sábado, 22 de dezembro de 2012

O Espírito do Natal

Estava o Senhor Teotónio, que era rico, muito gordo e grande fumador de charutos, a carregar o carro com os presentes que passara a manhã a comprar para os filhos, para os sobrinhos e para as muitas pessoas com quem fazia negócios, quando se aproximou dele um homem pobre, idoso e magro, que prontamente obteve dele esta resposta:
Comigo não perca tempo porque não tenho dinheiro trocado, nem alimento falsos mendigos. 
Mas eu não lhe pedi nada — respondeu o homem idoso serenamente, com um sorriso que desarmou o Senhor Teotónio e a sua bazófia de novo-rico.
Então se não me quer pedir nada, por que motivo está tão perto de mim enquanto eu carrego o meu carro? — perguntou o Senhor Teotónio entre duas baforadas de charuto que fizeram o homem idoso e magro tossir convulsivamente.
Estou aqui, meu caro senhor — respondeu ele, já refeito da tosse — para tentar perceber o que as pessoas dão umas às outras no Natal.
Com que então — concluiu ironicamente o Senhor Teotónio, grande construtor civil com interesses de norte a sul do País — temos aqui um observador! Deve ser, certamente, de uma dessas organizações internacionais que nós pagamos com o nosso dinheiro e que não sabemos bem para que servem.
Está muito enganado. Mas já agora responda à minha pergunta: o que é que as pessoas dão umas às outras no Natal? — insistiu o homem pobre, idoso e magro.
Bem, se quer mesmo saber, eu digo-lhe. Quem tem posses como eu pode comprar uma loja inteira, deixando toda a gente feliz, a começar nos comerciantes e a acabar nas pessoas que vão receber os presentes. Quem é pobre como você fica a assistir. Percebeu a diferença?
O homem magro e idoso reflectiu uns instantes sobre a resposta seca e sarcástica do Senhor Teotónio e depois respondeu-lhe com uma nova pergunta:
Então e o espírito do Natal?
O que vem a ser isso do espírito do Natal? — quis saber, cheio de curiosidade, o Senhor Teotónio.
O espírito do Natal — respondeu o homem idoso e magro — é aquilo que nos vai na alma nesta altura do ano e que está muito para além dos presentes que damos. Para muitas pessoas, o melhor presente pode ser um telefonema, uma carícia ou um telefonema quando se está só.
Era só o que me faltava — desabafou, enfastiado, o Senhor Teotónio, enquanto arrumava os últimos presentes na mala do automóvel — ter agora um filósofo, ainda por cima vagabundo, para aqui a debitar sentenças.
O homem magro e idoso afastou-se do carro, mostrando que não queria esmolas nem qualquer outra coisa que lhe pudesse ser dada pelo Senhor Teotónio, e encaminhou-se para um grupo de crianças que o esperavam.
Quando o Senhor Teotónio passou por eles no carro, ouviu uma voz de criança a dizer:
Vamos, Espírito do Natal, porque hoje ainda temos muito que fazer.
Dizendo isto, o grupo ergueu-se no ar a esvoaçar com destino incerto, largando um pó luminoso enquanto ganhava altura no céu cinzento de Dezembro.

José Jorge Letria
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Better Place | Playing For Change

http://www.youtube.com/watch?v=ZVHOqrw3Jks

Porque acredito que podemos fazer um Mundo Melhor!

Desiderata

Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se
em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você:
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho,
por mais humilde que seja,
ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira,
pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos
e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado
para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários:
muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve,
para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber,
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus,
seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida,
conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano,
o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz
e partilhe com os outros a sua felicidade.

Max Ehrmann (1872-1945)

* Desiderata (que significa aspirações em latim) é de autoria do escritor americano Max Ehrmann, nascido em uma família de origem alemã em Terre Haute, Indiana, no dia 26 de setembro de 1872. Formado pela DePauw University e tendo estudado Direito e Filosofia em Harvard por dois anos, ele tornou-se promotor público e posteriormente passou a administrar os negócios da família. Aos quarenta anos decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita. Veio a falecer em Terre Haute no dia 9 de setembro de 1945.
Escrito em 1927, Desiderata é certamente o trabalho mais conhecido de Ehrmann. Em 1956 o pároco da igreja de St. Paul em Baltimore imortalizou o poema ao reproduzi-lo em um panfleto mimeografado para os seus fiéis. Posteriormente, alguém que o retransmitiu não incluiu os créditos originais, erroneamente citando o poema como tendo sido "achado na Igreja de Saint Paul em Baltimore, datado de 1692". O ano de 1692 marca na verdade a fundação da igreja de Saint Paul, não guardando nenhuma relação com o poema.

in Para Aquecer o Coração

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Talho vegetariano

Telefone: +(351) 214 189 387
Telemóvel: +(351) 961 666 695
http://talhovegetariano.pt

Pontos de Venda: http://talhovegetariano.pt/lojas

Reportagem SIC para ver aqui

Parece frango, sabe a frango mas não é sequer carne. Neste talho vegetariano nada é o que parece. Todos os produtos são feitos a partir de soja e tremoço orgânico, não utilizam produtos geneticamente modificados e não usam químicos. O conceito nasceu na Holanda em 2010 e chegou há pouco tempo a Portugal. É deste país europeu que vêm as shoarmas e os croquetes de tremoço entre outras delícias. As “carnes” estão divididas entre as exclusivas para vegans e as que têm proteínas de leite. O Talho Vegetariano é o único exportador destes produtos para Portugal que são depois espalhados por diversas lojas. Fáceis de preparar são saudáveis e enganam o “carnívoro” mais empedernido.

in Lifecooler

Dez irresistíveis padarias em Lisboa e no Porto

De sementes, claro, escuro, integral ou biológico, nacional ou francês: há muita variedade para diferentes taras e manias.
É o boom do regresso às nossas origens e da redescoberta das padarias que aliam as receitas e ingredientes tradicionais às técnicas mais avançadas do fabrico de pão. Depois de nos cansarmos do facilitismo de comprar tudo nas grandes superfícies, volta o gostinho pela “ida ao pão”, numa padaria, ali ao virar da esquina, quente e acolhedora, onde já sabem o que os clientes querem. As novas padarias cresceram como cogumelos nos últimos anos e colmatam uma necessidade que voltou a fazer parte do quotidiano: comprar pão fresco.
 
LISBOA

Quinoa
Horário: De segunda a sexta, das 08:30 às 20:00. Sábado das 10:00 às 20:00. Domingo das 10:00 às 19:00.
Rua do Alecrim 52-54, 1200-018 Lisboa
Tel.: (+351) 213 479 326
http://www.quinoa.com.pt
Durante muitos anos, o edifício onde hoje mora a Quinoa foi um antiquário. Hoje em dia é, entre outras coisas, uma padaria biológica. Fabricam ali todas as manhãs cerca de dez variedades de pães: bola de água, pão de centeio com sementes e especiarias, pão de aveia, de passas e nozes, e também, como não poderia deixar de ser, pão de quinoa. Funciona também como casa de chá, com uma carta composta por vinte chás; e como pastelaria de fabrico próprio.

Trigo Doce
Rua Actor Isidoro, 20 ABC, 1900-018 Lisboa
Tel.: (+351) 218 480 497
http://www.facebook.com/trigodoce
O nome Trigo Doce faz adivinhar o que este espaço tem para oferecer. Nesta padaria, que também é pastelaria, fabrica-se pão caseiro, que está sempre a sair, quente. Existe variedade para diferentes gostos: desde o famoso pão de azeitonas, a broa de milho, o pão de mafra, o pão alentejano, pão árabe e pão de centeio.
 
Tartine
Horário: Segunda a sexta das 08:00 às 20:00, sábados e feriados das 10:00 às 20:00.
Rua Serpa Pinto 15 A, 1200-000 Lisboa
Tel.: (+351) 213 429 108
http://www.tartine.pt
Tartine é um espaço que se dedica aos prazeres da panificação e da doçaria. Aqui reinam as variedades de pão para venda ou consumo no momento, no pequeno-almoço, lanche ou brunch. O ex-líbris da casa é, como o próprio nome faz adivinhar, a tartine, um género de sanduiche aberta.
 
O Moleiro
Horário: Segunda a sexta, das 07:30 às 22:00, sábados e feriados, das 08:30 às 22:00.
Rua do Século, 238, 1200-439 Lisboa
Tel.: (+351) 213 466 199
Na movimentada rua do Século, entre o Príncipe Real e o Bairro Alto, fica a padaria O Moleiro, que funciona de manhã à noite. Para além dos deliciosos pães de trigo e centeio, servem hambúrgueres, francesinhas e ainda bolos.
  
Eric Kayser (Chiado)
Horário: Todos os dias das 07:30 às 20:30.
Rua do Carmo 70, 1200-094 Lisboa
Tel.: 211 927 894
http://www.facebook.com/pages/Eric-Kayser-Portugal/192469180802557
Eric Kayser ressuscitou o espaço onde residia a antiga Livraria Portugal e trouxe para o Chiado as receitas francesas de pães e doçaria, que fazem as delícias dos que andam pela zona das Amoreiras. São servidos pequenos-almoços, lanches e brunches num ambiente tranquilo e com vista directa para os bastidores da padaria – a cozinha, onde tudo acontece. O fundador da cadeia Eric Kayser, sua homónima, descobriu um fermento líquido que é o segredo que continua a usar na confecção dos seus produtos.
 
A Padaria Portuguesa (Largo Camões)
Horário: Domingo a quinta, das 07:30 às 20:00; de quinta a sábado, das 07:30 às 23:00.
Praça Luís de Camões 44, 1200-243 Lisboa
Tel.: (+351) 213 426 346
http://www.apadariaportuguesa.pt
No Largo de Camões nasceu em Julho umas das mais novas casas desta cadeia com lojas espalhadas por toda a cidade. Ao todo são mais de trinta variedades de pão fresco e caseiro, pastelaria variada, bolos e biscoitos, que a Padaria Portuguesa tem para oferecer. Aqui o pão quente é enaltecido, e a estrela da doçaria são os gulosos pães de deus. A decoração é inspirada em pormenores tradicionais integrados num look moderno.

La Boulangerie by Stef
Horário: Segunda das 12:00 às 20:00; terça a sexta, das 09:00 às 20:00; sábado das 10:00 às 20:00 e domingo das 11:00 às 16:00.
Morada: Rua da Madalena 57, 1100-318 Lisboa
Tel.: (+351) 936 155 742
http://www.laboulangeriebystef.com
Detentora de um ambiente acolhedor e reconfortante, a padaria La Boulangerie by Stef dedica-se aos sabores da panificação francesa mas não só. Algumas especialidades da casa são os pães gruyere com paprica, de centeio com limão ou centeio com figo, ou as baguettes do mundo de pesto e parmesão, especiarias marroquinas, mostarda, alho e ervas finas ou soja e sementes de sésamo e ainda os cakes de figo com pancetta ou chèvre com coppa. Existem outras delícias caseiras de origem bem portuguesa. Servem ainda refeições ligeiras à base de tartines, hambúrgueres ou ainda os brunches completos, compostos por pães variados, ovos mexidos, salada, chá e um copo de vinho.
 
Ratton, a Padaria
Horário: Todos os dias das 08:00 às 20:00.
Largo Duque Cadaval, Loja D, 1200-160 Lisboa
Tel.: (+351) 213 432 399
http://www.grupodocadesanto.com/pt/ratton/a-padaria
A padaria Ratton comercializa pães dignos de serem chamados de “antigamente”, já que na sua confeção utilizam apenas farinha biológica, moída na pedra. Os pães são aromatizados, levedados e perfumados, e levados a cozer no forno a lenha.

PORTO
 
Padaria Ribeiro
Horário: Segunda a sábado das 07:00 às 20:00.
Praça Guilherme Gomes Fernandes, 21-27, 4050-294 Porto
Tel.: (+351) 222 005 067
http://www.padariaribeiro.com
Na Padaria Ribeiro a tradição remonta ao século XIX, altura em que a actual praça Guilherme Gomes Fernandes era conhecida como a Praça do Pão ou a Praça da Feira do Pão. O espaço está sempre bem recheado de gente ansiosa por levar consigo um dos pecados da casa: pão e pastelaria quente. Uma das apostas fortes da Padaria Ribeiro, que acabou por incrementar o seu sucesso, foi a introdução do sistema de fornadas sucessivas de pão e bolos.

Confeitaria do Bolhão
Horário: Domingo a sexta das 07:00 às 21:00 e sábado das 07:00 às 19:30.
Rua da Formosa, 339, 4000 -252 Porto
Tel.: (+351) 223 395 220
http://www.confeitariadobolhao.com
Fundada em 1896 na Baixa Portuense, onde, na altura, recebia logo pela manhã as classes mais abastadas do Porto, para tomarem o pequeno-almoço. Hoje em dia a Confeitaria do Bolhão constitui uma padaria e pastelaria de tradição, com fabrico próprio e fornadas a sair durante todo o dia. Aqui encontra-se uma grande diversidade de pães, como o pão de trigo, centeio, integral, popcorn e milho.
 
in Myguide.pt

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Roteiro de Actividades em Família

Especial férias de Natal
Estrelas&Ouriços
Dezembro 2012

Download gratuito:
http://issuu.com/estrelaseouricos/docs/eeo_dez12_inssue?mode=window&backgro

Estrela

Que a Tua estrela nos encontre disponíveis
para a viagem
mesmo sem que percebamos tudo

Que o seu brilho nos torne pacientes
com as coisas não resolvidas do nosso coração
e nos ajude a amar as difíceis questões
que por vezes a noite, por vezes o dia
segredam pelo tempo fora

Que a Tua estrela nos faça reconhecer
que nunca é tarde
para que se tornem de novo ágeis e sonhadores
os nossos passos cansados
pois nós próprios nos tornamos em estrelas
quando arriscamos perpetuar
a Tua luz multiplicada

José Tolentino Mendonça

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Para Reciclar

  1. Os jornais, as revistas, os cadernos usados, as pilhas, os plásticos, as latas de refrigerantes e das conservas, o ferro, o vidro e outros materiais podem ser reciclados e deverão ser colocados em locais próprios de forma separada para poderem ser recolhidos selectivamente.
  2. Antes de colocar o papel nos locais onde pode ser reciclado, verifique se está escrito dos dois lados.
  3. Arranje um local de sua casa para guardar os jornais velhos e leve-os periodicamente a um centro de recolha de papel.
  4.  As pilhas que já não servem devem ser colocados nos recipientes próprios, de onde são levadas para reciclar.
  5.  Não deite garrafas ou outros utensílios de vidro para o lixo. Junte-os e coloque-os nos locais a partir dos quais são recolhidos para poderem ser reciclados.
  6. Os funcionários de qualquer escritório deitam para o lixo, anualmente, cerca de 500 kg de material reciclável de primeira qualidade. No seu escritório proponha separar o papel que pode ser reciclado e ofereça-se para periodicamente ir ao papelão colocar o papel acumulado.
  7. A energia que se poupa ao reciclar uma lata de refresco pode fazer funcionar um televisor durante três horas. Quando utilizar uma lata, lave-a e ponha-a num sítio onde possa ser reciclada.
  8. A energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 w durante quatro horas.
  9. Tente utilizar baterias que possam ser recarregadas. Cada bateria contém componentes poluentes, que degradam a área onde são despejadas. Caso não sejam recarregáveis, envie-as para as empresas fabricantes, o que poderá encorajá-las a reciclar.
  10. Cada tonelada de aço reciclado representa uma economia de 1140 kg de minério de ferro, 454 kg de carvão e 18 kg de cal.
  11. A produção de alumínio a partir de ferro-velho despende menos 95% de energia do que a partir do minério. Promova a reciclagem deste material.
  12. Não queime o seu lixo. A queima dos produtos produz gases tóxicos, que contaminam o meio ambiente. Em vez disso faça a separação do lixo e coloque-o nos locais próprios.
  13. Em vez de queimar as folhas e os restos dos legumes, proceda à sua compostagem.
  14. Ao aproveitar as folhas das árvores, a relva e outros detritos orgânicos para fazer adubo não está só a reciclar, está também a diminuir o consumo de adubos químicos.
  15. Comprima as latas, as embalagens em cartão e todos os recipientes volumosos, de modo a reduzir o volume de lixos.
  16. Ao mudar o óleo do carro, assegure-se de que este não vai para o esgoto ou para o solo. Entregue-o numa oficina que lhe dê um destino adequado.
  17. Faça as emendas aos seus textos directamente no ecrã do computador, para evitar impressões desnecessárias e o gasto de papel em rascunhos.
  18. No emprego, em vez de usar copos de papel, utilize a sua própria chávena.
  19. Use recipientes que possam ser reutilizados para guardar alimentos no frigorífico, em vez de os embrulhar em película aderente ou papel de alumínio.
  20. As embalagens sujas de líquidos e alimentos devem ser previamente lavadas e secas antes de seguirem para os ecopontos.
  21. Deixe os medicamentos fora de prazo no farmacêutico e entregue restos de medicamentos ainda com eventual utilização nos Centros de Saúde.

in Naturlink

Reciclagem garante 71 milhões de euros do PIB

Num momento em que o ministro da Economia tem criticado o ónus do ambiente sobre as empresas, eis uma notícia em sentido contrário: a reciclagem faz bem e dá dinheiro.

Por cada euro de valor acrescentado criado pela actividade, surgem mais 1,25 euros de lucro no resto da economia, segundo um estudo da consultora ambiental 3Drivers e de especialistas do Instituto Superior Técnico, de Lisboa. O PIB perderia 71 milhões de euros sem a reciclagem. E, com ela, evita-se o lançamento de uma quantidade de CO2 equivalente a 16 mil viagens de avião à volta da Terra. O estudo foi encomendado pela Sociedade Ponto Verde (SPV), que gere a reciclagem da maior parte das embalagens do país. O objectivo não era avaliar a reciclagem em si, mas sim o impacto de um sistema integrado de gestão – figura criada legalmente em 1997, na qual fabricantes e importadores transferem para uma sociedade comum a responsabilidade de dar um destino adequado aos seus resíduos de embalagem.
“Quisemos ver em números a bondade deste princípio, passados alguns anos”, afirma Luís Veiga Martins, director-geral da SPV.
Os números foram calculados através de uma “análise de ciclo de vida”, que contabiliza tudo, desde o momento em que o cidadão vai até ao ecoponto para depositar o lixo, até à comercialização dos produtos fabricados a partir de embalagens recicladas.
Do ponto de vista ambiental, o estudo aponta vantagens nas emissões de CO2 e de outros poluentes, e no consumo de recursos. Da forma como o lixo está a ser tratado no país – com uma parte em aterros, uma parte incinerada e uma parte reciclada – a existência de um sistema integrado para as embalagens representa uma poupança de água equivalente a 275 piscinas olímpicas e uma redução de 1,3% no consumo energético do país.
Nas emissões, há uma redução de 116 mil toneladas de CO2 por ano – uma quantidade que, para ser absorvida naturalmente, necessitaria de uma floresta com mais de duas vezes a área da cidade de Lisboa. São cerca de 0,2% das emissões nacionais de gases com efeito de estufa.
O impacto económico, segundo o estudo, também é positivo. Um sistema integrado, como o da SPV, tem como receita uma taxa que os fabricantes e importadores pagam à sociedade gestora, para que esta trate das embalagens que colocam no mercado. A principal despesa é o valor pago pela sociedade gestora aos sistemas multimunicipais, para que façam a recolha selectiva do lixo nos ecopontos ou porta a porta e o entregue aos recicladores.
Para além deste fluxo normal, porém, o estudo estima que haja uma cadeia de outras actividades e sectores onde a reciclagem acaba por multiplicar os negócios – como, na construção civil, comércio, banca e transportes.
Nas contas do estudo, o sistema integrado para a reciclagem acaba por adicionar à economia, num ano, 147 milhões de euros em valor acrescentado bruto, 80 milhões em salários adicionais e 391 milhões em volume de negócios. “Cada euro que a SPV põe no sistema é multiplicado por 2,25 na economia”, afirma o investigador Paulo Ferrão, um dos coordenadores do estudo.
Se não houvesse reciclagem e todo o lixo fosse para aterros ou incineradoras, o PIB perderia 71 milhões de euros – uma retracção de 0,04%. Um dos principais benefícios da reciclagem para as contas nacionais está no facto de se evitar a aquisição de matérias-primas no exterior, através de um sistema que gera negócios no país. “Estamos a pagar salários cá dentro para deixar de importar materiais de fora”, resume Paulo Ferrão.
O estudo surge num momento em que a SPV está a negociar uma nova licença com a Agência Portuguesa do Ambiente, para continuar a sua actividade. A sua primeira licença é de 1997 e a segunda de 2004, válida até Dezembro passado e que foi prorrogada temporariamente.

Ricardo Garcia, in Público

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vinho quente de Natal

Ingredientes
Vinho do Porto doce: 6 dl
Conhaque: 3 colheres de sopa
Canela: 1 pau
Sultanas: 15 g
Mel: 3 colheres de sopa

Preparação
Leve todos os ingredientes a lume baixo, num tacho antiaderente, até chegar a ponto de ebulição. Mexa e desligue.
Coe e sirva ainda quente.

in Sapo Sabores

L de Laranja

Uma boa parte de nós não tem ideia do quanto a laranja nos divulga além-fronteiras. Não que a laranja portuguesa seja muito propalada (apesar da laranja do Algarve estar muito bem cotada), mas sim por a termos “resgatado” à China e divulgado na Europa.

Sempre que se fala em laranja na Grécia, Turquia e Roménia, o nome de Portugal vem à baila com as respectivas designações de “portokalli”, “portakal” e “portocala”. Aliás, a laranja em algumas culturas e países (incluindo o nosso) tem tamanha singularidade que nem existem muitas palavras que rimem com o seu nome. Este citrino manteve a sua importância na nossa alimentação totalmente inalterável, pois para além de ser o fruto fresco com maior volume de produção no nosso país logo a seguir à maçã, tem uma grande versatilidade culinária, onde até para a casca se encontra utilidade.
A história nutricional da laranja tem uma grande protagonista de seu nome vitamina C, tendo esta associação um carácter “eucaliptiano” uma vez que este nutriente eclipsou todos os outros compostos nela existentes. De facto, a vitamina C constitui-se como o seu maior destaque, no entanto a sua quantidade de folato, carotenóides e fibra não são de desprezar.
O que infelizmente acontece muitas vezes é que somos nós a desprezar toda esta riqueza nutricional ao transformar uma laranja no seu sumo, ficando as suas fibras nos labirintos do espremedor e as suas vitaminas a oxidarem diante dos nossos olhos, num espectáculo de raro desperdício. Ainda assim, dentro do espectro da fruta em “estado líquido”, será preferível do ponto de vista das vitaminas, minerais e polifenóis, os sumos naturais de laranja feitos na hora aos sumos 100% e estes aos néctares.
O facto de a sazonalidade da laranja atravessar os meses de Inverno, aliado ao fortalecimento do sistema imunitário decorrente do consumo da vitamina C, sempre colocou na laranja um rótulo positivo no que toca à prevenção de gripes e constipações, sendo que é também a combinação desta vitamina com outros fitoquímicos - com maior concentração na parte branca da laranja - que lhe conferem um papel benéfico em processos de cicatrização e propriedades anti-inflamatórias.
É então importante manter a nossa relação histórica com a laranja estabelecendo sempre o critério de que será melhor comê-la do que bebê-la.

Pedro Carvalho, nutricionista (pedrocarvalho@fcna.up.pt)
in Lifestyle Público