março de 2014

Gourmet - Um Pomar repleto de bolachas e compotas

www.facebook.com/OPomarDasAndorinhas

As encomendas podem ser feitas por mensagem privada ou e-mail: o.pomar.das.andorinhas@gmail.com
Telf.: 963139858/ 967685309

Para o nome da marca, Catarina recorreu a “um símbolo bem português, as andorinhas, por significarem prosperidade, retorno, família e fidelidade». Valores inerentes a esta iniciativa, agora exclusivamente com venda on-line.
Ainda com a loja em funcionamento, Catarina aproveitava as frutas mais feias e tocadas para confecionar doces e compotas, evitando assim o desperdício de alimentos.
Após o encerramento da loja física, Catarina não abandonou a sua feição doceira e de reabilitar memórias associadas aos nossos sabores. A empreendedora continua com a confeção das compotas onde são empregues apenas produtos da época e cultivados em pomares/hortas de familiares, amigos e vizinhos.
Acrescenta ao portfólio bolachas e biscoitos. Nestes, como salienta, «são sempre utilizados ingredientes de qualidade para terem o verdadeiro sabor do que é feito em casa».
N´“O Pomar das Andorinhas”, como sublinha Catarina, «Crio bolachas com história e sentimento. Cada bolacha é única, e nela é colocada todo o nosso carinho». Uma entrega extensível também às embalagens, todas elas contando uma pequena história alusiva à origem da bolacha que está no seu interior.
Entretanto, a empresária adotou para a marca as infusões biológicas certificadas produzidas em Ponte de Lima.
Uma produção com a assinatura d´“O Pomar das Andorinhas” que não esquece datas especiais, como o Natal, Dia dos Namorados, Dia do Pai, Dia da Mãe, Páscoa, Casamentos, Batizados e comunhões. Para estas ocasiões o “Pomar” personaliza conjuntos alusivos à data.

in Sabores Sapo

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Macieira passa a ser fabricada em Espanha

O histórico brandy Macieira deixa o Bombarral e inicia uma segunda vida para travar queda nas vendas. Fornecedores portugueses ressentem-se.
A produção da Macieira, emblemático e centenário brandy português, vai ser transferida do Bombarral para Manzanares, em Espanha. A decisão do conglomerado francês de bebidas Pernod Ricard é uma resposta à severa queda consumo de brandy e uma tentativa de recolocar a Macieira na moda.
A Pernod Ricard detém a marca líder nos brandies há 14 anos, quando adquiriu a canadiana Seagram. O digestivo deixara em 1973 o universo da família do fundador, José Maria Macieira.
Contactada pelo Expresso, a Pernod Ricard Portugal (PRP) confirma que a "produção de Macieira passou para a Pernod Ricard Espanha, de modo a beneficiar da expertise e das sinergias industriais dentro do grupo". Contudo, a definição "do perfil organolético, estratégia da marca, gestão e distribuição continuam em Portugal, uma vez que continua a ser o seu mercado prioritário", diz a empresa.

Um café e uma Macieira
"Um café e uma Macieira" ou "O bom sabor dos velhos tempos" são mensagens que fazem parte do imaginário publicitário português. A marca renasce, mas produção do brandy que Fernando Pessoa não dispensava segue para Espanha.
A reformulação da Macieira surge como uma resposta ao declínio do consumo de brandy. Este tipo de destilados não seduz as novas gerações e tem perdido quota de mercado e poder de sedução. A PRP procedeu a testes de mercado e afinou uma nova fórmula para renovar a bebida e seguir as novas tendências de consumo.
Para este segundo fôlego, a multinacional concluiu que a moderna base de Manzanares, com tecnologia mais avançada, seria o local adequado para a produzir. A transferência constitui um rude golpe nas organizações que fornecem aguardente à unidade do Bombarral.

Ofensiva exportadora
A Macieira representa mais de metade do consumo de brandy no mercado português. Num primeiro momento, combateu o declínio das vendas com uma aposta na exportação. A Macieira tornou-se na marca do portefólio da Pernod Ricard Portugal com maior volume exportado, apostando na fama de que desfruta junto do mercado da saudade. A marca é exportada para mais de 30 países, estreando-se há dois anos na Rússia e China. A base do Bombarral produz e envelhece ainda a aguardente Aldeia Velha e DAlma.
Com graduação alcoólica de 36º, 40º ou 43º, a Macieira é obtida a partir da aguardente vínica com um envelhecimento mínimo de seis meses em cascos de carvalho. Resulta da destilação de uvas de castas diversas e assenta numa receita que permanece inalterada desde o seu lançamento, em 1885.
A receita original pertence a José Guilherme Macieira, filho do fundador da Casa Macieira, que após estagiar na região francesa de Cognac replicou na Macieira os processos de produção que aprendera. O sucesso foi instantâneo e a marca ganhou reputação e apreciadores.
Antes de ter produção própria, a Macieira & Cia Lda vendia azeite, vinho e destilados, fornecendo a própria casa real.
A multinacional francesa tem vendas globais de 8,2 mil milhões de euros. A faturação da subsidiária portuguesa ronda os 40 milhões.

in Expresso

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Anúncios ilegais de venda de aves silvestres - O que fazer?

Todos os dias aparecem na internet anúncios para a venda de aves silvestres. Basta uma pesquisa simples e encontra-se a oferta das mais variada espécies. A venda de aves silvestres é proibida por lei. Apenas podem ser vendidas as aves com certificado de proveniência de criadores registados.
Ajude a acabar com este crime contra a natureza.
Denuncie a venda de aves ilegais ao organismo competente - o SEPNA - através do site de denúncia online ou através do e-mail sepna@gnr.pt, indicando o dia e o link em que viu o anúncio.

Formulário para denúncia ver aqui (se não estiver a funcionar envie um e-mail para o e-mail indicado em cima)

19 de Fevereiro de 2014
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tempestades revelam florestas pré-históricas nas praias

As violentas tempestades removeram sedimentos de praias do Reino Unido revelando florestas pré-históricas.
São tocos de carvalhos, faias e pinheiros datando de há 6.000-4.000 anos, que os cientistas têm agora a oportunidade de estudar antes que voltem a submergidos por areia nos próximos meses.
As florestas ancestrais localizam-se em Mount Bay, na costa da Cornualha, e entre Borth e Ynyslas no litoral do País de Gales, e remontam a uma época anterior à subida do nível do mar, que causou o seu desaparecimento debaixo de camadas de turfa, areia e água salgada, revela o The Guardian.
Os cientistas já sabiam da existência destas florestas que viram a luz pela primeira vez em 40 anos, indica por seu lado o The Telegraph, mas só agora foi possível determinar a sua idade através da medição do carbono radioactivo.
A “emersão” deste tipo de relíquias não é fenómeno novo, ocorrendo como resultado da erosão da costa causada por grandes temporais.

21 de Fevereiro de 2014
http://beachcam.sapo.pt

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ordem dos Veterinários lança "cheque" para tratar animais de famílias carenciadas

Como os registos caninos são feitos através das juntas, estas foram escolhidos para o projecto que vai arrancar em Lisboa e, mais tarde, estender-se ao resto do país.

A Ordem dos Médicos Veterinários vai lançar um “Cheque Veterinário” para ajudar famílias carenciadas de todo o país a tratar os seus animais de estimação, iniciando no final do mês um projecto-piloto em quatro freguesias de Lisboa.
“O cheque veterinário tem uma filosofia semelhante à do cheque dentista. Só que, enquanto o cheque dentista é comparticipado pelo Estado, o cheque veterinário é um cheque de apoio da Ordem e dos Médicos Veterinários e de outras instituições que se juntaram para poderem concretizar este projecto”, revelou a bastonária dos veterinários, Laurentina Pedroso.
Os acordos para este projecto-piloto vão ser assinados no próximo dia 27 e o programa arranca de imediato nas freguesias de Carnide, Benfica, da Misericórdia e de Santo António, envolvendo ainda a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. “A ideia é limar o processo para estender o projecto a todo o país”, acrescentou.
As juntas de freguesia e a Santa Casa vão seleccionar as famílias que necessitam deste apoio, sobretudo idosos e sem abrigo que tenham animais de companhia.
Nesta primeira fase, o programa estima abranger um total de “pelo menos duas mil intervenções”.
O cheque dará direito a tratamentos médico-veterinários e medicação gratuitos em centros de tratamento aderentes, nomeadamente vacinação, desparasitação e esterilização, “tendo como objectivo principal controlar a reprodução, evitar o abandono e o excesso de população animal”.
“Situações em que o animal precise de outros tratamentos e cirurgias serão avaliadas e também podem ser contempladas”, acrescentou a bastonária, realçando que a saúde do animal é também uma questão de saúde pública.
A dirigente defendeu a necessidade de “haver uma estratégia para a saúde animal, porque todas as pessoas têm direito a terem um animal saudável, não só aquelas que podem pagar”.
“É preciso que o Governo olhe para a causa animal. Uma das maiores dificuldades que as pessoas têm hoje em dia é o facto de os cuidados de saúde animal terem um IVA de 23%. Nós pretendemos alertar o Governo que deve considerar a ausência de IVA nos cuidados de saúde animal, como acontece noutros sectores da saúde”, considerou.
Como os registos caninos são feitos através das juntas, as freguesias são os parceiros ideais para este projecto.
“Nós sabemos, por exemplo, quais os animais que não têm as vacinas em dia”, destaca Fábio Sousa, presidente da junta de Carnide.
A autarquia vai enviar uma informação escrita sobre o projecto aos casos identificados “para que as famílias se possam inscrever”.
“Há pessoas que não conseguem sequer pagar os licenciamentos, não têm disponibilidade financeira para isso. Nós tentamos fasear o pagamento dos licenciamentos, pagam a prestações. Às vezes estamos a falar de valores muito baixos, mas, mesmo sendo valores muito baixos, as pessoas não conseguem pagar e acreditamos que esta é mais uma ajuda”, acrescentou o autarca.
Além deste cheque veterinário, a Ordem está a delinear outras acções, como a criação de um banco alimentar para animais de companhia, sobretudo os que precisam de alimentação especial.
“Vamos providenciar junto das juntas para que as pessoas tenham alimentos para os seus animais, porque muitas vezes as pessoas não têm alimentos para si e também não têm para os seus animais”, concluiu Laurentina Pedroso.

in Público

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

IV Ciclo de Concertos a 6 Órgãos 2014

Palácio Nacional de Mafra
Reserva de bilhetes e informações: telf. 261 817 550 / email: geral@pnmafra.dgpc.pt

Ver Programa

clique na imagem para ampliar

A partir do dia 2 de março, a Basílica do Palácio Nacional de Mafra acolhe IV Ciclo de Concertos a 6 Órgãos - 2014.
Os concertos realizam-se no primeiro domingo de cada mês, às 16 horas, até 7 dezembro de 2014.
Organização: Palácio Nacional de Mafra/DGPC.

in IMC

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Spring Alive está de volta

www.springalive.net

De 1 de fevereiro a 21 de junho participe e acompanhe a migração de cinco espécies de aves selecionadas como mensageiras da primavera. Este ano temos novidades: vamos dar a conhecer algumas iniciativas dos parceiros europeus envolvidos nesta campanha e também dinamizar um grupo de fotografia no Flickr. Esteja atento!

in SPEA online nº 487, 4 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo!

No Ano Novo Vou Fazer...

post repetido
  • Alimente-se de forma saudável. É fácil fazer uma alimentação variada e equilibrada: basta respeitar a pirâmide dos alimentos. Dê preferência a legumes, leguminosas, frutos e cereais integrais. Faça uma refeição vegetariana pelo menos uma vez por semana (ou mais!).
  • Viva mais e melhor! Para além de uma alimentação saudável, inclua o exercício físico nos seus hábitos diários. É essencial para uma melhor qualidade de vida, pois ajuda a combater o stress e prevenir doenças.
  • Ingira muitos líquidos ao longo do dia: faz parte de um estilo de vida saudável. Para além da água, existem sumos de frutos, água de coco, tisanas e chás, repletos de nutrientes, como os antioxidantes, que nos protegem.
  • Durma bem. Um sono repousante é essencial para enfrentar as tarefas do dia-a-dia. Cada indivíduo tem uma necessidade de sono diferente. Respeite a sua.
  • Aprecie o verdadeiro sabor dos alimentos e opte pela agricultura biológica. A diferença não está apenas no sabor. Os alimentos são mais nutritivos, seguros e, ao mesmo tempo, também ajuda a conservar o ambiente.
  • Cuide de si. Os cosméticos naturais e biológicos oferecem uma garantia de qualidade, por não conterem muitas das substâncias que são normalmente responsáveis pelas alergias. Além, disso, não são testados em animais!
  • Exercite a mente. Adquira hobbies estimulantes, reforce laços familiares e de amizade. Aprenda a lidar com o stress e a ansiedade. A saúde mental é essencial.
  • Lute contra o pessimismo. Os problemas existem. A diferença reside na forma como lidamos com eles! Encare as adversidades de forma positiva.
  • Enfrente a realidade. A preservação do meio ambiente não é um problema do futuro! Faça todos os dias algo que proteja o ambiente: ande a pé ou de transportes, poupe água e luz, use energias renováveis, use detergentes mais ecológicos, proteja a biodiversidade, etc..
  • Incondicional! Este é o tipo de carinho e amor que um animal de estimação pode dar. Ajude a acabar com um dos maiores flagelos actuais e adopte um animal. Caso não possua, ajude as muitas associações que, diariamente, lutam com dificuldades para cuidar de animais abandonados.
  • Reduzir, reutilizar e reciclar. Os três Rs há muito que estão na ordem do dia! Aprenda a poupar e reduza a quantidade de materiais em tudo o que adquire. Por exemplo, se tem roupas ou objectos que não necessita dê a alguém que os possa reutilizar. Separe sempre os resíduos.
  • Ocupe os tempos livres num trabalho voluntário. Contribua não apenas nas épocas festivas. Existem pessoas e associações carenciadas que atravessam dificuldades todos os dias do ano.

in Revista Vida Celeiro, n.º 8 – Inverno 2010

domingo, 1 de setembro de 2013

Estamos de volta!


Por vezes, razões mais fortes forçam-nos a parar... A Maria nasceu e ocupou todo o tempo. Estamos de volta, lentamente, com muitas ausências e sem a regularidade habitual (ainda!), mas o Maria Pudim está oficialmente aberto e mais "rico" e intenso do que nunca!
Obrigado a quem não desistiu de visitar este blogue.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gelados do Bairro - Gelados tradicionais portugueses

Hotel Real Palácio
Rua Tomás Ribeiro, 115 - Lisboa
https://pt-pt.facebook.com/grupohoteisreal?sk=app_195646697137509&app_data

É a novíssima proposta de verão do Hotel Real Palácio em Lisboa (Rua Tomás Ribeiro, 115). Esta unidade hoteleira de cinco estrelas apresenta os Gelados do Bairro, uma nova marca de sabores clássicos portugueses de fabrico caseiro. Criados pela chefe de pastelaria Ana Bento, recuperam os paladares clássicos (nata, morango e chocolate), aos quais se juntam receitas tradicionais como Amêndoa Amarga, Doce de Ovos com Pinhão, Arroz Doce com Canela, Moscatel e Passas, ou Requeijão, Abóbora e Nozes. Para cobertura opte por chocolate crocante, frutos vermelhos, caramelo, pepitas de cacau ou nozes caramelizadas.
Para ocasiões especiais, a Taça Real é um regresso à infância (bolas de gelado, chocolate, nata, e morango, assentes numa base crocante de brownie de chocolate e nozes, com cobertura de amêndoa tostada, chocolate crocante e chantilly) e o Trio de Frutos Vermelhos uma explosão de cores e aromas (sangria de morangos frescos com chantilly, gelado de baunilha com coulis de frutos vermelhos e sorbet de framboesa com pedaços de Brownie). A carta dos Gelados do Bairro inclui ainda sorbets de fruta fresca (Framboesa, Maracujá ou Goiaba) e crepes com destaque para o Crepe Palácio Guedes Quinhones (duo de crepes recheados com creme de baunilha e pêssego, com gelado de nata e de framboesa e cobertura de coulis de frutos vermelhos, chantilly e morangos frescos).

in Lifecooler

Exposição: Os panos que a casa dá - Trajes de Barroso

29 Junho a 30 Setembro 2013
Museu de Arte Popular
Av. de Brasília – Lisboa
Telf.: 213011282
Horário: Quarta a domingo, das 10h às 18h
http://www.map.imc-ip.pt

Inauguração: 29 de Junho, às 15h30

 
A exposição temporária Os panos que a casa dá - Trajes de Barroso é o resultado de uma parceria entre o Museu de Arte Popular e a Câmara de Montalegre através da Casa do Capitão – Ecomuseu de Barroso. Reunindo acervos do Grupo Folclórico da Venda Nova, freguesia do concelho de Montalegre, do MAP, da Casa do Capitão e do MNE, esta exposição traz a público uma mostra das formas populares de trajar da região de Barroso.
Ocupando a sala de Trás os Montes do Museu de Arte Popular, a exposição divide-se em nove núcleos que exploram a diversidade de têxteis produzidos na unidade doméstica a partir das duas matérias primas e que são o linho e a lã, mostram algumas das peças icónicas da região, como a capa de burel e a croça de juncos, e apresentam um conjunto de trajes de trabalho e de cerimónia característicos da região.

in IGESPAR

quinta-feira, 27 de junho de 2013

2011, uma colheita para a história do vinho do Porto

A euforia chegou ao Douro e às caves da Gaia. Pequenas e grandes companhias vão declarar Vintage 2011 e, a avaliar pelos vinhos que a família Symington apresentou recentemente, a colheita de há dois anos promete preencher mais uma página gloriosa na já longa história do vinho do Porto.

O primeiro Porto Vintage da segunda década do século XXI é um vinho para o século XXII. Daqui a 100 anos ou mais, algumas das garrafas da colheita de 2011 que estão agora a começa a ser cheias vão certamente ser abertas pelas próximas gerações com a mesma emoção e espanto que sentimos hoje quando provámos vinhos do início do século XX e dos finais do século XIX.
Os vintages de 2011 têm tudo para aspirar ao estatuto de lenda na história do vinho do Porto e perdurarem nos anais do sector com o mesmo brilho e glória de colheitas como a de 1963, por exemplo. Pode parecer cedo e arriscado antecipar um futuro tão duradouro e brilhante para uma colheita, mas o consenso e a euforia que se estão a estabelecer em torno do Porto Vintage 2011 parecem assentar em bases seguras. As condições climatéricas foram perfeitas: choveu bastante nos últimos três meses de 2010 e os meses de Abril e Maio foram mais amenos e húmidos do que o normal, acelerando o ciclo normal da vinha e desencadeando focos de oído e míldio que viriam a provocar uma queda acentuada na produção (menos 20 por cento do que a média, o que favoreceu a concentração das uvas).
As vinhas chegaram ao pico do Verão em pleno stress hídrico e, quando se esperava que a vindima começasse 15 dias mais cedo e com alguns desequilíbrios na maturação das uvas, caíram umas chuvas milagrosas nos dias 21 de Agosto e 1 de Setembro que permitiram o desenvolvimento harmonioso dos teores de açúcar, dos compostos fenólicos (cor, taninos) e da acidez. A vindima acabou por se iniciar uma semana mais tarde do que o habitual e o bom tempo manteve-se quase até ao final de Outubro. Um cenário de sonho para qualquer enólogo.
Como acontece com os grandes vinhos, os vintages de 2011 nasceram perfeitos. Nos próximos meses, à medida que forem sendo revelados, vão andar nas bocas da crítica nacional e internacional. Alguns podem mesmo aspirar à classificação máxima dos críticos mais influentes. Depois de uma década difícil, o vinho do Porto, o grande vinho português, promete voltar a dar que falar.
Ao contrário do que aconteceu em 2009, em que só algumas casas declararam Porto Vintage, em 2011 a declaração irá ser geral. Pequenas e grandes companhias já anunciaram ir lançar vintages clássicos (engarrafados com as principais marcas e feitos com vinhos de várias propriedades).
A Sogrape foi uma das primeiras a fazê-lo, há algumas semanas. A Fladgate Partenership, que comercializa as marcas Taylor`s, Fonseca e Croft, também anunciou esta terça-feira uma nova declaração de vintage, a quinta em apenas 11 anos (depois das de 2000, 2003, 2007 e 2009). A família Symington, que lidera o sector, manteve-se fiel à média histórica (três colheitas por década) e, quatro anos depois, volta a declarar vintage clássico. Pela primeira vez, a apresentação inaugural dos vinhos foi feita em Portugal.
Como maior produtor do Douro (possui 26 quintas e quase mil hectares de vinha), a família Symington é uma espécie de espelho e barómetro do sector. O facto de ir lançar oito Porto Vintage diz bem da qualidade da colheita de 2011 e também do potencial da empresa. Além dos clássicos Graham`s, Dow`s e Warre`s, os Symington vão declarar Cockburn`s (o primeiro na condição de proprietários da marca), Quinta do Vesúvio, Quinta do Vesúvio Capela, Quinta de Roriz (associação com a família Prats) e Graham`s The Stone Terraces, uma extraordinária novidade.
Paul Symington, o líder da empresa, está na companhia há 34 anos e durante este tempo só assistiu ao lançamento de nove vintages. Charles Symington, o director de enologia, entrou para a empresa em 1995 e o vintage de 2011 foi apenas o quinto em que participou. "Declarar um vintage é uma decisão muito importante", sublinhava, com solenidade, Paul Symington.
Para se chegar a esse momento, é necessário um trabalho prévio e verdadeiramente admirável de prova e selecção de lotes (a grande arte do vinho do Porto). O Graham`s 2011, por exemplo, resultou de uma selecção inicial de 70 lotes provenientes das quintas das Lages, Vila Velha, Vale de Malhadas, Tua e Malvedos e da incorporação no blend final de 15 vinhos diferentes (40% de Touriga Nacional, 31% de Touriga Franca, 23% de vinha velha e 6% de Sousão). A produção total das cinco quintas ascendeu a 1.454 pipas (cerca de 800 mil litros) e apenas 131 pipas foram engarrafadas como Graham`s, o equivalente a 8 mil caixas de vinho. Destas, apenas 650 serão vendidas em Portugal (o preço por garrafa deverá andar entre os 65 e os 70 euros).
É um vintage quase de joalharia, imponente e geométrico no seu esqueleto, de aroma distinto e delicado (fruta vermelha, violetas, eucalipto, menta, esteva…) e sabor complexo (fruta, cacau, especiarias). Os taninos são poderosos mas bem maduros, não secando o palato, e a acidez, para um vinho desta natureza, é magnífica. O final é voluptuoso e explosivo. Na verdade, não há muitas palavras para descrever um vinho destes. Descrevê-lo é perdermo-nos em detalhes que pouco interessam. Um simples adjectivo basta: soberbo.
E podíamos dizer o mesmo de quase todos os outros vintages de 2011 da família Symington , em especial do delicado Warre`s, do denso e concentrado Quinta do Vesúvio Capela (200 caixas apenas, 100 a 110 euros a garrafa), do sofisticado Stone Terraces (250 caixas, 140 a 150 euros a garrafa) e do austero e musculado Dow`s. Na sua diversidade e riqueza, são vintages que reflectem o melhor do Douro. E o melhor do Douro continua a ser o vinho do Porto, tanto o Tawny velho da tradição duriense como o Vintage que os comerciantes ingleses inventaram.

Pedro Garcias (30.04.2013)
in Fugas Vinhos

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bolinhas de Melancia, Meloa e Melão

Ingredientes
1 laranja média
1 fatia média de melancia
1 fatia média de meloa
1 fatia média de melão
Folhas de hortelã fresca picada

Preparação
Ponha as fatias (grossas) de melão, meloa e melancia no congelador até congelarem.
Depois, usando uma colher de gelado, extraia bolinhas das frutas (coloque a colher e faça pressão, rodando ao mesmo tempo).
De seguida, mergulhe as bolinhas no sumo da laranja durante 8 a 10 minutos.
Retire e salpique com hortelã fresca picada.
Sirva bem gelado.

Adaptado daqui

M de Melão, Meloa e Melancia

As frutas que se podem beber sem restrições são sinónimo de saúde até à última gota.

Quase todas as consultas ou outras intervenções nutricionais possuem sempre um espaço reservado para o trio melão, meloa e melancia (e já agora também os morangos) como aqueles frutos dos quais se pode “abusar” ou comer com mais à vontade. E, de facto, a sua composição nutricional legitima completamente esta discriminação positiva uma vez que, em vez de fruta que se come, estamos perante fruta que se bebe. Melão, meloa e melancia possuem todos mais de 90% de água e menos de 6% de açúcar, algo que na prática se traduz em apenas 20 a 30 kcal por 100 gramas.
Vemos então que a opção por qualquer um dos três é positiva na perspectiva de aumentar a densidade nutricional da nossa alimentação, isto é, é maior a quantidade de alimentos ingeridos com o mínimo de calorias associadas. Ainda assim, uma pergunta impõe-se: entre melão, meloa e melancia qual deles o melhor? Como os olhos também comem, poderíamos ficar com a ilusão de que as suas fortes cores teriam a devida correspondência em vitaminas, nutrientes e fitoquímicos. Todavia, entre os três, a melancia é justamente a que possui menos fibra, menos carotenos e, consequentemente, menos vitamina A, mas também bastante menos vitamina C (melão e meloa são excelentes fornecedores desta vitamina).
Apesar do potencial antioxidante dos três ocupar um patamar inferior no panorama de frutos e hortícolas, é mais uma vez a melancia que se diferencia negativamente a este nível. Ainda assim, falamos de diferenças relativamente pequenas e tomara que todas as dúvidas ou indecisões na escolha alimentar tivessem como pano de fundo alimentos com esta grande riqueza nutricional.
A caminhada da Primavera até ao Verão faz-se ao ritmo do aumento das temperaturas, e como quase tudo na natureza faz sentido, são justamente as “frutas que se podem beber” que começam a inundar as bermas das estradas fazendo com que a paragem se torne quase obrigatória. Por isso, quer opte por melão, meloa ou melancia, existem poucas dúvidas e uma só certeza: são sinónimo de saúde até à última gota.

Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público

domingo, 23 de junho de 2013

Nunca soube lançar o pião

Nunca soube lançar o pião
como os rapazes no terreiro,
entre os contentores: aprendizes
de ladrões, de proxenetas,

arrumadores. Nunca soube
lançar o pião. Nem puxar-lhe
o cordel entre os dedos
ou içá-lo, rodopiante, na palma

a mão, acima do solo
conspurcado e mudo. Lancei
a minha vida, os meus
anseios. E foi tudo.

Vítor Oliveira Mateus, in A Irresistível Voz de Ionatos
Editora Labirinto, 2009, Lisboa

sexta-feira, 21 de junho de 2013

No Entardecer dos Dias de Verão

No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão ...
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ...
Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo
Porque a imperfeição é uma cousa,
E haver gente que erra é original,
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos,
E deve haver muita cousa
Para termos muito que ver e ouvir ...

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLI"
Heterónimo de Fernando Pessoa

21 Junho 2013 - Solstício de Verão

Solstício de verão é o momento que marca o início do verão. O verão 2013 começa no dia 21 de junho de 2013 exatamente às 05:04 horas em Portugal. Este momento é conhecido como Solstício de verão.

O que acontece no Solstício de Verão?
A astronomia define como Solstício de Verão o momento em que o Sol, assim como o vemos a partir da Terra, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em junho no hemisfério norte, e em dezembro no hemisfério sul.

O que quer dizer Solstício de Verão?
O termo "solstício" vem do Latim e é composto por duas palavras: sol (sol) e sistere (que não se mexe). Solstício significa portanto, "sol parado", uma vez que para o observador que está na Terra, o sol parece manter uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Solstícios acontecem duas vezes por ano, em junho e em dezembro, definindo as mudanças de estação.
Em junho observamos o Solstício de verão, que coincide com o início do verão no hemisfério norte. Já no hemisfério sul acontece ao mesmo tempo o Solstício de inverno. Por volta de 20 de dezembro acontece o contrário: enquanto o hemisfério norte recebe o Equinócio de outono, chega o Equinócio da primavera no hemisfério sul.

Datas e horas do Solstício de Verão
  • Em 2013, no dia 21 de junho às 05:04
  • Em 2014, no dia 21 de junho às 10:51
  • Em 2015, no dia 21 de junho às 16:38
  • Em 2016, no dia 20 de junho às 22:34
  • Em 2017, no dia 21 de junho às 04:24

in Online24

quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Obra de Eça de Queiroz inspira rota histórica em Leiria

A partir de "O Crime do Padre Amaro", os visitantes percorrem a zona histórica da cidade, num regresso ao século XIX.

Durante cerca de uma hora os participantes fazem uma viagem a finais do século XIX, visitando os locais que Eça de Queiroz retrata no seu livro O Crime do Padre Amaro. Trata-se de mais uma rota histórica e literária que a Câmara Municipal de Leiria acaba de criar, com vista a convidar as pessoas a percorrerem a zona histórica da cidade.
Gonçalo Lopes, vereador da Cultura, está convicto de que aquela rota será um novo produto turístico que atrairá mais pessoas a Leiria. Salientando que a aposta da autarquia é "afirmar Leiria na vertente cultural e literária", o vereador refere que "o desenvolvimento económico da cidade passa, cada vez mais, pelo desenvolvimento turístico".
A visita tem início no Largo do 5 de Outubro de 1910, junto à entrada da Praça de Rodrigues Lobo, onde se recua a 1870, ano em que Amaro, o personagem principal da obra, foi nomeado pároco da Sé e onde Eça de Queiroz descreve as pessoas que frequentavam a então Praça de S. Martinho e os comentários em relação a um eventual envolvimento entre o Padre Amaro e "Ameliazita".
A Rua de Afonso de Albuquerque, a Rua da Misericórdia, a Travessa da Tipografia, o Largo da Sé e a Casa do Sineiro, junto à torre que dá acesso ao Castelo de Leiria, são os restantes pontos da cidade de Leiria onde se desenrola o romance entre Amaro e Amélia, que integram a Rota d' O Crime do Padre Amaro.
Reconhecendo a importância da obra de Eça de Queiroz para Leiria, Gonçalo Lopes considera que aquela pode ser encarada como uma oportunidade de negócio, dando o exemplo da criação de um restaurante ou bar temático. Ou mesmo a criação de merchandising alusivo à obra. Propostas que o autarca pretende, em breve, apresentar a potenciais parceiros.
"Estes produtos turísticos contribuiriam para alavancar o centro histórico de Leiria, que tem como principais factores de atracção o Centro Cívico - Praça de Eça de Queirós, o Castelo, a Sé e a Praça de Rodrigues Lobo", diz o vereador.
A rota queirosiana junta-se à Rota dos Escritores, também promovida pela Câmara Municipal de Leiria, com o objectivo de homenagear os escritores Francisco Rodrigues Lobo, Acácio Paiva e Afonso Lopes Vieira, que nasceram na cidade, assim como Eça de Queiroz e Miguel Torga, que ali viveram.
As rotas poderão ser visitadas de forma guiada por técnicos da autarquia, ou percorrendo a sinalética específica instalada nos diversos pontos da cidade. Os visitantes poderão, ainda, descarregar uma aplicação para smartphone que dá acesso a toda a informação, através de um áudio-guia.
Entretanto, a autarquia está a desenvolver um projecto que permitirá, a partir de 2014, que aquela rota seja encenada por uma companhia de teatro local.

Orlando Cardoso
in Fugas

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bolsa de terras já abriu

http://www.bolsanacionaldeterras.pt

A Bolsa Nacional de Terras já pode receber ou disponibilizar terrenos pertencentes ao Estado, autarquias e quaisquer entidades públicas ou privadas.
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apresenta hoje a Bolsa Nacional de Terras. A partir de agora esta bolsa fica apta a receber ou disponibilizar terrenos pertencentes do Estado, das autarquias e de quaisquer entidades públicas ou privadas.
Entre outros objectivos, a bolsa de terras visa facilitar o encontro entre a oferta e a procura de terras para fins de exploração agrícola, combater o abandono, contribuir para aumentar a dimensão das explorações, aumentar o volume e o valor da produção agro-alimentar nacional e contribuir para a identificação de terras abandonadas. Os interessados poderão obter mais informações em http://bolsadeterras.dgadr.pt.
Alguns críticos desta iniciativa garantem que o que pode vir a acontecer é que terras abandonadas que venham a ser colocadas na bolsa, podem logo a seguir ser resgatadas por alegados donos. A verdade é que a falta de organização cadastral, que afeta todo o país, poderá jogar em desfavor desta iniciativa.

Vítor Andrade
in Expresso

domingo, 16 de junho de 2013

Amor

O teu amor infiltra-se no meu corpo
Tal como o vinho se infiltra na água quando
O vinho e a água se misturam.

Poemas de Amor do Antigo Egipto
Tradução Helder Moura Pereira
Assírio & Alvim

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bombons caseiros

Ingredientes
(para 16 bombons)
80g de chocolate de culinária
80g de chocolate de leite com amêndoas
1 colher de sopa de margarina
1 colher de sobremesa de Vinho do Porto
2 colheres de sopa de amêndoas laminadas
3 alperces secos picados

Preparação
Colocar uma folha de papel vegetal ou um tapete antiaderente numa bancada de trabalho.
Colocar num recipiente refratário os chocolates, a margarina e o vinho do Porto. Levar ao lume em banho-maria até amolecer. Misturar tudo muito bem e juntar as amêndoas e os alperces, envolvendo de forma rápida, mas uniforme.
Retirar do lume e com a ajuda de duas colheres de sobremesa fazer pequenos bombons, que ficam mesmo meio toscos, colocando em cima da superfície preparada. Todo este processo deve ser feito de seguida, uma vez que se o chocolate arrefecer já não permite moldar os bombons.

in As Receitas Lá de Casa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo António por Agustina Bessa-Luís

Santo António de Lisboa, cuja história, durante séculos, resistiu a ser soterrada pelo panegírico e acabou por ser encarada como exercício de eruditos, aparece-nos, a nós os leigos, ora fleumático, ora diáfano. A sensibilidade popular converteu-o num santo fácil e caseiro; nisto veio a dar aquele que, por índole e por carreira, se entregou ao convívio das causas humanas. Santo António foi sobretudo um asceta, o que não quer dizer uma natureza solitária. O asceta, a par da saudade de morrer, anda constante com a paixão da vida. Amou o mundo por algo que era nostalgia da felicidade. E os homens corresponderam-lhe com gratidão, que é amor por quem se afeiçoa às experiências deles, ainda que sem ilusão e familiaridade. Possui o Santo as sete energias instauradas pela inteligência: possui o intelecto individual que participa da eternidade da inteligência e está muito acima do pensamento; possui a verdade; possui a alegria, pois a alegria brota da plenitude do conhecimento; possui a prova apodítica; e também a vida, porque a vida é inseparável da inteligência, e são como mortos os que a ignoram. Possui a perfeição. E o êxtase perante o mundo supersensível. (...)
É de supor que os sermões orais de Santo António fossem dos mais comoventes que foram proferidos por qualquer pregador. A sua raça de homem atlântico de que brumas rodeou o coração? Que amigos conservou no desterro, que fidelidades sentiu na carne e no espírito através dos mares diferentes e dos idiomas diferentes? Em 1263, 32 anos depois da morte do Santo, S. Boaventura, então ministro geral [dos Franciscanos], vem a Pádua para trasladar os restos mortais do taumaturgo para a sua nova basílica. Antes de ser encerrado no seu sepulcro de mármore verde, fez-se o reconhecimento dos despojos. O corpo tinha-se tornado em pó; e disseram que só a língua continuava viva, símbolo da força da sua palavra e da incorrupta natureza do seu espírito. (...)
A sua cultura humanista e clássica está demonstrada nos seus textos. A linguagem é estudada e a expressão, muitas vezes, além de erudita, é dramática e é poética. Temos disso um exemplo no belíssimo passo que diz: «Se a rola perder a companheira, dela carecerá sempre; caminha sozinha e vagabunda, não bebe água clara, não sobe a ramo verde. Por seu lado, a pomba é simples, tem um ninho mais áspero e pobre do que as demais aves, não fere a ninguém com o bico ou com as unhas, não vive da rapina...». «Não bebe água clara, não sobe a ramo verde.» A correção do ritmo é acompanhada pela doçura da imagem. Os jogos de palavras, os paralelismos, as antíteses, os recursos da improvisação imagística, a elegância da metáfora, a vivacidade das apóstrofes, tudo isso faz de Santo António um grande escritor medievo.
«A abelha pequena trabalha mais, tem quatro asas subtis e a sua cor é negra e como que queimada.» Assim começa o pregador a conduzir a atenção dos seus ouvintes; e quando eles se aplicam em segui-lo, interessados no quadro naturalista que se desenrola, eis que outras situações lhes são mostradas e que o campo espiritual se lhes descobre. Quem não conhece a abelha operosa e escura? E as flores do salgueiro de que ela se alimenta, quem nunca as viu? O vento forte que sopra nas vinhas desde Pádua a Verona, todos os sentiram no inverno, esse inverno do norte que não é difícil comparar à adversidade. Há um acento na voz sonora que é inesquecível, quando ele descreve o que o coração envia ao pensamento.
A multidão ouve suspensa aquele homem pequeno, de cabelos brancos. É consolador tudo quanto ele diz, seguem-no, admiram-no, esperam dele coisas surpreendentes, embora não o compreendam algumas vezes. Mas ele sabe como fazer perdoar a sua erudição. «Assim como a flor quando espalha o perfume não se corrompe, também o verdadeiro humilde não se eleva quando louvado.» Louvam-no, não unicamente porque a sua língua bendita exalta o Senhor, mas porque ele opera nas almas uma estranha mudança; é uma espécie de expetativa que se introduz nas suas vidas. De que fala o Santo? Sossega-os nos seus lamentos, dá satisfação às suas opressões, anima-os nas suas guerras, resgata-os das suas dívidas, sustenta-os nas sua formes. É um pai amorável, embora evangelize às vezes de maneira sentenciosa. E é também um doutor capaz de se exprimir diante dos letrados. (...) «O casto afeto acompanhado de seriedade» - eis como ele se apresenta. A candura reveste-o e o povo ama o que nele é a própria deliberação de Deus.

Agustina Bessa-Luís
in Santo António, Guimarães Editores (1971-1973)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O primeiro autocarro anfíbio de Lisboa já navega no Tejo

Hippotrip
Doca de Santo Amaro
T: 211922030
http://www.hippotrip.com
http://www.facebook.com/Hippotrip

Há nova estrela no rio. Chegou o autocarro da Hippotrip que não só mostra Lisboa aos turistas por terra como, logo de seguida, "mergulha" para dar a ver a capital a partir do rio. Nos planos, chegar a outras cidades do país: o Porto já está na mira.

O momento é de ansiedade e expectativa. Num ambiente de alguma solenidade, ao som de Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss, o autocarro entra no rio Tejo, para grande espanto dos muitos turistas que andam nas imediações da Doca do Bom Sucesso, em Belém. Um breve suster de respiração, um abanão e eis que Lola, autocarro anfíbio da empresa HippoTrip, se faz às vagas do Tejo, provocando uma salva de palmas dos cerca de vinte convidados para a viagem inaugural.
Para chegar a esta primeira viagem, o processo foi moroso. "Foram necessárias dezenas de licenças perante várias entidades", refere Frank, garantindo que o veículo agora estreado foi comprado em Dezembro de 2008.
Agora que todas as formalidades estão cumpridas, o autocarro faz-se à estrada, seguindo em direcção ao Cais do Sodré e passando depois pela Praça do Comércio, Rua da Prata, Rossio, Av. da Liberdade, Marquês de Pombal, Rato, Estrela e Belém, onde, já na última meia hora de percurso, se passeia nas águas do rio.
No primeiro dia, devido à maré, só se navegou entre o Padrão dos Descobrimentos e o Centro Champalimaud, junto à Torre de Belém, mas David Ferreira, o guia, admite que, com outras condições, se possa ir até perto do Museu da Electricidade. O guia, que fala em português e inglês, vai alternando, ao longo do percurso, entre explicações históricas de Portugal e Lisboa e lendas que ele próprio admite serem duvidosas.

Dois anfíbios até Dezembro
"Se por acaso houver um maremoto, estamos bem, porque estamos num anfíbio", diz, ao passar pela Rua do Arsenal. Aqui, a principal atracção para os turistas apeados parece ser mesmo o autocarro "virtualmente inafundável" - nas palavras de David - que vai a passar, com alguns solavancos. Muitos tiram fotografias e muitos correspondem com acenos ao grito que David pede diversas vezes aos passageiros: "Hippo, hippo, hurray!"
A HippoTrip "é uma pequena empresa com um grande sonho", diz Frank no discurso que profere ainda antes da partida do veículo. Depois de vários agradecimentos às várias entidades ali representadas, é Andreia Ventura, administradora do Porto de Lisboa, que corta a fita vermelha que ornamenta a escada de acesso ao veículo.
"É um regresso à tradição" da alma navegadora portuguesa, salienta Frank Alvarez na sua intervenção, manifestando o desejo de que a empresa se torne "um motivo de orgulho para os habitantes da cidade".
Luso-canadiano, Frank teve a ideia de montar a HippoTrip em 2005, quando estava em Harvard a estudar. O autocarro anfíbio que agora passará a fazer parte da paisagem lisboeta "é o 55.º veículo do género" em todo o mundo, garante David Ferreira.
A empresa espera ter um segundo autocarro em operação até ao fim do ano e prevê um total de quatro para a cidade de Lisboa, mas conta lançar-se igualmente no Porto.

O "passeio turístico mais singular de Lisboa"
"Quando o autocarro de repente desce a rampa para o rio, as pessoas ficam estupefactas", comentava à Fugas Catarina Tomé, da equipa da HippoTrip. E essa surpresa deverá continuar a repetir-se ao longo do mês de Maio, de sexta a domingo, a cada duas horas, a partir das 9h. Em Junho, os passeios serão diários. Os bilhetes custam entre 15€ (criança dos 2 aos 16 anos, maiores de 65) e 25€ (adulto) com trajectos de cerca de 90 minutos (60 em terra, 30 no rio). O autocarro-barco poderá transportar 40 pessoas.
Na sua apresentação, a empresa de Turismo Anfíbio promete "diversão, riso e aventura", tudo "embrulhado na experiência de passeio turístico mais singular de Lisboa". A viagem é acompanhada por guias, que deverão ir além da normal informação sobre as atracções turísticas que se vão vendo numa viagem; espere-se um "espectáculo" bem-humorado, em que se pode também "aprender sobre a cultura e história fabulosa desta cidade deslumbrante", resumem. O convite é para apreciar "Lisboa com um splash".
Os guias da Hippotrip "tentam ser mais interactivos com as pessoas, falando em inglês e português para todos se sentirem integrados", diz Catarina Tomé. Ao longo do "tour", "há histórias com um toque de humor. "Pesquisámos muitas histórias engraçadas sobre os monumentos e outros locais, menos conhecidas".
Tanto guias como motoristas também têm que ter mais "predicados" do que apenas capacidade de animar ou conduzir: nos critérios de contratação (há vagas disponíveis) dos motoristas refere-se que, como "serão responsáveis pela condução do veículo em terra e governação da embarcação na água", devem ser "Mestres Locais e similares" ou, pelo menos, Patrões Locais; isto é ter carta náutica e acreditações profissionais conexas. Os guias também têm que ter carta de Patrão Local.
Quem se quiser candidatar a guia, para além da carta de Patrão Local como "mínimo exigido", terá que ter um currículo recheado: "Boa apresentação, gosto e grande à vontade em falar para pequenos grupos" e, além de conhecimentos de cultura geral e local, "possuir um bom conhecimento de Português, Inglês e eventualmente uma terceira língua".
Os trajectos turísticos têm partida das Docas de Santo Amaro, em Alcântara, perto do Clube Naval (Associação Naval de Lisboa). Aqui, entra-se no autocarro e segue-se depois pelas principais atracções da cidade. Na Doca do Bom Sucesso, entra pelo rio adentro e começa a navegar. A chegada é ao Centro Náutico de Algés. Este é o percurso fixo mas pode haver trajectos especiais para determinados eventos ou grupos.

Por João Pedro Pincha, Luís J. Santos
in Fugas