Maria Pudim

"Estou aqui construindo o novo dia com uma expressão tão branda e descuidada que dir-se-ia não estar fazendo nada. E, contudo, estou aqui construindo o novo dia!" António Gedeão

A minha fotografia
Nome: Maria Lua
Localização: Loures, Portugal

Sábado, Maio 31, 2008

As surpresas da semana

1 - Concurso de fotografia: Culturas da Minha Rua.

2 - Uma boa notícia: Amarante apoia Escolas em Bafatá.

3 - A delicadeza em flor!

4 - Queria umas Modelo KIO 684 iguaizinhas para mim...

5 - Vamos apoiar o funcionamento do CERVAS, apadrinhando uma das aves que estão em recuperação no Centro. Obrigado!

6 - A Maria João foi ao Jardim e parece que gostou a julgar pelas belíssimas fotografias que colocou no seu blogue!

7 - Espreitem as peças bonitas da Mónica aqui.

8 - Gosto!

9 - As Farinhas são Todas Diferentes.

10 - Conselhos úteis para quem tem casa.

11 - Esta é mais uma cadelinha a precisar urgentemente da nossa ajuda (nem que seja uma migalhinha...). Não há palavras para tamanha crueldade...

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Sexta-feira, Maio 30, 2008

O Jazz está de volta aos Jardins de Lisboa - 2008
Todos os domingos, a partir das 17h
Campo Grande - Junho
Parque Florestal de Monsanto - Julho
Parque Eduardo VII - Agosto
Jardim da Estrela - Setembro
Entrada Gratuita
http://www.plenooutjazz.com

"O Jazz está de volta aos jardins de Lisboa, através da segunda edição do Pleno Out Jazz.
Todos os domingos a partir das 17h, até ao mês de Setembro, o Jardim do Campo Grande (Junho), Anfiteatro Keil do Amaral, no Parque Florestal de Monsanto (Julho), Parque Eduardo VII (Agosto) e Jardim da Estrela (Setembro) serão os palcos de uma iniciativa que pretende recriar a atmosfera mágica e envolvente do jazz. A tarde começa com um concerto e continua com um Dj set até ao anoitecer. O cenário é completado por sombras, pufs e um bar exclusivo Pleno Tisanas. Nomes sonantes como Maria João e Mário Laginha, Cool Hipnoise, Tora Tora Big Band, Loopless e Carlos Bica, estarão presentes no último Domingo de cada mês para encerrar o ciclo de cada Jardim."

Programa completo em: http://www.plenooutjazz.com/programa.php

In Newsletter E-Pólen, n.º 27 - Maio 2008 (Ambiente e Espaços Verdes C.M. Lisboa)

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Quinta-feira, Maio 29, 2008

Casa da Ermida de Santa Catarina
Campo Maior
6 quartos e uma suite entre 80 e 120 euros
Telf.: 213907170
GSM: 917246039
E-mail: info@atmospherehotels.pt
http://www.atmospherehotels.pt

"Uma casa pensada para que de qualquer ponto se aviste a água… percorrendo o corredor de acesso aos quartos, da sala de estar, no terraço suspenso perfeito para saborear os últimos raios de sol… por onde quer que caminhe… a água
é que a casa da ermida encontra-se situada numa península rodeada pelo “açude/albufeira” do caia, habitat natural de inúmeras espécies de aves selvagens, patos, cegonhas, cizões
por isso adquire uma luminosidade especial que nos faz sentir bem e que dá energia a esta casa
os interiores são originais e confortáveis, grande pé direito, tectos em madeira branca, uma parede coberta por telhas de cerâmica vidrada em tons verde água, e elementos decorativos ligados à vida rural e à agua
a casa tem apenas seis quartos e uma suite independente a terminar numa enorme parede em vidro e deck em madeira, e uma vista deslumbrante
na sala uma enorme lareira, confortáveis sofás e um honesty bar, e em frente a albufeira e somente a albufeira…
um quadro vivo que nos entra pela frente em vidro e que se estende do chão ao telhado"

In site Atmosphere Hotels

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Quarta-feira, Maio 28, 2008

Sons

Neil Diamond - Pretty Amazing Grace

Uma música soberba e um cantor fenomenal!

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"Houve um tempo em que eu não sabia que as coisas têm valor não pelo que valem mas pelo que significam. E que a morte não chega com a velhice ou a doença ou o acaso mas com o esquecimento.
Houve um tempo em que eu não sabia que quando um recém-nascido aperta com a sua mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre. E que um homem só tem direito de olhar para outro de cima para baixo se for para o ajudar a levantar-se. Era outro tempo. Um tempo em que eu ainda não sabia que todas as coisas tem um fim.
Outro tempo, merda, outro tempo
."

Teatro "Só entra se vier às Fatias"
EPC - Estabelecimento Prisional de Coimbra

Texto colectivo/Dramaturgia - Luís Mourão
Interpretação - Adriano Soromenho, Anónimo Italiano, António Santos, Eduardo Cardoso, Ernst Korff, Jaime Guedes, Joaquim Ferreira, José Oliveira, José Tavares, Kalu, Mário de Sousa, Nelson Marques, Roberto Nóbrega, Sérgio Ferreira, Stephane da Silva
Canções originais - Adriano Soromenho
Encenação e Cenografia - Andrzej Kowalski

"No túnel do Estabelecimento Prisional de Coimbra, foram estas as palavras que marcaram o início do espectáculo teatral “Só entra se vier às fatias”.
Palavras e gestos, representados por quinze reclusos do EPC, que são também pedaços de todos nós. Relatos de solidão, medo e esperança que, entre 17 a 20 de Dezembro, esgotaram a mais peculiar sala de teatro do país. Um acutilante retrato, escrito por homens enclausurados, a recordar-nos, lá dentro e cá fora, a importância do sonho, o prazer da liberdade e o valor da utopia."
Artigo completo aqui.

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Terça-feira, Maio 27, 2008

Marcha Contra a Fome
1 de Junho de 2008
Inscrição: 10 euros que reverte para o Fundo Alimentar da ONU

http://www.tnt.com/country/pt_pt/walk_the_world.html

"Vai já na 6ª edição o "Walk the World" - "Marcha contra a Fome", uma iniciativa surgida no âmbito de uma parceria entre o Programa Alimentar das Nações Unidas e a empresa TNT que já se espalhou por mais de uma centena de países. Tem por objectivo minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças de todo o mundo.
A data escolhida foi o dia 1 de Junho, Domingo. Esta manifestação global é destinada a promover a sensibilização e recolher fundos para os programas que abordam o problema da fome infantil.
Entre as actividades programadas para este dia, os participantes podem optar pela marcha ou pela corrida. Em 2007, participaram do evento mais 550 mil pessoas e foram arrecadados cerca de 1,5 milhões de dólares em todo o Mundo.
Em 2008, o objectivo é reunir pelo menos um milhão de participantes em todo o mundo e 15 mil em Portugal.
A Marcha Mundial Contra a Fome é um projecto promovido pela TNT, Unilever e pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla original) das Nações Unidas, com o apoio da Caritas Portuguesa.
"O mais importante é dar um sinal de repúdio pela situação do nosso mundo, no qual em cada 6 segundos morre uma criança por causa da fome; no qual em cada dia morrem 14 mil crianças vítimas da fome", lembra Eugénio Fonseca, presidente da Caritas no nosso país."

Lisboa: Torre de Belém - Docas (Marcha e Corrida)
Porto: Cais de Gaia - Passeio Alegre (Marcha e Corrida)
Coimbra: Largo D. Diniz - Pq. Dr. Manuel de Braga (Marcha e Corrida)
Açores: Ilha Terceira/Angra do Heroísmo - Pç. Almeida Garrett Silveira (Marcha)

In Notícias da Agência Ecclesia - 23.05.2008

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Segunda-feira, Maio 26, 2008

Pão-de-Ló Brasileiro

Ingredientes
4 ovos (à temperatura ambiente)
350g de açúcar amarelo
300g de Farinha Branca de Neve Super Fina
2,5dl de água
Meia colher de café de essência de baunilha
Preparação
Pré-aqueça o forno a 180º, unte de margarina e polvilhe de farinha uma forma de chaminé.
Bata as gemas com a água até espumarem e engrossarem um pouco (10 minutos). Junte-lhes o açúcar e bata mais um pouco (5 minutos), e adicione a essência de baunilha.
Bata as claras em castelo até ficarem bem firmes.
Com a ajuda de uma vara de arames envolva cuidadosamente a farinha e as claras em castelo que vai juntando alternadamente. Verta a massa na forma e leve a cozer cerca de 35 minutos (mas faça o teste do palito para ver se está cozido).

Muito simples, com poucos ovos e realmente fofinho!

Receita original retirada da Revista Lusitana, n.º 23 - Abril 2008

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Domingo, Maio 25, 2008

As imagens da semana

A tentar colocar esta rúbrica em dia, deixo algumas fotografias referentes ao final-de-semana do Dia dos Museus (17 e 18 Maio).
Vale sempre aproveitar esse dia e todas as actividades gratuitas que os museus decidem realizar. E foi o que fizemos, de acordo com a nossa disponibilidade e preferências.
Sei que o Cortejo de Eléctricos Antigos foi um estrondoso sucesso e que lamentavelmente não participei, mas para o ano lá estarei sem falta!

Uma visita à Exposição A Consistência dos Sonhos de José Saramago (apesar de não gostar de Saramago, a cara metade gosta muito).

Um espaço amplo.

Com detalhes interessantes.

E excelentes fotografias antigas.

Uma instalação sensacional: todos os livros, em várias línguas, do escritor.

Expostos ao longo da parede. Brilhante!

Os espanhóis estão de parabéns pela exposição.

Porque está muito bem concebida.

E consegue atrair diversos tipos de público.

E ainda podemos brincar com as letras que dançam das pedras para as nossas mãos!

Seguidamente fomos à 5º Festa da Primavera do Jardim Botânico da Ajuda.

Foi a minha primeira visita e fiquei deslumbrada!
Apesar das dificuldades económicas que o Jardim teve e tem, um grupo de pessoas tem batalhado para o tornar atractivo (implementando várias actividades e fomentando eventos) e o manter cuidado.

E merece a nossa atenção/visita. Apesar da entrada ser paga (mas são preços acessíveis a todos - adultos: 2 euros, outros: 1 euro), tem a minha palavra que passará excelentes momentos (e se tiver crianças não se arrependerá!).

Não se esqueça de procurar a Pata de Elefante...

E a Branca de Neve!

Na Festa havia também a Exposição das Orquídeas (e venda).

Algumas mais raras...

Outras mais vulgares...

Mas todas belíssimas...

E exóticas...

E a por mim eleita (votação que decorria no próprio espaço), pela beleza e outros atributos, foi esta:

Um verde impressionante...

Estimado, cuidado, amado...

Onde se respira em silêncio...

Esquecendo que estamos no meio da Cidade ao observarmos a Fonte das Quarenta Bicas...

Gostaria muito que outros jardins tivessem a mesma sorte...

Aproveitamos a abertura para a Noite dos Museus, com entrada gratuita, e fomos ao Palácio da Ajuda.

Muitas pessoas e crianças também!

Um Palácio bonito, rico, encantador...

Em permanente restauro graças a patrocínios de diversas empresas/entidades.

E que me faz perguntar: Porque não tem o mesmo trato o Palácio Nacional de Queluz?

Pois, na minha opinião, é mais magnífico/exuberante, apesar do estado de degradação, e ninguém se preocupa...

E terminamos a ouvir música com os LX Brass, na Varanda Sul do Palácio.

Devagar no jardim a noite poisa
E o bailado dos seus passos
Liberta a minha alma dos seus laços,
Como se de novo fosse criada cada coisa.

Sophia de Mello Breyner Andresen

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Sábado, Maio 24, 2008

As surpresas da semana

1 - Modular System (dos arquitectos Alexandre Teixeira da Silva e Miguel Ribeiro de Sousa, Arquiporto) - uma casa muito portuguesa!

2 - Concurso de Design da Super Bock para o Pack do Natal 2008 (envio de propostas até dia 30 Junho 2008).

3 - Uma dica culinária a experimentar brevemente.

4 - Discover Keith Richards' London.

5 - Tire as lembranças do baú e volte atrás no tempo de Maio a Outubro, na Linha do Douro.

6 - O Diário de Mafalda Veiga.

7 - Totalmente de acordo!

8 - A que sabe a Lua: uma loja muito especial para visitar em Évora.

9 - É mesmo, mesmo isso!

10 - Sei que sou pobre para conseguir pagar o preço dos bilhetes, mas este era um espectáculo que gostava muito de ir ver. Mas não há problema, fica reservado para quando for rica!

11 - Ofereceram-me um frasquinho de Óleo de Borragem e fiquei a saber muito sobre esta planta e as suas propriedades.

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Sexta-feira, Maio 23, 2008

Aprendo a rezar com os pés

Caminham em filas ao lado das estradas nacionais, por trilhos de terra batida, atravessando pequenos povoados que antes desconheciam, cruzando horas e horas a paisagem de giestas e silêncio. Têm em português um nome que deriva de uma forma latina: Per ager, que significa "através dos campos"; ou Per eger, "para lá das fronteiras". Definem-se, assim, por uma extraterritorialidade simbólica que os faz, momentaneamente, viver sem cidade e sem morada. Experimentam uma espécie de nomadismo: não se demoram em parte alguma, comem ao sabor da própria jornada, dormem aqui e ali. Num tempo ferozmente cioso da produção e do consumo, eles são um elogio da frugalidade e do dom. Relativizam a prisão de comodismos, necessidades, fatalismos e desculpas. E o seu coração abre-se à revelação de um sentido maior.
A verdade é que é difícil ter uma vida interior de qualidade, se nem vida se tem, no atropelo de um quotidiano que devora tudo. Na saturação das imagens que nos são impostas, vamos perdendo a capacidade de ver. No excesso de informação e de palavra, esquecemos a arte de ouvir e comunicar vida. Damos por nós, e há, à nossa volta, um deserto sem resposta que cresce. E quando nos voltamos para Deus, parece que não sabemos rezar.
Estes peregrinos que tornam a encher as estradas de Fátima (mas também de Santiago, de Chartres, do Loreto.) assinalam-nos o dever de buscar a estrada luminosa da própria vida. Já não separam a existência por gavetas estanques, mas o seu corpo e a sua alma respiram em uníssono. A oração torna-se natural como uma conversa, e as conversas enchem-se de profundidade, de atenção, de sorrisos. A parte mais importante dos quilómetros que percorrem não está em nenhum mapa: eles caminham para um centro invisível onde pode acontecer o encontro e o renascimento.
Queria dedicar este texto a um amigo que, neste mês de Maio, fez a sua primeira peregrinação. A meio do caminho enviou-me uma mensagem a dizer: «Aprendo a rezar com os pés».

José Tolentino Mendonça
Notícias da Agência Ecclesia - 13.05.2008

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Quinta-feira, Maio 22, 2008

As imagens da semana

Peregrinar (pela primeira vez a pé) até Fátima... Um caminho difícil que só quem tem fé poderá realizar.
Fui colocar a minha fé à prova e, mesmo que tenha falhado por momentos, cheguei até Nossa Senhora com o coração cheio de emoção: um misto de alegria, gratidão, dor e muito cansaço.
É uma experiência única que deveria ser vivida não só por promessa, mas para sentir a força das nossas crenças e do nosso Deus. Para compreender a humildade, a esperança, o sofrimento, a alegria, o conforto, a tristeza, o desespero, o apoio, a resistência de nós próprios e dos que nos acompanham.
Um caminho a ser feito em grupo, porque apesar das mazelas habituais das diferentes personalidades, valem-nos em todas as etapas, sejam as mais fáceis ou as mais difíceis.
Foi a minha primeira peregrinação a pé e não será a última, tenho a certeza!
Um muito OBRIGADO a quem me acompanhou e apoiou - inclusive um bem haja para os automobilistas que apitam/acenam e para as pessoas que connosco se cruzam e proferem palavras/gestos incentivando a nossa caminhada. Foi em todos eles que senti a presença de Deus: um Deus amigo, generoso, atencioso, companheiro, Pai que conforta, não nos abandona, partilha, ampara e chama pelo nosso nome.
O meu Deus é um Deus de amor e perdão, e espero que o vosso também seja. E para quem não crê ou tem outra religião, que o amor e o perdão sejam os princípios fundamentais da vossa vida. Só assim poderemos ser felizes neste Mundo.

O primeiro "mata-bicho", ainda estavam todos fresquinhos...
As nossas benfeitoras do apoio foram excepcionais! Comida (bolos deliciosos!), bebidas, simpatia, disponibilidade. Incansáveis!

O segundo "mata-bicho": mas nós só comemos? Vão precisar de muita energia para a caminhada...

Vamos, vamos! Ainda temos muito para caminhar.

Chegada ao local do almoço: tudo já sentado e ainda estamos no final da manhã do primeiro dia...

As amigas do Carro de Apoio: obrigado, de coração!

O almoço do primeiro dia: o grão estava delicioso!

O jantar do primeiro dia: não provei, mas parece que o Doce de Maçã era divino, pois a Custódia não falava em outra coisa!
A primeira bolha (logo no primeiro dia) que os bombeiros trataram quando estava deitada dentro da ambulância (pela primeira vez!) e a quem avisei, para não se entusiasmarem, pois não estava grávida e não iria entrar para as estatísticas elevadas de partos em ambulâncias!

Os Bombeiros da Merceana foram impecáveis. Que Deus os proteja sempre.

A suite e a montagem da cama...

Um aviso: trazer algodão/tampões para colocar ouvidos. Muitos a ressonar e bem alto!
No início do segundo dia: um cafézinho à bondade da Bombeira de Merceana!

O pequeno-almoço num lugar pequeno...

Tomamos conta de tudo, inclusive o JC tirou cafés e serviu quem tinha fome!
E comunicamos com as pessoas boas da terra.
Ser humilde e perceber que por vezes não conseguimos... A minha bolha estragou o pé, tive de parar e ir para a Carrinha de Apoio...

É uma sensação de tristeza e derrota que temos de saber aceitar (mesmo que seja difícil!).
Esta foi uma excelente Carrinha de Apoio!

O JD foi um apoio extraordinário (e não devo ser só eu a dize-lo!) até quando estamos dentro da carrinha...

Aceitar que nem sempre somos os melhores/maiores/mais resistentes/mais corajosos...

Apesar dos bons cuidados dos Bombeiros de Merceana, não coseram a bolha com a linha preta (como manda a tradição!) e voltou a tapar, encher de líquido e rebentar (com a agravante do penso para bolhas ter colado à pele e não conseguir descolá-lo sem fazer um "choradinho"!)
O JD coseu muito bem e aprendi a lição: bolhas sempre cosidas com agulha e linha preta (desinfectada com álcool).
E vejo os primeiros a passarem...
Os segundos....

Os últimos... e decido seguir também. Que se lixem as bolhas!
Um belo almoço no segundo dia! Sempre muita comida. Ninguém emagreceu, pois não? Com tanta comida e doces era muito difícil...
As bolhas e as mazelas começavam a aparecer...
A Custódia conseguiu ganhar o prémio de "Maior Bolha do Grupo" e muitas dores também...

O incansável enfermeiro e cosedor (aprovado!) de pés!

Dormir no grande pavilhão dos Bombeiros de Rio Maior depois de um jantar muito bom, partilhado ali mesmo, foi reconfortante (o pão era caseiro e penso que todos gostaram da sopa de peixe, não foi? Como sou vegetariana não comi mas cheirava bem...).

De um lado mulheres, de outro homens (ainda bem... Os homens ressonavam mais alto e assim ficaram um pouco mais longe... e não estou a dizer mal, só a constatar uma realidade - estatística também!).
O terceiro dia (e o mais difícil para mim) a começar com um cafézito num pequeno local dirigido por um casal já velhote... O cansaço já se fazia sentir assim como as dores...
As saudades de casa (família) também...
Valeu a alegria da nossa menininha Raquel (que deve ter ficado triste ou mesmo zangada comigo, quando disse que não gostava muito de Carmelitas... Desculpa, mas é verdade...).
O almoço do terceiro dia: já muito cansaço e dores em todo lado... E o calor finalmente apareceu.
Um momento de oração: rezamos o terço...
Num local lindíssimo...

Imerso em silêncio...
E contemplação...
E preparamo-nos para a etapa mais difícil...
Subir a serra até Minde...
Quando o corpo já não se quer mexer!
Chegar aos Bombeiros de Minde e ter uma missa no pavilhão onde íamos dormir (com mais não sei quantos) celebrada pelo Padre Chico foram emoções intensas... Só falhou a sopa: era Canja e para uma vegetariana com fome é sinal de maldade. Mas como devia ser a única vegetariana de todo sempre a chegar em peregrinação ali, compreendi e perdoei!
Apesar de chorar quando ía a caminho e cheguei a Minde, na missa controlei-me concentrando-me na camisola amarela...
Que estava quase sempre na minha frente e dizia: Para Fátima Rezamos com Maria.
Acordar no quarto dia sabendo que falta só 18 Kilómetros até Fátima faz-nos esquecer tudo e ter vontade de sorrir!
Uma noite abençoada em colchões decentes dos bombeiros de Minde (para quem está todo dorido é uma dádiva deveras valiosa e gratificante!).
Preparados para sair e para a chuva também (é preferível ao calor!).
Depois de um bom pequeno-almoço, fazemo-nos à estrada (repleta de peregrinos). Faz muita impressão a velocidade dos veículos que passam por nós, nomeadamente camiões... Parece que nos levam também!
Está quase! Quase, quase!
O almoço no quarto dia já em Fátima. Chegamos, finalmente!
Os Guias - quem caminha ao nosso lado; quem nos leva pelo caminho do bem; quem nos protege e consola; quem procura, no meio das dificuldades, a luz para iluminar a escuridão. Os melhores guias do mundo foram estes (com alguns defeitos claro, mas não há seres humanos perfeitos).
E chegamos a esta Casa de Paz, que só quem é católico e acredita, poderá sentir e compreender. E participamos na Procissão das Velas (um dos momentos altos das cerimónias).
Encostamo-nos a ti, Mãe de Deus. Procurando a tua protecção.

O hotel da última dormida resistiu muito bem à muita chuva que caiu durante a noite.

No último dia, o momento é de despedida...

Com lenços brancos, de quem nos chamou. Esperando voltar em breve para agradecer a Nossa Senhora de Fátima o facto de nunca nos abandonar e continuar a amar incondicionalmente todos os Homens.

E cada um de nós retorna a casa, levando uma semente que germinará do encontro peregrino que percorremos em conjunto, nesses dias, até Fátima.
Até sempre!

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Quarta-feira, Maio 21, 2008

Alimentos para o Cérebro

"Mesmo que seja daquelas pessoas que pensam bastante naquilo que comem, será que aquilo que come o ajuda a pensar? No âmbito da Semana Internacional do Cérebro, resolvemos dar-lhe uma ajuda a compor o prato bem ao gosto dos seus neurónios.
O consumo de melatonina, uma substância produzida no cérebro pela glândula pineal, retarda os efeitos do envelhecimento. A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho, e no vinho tinto.
As maçãs, bananas e laranjas, tão comuns à nossa mesa, são mais do que importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras. Os antioxidantes presentes nas frutas referidas protegem as células neuronais do stress oxidativo, prevenindo doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Já o consumo de alimentos ricos em colesterol, como manteiga, carne vermelha ou queijo, aumenta o risco de desenvolver esta doença.
O chocolate, conhecido pelos seus benefícios cardiovasculares, faz igualmente bem ao cérebro, ao favorecer a circulação sanguínea cerebral. Rico em flavonóide, uma substância anti-oxidante contida no cacau, o chocolate preto estimula as funções mentais.
A serotonina é responsável por melhorar o humor, diminuir a depressão, diminuir a compulsão por doces, aliviar enxaquecas e melhorar a qualidade do sono. Para manter o nível de serotonina estável no organismo, precisamos de ingerir alimentos ricos em triptofano, sendo a partir deste que a serotonina é fabricada no nosso organismo.
O triptofano pode ser encontrado em carnes magras, peixes, leite, iogurte magros, queijos brancos, nozes e leguminosas.
Em complemento, os vegetais verdes, os grãos integrais e a levedura de cerveja são ricos em ácido fólico, substância importante para que ocorra a liberação de serotonina.
Os frutos do mar fornecem-nos selénio em porções generosas, um poderoso aliado na prevenção e no combate às depressões, enquanto que os ovos, o fígado e a soja contém colina e lecitina, substâncias que favorecem o funcionamento cerebral em pessoas com tendência para as alterações frequentes de humor.
E a água, tão simples quanto essencial, garante a hidratação necessária ao cérebro para que este desempenhe com eficácia as tarefas relacionadas com a concentração, a memória e o sono. Para assegurar o funcionamento da "máquina", basta “oleá-la” com um copo de água por cada hora de vigília."

Ana Marta Ramos
In site Rituais

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Terça-feira, Maio 20, 2008

Sons

The Piano

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Portugal tem meio milhão de casas vagas, a maior parte no Norte

"Portugal tem meio milhão de casas vagas, uma realidade com maior peso no Norte do país e que os responsáveis pelo Plano Estratégico da Habitação querem travar apostando na recuperação e no arrendamento. De acordo com o diagnóstico traçado pela equipa técnica que está a elaborar o Plano Estratégico da Habitação, que definirá o rumo das políticas habitacionais até 2013, os alojamentos vagos em Portugal duplicaram entre 1981 e 2001, passando de 190 mil para 544 mil. O número de casas vagas inclui situações variadas como os alojamentos disponíveis no mercado para venda ou arrendamento e os para demolição.
Quanto à distribuição no território nacional, o Norte é a região que apresenta maior número de casas vagas (1,6 milhões). Aliás o número de casas vagas no Norte é metade do total das habitações naquela região.
O aumento do número de habitações vagas mostra, por um lado, um desajustamento entre a oferta potencial e a procura de habitação em Portugal, e por outro, um peso significativo de alojamentos devolutos, sem qualquer utilização, problema que "não tem sido resolvido e que não é facilmente resolúvel no actual contexto da política habitacional", reconhecem os técnicos.
Para esta situação muito contribuiu o aumento do parque habitacional português na década de 90, largamente superior ao dos restantes países europeus. Por exemplo, a taxa de crescimento do parque habitacional nos últimos 10 anos em Portugal é mais do dobro da francesa e da espanhola e mais do triplo da italiana.
O diagnóstico da situação habitacional portuguesa indica ainda que nas últimas três décadas o surto construtivo e os ritmos de ocupação do solo foram muito elevados: mais de 60 por cento das casas existentes em 2001 foram construídos entre 1971 e 2001.
No extremo oposto número de casas vagas em Portugal está o meio milhão de habitações sobrelotadas, a maioria nas zonas de maior povoamento e de menores recursos, como é o caso do Vale do Ave.
O aumento da residência secundária é outra das marcas do diagnóstico da habitação em Portugal pois nos últimos 20 anos o número de segundas casas mais do que duplicou, representando actualmente um valor (18 por cento) superior aos restantes países europeus. Em 2001 estavam contabilizadas 924 mil segundas casas em Portugal.
Para conseguir uma melhor gestão do parque habitacional, o Plano Estratégico vai apostar na reabilitação, uma vez que além das casas vagas devolutas o diagnóstico nacional aponta para a necessidade de obras em 190 mil casas de residência habitual. O Norte e o Centro concentram as maiores percentagens de casas degradadas.
Os dados apontam para uma forte degradação do parque habitacional português, mas os técnicos ressalvam que do parque degradado apenas 57 por cento é residência habitual. O restante corresponde a segundas casas (12%) e a habitações vagas (um terço).
No global há 1,6 milhões de casas precisam de pequenas e médias reparações e cerca de 326 mil fogos estão muito degradados.
O estado de degradação domina nas áreas com uma estrutura edificada mais antiga, ou seja, os centros históricos, nomeadamente Lisboa e Porto. Nestas duas cidades cerca de metade do parque habitacional (52/53%) precisa de ser reabilitado.
Em Lisboa, 29 mil casas precisam de grandes obras e 121 mil de pequenas e médias reparações, no Porto são 15 mil as casas muito degradadas e 50 mil precisam de pequenas obras.
Outra das apostas do Plano Estratégico é o arrendamento, uma vez que segundo o diagnóstico do parque habitacional português a degradação atinge mais os alojamentos arrendados do que os próprios, o que ilustra a estagnação deste mercado. No total há mais de 78 mil casas arrendadas a precisar de grandes reparações. O diagnóstico da situação habitacional portuguesa aponta para metade das casas arrendadas a precisam de obras e explica este fenómeno com a lei do congelamento das rendas."

08.05.2008
In site Solidariedade

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Segunda-feira, Maio 19, 2008

Bolo de Mel com Alfarroba

Ingredientes
6 ovos (à temperatura ambiente)
5 dl de leite
200 g de mel
250 g de açúcar amarelo
500 g de farinha de trigo para bolos (já com com fermento)
80 g de farinha de alfarroba
100 g de margarina vegetal (mais saudável)
2 colheres de chá de canela
2 cravinhos moídos
0,5 colher de café de noz-moscada moída
100 g de amêndoa ou noz moída
Confecção
Pré-aquecer o forno (ligar o forno 15-20 minutos antes de colocar a forma com a massa).
Separar as gemas das claras e bater as gemas com o açúcar durante 10 minutos.
Sem parar de bater, e pouco a pouco, adicionar a margarina (derretida em banho-maria), o leite, as farinhas (que devem ser peneiradas),a amêndoa/noz moída e os restantes ingredientes, misturando muito bem.
Bater as claras em castelo e juntar, envolvendo cuidadosamente com uma colher de pau, ao preparado anterior.
O bolo deve cozer numa forma de chaminé untada com margarina e polvilhada com farinha. Leva-se a cozer em forno médio.

In site Doces e Companhia

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Domingo, Maio 18, 2008

As imagens da semana

Com muitos dias de atraso, coloco as fotografias da inauguração da exposição "O Jardim" da minha amiga e mais três outros artistas.
Muito trabalho, mas tudo correu bem e foi muito bonito.
Para a Heather porque é uma pessoa verdadeiramente especial e poderá contar com a minha amizade sempre.
A ideia começou quando nos informaram que o Jardim Botânico estava a "morrer" por falta de água, apoios, funcionários responsáveis e dinâmicos, por falta de quem realmente amasse este espaço.
Actualmente, encontra-se em fase de apreciação para projectos integrados nesse espaço e no Parque Mayer, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa.
O receio é bastante por esse maravilhoso Jardim porque sabemos que o cimento será o vencedor...
Para que se preserve, cuide e estime o Jardim Botânico e nos lembremos que a Natureza é o nosso bem-estar.
Vida longa e próspera para todos os que vivem no Jardim!



































Dreams come true; without that possibility, nature would not incite us to have them.
John Updike

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Sábado, Maio 17, 2008

As surpresas da semana

1 - Muitas iniciativas para participar no Dia Internacional dos Museus e Noite dos Museus (17 e 18 de Maio 2008). A não perder!

2 - Dois autocarros da Carris farão a Rota dos Museus, do Saldanha até ao Palácio da Ajuda (e poderá utilizar o bilhete que pagou para entrar gratuitamente nos museus no dia 17).

3 - Há pessoas assim: acreditam no amor para poder curar quem já muito sofreu nas mãos dos seres humanos...

4 - A minha amiga Daniela tem um blogue verdadeiramente delicioso!

5 - O primeiro queijo ‘Kosher’ feito na Península Ibérica em 500 anos à venda no Corte Inglés.

6 - Muitas vezes tenho vergonha de pertencer à raça humana... Tragédia atrás de tragédia!

7 - Bijagós: uma praia para o resto da vida.

8 - Uma venda de Verão na Porta 16 (em Lisboa) a não perder!

9 - Uma casa pré-fabricada espantosa!

10 - Uma boa notíca: Banco Alimentar contra a Fome - Mil toneladas de alimentos recolhidas no fim de semana.

11 - O Cantinho dos Animais de Évora está com muitas dificuldades económicas, mas se todos ajudarmos comprando algum artigo aqui ou neste, podemos fazer a diferença. Eles contam connosco! Obrigado.

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Sexta-feira, Maio 16, 2008

5ª Festa da Primavera
17 e 18 Maio 2008, das 10h às 18h
Jardim Botânico da Ajuda
Calçada da Ajuda - Lisboa
Telf.: 213 622 503
Fax: 213 622 503
E-mail: botanicoajuda@isa.utl.pt
Horários: Verão: 9h às 20h (1 de Abril a 30 de Setembro) / Inverno: 9h às 18h (1 de Outubro a 31 de Março)
Encerrado à quarta feira
Acessos: Autocarros: 14, 27, 29, 32, 73 Eléctrico: 18
www.jardimbotanicodajuda.com

"O Jardim Botânico da Ajuda dedica este fim-de-semana à celebração da estação da renovação. Visitas guiadas temáticas, feira e ateliês de jardinagem, venda/troca de plantas e sementes, consultório para as plantas, feira de produtos naturais e actividades infantis (jogos tradicionais e jogos da biodiversidade, concursos e campeonatos), música e animação são actividades à escolha nesta 5ª Festa da Primavera. Este ano associada às comemorações dos seus 240 anos de existência."
Mais informações em: www.isa.utl.pt/home/node/2541

In site Agenda lx

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Quinta-feira, Maio 15, 2008

Morreu Irena Sendler, heroína católica durante o Holocausto

"Irena Sendler faleceu esta segunda-feira em Varsóvia, aos 98 anos. Era conhecida como «o anjo do Gueto de Varsóvia», por ter salvo do Holocausto 2500 crianças judaicas.
Irena, uma assistente social, organizou e dirigiu um grupo de mais de 20 pessoas para salvar da morte certa as crianças nesse bairro da capital polaca sob a ocupação nazi. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg qualificou Sendler como «uma das mais heróicas salvadoras católicas do Holocausto». Este trabalho levou Irena a suportar a tortura na prisão nazi e uma condenação à morte que acabou por não ser executada.
Irena Sendler nasceu na Polónia, em 1910. Quando a Alemanha invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-Estar Social de Varsóvia que era responsável pelos refeitórios da cidade.
Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judeus como católicos. Graças a ela, estes refeitórios não só proporcionavam comida para órfãos, idosos e pobres, mas também entregavam roupa, medicamentos e dinheiro.
Para evitar as inspecções, registava as pessoas sob nomes católicos fictícios ou inscrevia-as como pacientes de doenças muito contagiosas, como o tifo e a tuberculose. Em 1942, com a designação de uma área fechada para alojar os judeus, conhecida como o «Gueto de Varsóvia», as famílias só podiam esperar uma morte certa.
Irena uniu-se ao Conselho para a Ajuda de Judeus, organizado pela resistência polaca, explica a Fundação Wallenberg. Conseguiu obter um passe do Departamento de Controle Epidémico de Varsóvia para poder ingressar no gueto de forma legal.
Após a guerra, trabalhou para o bem-estar social; ajudou a criar casas para idosos, orfanatos e um sérvio de emergência para crianças.
Em 1965 recebeu o título de Justa entre as Nações pela organização Yad Vashem de Jerusalém e em 1991 foi declarada cidadã honorária de Israel."

Redacção/Zenit
In Newsletter Notícias da Agência Ecclesia - 13.05.2008

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Quarta-feira, Maio 14, 2008

Início do Leilão de Maio do Projecto Mão a Mão

O leilão do mês de Maio já está a funcionar!
Até ao próximo dia 31 de Maio poderão licitar qualquer um dos artigos expostos, colocando um comentário no artigo desejado e deixando sempre um contacto.
A instituição que beneficiará deste leilão é a Associação Chão dos Meninos, localizada no distrito de Évora.
Boas Licitações!

www.mao-a-mao.blogspot.com
www.mao-a-mao-leilao.blogspot.com

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Estações de Metro (Lisboa)
Um Museu na sua Viagem
http://www.metrolisboa.pt

Arte ao encontro das pessoas
"Para além de ser o transporte público mais rápido de Lisboa, o metropolitano acumula também o título de “galeria de exposição permanente de arte contemporânea”. Quotidianamente, um mar de gente desagua nas 42 estações da rede. Muitos nem se apercebem do que aqui vai. Outros sim, e só não chegam a desejar que o comboio se atrase porque por aqui passam duas vezes ao dia. Porém, ele há sempre um olhar diferente, um pormenor que não se tinha visto antes...
Nas Picoas, a homenagem é às mulheres da capital. As figuras típicas de Lisboa antiga, como as vendedoras de canastra à cabeça, misturam-se com a heráldica da cidade. Martins Correia, o artista plástico convidado, criou igualmente a estátua em bronze de Pomona, a deusa grega dos frutos e da abundância. Mas uma parte do destaque vai direitinho ao acesso da pela Rua Andrade Corvo. Inserida num programa de intercâmbio cultural entre redes de metropolitano, Lisboa recebeu da tradição de Paris, uma peça de mobiliário urbano em Arte Nova de Hector Guimard.
De igual forma os nossos artistas têm o seu nome espalhado em estações de todo o mundo. Tóquio, Sidney, Moscovo, Paris e o metrô de São Paulo são apenas alguns exemplos de paragens distantes com arte em português.
Na estação de metro do Jardim Zoológico andam animais à solta e até plantas já crescem por lá. Foi Júlio Resende o responsável por tamanha irreverência, o que lhe valeu dois anos passados na Fábrica de Cerâmica Viúva de Lamego a pintar pela própria mão os azulejos que hoje vemos e que cobrem chão e tecto.
No Campo Grande, a primeira estação construída em viaduto, Eduardo Nery aproveitou-se da quadrícula do azulejo e desconstruíu as “figuras de convite” frequentes à entrada dos grandes edifícios de Setecentos. Uma outra forma centenária de dar as boas-vindas. Tradição contemporânea à portuguesa.
Quatro nomes, quatro vultos
Atento aos efeitos negativos de um ambiente subterrâneo, o Metropolitano mostrou-se interessado em minimizá-los. Corria a década de 80 quando quatro artistas plásticos de renome foram chamados a intervir nalgumas das novas estações que estavam a surgir.
Júlio Pomar deixou o traço no Alto dos Moinhos com a representação de grandes vultos das artes portuguesas. Camões, Bocage, Pessoa e Almada Negreiros são símbolos das letras transpostos para o azulejo em jeito de graffiti. Sabendo de antemão da forma espontânea como os riscos e rabiscos surgem em espaços públicos, Pomar antecipou-se deixando o seu cunho gravado no azulejo.
Das Laranjeiras ocupou-se Sá Nogueira. Recorrendo à fotografia de laranjas e à serigrafia, processos de fabrico em série, o artista plástico criou arte nos azulejos da Fábrica Rugo.
Decora o Colégio Militar Cargaleiro. Quis o pintor e ceramista passar o ambiente dos “corredores azuis” de Portugal. Uma presença na memória colectiva por serem frequentes nos edifícios públicos como escolas, hospitais e instituições instaladas em antigos conventos e palácios onde a azulejaria tinha presença constante. Ninguém fica indiferente a esta estação.
À Cidade Universitária cedeu Vieira da Silva o guache “Abrigo Anti-Aéreo” para ser transposto para azulejo por Cargaleiro. Representa uma multidão anónima que se refugiou no metro de Paris para escapar aos bombardeamentos da Segunda Grande Guerra. Mas no meio do desconhecido, surgem caras identificáveis. Uma figura envergando uma toga clássica, talvez seja Sócrates de quem foi citada uma frase. “Não sou ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo”.
Valores mais altos se levantam
No Parque, a par do tema dos Direitos do Homem cujos trinta artigos da Declaração se encontram na nave desta estação, outra temática se levanta, a dos Descobrimentos Portugueses. Para tal a belga Françoise Schein e a francesa Federica Matta escolheram muita da simbologia e iconografia da época. Já reparou bem nos mapas?
Um convite também para falar do novo de que é símbolo o rinoceronte de Dürer, a primeira representação deste animal conhecida na Europa. Seguindo a curvatura das paredes estão esculturas como que trepando por elas acima. Mas o tema não se esgotou aqui e no Oriente, o arquitecto Sanchez Jorge pretendeu reflectir os acabamentos da temática da Expo ’98, os oceanos, onde a Expansão Ultramarina também foi abordada.
As estruturas metálicas lembram velas e proas de barcos e os gradeamentos dos topos dos cais e das escadarias parecem ondular à medida que o passageiro vai passando por elas. Para realçar o cunho universalista foram convidados onze artistas de mérito internacional representativos dos cinco continentes. Reina o espírito multicultural.
Da arquitectura arrojada às novas estações
E se de ornamentação se falou até agora, igualmente será de destacar a arquitectura. Localizada a cerca de 45 metros abaixo da superfície, a estação da Baixa-Chiado é a mais profunda de toda a rede. O risco é de Siza Vieira. Já pelas Olaias ficou responsável o arquitecto Tomás Taveira que interveio num local em cuja estruturação urbanística desempenhara já um importante papel. O colorido é a sua imagem de marca.
As cinco novas estações inauguradas a 27 de Março de 2004 têm por sobrenome o moderno. Quinta das Conchas, Lumiar, Ameixoeira e Odivelas são nomes provavelmente mais familiares que o Senhor Roubado, nome de uma rua com um padrão datado de 1744 que dá acesso à estação de metro.
Conta-se que em 1671 (vejam lá bem ao tempo que isto foi) um senhor chamado António Ferreira roubou os altares da igreja de Odivelas escondendo os objectos numa mata de caniços que é hoje esta zona. A dimensão do roubo foi tal que foram afixados éditos prometendo recompensas em dinheiro e emprego na justiça ou na fazenda a quem denunciasse o autor do crime.
Descoberto António Ferreira, não tardou em surgir o duro veredicto. “... decepadas ambas as mãos e queimadas à sua vista e depois seu corpo será queimado.” No local, foi colocado um padrão de cruz em madeira que mais tarde, o religioso António dos Santos transformou no padrão do Senhor Roubado.
Histórias à parte, a verdade é que podemos até ter uma das redes de metro mais pequenas da Europa, mas em contrapartida será das mais bonitas no seu conjunto. Madrid, Barcelona e Paris parecem tão cinzentos em comparação com as novas estações de Lisboa..."

Paula Oliveira Silva
In site
Lifecooler

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Terça-feira, Maio 13, 2008

Beijo

"Beijo não é palavra de poema. É o raiar da madrugada, o anúncio de um dia longo, o final da tensão que ameaçava partir a corda: podemos escolher imagens, comparações, fazer literatura. Será sempre outra coisa, meu amor, o beijo do poema. É como o branco que dizem ser a fusão de todas as cores. Não se retira um beijo do poema, este é apenas a fotografia de alguns pormenores. Um beijo é o corpo que antes não existia e ali nasce, uma nova estrutura óssea que suporta um pulsar único, um aposento onde o esplendor apaga todas as lágrimas que conseguiram viver até chegar ali."

Egito Gonçalves
in "O Mapa do Tesouro", Campo das Letras, 1998

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Quinta-feira, Maio 08, 2008

Peregrinar

Vou peregrinar até Fátima, caminhando com o grupo da Paróquia de Loures.
Com muita Fé, vou juntar-me aos milhares que já estão a caminho, na esperança que este Mundo seja melhor.
Dia 13 de Maio estou de volta!
Fiquem com Deus.

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Ser Peregrino até Fátima

"Faça-se Cireneu dos companheiros de viagem; ofereça a Deus todos os seus passos; ore com o seu coração; lembre-se da recomendação de Nossa Senhora.
Antes da peregrinação fale com o seu pároco e siga os seus conselhos; nas suas promessas tenha sempre em conta que Deus não quer mais do que cada um pode; se achar mais seguro, consulte o seu médico.

Como preparar a peregrinação

· Faça atempadamente caminhada de preparação;
· Corte as unhas a direito ou vá ao calista, com tempo;
· Mergulhe os pés em água quente e sal, uns dias antes de partir;
· Use sapatos usados que lhe façam bom andar;
· Leve um par suplente de sapatos e umas chinelas;
· Calce meias brancas, de algodão, sem costura e do avesso;
· Leve roupa de algodão, larga, clara e com mangas e só o necessário para cada dia;
· Não use tecidos sintéticos;
· Leve chapéu para o sol, guarda chuva ou impermeável;
· Não use plásticos para se cobrir;
· Leve agasalhos para as noites;
· Leve uma pilha;
· Leve protectores solares e, se possível, óculos de sol;
· Leve batom de cieiro;
· Leve consigo uma garrafa de água, frutos secos e açúcar;
· Não esqueça os medicamentos que anda a tomar;
· Cumpra as orientações do médico e não abuse dos medicamentos;
· Identifique com nome, morada e telefone os seus sacos e carteiras;
· Leve o dinheiro suficiente, mas não em excesso;
· As crianças pequeninas nem em carrinhos se devem levar.

Recomendações para o caminho

· Não beba bebidas alcoólicas enquanto caminha;
· Não caminhe nas horas de mais calor;
· Programe, com antecedência, as paragens para comer e dormir;
· Deixe limpos os locais por onde passa;
· Os carros de apoio devem parar do lado em que se caminha;
· Ajude os mais cansados, não os deixando sozinhos;
· Ande em fila indiana e não em grupo;
· Não ande na estrada mas na berma;
· Não ande nos IP nem nos IC;
· Se caminhar de noite, use faixa reflectora;
· Se for preciso reunir o grupo, faça-o sempre fora da estrada;
· Não use nem permita auscultadores de rádio;
· Não use o telemóvel enquanto caminha na estrada;
· Não caminhe mais de 30 quilómetros por dia;
· Não caminhe aceleradamente;
· Faça uma pausa de uma hora na caminhada da manhã e duas no fim do almoço;
· Quando parar coloque os pés mais altos que a cabeça;
· Tenha atenção aos carros mesmo quando reza ou canta;
· Não ande de noite, sozinha.

Recomendações várias

· Faça refeições leves e frequentes
· Não beba por copos de outras pessoas;
· Tente manter uma higiene mínima;
· Tome cuidado ao utilizar o WC;
· Não deite lixo para o chão;
· Compreenda o descanso dos outros e faça com que respeitem o silêncio;
· Procure dormir pelo menos seis horas.

Postos de Assistência

· Procure os postos identificados com a bandeira dos peregrinos a pé;
· Não deixe que furem as bolhas, a não ser com agulhas esterilizadas.
· Zele pela limpeza e higiene dos postos;
· Ao chegar lave os pés e calce umas meias lavadas;
· Espere a sua vez para atendimento e não faça barulho enquanto espera;
· Respeite e confie nas pessoas que o atendem;
· Respeite os momentos de oração e de descanso.

No Santuário

· Participe de modo activo nas cerimónias realizadas no Santuário;
· Cumpra com simplicidade e espírito de fé as suas promessas;
· Guarde silêncio e respeite a oração dos outros peregrinos;
· Respeite o Santuário como lugar sagrado e guarde limpeza;
· Se necessário, recorra aos serviços de apoio aos peregrinos a pé."

Movimento da Mensagem de Fátima: mmf@santuario-fatima.pt

In site Santuário de Fátima

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Quarta-feira, Maio 07, 2008

Princesa saudita compra 1.500 peças de cortiça para palácio

"Uma princesa da Arábia Saudita recebeu esta semana no seu palácio em Riade, capital daquele reino, 110 quilos de cortiça algarvia transformada em individuais para dar jantares aos convidados. Os table-mate exclusivos lançaram a empresa portuguesa no mundo árabe.O museu da cortiça em Silves e um português a viver em Paris, que por coincidência é secretário pessoal da princesa Jawaher Abdulaziz, foram os principais aliados para que a marca portuguesa Pelcor inaugurasse a aventura da exportação para o Médio Oriente.
A história começou em 2007 quando a princesa Jawaher Abdulaziz, que «gosta muito de Portugal», esteve de visita à Fábrica do Inglês, em Silves, onde existe um museu da cortiça e onde estão expostos produtos Pelcor, marca que transforma a casca do sobreiro em acessórios de moda luxuosos que desfilam nas passerelles de Paris.
«Em Agosto passado recebemos a visita surpresa de uma assistente da princesa Jawaher na loja de São Brás de Alportel. Em Novembro, o secretário da princesa em Paris pediu-nos catálogos sobre as colecções da Pelcor e a partir daqui começou o negócio», recorda Sandra Correia, mentora da marca e filha do proprietário da empresa que também fabrica rolhas para os mais finos champanhes, licores e vinhos do mundo. Fez-se um mostruário que seguiu para Riade e a encomenda da princesa chegou em Fevereiro: 1.500 table-mates (individuais) feitos em pele de cortiça impermeável, com funcho e salpicos de dourado a imitar ouro.
Em Março, artesãos portugueses já confeccionavam as mil e quinhentas peças, exclusivas, para o Reino da Arábia Saudita. Esta semana os individuais foram armazenados em cinco caixas, com medidas especiais, e partiram de São Brás com destino a Riade, contou Sandra Correia, a senhora da cortiça, que não se cansa de repetir à Lusa que "cork is fashion" (a cortiça está na moda).
Os 1.500 table-mates, ou seja individuais para colocar nas mesas e colocar por cima os pratos e talheres, são o início da aventura no Médio Oriente, mas depois de conquistar os mercados europeus e até o americano, e depois de se lançar na alta-costura a desfilar junto a criadores de moda internacionais no Prêt-à-Porter, em Paris, a marca Pelcor tem a ambição de vencer o mercado da Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Com um volume de negócios em ascensão, onde em 2007 superou o meio milhão de euros em 2006, a «senhora da cortiça» espera que em 2008 aumente um terço da exportação, e a aposta é no mercado do Médio Oriente.
A marca Pelcor já se está a preparar, inclusivamente, para participar em Fevereiro de 2009 na feira «Expo Riva Garda», no Dubai (Emirados Árabes) com a gama «footwear» (calçado) e acessórios de moda.
Em Março de 2009 acessórios de moda e brindes de cortiça regressam ao Dubai para apresentar a cortiça da Pelcor na maior feira de acessórios de moda daquele país, a Motexha.
Malas executivas, carteiras de homem e de mulher ou bonés específicos para os jogadores de golfe e corridas de cavalos (dois desportos muito praticados nos Emirados Árabes) são alguns dos acessórios que a Pelcor vai levar ao Médio Oriente. O toque aveludado, a impermeabilidade e o facto de ser um produto ecológico são as principais características das peças feitas em cortiça que podem ir desde a carteira de negócios a mochilas em pvc com pedaços de casca de sobreiro injectado, até a elegantes chapéus-de-chuva resistentes à água e luxuosos pufes para tornar a sala mais cosy.
Sandra Correia revelou à Agência Lusa que a novidade para a estação deste Verão são as sandálias em cortiça desenhadas pela consagrada estilista portuguesa Ana Salazar. É uma espécie de conto das mil e uma noites a tornar-se realidade para uma pequena empresa portuguesa que se abriu ao mundo árabe através da mais fina pele da cortiça."

Diário Digital / Lusa
In site Caixa Geral Depósitos

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Terça-feira, Maio 06, 2008

O Estado da Nação

"Há dias, um casal estrangeiro meu amigo, que tinha acabado de conhecer a A-2 e a A-6 num dia de semana, comentava comigo que nunca, em lado algum, tinha visto auto-estradas tão boas e tão desertas, ao que eu respondi que nós éramos um país bem mais rico do que as estatísticas económicas mostravam: um terço da população activa, com crise ou sem ela, viaja compulsivamente para destinos exóticos distantes, no Verão, no Natal e na Páscoa; temos 1,5 fogos por habitante e continuamos desenfreadamente a construir segundas habitações no que resta de litoral ou interior ainda disponível; temos mais de um automóvel por habitante; e temos auto-estradas para todo o lado e algumas sem portagens, que fazem corar de inveja esses casos de sucesso económico sem auto-estradas nem TGV que são a Irlanda, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca."

Miguel Sousa Tavares, Jornal Expresso
In blogue Corta-Fitas

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Segunda-feira, Maio 05, 2008

O JARDIM (post repetido)
A Respiração da Cidade
Sala do Veado - Museu de Ciência e História Natural
Rua da Escola Politécnica, 58 - Lisboa
Inauguração 7 Maio 2008, entre as 18h e 23h00
8 a 31 de Maio 2008
Terça a sexta das 10h às 17h00
Sábados e domingos das 11h às 18h00
E-mail: Exhibition.OJardim@gmail.com
http://flourishingart.blogspot.com

"Temos o prazer de anunciar a exposição de arte “O Jardim”, apresentando pinturas, fotografias e desenhos recentes de quatro artistas europeus: Rebecca Rason Flor Ferreira, Heather Taylor, Bartha de Kok e Richard Hartnoll.
A exposição “O Jardim” é inspirada pelo Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e apresenta as experiências individuais dos artistas e o seu trabalho sobre o jardim e comunica de forma colectiva a sua percepção de luz, linha, textura e ambiente.
Os trabalhos apresentados sublinham a beleza deste espaço escondido e o fascínio causado pela Natureza, que se renova energicamente neste microclima único rodeado pela paisagem urbana da capital portuguesa.
O trabalho desenvolvido sobre o Jardim Botânico levou a uma compreensão profunda da sua importância para Lisboa, do seu notável valor histórico, do seu significado ambiental e da sua contribuição para a Ciência e a Educação, podendo também o ponto fulcral de “O Jardim” ser apreciado em relação às actuais e bastante reais preocupações acerca das alterações climáticas e a constante ameaça dos espaços verdes urbanos.
Este ano, o Jardim Botânico celebra o 130º aniversário da sua inauguração e, pelo seu papel na conservação das espécies botânicas, muitas delas antigas e raras, que nele florescem continua e continuará a possuir um poder de inspiração sem limites.
Inauguração no dia 7 de Maio de 2008, entre as 18h00 e as 23h00, na Sala do Veado do Museu de Ciência e História Natural, Lisboa e estará patente ao público até ao dia 31 de Maio, de terça a sexta das 10h às 17h00; sábados e domingos das 11h às 18h00."

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Domingo, Maio 04, 2008

As imagens da semana

Favas, favas e mais favas!
Muito boas, tenrinhas, biológicas e valorizadas por quem semeou, sachou, regou e apanhou (desta vez, toda a família participou ou quase...).
Para comer em casa, dar à família e amigos, e guardar para mais tarde.
Sabe tão bem comer e oferecer o que plantamos, cuidamos e colhemos!
A felicidade também passa por estas simples e belas coisas.


Uma combinação bonita: favas e papoilas.

A apanha!

Mão-de-obra gratuita!

Em duas semanas, duas apanhas: 4 sacas de rede de favas bem cheias...

Até a Nina ajudou, saltando sem parar e ladrando para nos motivar!

e ainda sobra para os ladrões de legumes, que também vêm recolher o seu quinhão...
Nada a fazer, faz parte da vida no campo!

Esta foi a rainha das favas deste ano!

Também funcionou como campo para jogar...

E para descobrir...

que estavam 3 salamandras no tanque!

Apanhamos flores...

corremos em liberdade...

e procuramos medronhos.

Tal pai investigador...

tal filho!

"Diz a Agustina que as pessoas que amam os cães são as mais egoístas sobre a terra. E ela gosta de cães. Porque os cães são uns mestres de zelar pelo que é teu, a família, os bens, as emoções profundas, mesmo quando tu te desleixas ou adoeces? Lobo da decência e da perseverança, o cão. Causa amante, contra toda a evidência, um cão. Ars longa, vita brevis. Sobretudo a dos cães. Tenho medo de quem tem medo de cães."
Maria Velho da Costa, in Livro do Meio

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Sábado, Maio 03, 2008

As surpresas da semana

1 - Um poema muito bonito.

2 - Um passeio a não perder e outro que as crianças vão adorar!

3 - Uma receita a experimentar.

4 - Cores e espaço.

5 - Um blogue para espreitar, com belas fotografias.

6 - Já se conseguiu mais de 4 mil assinaturas na petição da Linha do Tua, garantindo assim que a petição é discutida no plenário da Assembleia da República!

7 - As minhas palavras aqui.

8 - Um blogue fantástico sobre orquídeas dos campos!

9 - Depois de 10 anos a utilizar os meus muito amados e únicos ténis Reebok, chegou a altura de comprar outros (porque já estão gastos, descolados e sem quase nenhuma protecção), mas isso não é tarefa fácil, nomeadamente para quem faz corrida. E para perceberem a complexidade da compra informem-se aqui ou neste.

10 - Um dos meus heróis (apesar de uma ou outra discordância, mantenho o mesmo sentimento à 16 anos).

11 - Lindo, lindo!

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Convite

Mais informações no blogue Beijos de Algodão

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Sexta-feira, Maio 02, 2008

Ser voluntário das Nações Unidas On-line
http://www.onlinevolunteering.org

"Quantos de nós já se sentiram dispostos a partir para África num programa de voluntariado, a dar um pouco de si para fazer a diferença, por pequena que seja, no estado do mundo?
Quantos de nós não afastaram a ideia e não adiaram um eventual contributo por não ser a altura certa, por não ter dinheiro, por ter uma carreira profissional a defender ou simplesmente por não saber muito bem o que fazer?
As Nações Unidas pensaram nas pessoas que estão nessa situação e inventaram uma maneira de facilitar as coisas, ao criar um serviço de voluntariado on-line. Sentados em casa ao computador, e tirando partido dos nossos conhecimentos, podemos apoiar o trabalho de organizações do mundo inteiro emprestando apenas umas horas do nosso tempo, conforme a disponibilidade de cada um.
Através deste mecanismo, as pequenas organizações de desenvolvimento, ambiente, combate à pobreza, etc. (e mesmo a própria ONU) podem ter acesso ao trabalho e consultoria especializada de profissionais qualificados, aos quais muitas vezes não teriam capacidade para pagar. Ao mesmo tempo, podemos tomar contacto com diversas equipas e ambientes de trabalho, ganhar experiência e contactos.
Eu rendi-me a esta forma inteligente de prestar um contributo, por mais insignificante que seja. Apenas me candidatei a dois projectos até agora por estar a braços com a dissertação de mestrado, que tenho de entregar nos próximos meses, mas assim que terminar vou entrar em força neste programa.
Aqui fica a sugestão para quem ainda não conhecia: http://www.onlinevolunteering.org
É muito fácil: basta registarem-se e pesquisar os projectos de acordo com o vosso perfil de conhecimentos, formação, experiência, idiomas, etc."

Carla Gomes
In site Vamos Mudar o Mundo

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Quinta-feira, Maio 01, 2008

Quinta-feira da Espiga


Este dia (a Ascensão) ocorre cerca de quarenta dias depois da Páscoa e é sempre a uma quinta-feira.


Dizia-se nas aldeias do sopé da Serra do Montejunto que “na quinta-feira de espiga há uma hora em que os pássaros não vão aos ninhos(...)”. Em Atouguia “o leite não se vende, todo ele é dado”. Noutras localidades “não se faz pão em quinta-feira de espiga” e noutras tantas coze-se nesse dia pão “para guardar o ano inteiro”.


Tradicionalmente, de manhã cedo, as pessoas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres. Com elas, formam um ramo com: espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos, etc.

O ramalhete da espiga não tem uma composição fixa, variando muito de região para região e até de terra para outra terra. No entanto, há mais alguns elementos que surgem quase sempre e que encerram uma simbologia especial.

Em terras de Alenquer, era tradicional colher-se um ramo de espigas de trigo (sempre em número ímpar), um pequeno tronco de oliveira, papoilas, margaridas e varas de videira. Este ramo era depois colocado atrás da porta de casa, para que nela houvesse pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano.

Em vários locais do Ribatejo colhem-se habitualmente três espigas de trigo (e/ou cevada e/ou centeio), três malmequeres amarelos (brancos) e três papoilas, mais um raminho de oliveira em flor, um esgalho de videira com o cacho em formação e um pé de alecrim ou de rosmaninho florido).

As espigas querem dizer fartura de pão; os malmequeres, riqueza; as papoilas, amor e vida; a oliveira, azeite e paz; a videira, vinho e alegria; o alecrim ou o rosmaninho, saúde e força. Guardado em casa, o rosmaninho da espiga não deve ser perturbado na sua quietude, sendo substituido apenas no ano seguinte por outro igual mas mais viçoso.

O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.

Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos.

No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, pensa-se que vem bem mais de trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

A tradição mantem-se em nossa casa e, como costume, fomos apanhar o Ramo da Espiga.
Não pode faltar as papoilas, espigas, ramo de oliveira e malmequeres (e todas as outras flores colhidas pelo caminho).
Depois é seco e guardado até ao ano seguinte.
Na casa antiga a porta de entrada era em madeira, por isso, era seco e pendurado no prego atrás da porta, onde também estava uma velha ferradura (para dar sorte!). Como a casa actualmente é nova e a porta é em metal, é guardado na dispensa... Coisas do progresso...
Uma tradição muito viva e religiosamente cumprida.
Para o ano há mais!

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