sábado, 1 de outubro de 2011

As surpresas da semana

1 - A Neve continua à procura de uma boa família. Alguém quer ter uma amiga meiga e de olhos azuis para a vida?

2 - Às Árvores Cantei

3 - Passatempo: a Ô Hotels & Resorts oferece 2 noites em quarto duplo em Meia Pensão, com Quarto Vista Mar e um Passeio a Cavalo. E também 2 noites em quarto duplo em Meia Pensão e com um Circuito de Spa (participa até 30 Outubro 2011).

4 - A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) alertou esta quinta-feira para os “riscos sérios para a sustentabilidade financeira” destas instituições provocados pelo aumento dos preços de bens como luz e água e uma eventual subida dos impostos.

5 - Um projecto-piloto de reintrodução de técnicas tradicionais e ambientalmente sustentáveis na exploração e manutenção de áreas florestais, tem início a partir do próximo dia 12 de Outubro, decorrendo todas as quartas-feiras, às 15h, na Quinta da Pena, em Sintra. Serão organizadas demonstrações sob o mote «Cavalos nas Florestas de Sintra – Tradição e Sustentabilidade», com o objectivo de recuperar o património sociocultural perdido em Portugal.

6 - Passatempo: a Cabra Palhais oferece 10 Kit’s exclusivos Palhais compostos por um avental com a imagem da tua Cabra preferida bordada, uma tábua de madeira com 3 utensílios para cortar queijo, uma garrafa de vinho Grão Vasco e queijos marca Palhais (participa até 15 Outubro 2011).

7 - Projecto “Vamos à Horta” combate desertificação e promove produtos da terra em Avis

8 - Homenagear as vidas que partiram, com a vida de uma árvore.

9 - Passatempo: ganhe 10 livros «Em forma com Marisa Cruz» (participa até 18 de Outubro 2011).

10 - Nova Iorque: Proposto jardim subterrâneo para uma antiga estação de metro

11 - Rei da Arábia Saudita anuncia direito de voto às mulheres

12 - Passatempo: a Nestlé oferece 20 vouchers A Vida é Bela, no valor de 60 euros (participa até 18 Outubro 2011).

13 - Morreu Wangari Maathai, Nobel da Paz de 2004

14 - Dois jovens portugueses, Rui Major e José Abreu, realizaram um vídeo que conquistou 1ºlugar da categoria “Thirst for What's Next” de um concurso internacional promovido pela Pepsi.

15 - Passatempo: o Posto de Turismo oferece um Fim-de-Semana para 2 Pessoas no Hotel "Mar Azul", na Serra D'el-Rei, Peniche (participa até 8 Outubro 2011).

16 - A nova lojinha on-line da ABRA, ao comprar está a ajudar os animais!

17 - Filmagens da Via Lactea no Teide, (Tenerife, Canárias), a montanha mais alta de Espanha.

18 - Passatempo: o El Corte Inglês oferece presentes para os Bebés: 1º Lugar – 1 Carrinho de passeio; 2º Lugar – 1 Mala de Oferta; 3º Lugar – 2 Fatinhos de bebé (participa até 5 Outubro 2011).

19 - Terra Sã Porto 2011 - Palácio de Cristal, de 7 a 9 Outubro 2011 (entrada livre).

20 - Madre Teresa de Calcutá (Filme Completo)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Doce de Maçã e Especiarias

Ingredientes para cerca de 4 frascos de 200ml:
1kg de maçã limpa cortada em pedaços
750g de açúcar
1 pau de canela
2 cravinhos
1 estrela de anis pequena
sumo e casca de 1/2 limão

Preparação:
Num tacho coloque as maçãs e junte o açúcar, as especiarias, a casca e o sumo de limão. Leve ao lume, e assim que começar a ferver reduza-o para o mínimo e deixe cozinhar muito lentamente durante cerca de 1 hora. Ao fim desse tempo retire as especiarias e passe o doce com a varinha mágica.
Leve novamente a lume brando até o doce atingir o ponto de estrada (que é quando depois de colocar um pouco de doce num prato e lhe passar o dedo, se formar uma estrada!).
Retire o doce do lume coloque-o, ainda quente, em frascos esterilizados. Feche os frascos e coloque-os de cabeça para baixo - isto ajuda a criar um vacuo natural e a ajuda a conservar o doce mais tempo.

in As Minhas Receitas

Depressão em Portugal é superior à média europeia

Doença contribui para o aumento da morbilidade de várias enfermidades

«Depressão: Tratar e Recuperar» é o lema do Dia Europeu da Depressão que se assinala a 1 de Outubro. Como forma de antecipar a data, está a decorrer, em Lisboa, um debate aberto à sociedade organizado pela Associação Europeia da Depressão, com o apoio da Clínica Universitária de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM). O encontro tem como finalidade “sensibilizar as pessoas para os problemas levantados pelo tratamento dos quadros depressivos a nível europeu”, explica a vice-presidente da SPPSM, Luísa Figueira, ao Ciência Hoje.
A depressão é “problema de saúde pública grave” pois “afecta uma larga faixa da população”, diz Luísa Figueira. Trata-se de uma doença com grande impacto na qualidade de vida individual e familiar, sendo que contribui para um grande aumento da morbilidade de várias doenças, em particular, as cardiovasculares.
Um Estudo Nacional de Saúde Mental, feito em Portugal em 2010 por uma equipa liderada por Caldas de Almeida, revelou que as perturbações depressivas surgiam em 7,9 por cento da população. Este resultado “é superior à média dos países europeus e apenas inferior à prevalência anual nos EUA que é de 9,6 por cento”, refere a responsável.
Outro estudo tornado público, em 2011 por David Blachoflower e Andrew Oswald (dados do Eurobarometro), sobre o consumo de antidepressivos na Europa (27 países europeus) revela que anualmente um em 13 cidadãos tomou antidepressivos. A probabilidade é maior nas mulheres de meia-idade, desempregadas, divorciadas ou separadas e com um nível educacional mais baixo.
O consumo de antidepressivos é maior em Portugal, na Lituânia, na França e no Reino Unido. “Em Portugal 16 por cento da população tomou um antidepressivo no ano anterior e 9 por cento tomou por um período prolongado”, afirma Luísa Figueira.
A especialista em psiquiatria sublinha que “os factores sociais têm um grande impacto na saúde mental e a crise económica, afectando um número significativo de pessoas, aumenta a probabilidade de perturbações emocionais principalmente ansiedade e depressão”.

Susana Lage in Ciência Hoje

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conselho para quem compra ração em lata para gato

Nunca deite fora uma lata sem amassá-la. Amasse-a e coloque-a num local seguro pois os gatos de rua, ou até mesmo os gatos de casa, podem sentir o cheiro de comida e tentar revirar o lixo para comer.
Para alcançar a comida que fica no fundo da lata o animal poderá ficar com a cabeça entalada na embalagem e acabar por se cortar nas bordas da embalagem.


Fotografias retiradas do site Margarida e os Animais

Ingredientes que deve evitar nos seus alimentos

A indústria alimentar utiliza bastantes aditivos de forma a tornar os seus produtos mais apelativos, saborosos, com maior tempo de validade ou com preços de produção mais reduzidos. De facto estes aditivos tornam os produtos mais rentáveis para quem os produz, mas que custo representa para a nossa saúde, a longo prazo, a inserção destes aditivos e metodologias de produção? De acordo com Mike Adams, editor do site NaturalNews.com, um site de referência na área de saúde natural nos Estados Unidos, são vários os ingredientes que o consumidor deverá evitar ao adquirir produtos, de modo a poder preservar a sua saúde. Segundo o autor, entre estes ingredientes estão:
Acrilamidas – Químicos tóxicos e potencialmente cancerígenos, gerados quando hidratos de carbono são expostos a temperaturas altas (principalmente em fritos). Estão presentes, por exemplo em batatas fritas. Como são compostos que surgem não intencionalmente, não estão presentes na lista de ingredientes.
Aspartame – Adoçante químico. Causa problemas neurológicos, convulsões, visão desfocada e enxaquecas. É bastante utilizado em produtos light ou diet dado o seu teor baixo em calorias.
Proteínas autolisadas – forma altamente processada de proteínas que contém glutamato livre usado para imitar o químico glutamato monossódico, que realça o sabor dos alimentos.
BPA (Bisfenol-A) – Químico que o corpo humano utiliza como se de hormonas se tratasse. É encontrado virtualmente em todas as embalagens de plástico. Activo mesmo em quantidades de partes por milhar de milhão. Promove cancro, infertilidade e problemas hormonais. Também “femininiza” os homens e promove crescimento do peito masculino.
Corantes químicos – ligados a problemas comportamentais em crianças. Virtualmente todos os corantes artificiais derivam do petróleo e muitos contêm alumínio.
Organismos Geneticamente Modificados (OGM’s) – Na União Europeia apenas o milho MON 810 e a batata Amflora são autorizados para cultivo (sendo que a última não está autorizada para consumo humano). No entanto, outros produtos OGM são autorizados para importação e introdução no mercado alimentar do espaço económico (soja, colza, beterraba e algodão). De acordo com a lei, estes produtos são obrigados a serem referenciados na lista de ingredientes como OGM. Os OGM’s estão ligados a problemas severos de infertilidade e existem também casos de alergias. Produtos biológicos, por definição, são livres de OGM’s.
Xarope de Glucose – Açúcar líquido altamente refinado, extraído do milho. Está ligado a diabetes, obesidade e alterações de humor.
Leite homogeneizado – O processo de homogeneização altera artificialmente as gorduras do leite para as separar em pequenas partículas que ficam suspensas. O leite adquire assim uma aparência homogénea, em que a gordura não fica toda concentrada na superfície. Apesar de este método tornar o leite mais apelativo, o leite homogeneizado está ligado a problemas de coração e pode contribuir para alergias.
Proteína Vegetal Hidrolisada – Uma forma de proteína vegetal altamente processada que liberta glutamato (glutamato monossódico). Usada para realçar o sabor dos alimentos.
Gorduras Parcialmente Hidrogenadas – Gorduras que são transformadas usando um químico catalisador, de modo a que estas se tornem estáveis à temperatura ambiente. São utilizadas para aumentar o tempo de validade dos produtos bem como para evitar que as gorduras se separem do resto dos ingredientes. O processo de hidrogenação cria gorduras trans que aumentam o risco de bloqueio das artérias, tornam o sangue menos fluído ao ponto de ser mais difícil de ser bombeado pelo coração (tensão alta).
Nitrito de sódio – utilizado como corante e conservante em carnes como fiambre, bacon e presunto. Confere um aspecto vermelho, fresco e mais apelativo ao consumidor. Está ligado a tumores no cérebro, cancro no pâncreas e intestinos.
Proteína Vegetal Texturizada – Extraída dos feijões de soja num processo que utiliza hexano como solvente (um produto químico derivado do refinamento do petróleo). Bastante utilizada em produtos vegetarianos.

Como proteger a sua saúde no acto de consumo
- Leia a lista de ingredientes. Os ingredientes aparecem listados por ordem decrescente de quantidade, em que o primeiro ingrediente da lista é o que existe em maior quantidade no produto, e o último ingrediente da lista é o que existe em menor quantidade. Evite comprar alimentos com os ingredientes mencionados acima.
- Coma alimentos que se apresentem o mais perto possível do seu estado natural (frutas e vegetais).
- Faça as suas refeições em vez de comprar refeições prontas a comer. Normalmente estas são formuladas com aditivos promotores de doenças.
- Se possível cultive alguns dos seus alimentos ou compre produtos biológicos.

As fontes para a realização deste artigo incluem: http://www.naturalnews.com/033162_food_ingredients_chemicals.html
Plataforma Trangénicos Fora - http://stopogm.net

André Carvalho
in Naturícias

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Seja Feliz

Afinal, o que nos faz cantar o coração? E porque é que algumas pessoas são mais felizes do que outras? Conheça os meandros da felicidade e a relação desta com o amor, os filhos, a amizade, a religião, o dinheiro, a beleza, a idade. E descubra o que pode fazer para se sentir mais feliz.

Cultivar a Felicidade
Helena Marujo dá alguns conselhos neste sentido.

Viva/aprecie cada momento com grande intensidade•
Seja generosa: quanto mais fizer aos outros, mais reverte a seu favor
Tenha experiências de fluir, ou seja, envolva-se numa tarefa que lhe dá prazer e escolha-as bem
Dê prioridade às relações mais próximas e dedique-se às mais importantes
Encontre um sentido para a vida
Faça exercício e cuide do corpo em geral
Evite a comparação social, sobretudo com os que estão no nível superior ao seu

Diz-se optimista, persistente e feliz com as pequenas coisas do dia-a-dia. “Um passeio à beira-mar com o meu cão, em pleno Inverno, pode ser de uma grande leveza – sinto-me feliz por ter esses momentos só para mim. Da mesma forma que me preenche totalmente estar com os amigos e a família”, comenta Maria Gonçalves M., de 40 anos. O esforço de Paula C., de 35 anos, é visível. O movimento dos olhos denuncia uma viagem no tempo, oito a 10 horas revisitadas numa fracção de segundos, à procura do que a fez realmente feliz nesse dia. Surpreendida com o simples exercício, com o que encontrou, ou melhor, não encontrou, admite: “Não vejo nada que se encaixe nessa categoria, não houve nada assim de tão extraordinário…”
Poucos assuntos centram mais a atenção do ser humano do que este da felicidade. Sendo difícil de definir – ou, pelo menos, há muitas maneiras de o fazer –, ninguém tem contudo dificuldade em dizer se é ou não feliz e em que circunstâncias concretas é que isso acontece. Uns admitem já terem “chegado lá”, vivem momentos de grande felicidade sozinhos ou com a família e os amigos, por exemplo. Outros dizem que continuam à procura, como se se tratasse da procura do Santo Graal. Os especialistas asseguram que é bem mais fácil encontrar a felicidade do que o símbolo da cristandade, porque ela está muito perto de cada um de nós. Já faz parte da nossa vida. “
A ciência da felicidade é uma ciência da pessoa. Experimentando, errando, e tentando de novo, cada um de nós descobre aquilo que o ajuda a viver e a sentir-se bem”, escrevem Francesco Cavalli Sforza e Luigi Luca Cavalli Sforza, no livro Os Caminhos da Felicidade (Editorial Presença).
Daniel Gilbert, psicólogo, professor da Universidade de Harvard e autor do livro Tropeçar na Felicidade (Estrela Polar), descreve a felicidade como “um estado emocional subjectivo” que é claramente identificado pelas pessoas, tanto quando estão dentro como fora dessa experiência. “A felicidade emocional é uma frase que define um sentimento, uma experiência, um estado subjectivo e por isso não tem um referente objectivo no mundo físico.”
Uma das definições mais consensuais sobre felicidade “tem precisamente a ver com a ideia de bem-estar subjectivo, isto é, como é que cada um avalia subjectivamente a sua relação com a vida”, observa a psicóloga Helena Marujo, professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, especialista em Optimismo e Felicidade. “A maior parte dos instrumentos de avaliação da felicidade centram-se actualmente nesta ideia do quanto cada um está satisfeito ou feliz em relação a um ideal de vida.” Na prática, as pessoas são convidadas a responder “o quanto se sentem felizes com a vida que têm, tendo em conta o que gostariam de ter”.
Quando o tema é felicidade, há um certo consenso no seio da comunidade científica de que o que realmente importa é a forma como cada um se sente relativamente ao que tem. O psicólogo e sociólogo Ruut Veenhoven, professor da Universidade Erasmus em Roterdão, na Holanda, e um dos primeiros autores de publicações no campo da felicidade, define-a como “o quanto cada um gosta da vida que tem”. Razão pela qual, diz, “as pessoas podem viver no paraíso e mesmo assim serem infelizes e deitar tudo a perder”.
Mas se há teses dentro do estudo da felicidade que defendem que só é possível avaliar a felicidade subjectivamente, há autores, nomeadamente o Prémio Nobel da Economia Daniel Kahneman, que asseguram podermos ir mais além, medindo este sentimento objectivamente. Para o efeito, “é pedido às pessoas no momento, e em múltiplos momentos, que descrevam o que estão a sentir”, explica Helena Marujo.
A felicidade não é estática, “são momentos”, como defende a especialista portuguesa. Por isso, até mesmo as pessoas que se dizem mais felizes têm os seus momentos menos bons, ao contrário do que por vezes se julga ou se quer fazer acreditar. É que, actualmente, existe uma certa pressão social para nos mantermos risonhos e felizes o tempo inteiro, como se o desalento não fizesse, ou melhor, não pudesse fazer parte dos nossos dias. Outro sinal do nosso tempo “é perseguir, andar constantemente à procura da felicidade”, comenta Helena Marujo, lembrando que “procurar e construir” a felicidade são duas coisas completamente diferentes.
Uma coisa é continuar com a ideia de que “falta sempre alguma coisa para se poder ser feliz, e, portanto, nunca se é. E a outra é perceber, ter consciência de que a felicidade se desenvolve, constrói-se, investe-se. Investe-se e é preciso investir a cada momento, saboreando o que se está a viver no presente, no agora”, porque não se sabe o que vai acontecer a seguir. A primeira é um processo que, de alguma maneira, “tem por base uma permanente insatisfação” e, como recorda, está presente em algumas culturas, nomeadamente a americana. A segunda é o lema dos países do mundo com maiores níveis de felicidade, “como, por exemplo, a Islândia”. Neste país do Norte da Europa, “as pessoas falam muito da tal experiência dos momentos, da ideia de uma felicidade que se vai construindo aqui e agora nas pequenas coisas”.
Procurar este sentido para a vida parece ter as suas vantagens. “Há uma associação entre a felicidade e as emoções positivas que, por sua vez, se sabe que estão ligadas à saúde e longevidade”, diz Helena Marujo. As pessoas mais felizes vivem mais tempo.
As características comuns às pessoas que consideramos felizes, segundo vários estudos de Martin Seligman, autor da obra de referência Authentic Happiness (Paperback) – Felicidade Autêntica –, resumem-se assim: são amadas pelos outros, são mais tolerantes e também mais criativas. Têm em comum hábitos de vida mais saudáveis, tensão arterial mais baixa e sistema imunológico mais resistente do que as pessoas infelizes.
Martin Seligman defende que a felicidade é feita de três componentes. Um deles, a que chama set point e que é uma espécie de nível basal, representa 50 por cento e tem influência genética – é único a cada pessoa. Os outros 50 por cento encontram-se divididos. O que nos acontece, as nossas experiências, que é o mesmo que dizer “as circunstâncias da vida” apenas influenciam em 10 por cento os nossos níveis de felicidade. O resto, os 40 por cento, é “comportamento voluntário”. Ora é precisamente neste espaço de liberdade que é possível mudar a nossa história, assegura o psicólogo. “Apesar de um indivíduo nascer com uma predisposição para a ansiedade ou a melancolia, se treinar, é possível vir a desenvolver uma atitude mais feliz”, afirma também o neurocientista Richard J. Davidson, mais um dos nomes ligados ao estudo da felicidade.
Helena Marujo partilha a tese de Seligman, de que é possível mudar o rumo da nossa felicidade através do “comportamento voluntário”, agindo. A prática contínua de determinados exercícios tem-se revelado muito eficaz em termos do aumento dos níveis de felicidade subjectiva das pessoas.
O exercício das três bênçãos ou dos três acontecimentos positivos, por exemplo, “que é a pessoa chegar ao final do dia e identificar três coisas boas que lhe tenham acontecido, que a tenham feito sentir-se abençoada”, é um deles. “Voltamos à ideia do momento, do apreciar e saborear o momento”, esclarece, sublinhando que esta capacidade de gratidão em relação à experiência, de parar para reconhecer o que é bom e nos gratificarmos com isso, é um elemento central nos programas de desenvolvimento da felicidade praticados actualmente um pouco por todo o mundo.
Mas se a vida das pessoas for tão complicada que se torna difícil vislumbrar alguma bênção? Helena Marujo diz que é muito raro isso acontecer. As pessoas encontram sempre alguma coisa, por mais pequena que seja, “e apesar de tudo”. Por exemplo, “de ter gostado do beijo que a filha lhe deu logo de manhã ou de uma mensagem que lhe deixaram no telemóvel”.
Segundo a especialista, uma das abordagens mais significativas neste momento, na construção da felicidade, é precisamente a do mind fullness. “É levar as pessoas a viverem o momento, a terem uma capacidade de relação com o momento de grande intensidade, porque não sabem o que lhes vai acontecer a seguir. Se calhar, também lhes aconteceram coisas desagradáveis no passado, mas têm de decidir se querem viver agarradas a esse passado doloroso e ficar com medo do futuro ou se, pelo contrário, este é o momento que têm e vão aproveitar. A mente fica cheia da experiência que se está a viver, que é aproveitada e sentida.”
Escrever uma carta de gratidão a alguém a quem se tenha alguma coisa a agradecer e que ainda esteja viva, de preferência ler a carta a essa pessoa, é outro dos exercícios que se tem mostrado eficaz para a felicidade. “Trata--se de trabalhar a questão de estarmos gratos pelo que temos, em vez de estarmos sempre à procura do que não temos”, diz, explicando que este exercício é feito inclusivamente com populações de pobreza.
Até mesmo porque ter dinheiro não é um seguro de felicidade eterna. Pelo menos é o que garantem os especialistas. Embora as pessoas pobres sejam mais infelizes do que as ricas, a partir do momento em que são atingidas as necessidades básicas, a ligação entre as duas desaparece. Ou seja, o índice de felicidade volta ao normal. Experiências levadas a cabo com pessoas que tinham ganho a lotaria comprovam claramente esta teoria. No seu livro Tropeçar na Felicidade (Estrela Polar), o psicólogo Daniel Gilbert escreve: “A riqueza aumenta a felicidade humana quando tira as pessoas da pobreza mais abjecta e as coloca na classe média, mas pouco faz para aumentar a felicidade a partir daí.”
O mesmo se aplica à beleza física que, podendo trazer as suas vantagens, exerce pouquíssimo efeito sobre a felicidade, como defende Martin Seligman. “Ser belo, atraente, agradar aos outros é algo que ajuda mas não é determinante. O mais importante é agradar si mesmo”, comentam Francesco Cavalli Sforza e Luigi Luca Cavalli Sforza em Os Caminhos da Felicidade (Presença), defendendo que “consegue ser feliz quem desenvolve uma boa relação consigo mesmo”.
Apesar de os pais reclamarem que os filhos os fazem mais felizes, os especialistas defendem tratar-se de mais uma falsa crença. Daniel Gilbert escreve: “Quando se pede às pessoas que identifiquem as suas fontes de alegria, elas fazem o que eu faço: apontam os filhos. No entanto, se medirmos a real satisfação das pessoas que têm filhos, revela-se uma história muito diferente. (…) Estudos cuidadosos sobre como as mulheres se sentem nas suas actividades diárias mostram que elas são menos felizes quando cuidam dos filhos do que quando comem , fazem exercício, vão às compras, dormem a sesta ou vêm televisão.”
No que respeita à distribuição da felicidade por género, parece não haver grande diferença entre homens e mulheres. “Há uma tendência para que as mulheres sejam simultaneamente mais infelizes, porque deprimem mais, mas também quando são mais felizes, são mais felizes”, comenta Helena Marujo.
A diferença em termos de idade é bem mais relevante, verificando-se que as pessoas são mais felizes quando são mais velhas. A especialista diz que a explicação poderá ficar a dever-se ao facto de estas pessoas terem encontrado o “sentido para a vida nas pequenas coisas”. O que, às vezes, em determinadas alturas da vida, “é mais complicado fazer, apesar de se ser mais jovem, pois também se está mais perdido”. Concretamente na adolescência, altura em que os níveis de felicidade baixam drasticamente. “A incerteza gera infelicidade.”
Quanto ao impacto do amor e da amizade nos níveis de felicidade, não há qualquer dúvida: uns e outros contribuem para nos fazer cantar o coração. A amizade, as relações familiares e a conjugal, em especial o casamento – os resultados não são os mesmos para as relações maritais, o que segundo alguns autores terá a ver com o grau de compromisso que é menor, neste caso –, contribuem para a nossa felicidade. “A relação de amizade funciona como elemento central na medida em que é partilha, sabe-se que existe apoio”, diz a especialista. “Somos seres sociais e, portanto, qualquer experiência de isolamento é uma experiência de sofrimento.”
A religião é outro indicador significativo de felicidade – alguns autores acreditam que pelo processo espiritual em si. Outros argumentam com o facto de as pessoas que comungam uma religião ou investem na espiritualidade estarem “inseridas numa rede social e, logo, usufruírem do apoio social”, sendo precisamente este aspecto gerador de bem-estar e felicidade.
No balanço do que nos faz ou não feliz, sabe-se também que existe uma correlação directa entre a felicidade e o optimismo e a extroversão. Tanto pode ser causa como efeito. Também não existem dúvidas de que a realização profissional tem um papel importante nos nossos níveis de felicidade.
O Sol parece não exercer grande influência no nosso rácio de felicidade, embora existam estudos que demonstram claramente que a luz é essencial ao nosso bem-estar. De outra forma, como se explicaria que Portugal, com os seus dias soalheiros, tenha uma pontuação tão desfavorável?
Em termos de indicadores, na base de dados mundiais sobre a felicidade, Portugal tende a estar abaixo das médias europeias que são de 6.75, numa escala de 0 a 10. Mas, segundo Helena Marujo, está muito pior situado quando se trata de indicadores de pessimismo. “Tudo o que tenha a ver com expectativas em relação ao futuro – a vontade de caminhar para o futuro implica obrigatoriamente uma imagem positiva do que está para vir –, no quadro europeu, estamos sempre no último ou penúltimo país da lista da Eurostat.” Seja como for, a nível mundial, o número de pessoas que se auto-apresenta como infeliz é reduzido, garante a especialista.
Seja como for, baseando-se na sua vasta experiência em cursos de formação na área do optimismo e da felicidade, Helena Marujo assegura que os portugueses estão a mudar. “As pessoas estão cansadas de estarem sempre a ser dramáticas, a serem vítimas.” Estão a ultrapassar o legado cultural da saudade e do fado, cada dia mais empenhadas em investir nas emoções positivas, cultivando o optimismo e a esperança, tentando ser feliz. Apesar de tudo.

Júlia Serrão
in Máxima

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mudar o Mundo

"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e empenhados possa mudar o mundo; de facto é só isso que o tem mudado."

Margaret Mead

Vídeo: Tudo depende da sua atitude! Mude e ajude a Mudar o Mundo.
Obrigado.

Portugal vai ter Banco de Medicamentos para idosos

A medida “Banco de Medicamentos” consiste em fazer chegar aos mais idosos os medicamentos que estão a seis meses de chegar ao fim do prazo e que a legislação não permite que entrem no circuito comercial. A medida está incluída no Programa de Emergência Social (PES) apresentado a semana passada pelo Governo.
A distribuição dos medicamentos será feita “através de locais próprios e credenciados nas instituições sociais, com salvaguarda das regras legais de segurança”, lê-se no PES.
Segundo a agência Lusa, o ministro da Saúde explicou entretanto que a iniciativa é feita em colaboração com o Infarmed em termos de controlo de saúde e visa combater o desperdício de medicamentos que nunca entraram no circuito comercial.
Em reação, Associação Portuguesa da Industria Portuguesa (Apifarma) congratulou-se por estar associada ao Programa de Emergência Social (PES) e apontou como “essenciais” as medidas de apoio às pessoas mais carenciadas.
O Programa de Emergência Social, um dos compromissos previstos no acordo político assinado pelos dois partidos (PSD e CDS-PP) no Governo após as eleições de 5 de junho, foi apresentado sexta-feira passada pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, após uma visita ao Centro de Dia Rainha Santa Isabel, na Buraca, Amadora.
Com um custo de 400 milhões de euros no primeiro ano, o programa entra em vigor no final de setembro e vigorará até dezembro de 2014, devendo chegar a três milhões de pessoas e visando identificar as situações de resposta mais urgente.

in Boas Notícias

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Descubra o Poder da Motivação da Fruta

Simplefruit
Tel.: 808203195
Mail: geral@simplefruit.pt
www.simplefruit.pt

Experimente o que um cesto de fruta é capaz de fazer pelo bom ambiente no seu local de trabalho. Basta enviar-nos um email para geral@simplefruit.pt a pedir o seu Cesto de Fruta Grátis e recebe também uma proposta comercial de acordo com as necessidades motivacionais da sua empresa. Os seus colaboradores vão precisar de muitas vitaminas para enfrentarem mais um ano de crise.

in Newsletter Simplefruit, 26 Setembro 2011

Africando - Cultura Africana no Museu de São Roque

29 Setembro a 2 Outubro 2011
Museu São Roque
Largo Trindade Coelho
1200-470 Lisboa
Contacto: info@museu-saoroque.com
As actividades têm número limite de participantes e algumas requerem marcação prévia
Entrada Livre
www.museudesaoroque.com

Consultar Programa aqui

O Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebra a cultura africana, dedicando-lhe um evento de quatro dias ao longo dos quais a música, a dança, a poesia e o teatro animarão o claustro e as salas do museu. Este evento inclui, ainda, um ciclo de cinema documental, uma mesa redonda dedicada à temática da cultura contemporânea africana e degustação de comida africana. Os mais pequenos não foram esquecidos. Para eles, decorrerão oficinas de danças africanas e de construção de brinquedos com desperdícios. As actividades têm um número limite de participantes e algumas requerem marcação prévia.
O Museu de São Roque situa-se no espaço da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus em Lisboa, edifício contíguo à Igreja de São Roque. Abriu ao público em 1905, com a designação de Museu do Tesouro da Capela de São João Baptista, em evocação da importante colecção de arte italiana que está na origem da sua criação. Na década de trinta o âmbito do museu foi alargado, passando este a exibir uma maior diversidade de peças, surgindo com a designação de Museu de Arte Sacra de São Roque. Nos anos sessenta ganhou um novo sentido ao ser-lhe, explicitamente, associada a Igreja de São Roque, introduzindo-se, deste modo, o conceito de Museu de Monumento. Já nos anos noventa procurou-se reforçar esta ligação através da criação de novos núcleos expositivos. Mais recentemente, o museu viu a sua área aumentar, o que permitiu diversificar o acervo em exposição e criar novas estruturas de apoio. Tendo em vista reforçar a ligação museu/igreja, procedeu-se à recuperação de elementos arquitectónicos da antiga Casa Professa de São Roque como o claustro e zonas de passagem entre os dois espaços.

in FEC

domingo, 25 de setembro de 2011